
Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)
Pedro do Coutto
Encerrada a janela partidária — período em que deputados podem trocar de legenda sem risco de perda de mandato — o retrato que emerge de Brasília é menos sobre números frios e mais sobre estratégia, poder e antecipação eleitoral.
Cerca de 100 deputados federais mudaram de partido, redesenhando forças dentro do Congresso e revelando, com clareza, o eixo central da política brasileira: a disputa por influência em torno da eleição presidencial, ainda que formalmente dissociada das eleições proporcionais.
ESVAZIAMENTO – O movimento mais expressivo foi o esvaziamento relativo de siglas tradicionais do chamado Centrão, com destaque para o União Brasil, que perdeu musculatura na Câmara. O PP também registrou baixas relevantes, enquanto o PT manteve-se praticamente estável — uma sinalização de coesão interna em um momento sensível do ciclo político.
Na outra ponta, o PL consolidou-se como um dos grandes vencedores da janela. A legenda associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro ampliou sua bancada e buscou, com isso, projetar força política não apenas no Legislativo, mas também como ativo simbólico na disputa nacional. Ainda que as eleições legislativas não estejam formalmente vinculadas à corrida presidencial, é evidente que o tamanho das bancadas funciona como moeda de negociação, tempo de televisão e capilaridade eleitoral.
Esse rearranjo partidário não ocorre no vazio. Ele dialoga diretamente com a movimentação de lideranças políticas em busca de apoio social — especialmente no campo religioso. A presença crescente de políticos em eventos ligados à Igreja Universal do Reino de Deus reforça uma tendência já consolidada: a centralidade do eleitorado evangélico como força decisiva nas urnas. Mais do que gestos simbólicos, trata-se de uma estratégia organizada de aproximação com bases altamente mobilizadas.
DENÚNCIAS – Paralelamente ao jogo político-eleitoral, o ambiente institucional volta a ser tensionado por denúncias que atingem o Judiciário. Reportagens recentes levantaram questionamentos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, com menções a possíveis conflitos de interesse relacionados a viagens e vínculos indiretos com o setor privado. Embora ainda careçam de apuração conclusiva, os fatos ampliam o desgaste de uma Corte que já se encontra no centro do debate político nacional.
Nesse contexto, figuras como André Mendonça surgem como polos de equilíbrio interno, especialmente diante de decisões sensíveis e da pressão da opinião pública. O Supremo Tribunal Federal, cada vez mais protagonista, passa a operar sob um escrutínio contínuo — reflexo direto da polarização que marca o país.
RECUO – No Executivo, o presidente Lula da Silva demonstrou sensibilidade ao ambiente político ao recuar da proposta de aquisição de uma nova aeronave presidencial. A decisão, aparentemente administrativa, carrega forte peso simbólico: evitar ruídos junto ao eleitorado em um momento de atenção redobrada com gastos públicos e percepção de prioridades.
Enquanto isso, no entorno do bolsonarismo, movimentações envolvendo Flávio Bolsonaro indicam tentativas de consolidação de espaço político próprio, sustentadas tanto pelo crescimento do PL quanto por agendas que buscam manter mobilizada a base conservadora.
BARREIRAS COMERCIAIS – Como pano de fundo, o cenário internacional também começa a influenciar o debate interno. A recente flexibilização de barreiras comerciais por parte dos Estados Unidos reacendeu oportunidades para exportadores brasileiros, criando uma janela econômica que pode, ainda que indiretamente, impactar o humor político e as narrativas de governo.
O que se observa, portanto, é um sistema político em plena reorganização, onde cada movimento — da troca de partido à presença em cultos religiosos, de decisões administrativas a denúncias institucionais — compõe um tabuleiro maior. A janela partidária terminou, mas o jogo apenas começou.
No país, política e futebol são dois grandes negócios.
“Business to Business.”
Futebol virou um lamaçal de corrupção, todos roubam, faturam alto , mas ninguém vai preso ou devolve o dinheiro para os cofres dos clubes….
Da ‘blusinha’ ao combustível e à conta de luz, Lula prepara pacotão de benesses para conter desaprovação recorde a 6 meses da eleição
A seis meses da votação, Lula registra um índice inédito de desaprovação.
Para contornar o cenário, o presidente aposta agora numa série de benesses — o tradicional uso da máquina às vésperas da campanha.
O pacotão inclui medidas voltadas para o preço dos combustíveis, subsídios ao gás e à conta de luz e um novo programa de renegociação de dívidas, entre outras.
Fonte: O Globo, Política, 05/04/2026 03h30 Por Caio Sartori
Lula errou duas vezes, ao colar no STF na época das vacas gordas e ao tentar se descolar dele no período de vacas magras
Lula errou duas vezes. A primeira, ao colar no Supremo e em Moraes na época das vacas gordas, a da resistência, do julgamento e da condenação do ex-mito e generais do golpe.
A segunda, agora, ao tentar se descolar da época das vacas magras, com um ministro atrás do outro caindo na esparrela do Master e a imagem do Supremo definhando com a seca.
Quando a chuva passou, o terreno secou, a grama queimou, sob as revelações destruidoras dos contratos, jatinhos, jantares e intimidades de ministros com Vorcaro, Lula foi pego de calça curta e reagiu com uma fórmula velha, esgotada: “vazando” para a mídia e as redes que estava “irritado” com seu apadrinhado Toffoli e “incomodado” com Moraes.
O presidente, porém, não tem opção. Não pode atacar Moraes diretamente, muito menos defendê-lo. Então, tenta sair de fininho do campo de batalha e lavar as mãos, sem passar pelo ridículo de combater a seca feroz com um pequeno regador.
O escândalo, porém, atinge em cheio é o Supremo, apesar de afetar a política e contaminar a eleição de outubro. Depois de Toffoli, Moraes, agora Nunes Marques em jatinhos, além do filho de Fux em camarotes da Sapuca.
O que arranha Lula (…) é a ligação com o Supremo e Moraes. Além de atingir o Supremo, o ministro tornou-se um fardo para o candidato Lula.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 04/04/2026 | 20h00 Por Eliane Cantanhêde
Sob numerologia diferente, estariam livres de influências satanicas e entáo libertos, ora pois:
513-camara
+81-senado
+11-stf
—–
605=11
“Onze (11) é um número sagrado, embora represente “… tudo o que é pecaminoso, prejudicial e imperfeito” [Wescott, pág. 100].”
Prezado mestre Pedro do Couto.
O Congresso virou uma casa do Ali Babá. Os Partidos Políticos e nada é a mesma coisa. Não estão preocupados com o país, com seus cidadãos. A única coisa que interessa a essa gente mentirosa são as emendas parlamentares, dinheiro público a rodo para eles usarem como bem entenderem. Não dão transparência e o dinheiro das emendas vai para o ralo da corrupção.
A maioria do Centrão está envolvida na teia corruptiva do Vorcaro, uma vergonha que nos deixa expostos as críticas internacionais.
Quem vai querer investir num país, com este Congresso vendido.
Esse pessoal do União Brasil, do PP, do Republicanos do PL, trocaram de Partido na janela partidária, uma prova de que não estão ligando para programas e projetos, o que os guia: a possibilidade de assegurar as refeições para o futuro Congresso, que certamente seta pior do que esse que está aí, o pior da história do Brasil. É um tal de coronel, capitão, pastor, gente do agro, e enrustido, representantes do CV e do PCC.
Não há país que aguente uma sangria gigantesca dos cofres públicos, como essa do Banco Master, um prejuízo que já passa dos 52 bilhões.
Só o Banco de Brasília, o BRB, o prejuízo já passa dos 12 bilhões jogados nos papéis podres do Master do Vorcaro. O governador de Brasília, Ibanéis Rocha está envergonhado, mas livre para se candidatar a governador.
E a vice governadora Celina Leão, que assumiu com a saída de Ibanéis, pressiona o governo para o Banco do Brasil e a CEF comprar 8 bilhões de ações do BRB para salvar o Banco.
E melhor deixar quebrar o BRB, que não tem mais salvação. Salva agora com dinheiro público e mais na frente outro ladrão arromba de novo os cofres.
E o candidato Flávio, não dá um pio nessa roubalheira, porque o Ibanéis é um aliado do Bolsonarismo.
Flávio foi a favor das tarifas do Trump contra o Brasil e agora nos EUA pediu intervenção dos americanos nas Urnas Eletrônicas. Tá com cara de que pretende vender o país para o Trump, que adora presentes de preferência minérios e terras raras.
Por que essa adoração por dinheiro, fortunas, mansões, porque o cara morre e não leva nada no caixão. Será que essa gente louca por Poder e Dinheiro, acha que vai inaugurar a eternidade?
Não entendem o sentido da vida, o quanto tudo é passageiro, que no final tudo acaba, e não é em samba não, é terra por cima e na horizontal.
Vorcaro esteve no Planalto quatro vezes e teria falado com Lula sobre venda do Master
Alguns esquecem rápido…..
E como esquecem…….
Lula esteve com Vorcaro em encontro fora da agenda em dezembro de 2024
Reunião teria sido articulada por Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (CorruPTo)
Vorcaro esteve no Planalto ao menos 4 vezes em 2023 e 2024 Dono do Master se reuniu com Lula em dezembro de 2024; registros mostram outras 3 visitas, mas não detalham com quem o banqueiro esteve…
o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega recebeu cerca de R$ 1 milhão mensais como consultor do Banco Master, após articulação do senador Jaques Wagner (PT-BA). A contratação ocorreu no início de 2024, visando a venda do banco ao BRB, e seguiu-se à desistência de sua indicação para a Vale