A Pascoa de Paulo Peres e a solidão divina de Carlos Drummond…

Tribuna da Internet | Um recado a senadores e deputados, numa bem-humorada  canção de protesto

Peres, poeta e compositor carioca

Carlos Newton

O advogado, jornalista, analista judiciário aposentado do Tribunal de Justiça (RJ), compositor e poeta carioca Paulo Roberto Peres, no poema “Páscoa”, faz uma reflexão sobre o significado deste acontecimento para a Humanidade.

PÁSCOA
Paulo Peres

Há mais de dois mil anos,
Jesus Cristo tentou
Mostrar à Humanidade
Uma vida melhor,
Mas a ignorância
Da maior parte da população,
Incentivada
Pelos poderes da época,
Mercenários e imperialistas,
Como os de hoje,
Impediram-no…

Houve sofrimento,
Houve lágrimas,
Houve escuridão…

Todavia,
Houve sabedoria,
Houve fé,
Houve busca,
Houve perdão,
Houve salvação,
Houve liberdade,
Houve luz,
Houve ressurreição!..

Ressurreição diária
Que existe na Páscoa
Do coração
De quem tem como dogma
Os Mandamentos
Da Justiça Divina!

###
E DRUMMOND DESCOBRIU QUE DEUS É TRISTE…

COMO E POR QUE LER CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - Solar do Rosário

Drummond refletia sobre Deus

O Bacharel em Farmácia, funcionário público, escritor e poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), um dos mestres da poesia brasileira, no poema “Deus é Triste”, expõe a sua visão sobre a solidão divina.

DEUS É TRISTE
Carlos Drummond de Andrade

Domingo descobri que Deus é triste
pela semana afora e além do tempo.

A solidão de Deus é incomparável.
Deus não está diante de Deus.
Está sempre em si mesmo
E cobre tudo tristinfinitamente.

A tristeza de Deus é como Deus: eterna.

Deus criou triste.
Outra fonte não tem a tristeza do homem.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *