Irritado com Toffoli, Lula vê risco de desgaste ao STF no caso Banco Master

STF tenta pôr ordem nas emendas estaduais e no controle de verbas públicas

Iniciativa responde à expansão descontrolada de emendas

Pedro do Coutto

O Supremo Tribunal Federal marcou para julgamento uma série de ações que tratam da constitucionalidade e dos limites das emendas parlamentares estaduais e municipais, em um movimento que visa pacificar e uniformizar as regras sobre a alocação e o controle de recursos públicos em todo o Brasil.

A iniciativa, que ganha destaque no cenário jurídico e político, responde ao que muitos analistas definem como uma expansão descontrolada dessas emendas — mecanismo pelo qual parlamentares podem indicar diretamente gastos orçamentários, frequentemente associado a práticas de “orçamento secreto” — e a uma crescente preocupação com a transparência, rastreabilidade e conformidade constitucional desses instrumentos.

ADPF – No centro da discussão está a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, relatada no STF pelo ministro Flávio Dino, que impõe a estados, Distrito Federal e municípios a obrigação de adotar o modelo federal de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares, equiparando-os ao padrão exigido para os recursos federais.

Essa determinação decorre de decisões anteriores da Corte que consideraram inconstitucional a manutenção de mecanismos opacos de alocação de verbas públicas, notadamente as chamadas emendas de relator e práticas associadas ao “orçamento secreto”, que vinham sendo usadas para direcionar bilhões de reais sem identificação clara dos parlamentares responsáveis ou critérios objetivos de distribuição.

O julgamento, portanto, não se restringe a uma questão técnica do direito financeiro, mas representa um verdadeiro teste institucional para o STF: até que ponto a Corte pode exigir conformidade constitucional em um campo tradicionalmente reservado à autonomia legislativa?

IMPLICAÇÕES – E como equilibrar o poder de iniciativa orçamentária do Congresso com os princípios constitucionais da legalidade, publicidade, moralidade e eficiência na utilização do dinheiro público? A resposta a essas perguntas terá implicações profundas sobre a governança fiscal brasileira, sobre o papel dos Tribunais de Contas na fiscalização das contas públicas e sobre a própria relação entre os Poderes da República.

Para além da discussão teórica, o caso tem consequências práticas imediatas: a execução de emendas parlamentares em 2026 — que envolvem uma parcela significativa dos orçamentos estaduais e municipais — estará subordinada às regras que o STF venha a consolidar, sob pena de bloqueio de repasses ou questionamentos jurídicos.

Esse marco põe à prova não apenas a jurisprudência da Corte sobre a transparência fiscal, mas também a capacidade do Estado brasileiro de superar práticas de clientelismo e dar efetividade aos princípios constitucionais que regem o orçamento público.

Tudo por dinheiro! Até Lewandowski também mamava nas tetas do Master

Banco Master pagou mais de R$ 6 mi a escritório de Lewandowski

Toffoli recebeu mais de R$ 5 milhões do Banco Master

Carolina Juliano
UOL

O escritório de advocacia da família de Ricardo Lewandowski foi contratado pelo Banco Master de 2023 a agosto de 2025, período em que o ministro ainda estava no Supremo Tribunal Federal e depois assumiu o comando do Ministério da Justiça do governo Lula. Lewandowski ficou na pasta, à qual a Polícia Federal é subordinada, entre 1º de fevereiro de 2024 e 9 de janeiro deste ano.

Segundo informações confirmadas pela Folha de S.Paulo, o contrato para consultoria jurídica do banco tinha o valor de R$ 250 mil mensais. A assessoria do ex-ministro afirma que ele se retirou da firma antes de assumir o cargo no governo, mas sua mulher e seu filho continuaram prestando serviços ao banco de Vorcaro até agosto do ano passado.

Como se sabe, o Master também contratou o escritório de familiares do ministro Alexandre de Moraes, do STF, por R$ 3,6 milhões mensais, para auxiliar na defesa dos interesses da instituição, como revelou coluna do jornal O Globo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O banqueiro fraudador Daniel Vorcaro pode ser acusado de muitos crimes, mas não há dúvida de que não era pão-duro e gostava de distribuir os lucros com eminentes figuras do Supremo e do governo. Mas o dinheiro foi jogado fora, porque no Brasil ainda há autoridades que não se vendem, embora o cheiro da podridão aumente cada vez mais. E a novela está apenas começando. Comprem pipocas. (C.N.)

Sem padrinhos de peso, Flávio tenta redesenhar imagem para 2026

Flávio enfrenta impasse na busca por marqueteiro

Luísa Marzullo
O Globo

Sem o apoio explícito de nomes relevantes da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta na largada da pré-campanha dificuldades para diminuir sua rejeição, reduzir resistências fora do núcleo bolsonarista, além de conviver com a sombra do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), tratado por setores do campo conservador como alternativa mais competitiva ao Palácio do Planalto.

Por isso, interlocutores veem como essencial ampliar o leque de apoios e construir uma imagem que extravase o bolsonarismo raiz, o que impulsionou a busca por marqueteiro. O senador tem conversado com diferentes profissionais do mercado em busca de alguém capaz de organizar a estratégia, dar consistência à comunicação e oferecer um roteiro para 2026.

TOM MODERADO – Nas conversas, a demanda central é por um nome que consiga “colar” a imagem do senador na figura do pai, mas ao mesmo tempo dar um tom mais moderado e individual. A avaliação é que a campanha precisará sair do tom reativo e de pautas identitárias para construir atributos presidenciais — agenda econômica, discurso institucional e capacidade de diálogo. Há também pressão para profissionalizar a produção de conteúdo e integrar melhor redes, imprensa e agenda territorial, pontos vistos como falhas recorrentes nas campanhas anteriores do campo bolsonarista.

Um dos desafios para tornar o nome competitivo é reduzir a rejeição. A pesquisa Genial/Quaest mais recente sobre o cenário eleitoral de 2026 mostra queda na rejeição ao nome de Flávio, que passou de 60% para 55%, mas o patamar ainda é alto e superior ao de Tarcísio, com 43%.

Em meio à pré-campanha, o publicitário Daniel Braga, próximo ao senador Rogério Marinho (PL-RN), que foi alçado a coordenador, começou a auxiliar Flávio em conteúdos para as redes sociais. A avaliação, contudo, é que ele não deve ser o estrategista. Outro nome lembrado foi o de Duda Lima, marqueteiro do PL. A hipótese, no entanto, é vista como improvável diante do desgaste após a campanha de Ricardo Nunes em 2024.

ESTRUTURA DIGITAL  – Além disso, interlocutores do partido reconhecem que a estrutura digital de Flávio está longe do alcance que Jair Bolsonaro construiu ao longo dos anos, embora o senador tenha ampliado seguidores desde que passou a ser tratado como presidenciável.

Sem postar nas redes desde julho, Jair Bolsonaro mantém 27 milhões de seguidores em seu perfil no Instagram. Flávio, por sua vez, tem 8,3 milhões, cerca de 30% do pai. Isso reforça a avaliação interna de que apenas a força orgânica do bolsonarismo não será suficiente para sustentar uma campanha nacional.

NORDESTE – Fora da publicidade, há o desafio de avançar eleitoralmente em áreas onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é forte, caso do Nordeste. No centro dessas articulações aparece novamente Rogério Marinho. Nordestino, ele é próximo da família Bolsonaro e, por isso, tido como capaz de costurar apoios na região.

Marinho afirma que o partido trabalha com a meta é ampliar vantagem onde Bolsonaro venceu e reduzir a diferença no Nordeste, onde há maior preocupação em Pernambuco, Ceará, Alagoas, Maranhão e Bahia. “Cada região vai ter uma estratégia. Nas outras quatro regiões onde o Bolsonaro venceu, a ideia é ampliar essa distância”, disse.

Em 2022, Lula venceu em todos os nove estados do Nordeste, sendo a única grande região em que superou Jair Bolsonaro no segundo turno, com cerca de 69,3% dos votos válidos na região ante 30,6% de Bolsonaro, participação que foi crucial para sua vitória nacional.

PALANQUES – Nacionalmente, Lula obteve 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% de Bolsonaro, uma diferença apertada de cerca de 1,8 ponto percentual na soma dos votos de todo o país. No Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, Bolsonaro venceu, o que ajudou a estreitar o resultado, mas não foi suficiente para derrotar o impacto eleitoral do Nordeste. Para isso, palanques fortes nos país são essenciais. Segundo Marinho, contudo, ainda há tensões em cerca de dez estados, incluindo Minas, Rio e Goiás.

Além disso, um pano de fundo envolve a movimentação de Michelle Bolsonaro: segundo aliados, ela atua para reabilitar Tarcísio para a disputa presidencial, a partir da eventual ida de Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar. Dirigentes do PL afirmam que, primeiro, Flávio precisa angariar o apoio da madrasta, que ainda teria preferência por uma candidatura do governador, que por sua vez se diz candidato à reeleição.

TRANSIÇÃO – Aliados reconhecem que Flávio ainda precisa convencer o próprio campo de que tem capacidade de liderar a transição após a prisão e a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O governador tem dito que é candidato à reeleição, mas recuou da visita que faria ao ex-presidente na semana passada, depois de Flávio afirmar que o pai diria a ele que as eleições nacionais estavam fora de cogitação. Tarcísio é tratado como alternativa mais viável por setores do empresariado e do Centrão.

Divulgação de conversa entre Lula e Toffoli é mais um vexame para o Supremo

As contradições da relação de Dias Toffoli com Lula e o petismo - PlatôBR

Lula recebeu Toffoli “sigilosamente” na Granja do Torto

Vera Magalhães
O Globo

Causou perplexidade entre alguns ministros do Supremo Tribunal Federal o fato de a conversa entre Lula e o ministro Dias Toffoli ter vindo a público. A informação foi dada em primeira mão pela coluna Lauro Jardim, que relatou o encontro que os dois tiveram fora da agenda, na Granja do Torto.

A avaliação de alguns ministros é a de que, ao permitir que a conversa fosse conhecida, o presidente estaria ajudando a manter o STF no olho do furacão neste início de ano, reforçando a percepção de que a crise do Master passa ao largo do governo — mantra entoado por dez entre dez auxiliares do petista com quem se converse, aliás.

FORA DA CRISE – Até o meio da semana passada, o governo vinha tentando passar ao largo da crise do Master. O tom mudou levemente depois de o próprio Lula mencionar o escândalo durante visita a Maceió, na sexta-feira, quando disse ser falta de vergonha na cara defender a atuação do banqueiro Daniel Vorcaro.

No Executivo, a percepção é que este é um escândalo que desgasta sobretudo a ala do Centrão que vinha fazendo mais carga para se afastar do governo e de Lula nas eleições.

O freio dado por União e PP no ímpeto de deixar o governo a qualquer custo, no fim do ano, é atribuído em parte à eclosão da fraude do Master e em parte à escolha de Flávio Bolsonaro como candidato a presidente pela direita, o que frustrou uma torcida em prol de Tarcísio de Freitas.

HÁ UM RISCO – Por tudo isso, no STF e no Congresso prevalece a percepção de que não é tão ruim assim que os demais Poderes permaneçam nesse noticiário negativo enquanto outros mais sensíveis para a administração petista, como o do INSS, tiram uma espécie de férias.

Ministros da Corte só ponderam o risco de o governo assumir uma postura de deixar que o STF se queime sozinho.

Lembram da importância que o Judiciário teve no enfrentamento ao 8 de Janeiro e à trama golpista, e ponderam a dificuldade que Lula vem enfrentando para emplacar seu mais recente indicado ao Supremo, Jorge Messias, cujo rito de sabatina teve de ser suspenso por insegurança quanto à sua viabilidade no Senado.

“Pirâmide” do Master/Will vai prejudicar mais investidores do que se pensava

Vulcão Master entra em erupção e expele corrupção da República - O Hoje

Charge do Takeshi Gondo (O Hoje)

Carlos Newton

O caso do Banco Master e das sete instituições financeiras que funcionavam como penduricalhos nesses golpes aplicados na praça, como se dizia antigamente, é muito mais complicado do que parece. Por exemplo, rentistas que aplicaram simultaneamente no Master, no Will ou no LetsBank vão amargar um prejuízo maior, em relação aos que investiram numa só das instituições do fraudador Daniel Vorcaro.

Motivo: o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) só devolve dinheiro aplicado em Poupança, Certificados de Depósito Bancário (CDB) e de Recebíveis (RDB). Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), Letras de Câmbio (LC) e Letras Hipotecárias (LH). E o teto para devolução é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

TETO IMEXÍVEL Assim, pelas regras do Fundo Garantidor de Crédito,  quando se trata de passivos das instituições financeiras do mesmo grupo, o teto permanece em R$ 250 mil, porque o total que vale é um só, segundo o CPF ou CNPJ.

Isso significa que, ao aplicar simultaneamente em dois ou três bancos do grupo, o investidor perderá tudo que exceder ao teto de R$ 250 mil. E os que aplicaram nos diversos fundos criados por Vorcaro não receberão nada.

O Banco Central informa que o Will mantinha R$ 6,3 bilhões em depósitos a prazo. A maior parte em CDBs, porque o golpe era justamente oferecer juros muito acima do mercado, para atrair rentistas, fazer caixa e sair criando fundos fraudados que se realimentariam, numa pirâmide que conseguiria ser bem resistente, supunham Vorcaro e seus cúmplices.

BAITA PREJUÍZO – Assim, a derrocada do conglomerado aumenta os prejuízos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já está ameaçado de desembolsar mais de R$ 50 bilhões relativos ao Banco Master.

Portanto, chega a ser ridícula a intenção do  novo presidente do Banco Regional de Brasília, Nelsom Antônio de Souza, que pretende pedir um empréstimo de R$ 2,6 bilhões ao Fundo, que já está se exaurindo com as fraudes que começaram quando Roberto Campos Neto comandava o Banco Central.

Aliás, é mais acertado culpar as duas gestões que falharam na fiscalização, porque o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, também ficou mais imóvel do que a estátua da Vênus de Milo.

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P.S. – É bom lembrar que Roberto Campos Neto é aquele presidente do Banco Central que não acreditava no próprio trabalho e investia sua fortuna no exterior, imitando o então ministro da Fazenda, Paulo Guedes, que também adorava um paraíso fiscal e tinha até se escondido da Polícia Federal para não prestar depoimento num inquérito que apurava fraudes de sua corretora. Muita gente não lembra, por isso recordar é viver, como diz a marchinha carnavalesca que os mais velho não esquecem. (C.N.)

Gilmar sai em defesa de Toffoli e STF tenta conter desgaste no caso Banco Master

Com aval de Moraes, Tarcísio visitará Bolsonaro e ensaia reaproximação política

Em conversa com Trump, Lula propõe incluir Palestina e esvaziar Conselho da Paz

Líderes conversaram por telefone nesta segunda

Mariana Brasil
Folha

Em telefonema a Donald Trump nesta segunda-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs que o Conselho da Paz, criado pelo americano, limite-se à questão de Gaza e preveja um assento para a Palestina, atualmente excluída do órgão.

O Brasil ainda não confirmou participação no grupo criado pelo republicano, e a tendência é a de recusa. O texto original do órgão prevê o direito de os países proporem alterações, mas ressalta a necessidade de aprovação do presidente americano —cargo que será ocupado por Trump por ao menos mais três anos—, além do poder de veto de Washington sobre decisões dos Estados-membros.

AGENDA GLOBAL – Em uma conversa de 50 minutos, os dois líderes abordaram temas relacionados à relação bilateral e à agenda global, além de tratarem sobre o combate ao crime organizado. Os dois também trocaram impressões sobre indicadores econômicos de Brasil e Estados Unidos e sobre a relação entre os dois países.

Segundo nota do governo brasileiro, Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta teria sido bem recebida pelo republicano.

REFORMA – Ao falar sobre o Conselho da Paz, o petista reiterou também a importância de uma reforma abrangente na ONU que amplie os membros permanentes do Conselho de Segurança, segundo a nota. Os dois trocaram ainda impressões sobre a situação na Venezuela, e Lula ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade na região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.

Por fim, os presidentes concordaram com uma visita de Lula a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, marcadas para fevereiro, em data a ser fixada em breve.

Audacioso, Dias Toffoli usa o Supremo para praticar obstrução de Justiça

: Toffoli e o Banco Master... | GZH

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Eliane Cantanhêde
Estadão

O ministro Dias Toffoli, relator do caso Master, resvala para um perigoso terreno usado por investigados: a obstrução de justiça. No seu caso, usando a própria Justiça e a sua posição excepcional dentro dela. Sem consenso a respeito, o Supremo Tribunal Federal não sabe como reagir e não se ouviu mais nenhuma palavra do seu presidente, Edson Fachin, que soltou uma nota e depois ficou acuado.

O impedimento de Toffoli no caso Master é óbvio e cristalino, depois das revelações sobre sua amizade e o voo com advogado do grupo e agora as relações financeiras de seus irmãos com o braço operador e cunhado de Daniel Vorcaro, pastor Fabiano Zettel.

RUMO AO PRECIPÍCIO – O ministro, porém, finge que não está impedido e acelera rumo ao precipício. Declarou sigilo total e voltou atrás. Tentou impedir a perícia de celulares e computadores, apreendidos nas operações, e também recuou, mas impondo os peritos de sua preferência, algo bastante inusitado. Por fim, reduziu o tempo para a PF tomar e confrontar depoimentos. A PF deve estar feliz da vida…

Nesse contexto, Fachin lançara a ideia de um código de ética interno, que os colegas deixaram para lá; Gilmar Mendes apresentou um projeto para dificultar o impeachment de ministros no Senado e tem de recuar; Alexandre de Moraes abre inquérito de ofício para investigar, não o Master, mas o Coaf e a Receita por eventuais vazamentos de dados sobre ele, Toffoli e suas famílias. Uma corrida sem rumo.

Toffoli confirma o velho ditado: o que começa errado vai errado até o fim. O seu erro original foi cair na irresponsabilidade do padrinho Lula de nomeá-lo para o Supremo, apesar de não ter a maturidade e as credenciais para um desafio dessa envergadura. Como alguém que levou bomba duas vezes em concurso para juiz vira ministro da mais alta Corte?

TUDO AO CONTRÁRIO – Órgãos que apuram fraude no Banco Master viram alvo de pressão e inquéritos do Judiciário

Deu no que deu. Na pior hora do Supremo, que evoluiu de líder da democracia para alvo no caso Master, quem é o pivô da crise? Dias Toffoli, o ministro que tropeçou nas próprias pernas (e no seu passado petista) durante os julgamentos do mensalão e da Lava Jato e carregou esse passivo para o terceiro mandato de Lula. A dívida lhe custa muito caro, por exemplo, tentando favorecer a JBS.

Desta vez, porém, Toffoli não está sob suspeita pelo pagamento da dívida com Lula, mas pela sua própria família, interesses, vínculos.

FAVORECIMENTOS – Não faz o menor sentido, jurídico e ético, o ministro puxar o caso Master para o Supremo, se declarar relator e tomar, não uma, mas várias decisões que parecem ao distinto público moldadas para atrapalhar as investigações e proteger o Master e Daniel Vorcaro.

Quanto ao inquérito aberto por Alexandre de Moraes, pode-se considerar que vazamento de notícias é como pimenta? Bacana no olho dos outros, mas no dos ministros do STF não pode?

Com emendas e crise entre o Supremo e o Senado, vai ter pimenta para todo lado, quando acabar o recesso do Judiciário e do Congresso.

Vorcaro quis imitar o golpe de Silvio Santos com Lula e quebrou a cara

Vorcaro é perguntado sobre relação com políticos e cita só um nome: Ibaneis Rocha | G1

Vorcaro pensou que poderia resolver sem falar com Lula

Adriana Fernandes, Bruno Boghossian e Mariana Carneiro
Folha

O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza, afirmou à Folha que o banco público do Distrito Federal não vai quebrar nem será liquidado pelo Banco Central. Souza chegou ao BRB em 27 de novembro, depois da saída de Paulo Henrique Costa, afastado e demitido do cargo após ser alvo de operação da Polícia Federal, na semana anterior.

Segundo a PF e o Banco Central, sob gestão de Costa, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos falsificados do Master. Como mostrou a Folha, o BRB também passou a deter o controle de fundos que fazem parte da ciranda financeira investigada pelas autoridades.

PEDIR EMPRÉSTIMOS – Na primeira entrevista na função, o novo presidente afirma que a população de Brasília tem o banco estatal como um ícone, e o governo do Distrito Federal fará a capitalização necessária para cobrir as perdas.

“O BRB não vai quebrar, não vai ter intervenção, não vai ter liquidação”, afirmou, em entrevista na sede do BRB, na tarde desta sexta-feira (23), após atravessar uma semana de turbulência com disputas políticas e boatos que provocaram movimentos atípicos de saques entre a segunda e quarta-feira.

A semana terminou com a situação normalizada, com a entrada líquida de recursos superior em mais de R$ 2 bilhões aos saques, e apoio dos bancos privados.

LINHA EMERGENCIAL – Souza confirmou que o BRB negocia uma linha de empréstimo emergencial com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para atender às exigências de capital do BC.

“Nós contribuímos e somos associados do FGC. Todos os bancos que precisam de capital, o primeiro lugar que vão é no FGC, que tem taxa de juros mais barata e prazo longo [do financiamento]”, disse.

Para conseguir o empréstimo, o governo do DF, que é o controlador do BRB, terá que dar garantias ao FGC, como ações de suas empresas estatais.

ORDEM DO BC – A expectativa é que o empréstimo saia ainda no primeiro trimestre, a fim de dar resposta à determinação de provisionamento pelo BC de R$ 2,6 bilhões, em razão do prejuízo provocado pela compra dos créditos falsos do Master.

O prazo é necessário para ajustar o balanço de 2025 a tempo da data de divulgação exigida às empresas de capital aberto, como é o caso do BRB.

Outras propostas de socorro estão na mesa: repasse direto do Tesouro do DF e dos minoritários, formação de um fundo com imóveis de propriedade do governo do DF a serem transferidos para o BRB, repasse de ações de empresas estatais e um empréstimo de um consórcio de bancos, além do socorro do FGC.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como já informamos na Tribuna da Internet, o fraudador Daniel Vorcaro pretendia a venda ao BRB por se tratar de um banco estatal, que não pode ia à falência. Portanto, tentou repetir o golpe que Silvio Santos deu na Caixa Econômica, que por ordem de Lula comprou parte do banco PanAmericano, que iria à falência por fraudes e ameaçava o grupo econômico SS e até a rede do SBT. Vorcaro quis repetir esse Baú da Felicidade, mas esqueceu de falar diretamente com Lula… (C.N.)

Força-tarefa aposta em avaliação médica para tirar Bolsonaro da Papudinha

Uma desesperada canção de amor, coisa rara na poesia de Olavo Bilac

Reconheçamos que o Brasil é um dos... Olavo Bilac - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista e poeta carioca Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865-1918), que era republicano e nacionalista, no soneto “Longe de Ti” assume seu lado romântico, mas não deixa de falar em pátria, em exílio e em linguagem natal.

LONGE DE TI
Olavo Bilac

Longe de ti, se escuto, porventura,
Teu nome, que uma boca indiferente
Entre outros nomes de mulher murmura,
Sobe-me o pranto aos olhos, de repente…

Tal aquele, que, mísero, a tortura
Sofre de amargo exílio, e tristemente
A linguagem natal, maviosa e pura,
Ouve falada por estranha gente…

Porque teu nome é para mim o nome
De uma pátria distante e idolatrada,
Cuja saudade ardente me consome:

E ouvi-lo é ver a eterna primavera
E a eterna luz da terra abençoada,
Onde, entre flores, teu amor me espera.

Piada do Ano! Depois do escândalo, Lula “desiste” de defender Dias Toffoli

Tribuna da Internet | Sempre generoso, Toffoli suspende multa de R$ 10,3  bilhões que a J&F devia pagar

Charge do Kacio (Arquivo Google|)

Catia Seabra
Folha

O presidente Lula (PT) tem manifestado irritação com a conduta do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), na relatoria do inquérito do Banco Master. O petista acompanha o andamento do caso e as repercussões sobre a atuação do magistrado. Nos últimos dias, deu sinais de que não pretende defender Toffoli das críticas feitas ao ministro.

Em conversas reservadas com ao menos três auxiliares, Lula fez comentários considerados duros sobre Toffoli e chegou a afirmar, em desabafos, que o ministro deveria renunciar a seu mandato na corte ou se aposentar, segundo relatos colhidos pela Folha.

NOVA CONVERSA – Lula disse a esses aliados que pretende chamar Toffoli para uma nova conversa sobre sua conduta no inquérito —eles já discutiram o assunto no fim do ano passado.

Apesar dos rompantes, colaboradores duvidam que o presidente vá propor ao ministro que se afaste do tribunal ou abra mão da relatoria do caso.

Mas o presidente está incomodado com o desgaste institucional ao Supremo causado por notícias que expuseram laços de parentes do ministro com fundos ligados à teia do banco. De acordo com aliados, o petista também reclamou do sigilo imposto ao processo e do receio de que a investigação seja abafada.

COMBATER FRAUDES – A auxiliares Lula tem defendido as investigações e afirmado que o governo precisa mostrar que combate fraudes sem poupar poderosos, evitando críticas por eventuais interferências.

“Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”, afirmou Lula na sexta-feira (23).

Além disso, haveria a percepção de que o caso pode abalar políticos de oposição e deverá prosseguir, ainda que respingue em governistas.

LIGAÇÕES COM PT – O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tem ligações com políticos do centrão e também com aliados do governo do PT na Bahia. O empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, é próximo de Rui Costa, ministro da Casa Civil, e do senador Jaques Wagner, líder do governo.

Desde o fim do ano passado, o presidente monitora a evolução do inquérito. Ele teria ficado intrigado com a decisão de Toffoli de colocar sob sigilo elevado um pedido da defesa de Daniel Vorcaro para levar as investigações ao STF.

A medida aconteceu uma semana antes de o jornal O Globo revelar que o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, tinha um contrato de R$ 3,6 milhões mensais para defender os interesses do Master.

TOFFOLI RESISTE – O ministro indicou a interlocutores que nem a viagem de jatinho na companhia do advogado nem a sociedade entre seus irmãos e o fundo de investimentos comprometem sua imparcialidade. E, como mostrou a Folha, em sua história, o STF só reconheceu o impedimento ou a suspeição de ministros em casos de autodeclaração.

Responsável pela indicação de Toffoli para o tribunal, Lula coleciona decepções com o ex-advogado do PT. Toffoli, por exemplo, impediu que Lula assistisse ao velório do irmão, tendo pedido desculpas ao presidente anos depois.

O pedido de perdão ocorreu em dezembro de 2022, após a eleição de Lula. O ministro do Supremo Tribunal se desculpou por não ter autorizado o petista a comparecer ao velório de seu irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, quando estava preso em Curitiba. Vavá morreu em janeiro de 2019.

 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Decepções de Lula com Toffoli? Nem tanto, nem tanto… É preciso lembrar que Toffoli foi o articular da manobra para tirar Lula da cadeia em 2019, transformando o Brasil no único país na ONU que deixa solto qualquer criminoso que não tenha sido condenado em quarta instância. A preocupação de Lula é Piada do Ano. O presidente não deu uma palavra sobre os desmandos de Toffoli. Somente agora resolveu se “manifestar” através de amestrados, quando está claro que o ministro Toffoli não passa de mais um petista corrupto e safado, que não vai escapar do impeachment. (C.N.)  

Michelle desafia a família e reposiciona Tarcísio na disputa presidencial

Haddad e o peso das escolhas no xadrez eleitoral de São Paulo

Fernando Haddad e Alckmin são os principais nomes no estado

Pedro do Coutto

A declaração do ministro da Educação, Camilo Santana, ao jornal O Globo recoloca Fernando Haddad no centro do tabuleiro político de 2026 e revela, com rara franqueza, como decisões eleitorais raramente são apenas individuais.

Ao afirmar que o ministro da Fazenda “não pode se dar ao luxo de tomar uma decisão individual”, Camilo explicita uma lógica antiga, mas muitas vezes disfarçada, da política partidária: em momentos estratégicos, o projeto coletivo tende a se sobrepor às vontades pessoais.

POSTO-CHAVE – Haddad, que já disputou a Prefeitura de São Paulo, o governo estadual e a Presidência da República, ocupa hoje um posto-chave no governo Lula. À frente da Fazenda, tornou-se uma das figuras centrais da sustentação econômica e política do terceiro mandato presidencial. Justamente por isso, sua eventual candidatura ao governo paulista ganha contornos que vão além de uma simples escolha de carreira.

Para o PT, São Paulo continua sendo o maior desafio eleitoral e simbólico do país. Trata-se do principal colégio eleitoral, do estado mais rico e da vitrine política onde a direita consolidou força nas últimas eleições. Camilo Santana vocaliza um sentimento que não é isolado dentro do partido: sem Haddad, o PT carece de um nome com densidade eleitoral, reconhecimento nacional e capacidade de enfrentar um adversário forte, como o atual governador Tarcísio de Freitas.

A fala do ministro da Educação não soa como imposição, mas como alerta. Ela sugere que, num cenário de sucessão presidencial e de disputa estadual simultânea, cada movimento precisa ser calculado de forma integrada, pensando no efeito cascata que uma candidatura competitiva em São Paulo pode ter sobre o projeto nacional.

ARGUMENTO – Do lado de Haddad, há um argumento legítimo e compreensível. Após anos de disputas duras, derrotas apertadas e enorme exposição política, o ministro sinaliza preferência por contribuir de outra forma: ajudando a estruturar um projeto de país, fortalecendo a agenda econômica e atuando como formulador estratégico. É a postura de quem enxerga a política para além do calendário eleitoral imediato. Ainda assim, como a própria fala de Camilo indica, a política raramente respeita apenas o tempo e o desejo individuais.

O embate, portanto, não é pessoal, mas simbólico. De um lado, a ideia de missão: quando o partido entende que determinado quadro é essencial para uma disputa-chave. De outro, a noção de limite: até onde se pode exigir que um líder sacrifique seus planos em nome de uma estratégia maior. Essa tensão ajuda a explicar por que a decisão de Haddad será uma das mais observadas dos próximos meses, não apenas em São Paulo, mas em Brasília.

No fundo, o recado de Camilo Santana traduz uma máxima conhecida nos bastidores do poder: em certos momentos da história política, não escolher também é escolher. E, para o PT, deixar São Paulo sem um nome competitivo pode significar abrir mão de um espaço decisivo na narrativa e no equilíbrio de forças de 2026. Haddad sabe disso. O partido também. Resta saber qual peso falará mais alto quando chegar a hora da definição.

Fraudes no Master comprovam que BC e CVM não fiscalizam praticamente nada

Banco Master: Entenda por que ministro do STF decretou sigilo elevado no processo de Daniel Vorcaro - Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

Vorcaro criou facilmente uma superpirâmide financeira

Pablo Giovanni
Metrópoles

Com a liquidação do Will Bank, esta é a sétima intervenção do Banco Central no escopo do caso Master, hoje investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

As liquidações efetivadas pelo BC tiveram início em novembro do ano passado, quando as principais instituições do Banco Master, controladas pelo empresário Daniel Vorcaro, sofreram intervenção.

PRIMEIRO ALVO – No mesmo dia, o banco Letsbank, que era comandado pelo empresário Maurício Quadrado, ex-sócio do Master, também foi liquidado. O empresário consta entre os alvos de busca e apreensão no âmbito da segunda fase da Operação Compliance Zero, cumprida pela PF dia 14 de janeiro.

Dentro do conglomerado Master, as instituições individuais ligadas a Vorcaro são apenas três: o próprio Master, o Letsbank e o Will Bank. Com a intervenção nas três, todas as instituições diretamente ligadas ao empresário estão em processo de liquidação.

Em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação extrajudicial das instituições do grupo Master: Banco Master S/A; Banco Master de Investimento S.A.; Banco Letsbank S.A.; Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários; e Banco Master Múltiplo S.A.

OUTRAS LIQUIDAÇÕES – Já em 15 de janeiro, o BC liquidou a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., anteriormente conhecida como Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.

Por último, o BC decretou a liquidação da Will Financeira S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento, popularmente conhecida como Will Bank.

Além das instituições ligadas a Vorcaro, como as próprias instituições do Master e bancos relacionados, a corretora Reag foi liquidada extrajudicialmente por ato assinado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo.

ELO COM O PCC – Dentro das investigações da Polícia Federal, os fundos da corretora Reag têm ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), em operação deflagrada ainda em 2025. O fundador da instituição é João Carlos Mansur, também alvo da PF no âmbito da Compliance Zero.

Em apenas cinco anos, de 2020 a 2025, o patrimônio sob gestão da Reag se multiplicou por quase 14 vezes: passou de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões. As apurações também apontam que a corretora pode ter sido utilizada para inflar ou ocultar riscos do Master, para facilitar uma tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB), vetada pelo BC.

Fundos ligados à própria corretora adotaram, junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sigilo sobre suas carteiras, omitindo o detalhamento dos ativos por prazo de seis meses, conforme mostrou o Metrópoles.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Uma coisa é certa nesse vespeiro – a fiscalização exercida pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários está deixando muito a desejar. Em tradução simultânea, BC e CVM não estão controlando nada. Mesmo assim, até agora não se viu nenhuma autoridade defendendo nem propondo mais rigor na fiscalização. Por que será? Ora, é porque nasce um otário a cada 30 segundos. (C.N.)

Kassab e Ratinho Jr. veem brecha entre Flávio e Tarcísio, mas acordos travam avanço

Master usou credibilidade e audiência da Globo e de Huck para atrair clientes

É real oficial: as willimpíadas vão começar! A partir do próximo domingo, no Domingão com Huck, 200 participantes do Brasil inteiro, vão viver a chance de uma vida: disputar R$ 1 MILHÃO

Luciano Huck se tornou “embaixador” dos fraudadores

Carlos Newton

Sem deixar de reconhecer a relevância da divulgação do escândalo do banco Master por todos os meios de comunicação, devassando suas relações nada republicanas com autoridades de diversos níveis, incluindo os poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, é forçoso reconhecer que a bilionária fraude financeira ganhou maior dimensão com a cobertura do Jornal Nacional, que vinha se omitindo.

Curiosamente, até agora a imprensa não se preocupou em divulgar que uma instituição financeira fraudulenta como o Master, que acarretou prejuízo de mais de R$ 50 bilhões a milhões de clientes, incluindo cidadãos de parcos recursos, ter sido parceira de programas de grande audiência da Rede Globo, especialmente o Domingão com Huck.

WILL BANK – Como se sabe, além do Master, o Banco Central também decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, conhecido por Will Bank, de propriedade do mesmo grupo golpista, que não se sabe como pôde implementar tão vultoso ataque ao sistema financeiro nacional sem despertar a menor reação preventiva, em anos, por parte dos órgãos responsáveis por sua fiscalização, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários.

De acordo com o Banco Central, só a financeira Will tem um passivo de R$ 7 bilhões em transações correntes com a bandeira Mastercard.

Em 2025, foi anunciado que Luciano Huck e seu “Domingão” eram os novos parceiros do Will Bank, cujo CEO, Felipe Felix, afirmou: “Por ser um dos principais nomes da televisão brasileira e estar à frente de um programa no horário nobre de domingo, com um grande alcance, vimos uma sinergia importante em trazer o Huck para ser nosso embaixador. Juntos, queremos descobrir histórias e valorizar ainda mais nossos clientes que estão por todo o Brasil”.

HUCK NA PARADA – Como “embaixador” dos picaretas, Luciano Huck não deixou por menos e destacou: “O Will Bank é meu novo banco. Um parceiro que escolhi para estar ao meu lado nos próximos anos ele já está pelos quatro cantos do Brasil, sempre com novidades incríveis e em constante evolução. Estou feliz demais e quero que meu público possa embarcar nessa com a gente”. 

Como o Will Bank foi liquidado, se você é uma das vítimas desse vultoso calote, procure o Fundo Garantidor de Crédito ou, em último caso, o Ministério Público que deve processar os culpados por propaganda enganosa, segundo o Código de Defesa do Consumidor.

Em lugar algum do planeta alguém acreditaria que um cidadão desconhecido de 42 anos, chamado Daniel Vorcaro, de um dia para outro poderia abrir um banco e aplicar uma rasteira em mais de 10 milhões de clientes, causando prejuízo de dez bilhões de dólares, sem deixar vestígio algum para ser contido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Luciano Huck ficou mal nesse episódio, usando sua imagem para que seus admiradores fossem enganados por uma verdadeira quadrilha financeira. O mais incrível é que uma pessoa como Huck não selecione melhor seus parceiros nos negócios e ainda viva espalhando que pretende ser presidente da República. Recentemente, voltou a falar no assunto, sabe-se lá com que objetivo. (C.N.)

Malafaia sabe que os chefões da Faria Lima rejeitam a candidatura de Flávio

Malafaia: Tarcísio não se arrepende de nada do que falou na Paulista

Malafaia quer convencer Tarcísio a disputar contra Lula

Roberto Nascimento     

O pastor Silas Malafaia já sentiu o vapor do vento, vindo pelos lados do Centrão e da Avenida Faria Lima, endereço dos maiores empresários paulistas, que já se decidiram pela chapa com o governador paulista Tarcísio de Freitas, tendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice.

Jair Bolsonaro se insurgiu contra a decisão da direita empresarial e o pragmatismo do Centrão; resolveu impor o nome do filho Zero Um para herdar o legado do bolsonarismo.

SEM CONDIÇÕES – Ocorre, porém, que Bolsonaro foi abatido em pleno voo e está preso. Portanto, ficou sem condições políticas para impor ao sistema o nome do filho Flávio, que não tem carisma para empolgar o eleitorado.

A direita sabe que aquelas condições políticas que levaram Bolsonaro ao poder não existem neste 2026. Pelo contrário, a tentativa de golpe de estado assustou aos empresários, que preferem um cenário de estabilidade democrática, ideal para o ambiente de negócios.

É por isso que Silas Malafaia há muito tempo vem costeando o alambrado para pular do sítio bolsonarista e entrar no terreno com a grama fresca e abundante da candidatura Tarcísio, antevendo a perda de capilaridade eleitoral de Bolsonaro.

FICAR NA MUDA – Mas o que angustia o pastor Malafaia é a indecisão do governador paulista. Segundo o líder evangélico, Tarcísio deveria ficar na muda. igual passarinho, e não falar em reeleição para não queimar o filme.

Assim, quando a direita que manda der a ordem, indicando Tarcísio como candidato, haverá melhores condições. Esse recado será dado até abril, quando termina o prazo para os governadores deixarem o governo para se tornarem candidatos a presidente, deputado ou senador.

Na hora certa, as cartas de quem realmente manda no Brasil vão chegar ao hóspede da Papudinha. Os chefões da Faria Lima não querem o filho Flávio como candidato da direita e serão respeitados.