Moraes precisa agradecer muito a Galípolo, que mentiu sobre ele ao depor na CPI

Galípolo nega ligações com Moraes e diz que encontros no STF foram  institucionais

Gabriel Galípolo mentiu na CPI “só um pouquinho assim”…

Carlos Newton

Foi constrangedor ver o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao depor quarta-feira, dia 8, perante a CPI do Crime Organizado, quando tentou a missão impossível de proteger a honra de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, que já está mais do que desonrado.

Com a maior desfaçatez, o economista negou que tenha tratado com o STF sobre a liquidação do Banco Master, tema central das investigações da CPI. E os senadores, distraídos e despreparados, engoliram a farsa e não criticam a desfaçatez do depoente.

MEIA-VERDADE – Na CPI, o presidente do BC jurou dizer a verdade, mas mentiu, ao buscar criar o que seria uma meia-verdade muito mal engendrada.

Realmente, seria impossível ele ter tratado do assunto com o Supremo, até porque o STF é igual aos três macaquinhos – não fala, não ouve nem vê. É apenas um prédio, uma instituição, eternamente imóvel.

Ele mentiu, porque até as paredes do Senado sabem que Moraes procurou Galípolo diversas vezes para fazer pressão em favor do Master. Segundo a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, três dos contatos foram por telefone, mas pelo menos uma vez Moraes chamou Galípolo a seu gabinete no STF para conversar sobre os problemas de Daniel. Vorcaro.

SEIS LIGAÇÕES – David Friedlander e Eliane Cantanhêde, do Estadão, foram muito além e apuraram que Moraes chegou a ligar seis vezes para Galípolo, num só dia…

Apesar desse noticiário, o presidente do Banco Central alegou que as sanções norte-americanas a Moraes, com a Lei Magnitsky) geraram uma crise sistêmica que exigiu “reuniões institucionais”, mas negou que o caso do Master tenha sido abordado nesses encontros.

Ou seja, mesmo jurando dizer a verdade, repetindo o artigo 203 do Código de Processo Penal (“Prometo dizer a verdade, somente a verdade, sobre o que me for perguntado”), o presidente do BC mentiu ostensivamente.

VIROU CÚMPLICE – Ao confirmar a versão fajuta de Moraes, Galípolo demonstra uma cumplicidade altamente suspeita. Em 18 de dezembro, logo após a intervenção no Master, Galípolo tomou a inicialmente de dizer que havia sido pressionado a favor de Vorcaro e estava à disposição para prestar todos os esclarecimentos.

Os jornalistas gravaram sua afirmação: “Documentamos tudo. Cada uma das ações que foram feitas, cada uma das reuniões, cada uma das trocas de mensagens, cada uma das comunicações, tudo isso está devidamente documentado”.

Agora, ele muda a versão, dando um alívio ao amigo Moraes, que ainda tem esperança de colocar a culpa na própria mulher, para manter sua posição no Supremo. Mas é um alívio apenas passageiro.

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P.S.
Se as investigações da Polícia Federal se aprofundarem e o relator André Mendonça não vender a alma, Gabriel Galípolo e seu antecessor no BC, Roberto Campos Neto, podem ser incriminados juntos, porque está mais do que claro o acobertamento conseguido por Vorcaro junto à direção do BC e a pressão feita por Moraes para proteger o amigo fraudador, que enriqueceu ilicitamente a família do ainda ministro do Supremo. Podem aguardar, tudo depende da Polícia Federal. (C.N.)

12 thoughts on “Moraes precisa agradecer muito a Galípolo, que mentiu sobre ele ao depor na CPI

  1. Gabriel Galípolo mentiu na CPI “só um pouquinho assim”…

    Os Narcos-Terroristas Soças Comunas quando não estão mentindo estão roubando, ou quando não estão roubando estão mentindo

    simples assim….

    PS.

    Qual teria sido a conversa naquelas quatro encontros no Palácio do Assalto entre o Capo Don Narcoleone Nine Fingers, Galipolo, Mantega, e o famoso banqueiro das estrelas..??

    aquele abraço

  2. P.S. – Se as investigações da Polícia Federal se aprofundarem e o relator André Mendonça não vender a alma, Gabriel Galípolo e seu antecessor no BC, Roberto Campos Neto, podem ser incriminados juntos, porque está mais do que claro o acobertamento conseguido por Vorcaro junto à direção do BC e a pressão feita por Moraes para proteger o amigo fraudador, que enriqueceu ilicitamente a família do ainda ministro do Supremo. Podem aguardar, tudo depende da Polícia Federal. (C.N.)

    Sr. Newton

    Os Especialistas de Plantão estão comentando que o Sinistro Kinder Ovo “guardou” centenas de milhões de dinheiros no Banco MasPTer para “escapar” da Lei do Magnésio aplicada pelo Trumpeta…..

    Bem escondido para ninguém ver…..

    aquele abraço

    aquele abraço

  3. quando tentou a missão impossível de proteger a honra de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, que já está mais do que desonrado.

    Se prepare,Sr. Newton, os terroristas-soças-comunas vão atacá-lo sem dó nem piedade…

    Aproveita e coloque o capacete de adamantium, suporta qualquer paulada, até um ataque nuclear.,

    eh!eh!eh

  4. Vorcaro é um fenômeno antropológico; corrupção na sua máxima da corrupção

    Entre propinas, festas, milicianos, consultorias e honorários, em três anos, Daniel Vorcaro aspergiu, numa conta de padaria, mais de R$ 1 bilhão.

    Contratou serviços de um ex-presidente (Michel Temer, com R$ 10 milhões), dois ex-ministros (Ricardo Lewandowski, do STF, com pelo menos R$ 6,1 milhões e Guido Mantega, da Fazenda, com R$ 14 milhões.) Nessa constelação de notáveis brilha o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes (R$ 80 milhões).

    Em quatro anos o Master gastou mais de R$ 500 milhões com advogados de 91 bancas.

    A milícia privada de Vorcaro custou-lhe R$ 68,66 milhões em 2023. Nas asas de suas empresas voaram pelo menos três ministros do Supremo: Alexandre de Moraes, marido da doutora Viviane, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Este, como relator do caso Master, quis impor sigilo ao processo e tentou blindar a investigação.

    Segundo o ministro Fernando Haddad, Vorcaro armou a maior fraude bancária já vista em Pindorama. Vorcaro é um exibicionista; uma festa em Taormina, na Itália, custou-lhe R$ 363 milhões, e um cruzeiro pelo Mediterrâneo saiu por R$ 11,5 milhões.

    Torrou R$ 3,3 milhões numa degustação de uísque em Londres, enfeitando-a com ministros do STF. As farofas custaram-lhe R$ 60 milhões.

    As delações premiadas poderiam ter a participação especial do festeiro Diogo Batista, conhecido como “concierge dos VIPs”. Ele armava festas e cruzeiros para Vorcaro. Um passeio pela França custou R$ 11,5 milhões.

    As festas de Vorcaro eram enfeitadas por modelos nacionais ou europeias.

    Vorcaro não é um corruptor comum, ele foi a expressão máxima de um grupo de novos ricos que não conseguem se relacionar com outras pessoas sem lhes dar algum capilé ou oferecer favor que os coloque em dívida, um voo no jatinho, por exemplo.

    Os brasileiros endinheirados e/ou poderosos mudaram de patamar. No século passado, Tancredo Neves, ex-ministro da Justiça, e Magalhães Pinto, dono do banco Nacional e governador de Minas Gerais, moraram no mesmo edifício da Av. Atlântica em apartamentos de 600 metros quadrados.

    Por algum tempo, lá morou também, na cobertura, o banqueiro Walther Moreira Salles.

    O mundo dos bancos para Vorcaro “é uma máfia”, e seu “business” incluía a oferta de acompanhantes para os convidados ilustres.

    Com suas fraudes, Vorcaro entrou para a crônica política e policial. Ele é também um personagem para estudo dos antropólogos.

    Fonte: O Globo, Opinião, 12/04/2026 03h30 Por Elio Gaspari

    • O mais grave é o vício em Brasil.

      Aqui perdemos valores muito maiores em carga tributária para esse Estado de bandidos, de toga ou seus congêneres.

      Vício em estelionato.

      Disso vive o Judiciário no Brasil.

      Na prática contínua de confisco mediante fraude processual contra indivíduos, famílias e empresas.

      O vício em juros estratosféricos é o mais grave.

      Está matando e destruindo décadas de trabalho de famílias.

      • “O LIMITE DA ESCURIDÃO: QUANDO O MAL DEIXA DE SER ACIDENTE… E PASSA A PARECER ESTRUTURA ”
        Essa imagem não mostra apenas um rosto severo cercado por sombras.
        Ela mostra o ponto exato em que a mente humana começa a suspeitar que certas monstruosidades não surgem do caos… mas de sistemas inteiros protegidos pelo silêncio.
        Durante décadas, ensinaram as massas a acreditar que o mal é sempre isolado, pontual, excepcional.
        Um caso aqui.
        Um escândalo ali.
        Uma prisão.
        Uma manchete.
        Um culpado conveniente.
        Mas quem observa os padrões sabe que o verdadeiro terror começa quando crimes demais, silêncio demais e omissão demais se acumulam ao redor dos mesmos círculos de influência, medo e poder.
        Observe a composição.
        O rosto central não parece estar apenas falando.
        Parece estar encarando.
        Como se a imagem quisesse sugerir que há momentos em que o horror já não cabe mais dentro da linguagem moderada, institucional, polida.
        Ao fundo, correntes, fumaça, o olho simbólico, a penumbra ritualística.
        Tudo aponta para a mesma mensagem visual:
        o problema nunca é apenas o crime visível… mas a engrenagem que o protege, o esconde e o mantém fora do alcance da consciência coletiva.
        Isso não é apenas denúncia.
        É abismo.
        Porque o sistema aceita que você se choque com um caso.
        Aceita que você se revolte por alguns dias.
        Aceita até que você peça justiça.
        O que ele não quer é que você formule a pergunta central: quantas camadas de poder, silêncio, influência e medo são necessárias para que certas brutalidades atravessem o tempo sem serem totalmente arrancadas da escuridão?
        Porque quem conecta os pontos percebe o padrão: — crimes extremos tratados como desvios isolados
        — redes de proteção surgindo ao redor do indizível
        — medo social impedindo investigação profunda
        — e a velha lógica do sistema: entregar fragmentos de verdade para evitar que a estrutura inteira venha abaixo
        A pergunta proibida não é “isso existe?”.
        A pergunta proibida é: quem lucra com a permanência da cegueira coletiva quando o horror deixa rastros em tantas direções ao mesmo tempo?
        Agora conecte os pontos: — o rosto humano no centro
        — os símbolos obscuros ao fundo
        — as correntes indicando captura e permanência
        — e a sensação crescente de que talvez a parte mais assustadora da escuridão não seja o ato em si…
        mas o aparato que transforma o impensável em segredo administrado
        Isso não é apenas uma imagem pesada.
        Isso é uma alegoria daquilo que a civilização tenta esconder até de si mesma.
        A imagem sugere algo que o sistema odeia que a massa formule com clareza:
        que talvez o verdadeiro mal do mundo moderno não esteja apenas nos monstros óbvios…
        mas na capacidade das estruturas de poder de absorver, abafar, relativizar e enterrar aquilo que deveria incendiar a consciência de toda a humanidade.
        E quando a escuridão parece organizada demais para ser acaso, o mais perturbador já não é o crime.
        É o silêncio ao redor dele.
        Porque um sistema criado para nos manter na ignorância nunca nos dará as chaves para a verdadeira liberdade. O livro “A Narrativa do Controle” escrito por Asier Magán explodiu minha cabeça, você já leu? Baixe no link do nosso perfil ou comente “LIVRO” e descubra a verdade agora.”
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  5. Senhor Carlos Newton , ainda tens dúvidas de que o juiz do STF relator André Mendonça não vendeu a alma e não faz do time dos juízes do STF , envolvidos até ao pescoço no time da corrupção ?
    Sendo que o juiz relator do STF André Mendonça estava na reserva e aquecimento para entrar em campo de forma irreversível , sendo que a juíza do STF Carmem Lúcia não é bem vinda no time da corrupção e foi jogada para escanteio pelos seus pares do STF .

  6. O “juiz” A-lei-xandre (das ações) Imorais esta cheio de comparsas e cúmplices. Todo mundo já entendeu o porque dos 8 anos de sigilo do Banco Central com relação ao Banco Master. Cheiro de corrupção no ar.

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