
“Nível de sensibilidade” do evento subiu nos últimos dias
Isabella Calzolari
Fernanda Vivas
G1
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em alerta sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageia o petista neste domingo (15). A avaliação de integrantes do Palácio do Planalto é que, nos últimos dias, houve uma escalada do nível de sensibilidade sobre o evento.
Com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a agremiação vai contar a trajetória do presidente. A oposição tentou barrar o desfile na Justiça, alegando propaganda eleitoral antecipada (entenda abaixo). Lula vai disputar o quarto mandato presidencial neste ano.
RECOMENDAÇÕES – Na última sexta-feira (13), a Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) fez uma série de recomendações sobre a participação de autoridades federais nas festas de Carnaval deste ano. Compete á CEP “orientar autoridades em matéria de ética pública, aplicar o Código de Conduta da Alta Administração Federal, manifestar-se sobre conflito de interesses e apurar condutas das Altas Autoridades em desacordo com as normas éticas”.
Com as regras publicadas em nota oficial da Secom, o entendimento de alguns integrantes do Executivo é que o Palácio do Planalto formalizou o tom de cautela. As orientações foram publicadas após uma consulta feita pela Casa Civil, Advocacia-Geral da União e Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom). A AGU já havia feito uma recomendação informal aos ministros que evitassem participar do desfile sobre Lula para evitar confusão política e jurídica.
COMITIVA MENOR – Lula vai assistir ao desfile no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, na Sapucaí, com uma comitiva menor do que a prevista inicialmente. Há uma previsão de que a primeira-dama, Janja da Silva, esteja em um dos carros alegóricos. Ela esteve no ensaio técnico da agremiação na semana passada.
Inicialmente, ministros avaliaram participar da homenagem. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, esteve no ensaio com Janja, mas decidiu não desfilar mais. A lista de autoridades no camarote com Lula também é incerta. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, tinha presença confirmada no camarote com o presidente até a manhã deste sábado (14), mas informou que não vai mais.
“RISCO DE ILÍCITO” – Na última quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, dois pedidos de liminares feitos pelo partido Novo e pelo partido Missão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores (PT) e a escola de samba Acadêmicos de Niterói. A Corte, no entanto, fez alertas sobre “risco de ilícito”.
A ministra Estela Aranha, relatora do caso, afirmou que não é possível deferir o pedido, uma vez que os fatos ainda não aconteceram. Contudo, a ministra ponderou que não significa que, no futuro, a Corte não possa vir a analisar eventuais abusos como o de poder político, econômico e dos meios de comunicação. Além da relatora, votaram pela rejeição da ação: André Mendonça, Cármen Lúcia, Antonio Carlos Ferreira, Villas Bôas Cueva e Floriano de Azevedo Marques
Em seu voto, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, disse que “a Justiça Eleitoral não está dando salvo-conduto a quem quer que seja”. Segundo ela, o cenário não se parece ao de “areias claras”, mas de “areia movediça”. “Quem entra, entra sem saber o final”, reforçou.
CENSURA – Em complemento, Cármen Lúcia ressaltou que a Constituição proíbe censura. “É vedada toda e qualquer censura. Sem se saber o que vai acontecer, não há dado objetivo do que a escola vai fazer, pode até última hora resolver não fazer. Estaríamos antecipando algo”, justificou.
A ministra destacou, contudo, que a “festa do Carnaval não pode ser fresta para ilícito eleitoral de ninguém”, alertando para o risco de que “pessoas que já se anunciaram como candidatos” possam transformar o ambiente em espaço para propaganda irregular.
A discussão no TSE envolveu a possibilidade de que o evento representasse uma propaganda eleitoral antecipada, o que viola a legislação eleitoral. Pela lei brasileira, a propaganda a favor de um candidato visando às eleições pode começar quando a participação dele na disputa é oficializada – com as convenções e o registro de candidatura. Pedidos de votos fora desse período são considerados irregulares e podem trazer sanções, como multas e processos por abuso de poder político.
RECOMENDAÇÕES
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República fez uma série de recomendações sobre a participação de autoridades federais nas festas de Carnaval deste ano. O colegiado listou as seguintes orientações:
1.A recomendação de que sejam recusados convites de pessoas jurídicas de fins lucrativos que configurem conflito de interesses com a Administração, em razão de decisões quanto a decisões regulatórias, a contratações diretas e a políticas públicas geridas por seus respectivos órgãos;
2.A vedação do recebimento de diárias e passagens para comparecimento a evento que se insira, de maneira exclusiva, na esfera privada da autoridade. Mesmo nas atividades de cunho estritamente pessoal, não se afasta o dever de observância aos princípios e normas de regência da ética e da moralidade administrativas;
3.A necessidade de que atividades de caráter institucional desempenhadas durante o Carnaval sejam devidamente registradas no sistema e-Agendas;
4.A orientação de que, em festividades, eventos e programas culturais, as autoridades não realizem manifestações que possam vir a ser caracterizadas como propaganda eleitoral antecipada, por conter pedido explícito de voto ou veicular conteúdo eleitoral.
Lula x Bolsonaro de novo em 2026 é uma fantasia de monstro na avenida.
Um dragão de duas cabeças cuspindo o fogo que queima as instituições.
Há 20 anos…
https://jornaldebeltrao.com.br/geral-arquivo/na-fila-ha-18-anos-vila-isabel-vence-o-carnaval-com-us-1-milhao-do-governo-de-hugo-chavez/
ABRE-ALAS
Petrolífera patrocina o enredo “Soy Loco por Ti, America” da escola de samba de Vila Isabel e espalha cartazes no Rio
Estatal venezuelana investe no Carnaval e promove Chávez
Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem
Cartaz da estatal de petróleo da Venezuela PDVSA instalado no Sambódromo do Rio de Janeiro
DA SUCURSAL DO RIO
A estatal venezuelana de petróleo PDVSA aproveitou o Carnaval e o patrocínio à escola de samba Vila Isabel, do Rio, para lançar sua marca no país e, de quebra, divulgar o governo do presidente Hugo Chávez e suas missões sociais, financiadas principalmente com a receita do petróleo.
O secretário de Política e Comunicação da Embaixada da Venezuela no Brasil, Nelson Gonzales, disse que o governo da Venezuela decidiu apoiar a Vila Isabel, por meio da PDVSA, por causa do enredo alusivo à integração dos povos latino-americanos, batizado de “Soy Loco por Ti, America”.
O patrocínio e a campanha publicitária (com peças na TV, no rádio e em cartazes pela cidade) foram, segundo Gonzales, uma maneira de divulgar comercialmente a marca da PDVSA, que está ingressando no país com a construção de uma refinaria no Nordeste em parceria com a Petrobras (investimento de US$ 2,5 bilhões), e de dar visibilidade às missões sociais de Chávez.
Ele citou o exemplo da missão Milagre, um programa de assistência médica destinado a tratar de doenças da visão, que atenderá na Venezuela 60 pacientes de Pernambuco nos próximos meses.
Gonzales não revelou nem o valor do patrocínio nem da campanha publicitária, que ressalta que o “petróleo está unindo” Brasil e Venezuela. O presidente da Vila Isabel, Wilson Alves Vieira, conhecido como Moisés, também esconde o valor. Diz apenas que a escola gastará, ao todo, R$ 3,5 milhões neste Carnaval. Desse total, R$ 2,2 milhões virão da subvenção da Prefeitura do Rio, dos direitos de transmissão de TV e da cota da bilheteria a que cada escola tem direito. A Folha apurou com pessoas próximas a negociação que o apoio venezuelano ficou próximo a R$ 1 milhão.
“Fechamos o contrato no mês passado. O dinheiro ajudou muito, mas não deu para fazer todo o Carnaval”, disse Moisés.
Segundo Gonzales, Chávez não irá ao desfile da Vila, mas será representado pelo embaixador Julio Garcia Montoya e pelo presidente da PDVSA no país, Sergio Tovar.
Pagar a dívida social da Venezuela com o dinheiro gerado pelo petróleo é uma das principais bandeiras de Chávez. Cerca de 15% do faturamento da PDVSA foram para programas sociais promovidos pelo governo, desde construções de estradas a projetos de alfabetização. No ano passado, a estatal destinou US$ 3,5 bilhões à área social do governo. A oposição diz que a companhia está deixando de investir em descobertas e na produção, o que compromete o futuro da maior empresa de petróleo da América Latina.
No Brasil, a PDVSA deu seu passo mais importante em 2005, ao fechar acordo com a Petrobras para construir a refinaria em Pernambuco, que processará 200 mil barris/dia. (PEDRO SOARES)
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Desse jeito o bebum vai ser reeleito. Comecem desde agora a lamentar. A menos que troquem o garoto que aspira à presidência para rachar o país. E em rachadinhas eles são especialistas.
>i>If the voters are as stupid as you are, have no doubt about it.
Mas quantas outras personalidades públicas ” polémicas e controversas ” não foram homenageadas pelas mais diferentes escolas de samba e festas populares em seus enredos nos quatros contos dos Brasil , não foram molestados pelos vigilantes da moralidade e bons costumes políticos ?
Isso é que é procurar chifre em cabeça de cavalo e dar sopa para o azar.