Lula ataca a Polícia Federal, porque o celular complica o Planalto e o PT

Photo by Beto Dorigatti (@betodorigatti) · February 1, 2026

Charge do Beto Dorigatti (@betodorigatti)

Carlos Newton

Do alto de sua arrogância de fraudador bilionário, o estelionatário Daniel Vorcaro usou a fortuna que o pai amealhou em Minas Gerais e criou um grupo financeiro na base da multiplicação da lavagem de dinheiro. Assim, um mesmo investimento podia ser replicado diversas vezes, sem levantar suspeitas no Banco Central e na Comissão de Valores Mobiliários.

A principal isca para atrair rentistas foi o oferecimento de juros abusivos em CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), que têm aval do Fundo Garantidor de Crédito), circunstância que tranquiliza o aplicador.  

SEGURANÇA MÁXIMA – Tudo ia bem e parecia ser um crime perfeito, possibilitando que Vorcaro passasse a usar parte dos lucros para investir no suborno de destacadas autoridades da República.

A obsessão do estelionatário era operar em segurança máxima, e assim conseguiu se infiltrar no Supremo, no Planalto e no Congresso. Mas o crime perfeito não existia e os CDBs começaram a vencer, levando Vorcaro a procurar o governador Ibaneis Rocha, para fazer o Banco Regional de Brasília comprar o Master.

Apesar da intervenção do Banco Central e da liquidação extrajudicial do Master, Vorcaro ainda se achava seguro, devido ao enorme rol de autoridades e políticos que subornou.

MALDITO CELULAR – O banqueiro tinha total confiança no caríssimo celular que usava, tido como o mais seguro do mundo, sem possibilidade de sofrer devassa. Realmente deu muito trabalho, mas os peritos da Polícia Federal têm ligação com empresas israelenses criadas por especialistas do serviço secreto Mossad, que derrubam qualquer criptografia.

Deriva daí a irritação do presidente Lula da Silva com o método usado pela PF contra Toffoli no caso Master. O celular de Vorcaro cita ligações com dirigentes petistas e ministro ligados ao Planalto, como Rui Costa, Dias Toffoli. Alexandre Moraes, Ricardo Lewandowski, Guido Mantega, Jaques Wagner e outros mais.

Lula partiu para o ataque criticando a PF por ter investigado Toffoli sem autorização do Supremo. Disse que o assunto deveria ter sido conduzido pela PF de forma institucional, por meio do Ministério da Justiça, a quem a PF é subordinada.

CRÍTICAS À PF – A notícia distribuída à imprensa amestrada diz que Lula criticou a PF por ter cruzado informações, ao invés de fazer um relatório apenas informativo sobre o conteúdo encontrado no celular.

Lula acrescentou que o diretor Andrei Rodrigues deveria ter primeiro submetido o material à Procuradoria-Geral da República, e não ter levado o relatório diretamente ao STF.

Não é preciso ter mais de dois neurônios para perceber que a Polícia Federal não confia no procurador-geral Paulo Gonet, que obedece Lula cegamente e é amigo e ex-sócio de Gilmar Mendes.

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P.S.
Agora, “acabou chorare”, como dizia Bebel Gilberto, aos seis anos, quando os pais moravam no México e ela misturava português e espanhol. Lula pode chorar a vontade, bancar escola de samba para homenageá-lo, mandar a Janja rebolar na avenida, tudo isso será em vão.  O Carnaval acaba logo e a CPI do Crime Organizado vai começar a convocar os suspeitos do caso Master. O tempo não para e conspira contra essa gente que é viciada em desviar dinheiro público, conforme confessou Sérgio Cabral, antes de ser solto para desfrutar o que sobrou do enriquecimento ilícito. (C.N.)

5 thoughts on “Lula ataca a Polícia Federal, porque o celular complica o Planalto e o PT

  1. Em oportuno tempo:
    “Uma incrível auto-repreensão.”
    “Em 1936, John Scott, filho do falecido proprietário do Guardian e lendário editor CP Scott, fez algo inédito para um herdeiro da mídia: abriu mão de sua participação em prol de um bem maior.

    Após herdar o jornal, Scott renunciou a todos os benefícios financeiros – com exceção do seu salário – no Guardian (avaliado em £1 milhão na época e em cerca de £62 milhões hoje) e transferiu a propriedade para o recém-formado Scott Trust. O Trust passaria a ter uma missão fundamental: garantir a independência financeira e editorial do Guardian para sempre.

    Isso significa que o Guardian não pode ser comprado. Nem por capital privado, nem por um conglomerado, e definitivamente não por um bilionário em busca de um porta-voz político.

    Nossa independência significa que podemos dizer o que queremos, denunciar quem queremos, questionar quem queremos e nos posicionar quando outros estão em silêncio.”
    Extraido de:
    https://www.theguardian.com/uk-news/2026/feb/03/met-police-to-launch-investigation-into-alleged-mandelson-epstein-email-leaks

    • (*) Lembrando nosso amigo Carlo Germani e a sugerida idéia implementada por voce Carlos Newton, para continuada viabilização dessa Trinuna, eis o que segue ao acima postado:
      “Mas esse modelo único(*) também significa que dependemos de leitores como você, do Brasil, para ajudar a financiar nosso trabalho. Se você prefere que as notícias que lê sejam resultado de decisões tomadas por jornalistas e editores, e não por acionistas ou magnatas da tecnologia, então, bem, você sabe o que fazer:
      Apoie o Guardian mensalmente.”

  2. Moraes vota para manter condenação de réus do Núcleo 3 da trama golpista

    Moraes votou neste sábado (14) pela rejeição dos recursos apresentados por sete condenados do chamado Núcleo 3 da trama golpista. Os embargos de declaração estão sendo analisados pela 1ª Turma da Corte em plenário virtual, com prazo para votação até o dia 24 de fevereiro.

    Relator da ação penal, Moraes defendeu a manutenção das condenações impostas em novembro do ano passado. Segundo ele, os embargos só são cabíveis quando há obscuridade, contradição, omissão ou dúvida na decisão, o que, em sua avaliação, não ocorreu no caso.

    Os recursos foram apresentados por Ronald Ferreira de Araújo Júnior, Hélio Ferreira Lima, Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, Wladimir Matos Soares, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Fabrício Moreira de Bastos e Bernardo Romão Corrêa Netto.

    Eles questionam pontos da decisão conjunta do colegiado, incluindo a participação individual nas irregularidades e a dosimetria das penas. Moraes rejeitou os pedidos.

    Em seu voto, Moraes afirmou que “cabem embargos de declaração, quando houver no acórdão obscuridade, dúvida, contradição ou omissão que devam ser sanadas. E não se verifica no acórdão embargado qualquer dessas hipóteses.”

    “No mérito da presente ação penal, a decisão recorrida reconheceu de maneira fundamentada a existência de uma organização criminosa armada, liderada por Jair Messias Bolsonaro e com a participação dos demais réus, que se iniciou em julho de 2021 e permaneceu atuante até o dia 8 de janeiro de 2023, a consumação das infrações penais imputadas na denúncia, com divisão de tarefas e execução de uma sequência de ações executórias, tendo sido composta, em sua maioria, por integrantes do Governo Federal da época, e por militares das Forças Armadas, e, de maneira consciente e voluntária, teve o objetivo de impedir e restringir o pleno exercício dos poderes constituídos, em especial o Poder Judiciário;

    Bem como, posteriormente, a finalidade de impedir a posse ou depor o governo legitimamente eleito em outubro de 2022”, argumentou.

    O julgamento virtual segue até o dia 24. Além de Moraes, ainda precisam votar os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Caso não haja pedido de vista ou destaque, o resultado será proclamado após o encerramento do prazo.

    Condenações do Núcleo 3

    O Núcleo 3 foi responsabilizado por planejar ações táticas para viabilizar o golpe e, segundo a denúncia, chegou a discutir o sequestro e assassinato de autoridades, entre elas o próprio Moraes, Lula e Alckmin.

    O grupo era formado majoritariamente por militares, incluindo integrantes das forças especiais do Exército conhecidos como “kids pretos”, além de um policial federal. Ao todo, foram réus nove militares e um agente da Polícia Federal. Apenas o general Estevam Theophilo foi absolvido.

    Entre os condenados a penas mais altas, em regime inicial fechado, estão:
    • Bernardo Romão Corrêa Netto (17 anos);
    • Fabrício Moreira de Bastos (16 anos);
    • Hélio Ferreira Lima (24 anos);
    • Rafael Martins de Oliveira (21 anos);
    • Rodrigo Bezerra de Azevedo (21 anos);
    • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (17 anos);
    • Wladimir Matos Soares (21 anos).
    • Todos também receberam 120 dias-multa.

    Já o coronel Márcio Nunes de Resende Júnior (3 anos e 5 meses) e o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior (1 ano e 11 meses) foram condenados por crimes considerados menos graves, como incitação à animosidade das Forças Armadas e associação criminosa.

    Eles confessaram os crimes e firmaram acordos com o Ministério Público, com substituição das penas por Acordos de Não Persecução Penal, a serem cumpridos em regime aberto.

    Fonte: O Globo, Política, 15/02/2026 18h14 Por Redação

  3. Gravação da reunião implode o feudo:

    Acordo para salvar Toffoli não o salvará e pegou mal para o STF

    Tudo indica que não foi por pressão dos colegas que Toffoli abdicou da relatoria do Caso Master no STF, mas sim porque concluiu que seria o melhor a fazer.

    Afinal, sete deles o apoiavam e apenas dois (Edson Fachin, presidente do tribunal, e Cármen Lúcia), aparentemente não.

    Então, quando o ministro Flávio Dino sugeriu que se divulgasse uma nota, assinada por todos, dizendo que apoiavam Toffoli e que não haveria suspeição nem impedimento dele, Toffoli admitiu deixar a relatoria do caso:

    “Eu sei que a imprensa vai divulgar que eu fui retirado do processo. Eu preferia que fosse diferente, mas se for a decisão hoje para parar hoje… é melhor e eu aceito”.

    Foram mais de três horas de reunião. Dois ministros participaram dela virtualmente – Luiz Fux no Rio, André Mendonça, o “terrivelmente evangélico”, em São Paulo.

    Era para ser secreta, secretíssima. Mas há consenso no Supremo de que ela foi gravada por um dos presentes. Toffoli é o suspeito. Ele nega.

    O site Poder 360 publicou trechos das falas dos ministros, todas favoráveis a Toffoli. Seguem algumas:

    – Gilmar Mendes – Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a PF quis revidar.

    – Luiz Fux – O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo.

    – Nunes Marques – Para mim, isso é um nada jurídico. […] Isso é um absurdo: o juiz lá da comarca do interior passará a ser comandado pelo delegado local se aceitarmos esse tipo de situação. Acabou o Poder Judiciário do Brasil.

    – André Mendonça – Tem uma questão sobre o que é descrito como relação íntima do ministro Toffoli [com o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro]. Isso não existe. Está aqui claro que não existe relação íntima em 6 anos só com 6 minutos de conversa. Como disse o ministro Fux, a palavra do ministro Toffoli tem fé pública. Então, isso está descartado.

    – Cristiano Zanin – Sou há 1 ano e meio relator de um caso que envolve 3 ministros do Superior Tribunal de Justiça, e a Polícia Federal até hoje mandou para mim muito menos informação do que essas 200 páginas, com fotos de satélite, cruzamento de celulares. Isso aqui tudo é nulo.

    – Flávio Dino – Essas 200 páginas [do relatório da Polícia Federal] para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Fachin]. Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira.

    E esta cadeira tem bônus e ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus. Eu acho, senhor presidente, que o senhor deveria ter resolvido isso dentro da institucionalidade da presidência.

    – O ministro Alexandre de Moraes não teve falas literais publicadas, mas aparece como um duro crítico da Polícia Federal, que entregou ao presidente do tribunal o relatório que incrimina Toffoli.

    Outras falas literais de ministros:

    – André Mendonça – E a questão de eventos [dos quais Toffoli participou], se for considerada, todos nós somos suspeitos de tudo. […] Pode acontecer com qualquer um de nós [a investida da Polícia Federal]. Quero saber se vão dar esse tratamento para mim.

    Os eventos aos quais Mendonça se referiu, parte deles foram patrocinados pelo Master.

    – Flávio Dino – Eu já disse para o meu amigo e irmão Dias Toffoli: veja que já tem maioria. Mas não vai ser unânime. Mas o ministro Dias Toffoli tem voto para continuar. […] Em qualquer outro pedido de arguição [de ministro] eu sou STF futebol clube.

    Toffoli também disse na sua exposição que seria a favor de um código de ética para o Supremo se todos os ministros estivessem de acordo em divulgar as suas declarações de IR, o IR de suas empresas e dos seus familiares ascendentes, descendentes e colaterais até o 2º grau e afins.

    Gilmar o aparteou:

    – “Nós não estamos aqui para discutir Código de Ética”.

    Como se vê, os ministros não estavam ali para examinar os achados da Polícia Federal contra Toffoli, mas para defendê-lo, se defenderem por tabela, e criticar a Polícia Federal. Ficaram mal na foto – isto é:

    – Na gravação. Quem gravou cometeu um crime que deveria ser investigado. Por que não chamam a Polícia Federal?

    Os advogados do Master salivam à espera do momento ideal para pedir a anulação do processo. Muitos deles atuaram na Lava-Jato.

    Metrópoles, Opinião, 14/02/2026 05:30 Por Ricardo Noblat

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