No Brasil inteiro, existem blocos dos sujos no carnaval
Paulo Peres
Poemas & Canções
O coronel do Exército Brasileiro, compositor e letrista carioca Antônio de Pádua Vieira da Costa (1921-1996), que adotou o nome artístico de Luiz Antônio, e o pianista e compositor maranhense Luís Abdenago dos Reis (1926-1980), conhecido como Luís Reis, são os autores do samba “Bloco do Sujo”, cuja letra expressa as manifestações populares típicas do carnaval de rua, onde o improviso e a desorganização são a tônica.
Um grupo de foliões com fantasias improvisadas, ou mesmo de roupa comum, reúne-se ao som de instrumentos também improvisados e desfilam pelas ruas da cidade, cantando e dançando. Alguns blocos de sujo satirizam a política nacional com faixas e cartazes, sempre em tom de ironia e deboche, com a marca do humor brasileiro.
As Gatas gravaram esse samba, em 1969, após terem vencido o Concurso de Músicas de Carnaval, no ano anterior, na extinta TV Tupi, promovido pelo Conselho Superior de MPB do Museu da Imagem e do Som.
BLOCO DO SUJO
Luiz Antonio e Luis Reis
Olha o bloco do sujo,
Que não tem fantasia,
Mas que traz alegria,
Para o povo sambar.
Olha o bloco do sujo,
Vai batendo na lata,
Alegria barata,
Carnaval é pular.
Olha o bloco do sujo,
Que não tem fantasia,
Mas que traz alegria,
Para o povo sambar,
Olha o bloco do sujo,
Vai batendo na lata,
Alegria barata,
Carnaval é pular.
Plac, plac, plac,
Bate a lata,
Plac, plac, plac,
Bate a lata,
Plac, plac, plac,
Se não tem tamborim,
Plac, plac, plac,
Bate a lata,
Plac, plac, plac,
Bate a lata,
Plac, plac, plac,
Carnaval é assim !…