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Manifestações reduzidas insistiram em pautas desgastadas
Pedro do Coutto
As manifestações bolsonaristas do último fim de semana, relatadas por reportagens de bastidores políticos, trouxeram à superfície um fenômeno recorrente na política brasileira contemporânea: a instrumentalização da política externa como extensão da polarização doméstica.
Em cidades como São Paulo, protestos reuniram apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro empunhando bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos, além de cartazes em inglês pedindo “liberdade para Bolsonaro”. O alvo retórico foi o governo de Lula da Silva, acusado de supostamente alinhar o Brasil ao regime do Irã em meio às tensões no Oriente Médio.
NÃO INTERVENÇÃO – A acusação, porém, revela mais sobre a disputa interna do que sobre a real posição diplomática brasileira. Historicamente, o Brasil tem mantido, por meio do Itamaraty, uma linha de política externa baseada no princípio da não intervenção e da defesa de soluções negociadas para conflitos internacionais. A nota oficial citada nas discussões políticas enfatizou exatamente isso: a crítica ao recurso à força militar em detrimento de processos diplomáticos ainda em curso. Trata-se de uma tradição que remonta a décadas e atravessa governos de diferentes orientações ideológicas, sustentando a imagem do país como ator moderador no sistema internacional.
O que se observa, entretanto, é a transformação dessa postura diplomática em narrativa de confronto ideológico. Lideranças da oposição, como o senador Flávio Bolsonaro, reagiram à posição brasileira com críticas duras, sugerindo que a condenação do conflito equivaleria a uma escolha de lado na disputa geopolítica. Esse enquadramento simplifica deliberadamente a complexidade das relações internacionais, convertendo nuances diplomáticas em slogans mobilizadores para consumo interno.
CÁLCULO POLÍTICO – Há, nesse movimento, um cálculo político evidente. Ao associar o governo brasileiro a regimes vistos negativamente pelo eleitorado conservador, a oposição busca reforçar a narrativa de que o atual governo estaria desalinhado dos valores ocidentais e democráticos. O uso de bandeiras norte-americanas nas manifestações, por sua vez, sinaliza não apenas afinidade ideológica, mas também a tentativa de construir um eixo simbólico entre bolsonarismo e o conservadorismo internacional que teve como expoente figuras como Donald Trump. A geopolítica vira, assim, linguagem de pertencimento político.
Do ponto de vista institucional, contudo, a posição brasileira permanece coerente com a tradição de condenar a escalada militar e defender soluções multilaterais. Ao negar legitimidade ao conflito e destacar a existência de negociações diplomáticas em curso, o governo busca preservar o papel do Brasil como mediador potencial, evitando alinhamentos automáticos que reduziriam sua margem de manobra internacional. Essa estratégia não é inédita: já foi adotada em crises anteriores no Oriente Médio, em governos de matizes ideológicos distintos, demonstrando que a diplomacia brasileira opera, muitas vezes, em lógica de Estado, e não apenas de governo.
O problema surge quando a política externa deixa de ser debatida em termos estratégicos e passa a ser absorvida pela lógica da polarização. Nesse ambiente, nuances são descartadas e substituídas por dicotomias simplificadoras: pró-Ocidente ou pró-Irã, pró-democracia ou pró-ditadura. Tal redução empobrece o debate público e obscurece o fato de que a diplomacia brasileira, ao condenar conflitos armados, não necessariamente endossa regimes, mas reafirma princípios jurídicos internacionais como a soberania, a negociação e a resolução pacífica de controvérsias.
IMPACTOS – Além disso, o impacto econômico e social das tensões internacionais — mencionado de forma difusa nas discussões políticas — raramente é tratado com a mesma intensidade que as disputas narrativas. Guerras no Oriente Médio afetam cadeias de energia, comércio e preços globais, com reflexos diretos sobre o custo de vida no Brasil. No entanto, esses efeitos concretos cedem espaço, no debate político, a batalhas simbólicas voltadas mais para a mobilização de bases eleitorais do que para a compreensão das implicações estratégicas de longo prazo.
O episódio recente ilustra, portanto, um padrão mais amplo: a política externa brasileira tornou-se mais um campo de disputa identitária interna. Ao transformar a diplomacia em arma retórica, atores políticos reforçam clivagens ideológicas e deslocam o debate de seus fundamentos técnicos para o terreno emocional. No curto prazo, isso mobiliza militâncias; no longo prazo, pode corroer a credibilidade internacional do país, caso a percepção externa seja de volatilidade ou instrumentalização das posições diplomáticas.
Em última instância, as manifestações revelam menos uma ruptura na política externa e mais a continuidade da polarização que domina o cenário político nacional. A disputa não é apenas sobre o que o Brasil diz ao mundo, mas sobre o que cada campo político deseja que o país represente simbolicamente. Entre bandeiras estrangeiras e acusações geopolíticas, o risco é que o debate sobre interesses nacionais concretos se perca na arena das narrativas, onde a política externa deixa de ser estratégia de Estado e passa a ser mais um capítulo da guerra política interna.
É de se perguntar: Para que toda essa multilateral e “fraterna” enganação, se 90% dos Al çados tem como objetivo “cumprir” uma traiçoeira e desumana KHAZARIANA “idéia fixa”?
https://youtu.be/cPHCOKK0HpI?si=NJ8suuICAG4AuIn-
O povo, ora o povo é considerado desassemelhado e portanto depauperado e atritado, entre doenças, guerras ou vacinas, é levado a finar-se aos bilhões!
Sr. Pedro
Mais uma mulher caçada e violentada por demônios petralhas…
Cadê a proteção falada pelo Casal Marginal no Palácio do Assalto..??
Até agora nada….
50 anos, enrolando, mentindo, vagabundando, roubando,
Filho de subsecretário do RJ é um dos foragidos por estupro coletivo contra adolescente em Copacabana
Vitor Hugo Oliveira Simonin é um dos quatro indiciados e considerados foragidos pela Polícia Civil
https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/filho-de-subsecretario-do-rj-e-um-dos-foragidos-por-estupro-coletivo-contra-adolescente-em-copacabana,f3f7682600d67eaa042f30696027080af6j9f35o.html?utm_source=clipboard
Sr. Pedro
Veja o que disse o Monstro de Nove Dedos para “proteger” e defender as mulheres…..
Em julho de 2024, durante uma reunião no Palácio do Planalto, ele chamou de “inacreditável” o fato de dados mostrarem que a violência aumenta depois de jogos de futebol. Em seguida, ele complementou afirmando que “se o cara for corinthiano, tudo bem”.
O comício da Av.Paulista organizada por Malafaia, misto de pastor e político e Nikolas, deputado federal por Minas, foi um rotundo fracasso. Pouco mais de 20 mil pessoas demonstra um cansaço do povo com manifestações políticas.
O povo quer mesmo é arroz e feijão e uma proteína no prato. Quer Saúde e Educação para crianças e idosos, quer também um pouco de diversão e arte.
Nos blá blá blá dos discursos, nada sobre emprego, nada sobre melhoria das condições de vida do povão. Então, cada vez menos gente nos cinicios
Morreu no sábado, o advogado e ex- deputado federal Marcelo Cerqueira aos 87 anos. Grande brasileiro, advogado de presos políticos na Ditadura .
Um político honesto e lutador na resistência contra o autoritarismo.
Descanse em paz, Marcelo Cerqueira.
O FATO É QUE, HÁ MAIS DE 40 ANOS, temos projeto novo e alternativo de política e de nação, que me dei ao trabalho extraordinário de elaborar e alimentar até esta parte da história e, que, a meu ver, representa a redenção do país, da política e da vida da população, de modo que, há cerca de 40 anos, está faltando apenas Políticos, Partidos, Povo, Intelectuais e Imprensa à altura de torná-lo a grande e inovadora realidade nacional, com o descortino do necessário Novo Brasil de Verdade, confederativo, com Democracia Direta, Meritocracia e Deus na Causa. Portando, desde o momento que me convenci de que a desgraça maior do país, mãe de todas as demais desgraças, da república, do Brasil, da política e do povo brasileiro é o sistema político corrompido, corrupto e corruptor, que, a nosso ver, tem quem ser tratado como a prioridade n. 1 do país, até porque jamais resolvermos este país no varejo, tal seja nos municípios onde explodem as mazelas, sem resolvê-lo antes no atacado, em Brasília, a famigerada “Ilha da Fantasia” de JK, Niemeyer, Lúcio Costa e cia…, cuja manutenção funciona à moda boca de lobo que devora quase tudo que o país consegue arrecadar, de modo que enquanto não resolver isso todo resto continuará sendo apenas tentativas de passar carros adiante de bois, mentiras, enganações, enxugamento de gelo, perda de tempo e tempo perdido para continuar tudo como dantes no velho cartel de Abrantes, com a maldita polarização política nefasta, representante da polarização entre o militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$ dando as cartas e jogando de mão, com as suas enganosas 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª… vias dos me$mo$, que tb não levam o país, a política e a vida do conjunto da população a lugar novo e alvissareiro nenhum. Daí, a necessidade do advento da RPL-PNBC-DD-ME, antes tarde do que nunca, com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, da qual o establishment conservador do sistema apodrecido está fugindo igual o diabo foge da cruz, há cerca de 40 anos, porque com Ela o bicho pega geral… https://www.tribunadainternet.com.br/2026/03/02/polarizacao-entre-lula-e-bolsonaro-e-um-pessimo-negocio-para-o-pais/#comments