E lá vai o lendário trem azul de Lô Borges e Ronaldo Bastos…

Poeta do clube mineiro, Ronaldo Bastos faz 70 anos com livre trânsito nas esquinas | G1

Ronaldo Bastos, poeta do Clube de Esquina

Paulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, produtor musical e compositor Ronaldo Bastos Ribeiro, nascido em Niterói (RJ), na letra de “O Trem Azul”, em parceria com Lô Borges (1952/2025) compara a vida e a viagem como passageiro de um trem, sempre em direção à próxima e nova estação, com suas promessas de momentos mais felizes, ou seja, é o canto da esperança nos bons encontros que a próxima estação trará; é canto de afirmação (inclusive das despedidas) da beleza da palavra, afinal, a tristeza é resultado das palavras que não foram ditas e que devoram o indivíduo por dentro, numa época em que o Brasil estava sob o comando de uma ditadura militar, desde 1964.

A canção faz parte do LP duplo Clube da Esquina, gravado por Milton Nascimento, em 1972, pela Odeon.

O TREM AZUL
Lô Borges e Ronaldo Bastos

Coisas que a gente
se esquece de dizer.
Frases que o vento
vem as vezes me lembrar.

Coisas que ficaram
muito tempo por dizer
na canção do vento
não se cansam de voar.

Você pega o trem azul,
o Sol na cabeça.
O Sol pega o trem azul,
você na cabeça.
Um sol na cabeça.

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