
Toffoli e Moraes são dois perdidos num tribunal muito sujo
Mario Sabino
Metrópoles
O presidente do STF, Edson Fachin, adiou para data a ser definida um almoço que teria com os demais ministros no dia 12. O prato principal era o código de ética que ele quer implantar. Um prato indigesto para Moraes e Toffoli.
A assessoria de imprensa do STF informou que o adiamento já estava decidido antes da sessão de ontem. De qualquer forma, casou-se bem com o clima de cortar com faca instalado no tribunal desde que Fachin decidiu que adotará um código de ética para os ministros do Supremo.
DUPLA DINÂMICA – O Código de Ética é uma resposta à revelação das ligações perigosas de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Na sessão de quarta-feira, de discussão sobre os limites do uso das redes sociais por magistrados, a dupla dinâmica reagiu ao discurso de Fachin na abertura do ano judiciário, quando o presidente do STF afirmou que a adoção de um código de ética para os ministros do STF era um compromisso seu e anunciou que Cármen Lúcia seria a relatora.
“Se os tempos exigirem mais de nós, sejamos maiores que os desafios. Enquanto a magistratura brasileira permanecer íntegra e firme, a democracia permanecerá em pé, com plena legitimidade. Reafirmo o compromisso com a adoção de um código de ética para o tribunal”, disse o presidente do tribunal.
“VÍTIMAS DA IMPRENSA” – Na sua reação, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli pareceram menores do que os desafios impostos pelos tempos. Previsivelmente, ambos são contrários a qualquer código. Acham que já existem limites suficientes a ditar o comportamento dos magistrados — e fingiram, mais uma vez, serem “vítimas” da imprensa.
Os jornalistas agiriam de “má-fé” ao apontar que ministros exercem atividades empresariais e comerciais que não estariam de acordo com a conduta esperada de um integrante do Supremo.
“O magistrado não pode fazer mais nada na vida, só o magistério. Pode dar aulas, dar palestras. E como o magistrado só pode dar aulas e palestras, passaram a demonizar as palestras. Por falta do que criticar, daqui a pouco a má-fé vai para quem dá aula nas universidades”, reclamou Moraes.
SEM DEMONIZAR… – Querer transparência sobre quem está pagando e quanto está pagando por palestras de ministros do Supremo não é demonizar palestras, fica a dica para o ministro que, coitado, não pode fazer mais nada na vida.
Muito preocupado com as finanças dos seus pares, Moraes citou a Lei Orgânica da Magistratura para falar sobre juízes donos de empresas. A lei veta apenas que juízes eles sócios-dirigentes.
“Se assim não fosse, nenhum magistrado poderia, por exemplo, ter uma aplicação no banco, ter ações no banco. ‘Ah, é acionista do banco, então não vai poder julgar ninguém do sistema financeiro’”, sofismou.
FAZENDEIROS – “Vários magistrados são fazendeiros, donos de empresas. E eles, não excedendo a administração, têm todo o direito aos seus dividendos”, emendou Toffoli, talvez em solidariedade ao fazendeiro Gilmar Mendes.
Também incomoda que a imprensa denuncie o tráfico de influência de advogados familiares de ministros nos tribunais superiores.
Para Moraes, esse é um problema que simplesmente não existe, visto que “o magistrado, desde o juiz de Aguaí até o STF, está impedido de julgar qualquer caso que tenha como partes ou como advogados seus parentes”.
E A MULHER DELE? – O juiz de Aguaí deve achar que os dois ministros deixaram escapar a oportunidade de explicar como a mulher advogada de Moraes conseguiu um contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master e de esclarecer quais eram as relações societárias de um cunhado de Vorcaro com os irmãos de Toffoli em um resort no Paraná.
A reação de Alexandre de Moraes e de Dias Toffoli mostra o quanto é urgente um código de conduta no STF, principalmente para que sirva, no Senado, de baliza incontornável à abertura de processos de impeachment de ministros do tribunal.
É disso que ambos têm medo. Não só eles.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Sensacional o artigo de Mário Sabino. Faz lembrar a peça de Plinio Marcos, “Dois Perdidos numa Noite Suja”. Ah, Brasil, você não muda nada… (C.N.)
Senhor Mario Sabino (Metrópoles) , esquecestes de mencionar a existência dessas multimilionárias bancas advocatícias , pertencentes a juízes , desembargadores e ministros dos tribunais superiores e supremo , tendo advogados desonestos como seus testas de ferro , laranjas e aviões , tendo como seus alvos , vítimas principais e preferenciais as empresas ” Públicas e Estatais ” , ameaçando-as e extorquindo-as criminosamente por via judiciária , como é público e notório , obrigando tais empresas abrirem mãos de seu próprio corpo jurídico e contratar essas bancas advocatícias mercenárias por altíssimas cifras .
O sft virou uma pocilga bem fedida
A verdade é que existe uma deliberação ” criminosa ” de se deteriorar e precarizar a qualidade dos serviços públicos Brasileiros , visando justificar suas privatizações á preços vil , junto ao povo Brasileiro , com o agravante de que ao privatizarem os principais aeroportos do país , transformara-os em verdadeiros corredores de tráficos de drogas e contrabandos diversos do país.
Não sou chegado a teatro, gosto de filmes, gosto de faroestes do tipo “Os Onze Magníficos”.
Esse elenco tem a maior bilheteria que “Era um vez em Brasília”.
“… oportunidade de explicar como a mulher advogada de Moraes conseguiu um contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master …” => Lavagem de dinheiro, caceta !