
Aqruivo do Google
Silvio Cascione
Estadão
O vazamento das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro aumentou o debate sobre quem será o provável adversário do presidente Lula em um eventual segundo turno. Desde o ano passado, o cenário-base da Eurasia Group tem Flávio como o principal oponente de Lula. Mas a probabilidade de uma surpresa é razoável; de fato, ela é maior do que na eleição passada, em 2022. Dois fatores sustentam essa avaliação.
O primeiro tem a ver com o apetite do eleitorado por novidades. O que as pesquisas mostram é um desgaste duplo. Lula, que tenta o quarto mandato e disputa a sétima eleição, não é mais um líder que aponta para o futuro, aos olhos do eleitor. Mas o sobrenome Bolsonaro também perdeu brilho depois da derrota de Jair, em 2022, do processo judicial, e da atuação de Eduardo nos Estados Unidos.
DESENCANTO – O resultado é um eleitorado desencantado, à procura de novas lideranças, e numa disposição maior de olhar para outras opções. Em 2022, a chance de alguém como Simone Tebet furar a polarização era mínima: Lula trazia a memória de um governo popular, e Bolsonaro era presidente em exercício. O terreno, hoje, é mais fértil para novos rostos. Um dos problemas, abordado em coluna anterior, é a falta de nomes à disposição do eleitor, e não a falta de vontade de votar em novos líderes.
O segundo fator tem a ver com o próprio Flávio. O que vimos na semana passada foi, essencialmente, a confirmação de uma suspeita que circulava em Brasília desde o ano passado: que a sua candidatura sofreria desgaste por denúncias e possíveis escândalos.
Esse era, aliás, um dos argumentos que levavam todos a especular se Bolsonaro não indicaria Tarcísio de Freitas, justamente para não expor o filho. Saber que algo em algum momento começaria a desgastar a imagem do pré-candidato justificava manter uma probabilidade razoável de que, mesmo diante de um início forte, com rápida subida nas pesquisas, a candidatura de Flávio não estava completamente segura.
ALTERNATIVAS – Portanto, existe sim a possibilidade de que outros nomes se tornem competitivos. Sendo assim, qual deles tem mais chance? Essa pergunta ainda não terá uma resposta tão cedo. O verdadeiro teste das candidaturas alternativas acontecerá durante a campanha, que no Brasil é curta. A exposição real do eleitorado aos nomes, às propostas e às narrativas só começa de verdade em agosto. Até lá, o noticiário é acompanhado principalmente pelos eleitores mais engajados, mas não pela população em geral. Isso dificulta a vida dos candidatos que precisam se viabilizar em uma janela estreita.
Dito isso, o noticiário recente favorece uns mais do que outros. Com o tema da corrupção ganhando centralidade, Romeu Zema e Renan Santos tendem a se beneficiar um pouco mais do que Ronaldo Caiado, mas nas últimas pesquisas é o ex-governador goiano que aparece mais bem posicionado: tem mensagem forte em segurança pública, partido grande, conexões com igrejas evangélicas e experiência de campanha. Mas se a corrupção dominar o debate, o discurso mais combativo pode ser de Zema e Renan ganha mais tração.
Mesmo com tudo isso, é fundamental não perder de vista que o mais provável ainda é Flávio chegar ao segundo turno. Mais de 20% dos eleitores têm vínculo forte com o legado de Bolsonaro e tendem a manter esse apoio independentemente das denúncias. A barra para qualquer nome alternativo superar esse piso continua alta. O que pode mudar essa situação são as próximas denúncias e revelações.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A reunião entre Caiado e Zema, realizada nesta quarta-feira, muda completamente o quadro sucessório. porque eles praticamente criaram um pacto para compor uma chapa, que poderá constituir uma terceira via realmente viável, pois o prazo fatal ainda demora – a data-limite é 15 de agosto. (C.N.)
O lulobolsonarismo está parecendo a tal política do café com leite da República Velha.
Lula, muito incompetente, elegeu Bolsonaro, este incompetente, negacionista e que não moveu uma palha pro combate da corrupção, motivo de sua eleição, elegeu o jacu de gaiola, este ajudado pelo seu aparelho repressivo e censor.
Agora pode ser que o incompetente e inútil Lula, eleja o número um das capitanias hereditárias bolsonaristas.
Trata-se da Velha República Tardia, que não só preserva, como aprofunda nossos problemas estruturais herdados, ainda, da República Velha.
Até agora nenhum banana, jacu de gaiola ou picolé de chuchu que se colocam como candidatos não tocaram neles.
1. Educação
📊 Posição: ~60–70/80 (PISA – OCDE)
➡️ Baixo desempenho global e alta desigualdade interna.
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2. Infraestrutura
📊 Posição: ~70–100/140 (World Economic Forum)
➡️ Gargalos logísticos e déficit em saneamento.
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3. Estado democrático
📊 Posição: ~40–60/167 (EIU Democracy Index)
➡️ Democracia “imperfeita”, com fragilidades institucionais.
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4. Tecnologia e inovação
📊 Posição: ~50–70/130 (WIPO – Global Innovation Index)
➡️ Ciência razoável, inovação produtiva limitada.
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5. Criminalidade (homicídios)
📊 Posição: entre os ~20 mais violentos do mundo (UNODC)
➡️ Altas taxas de homicídio e violência urbana.
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6. Desigualdade de renda
📊 Posição: top 10–20 mais desiguais (Banco Mundial – Gini)
➡️ Forte concentração de renda estrutural.
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7. Desenvolvimento humano
📊 Posição: ~70–90/190 (PNUD – IDH)
➡️ Desenvolvimento intermediário global.
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8. Eficiência estatal (governança)
📊 Posição: percentil ~50–60 (World Bank)
➡️ Capacidade estatal mediana-baixa.
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9. Desigualdade de gênero
📊 Posição: ~80–100 (PNUD)
➡️ Diferenças persistentes em renda, poder e violência.
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10. Desigualdade racial
📊 Sem ranking global direto
➡️ Um dos maiores contrastes raciais estruturais das Américas (IBGE).
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11. Desigualdade regional
📊 Sem ranking global direto
➡️ Um dos maiores desequilíbrios internos do mundo (IBGE).
Ao que parece estão só na disputa da posse das chaves dos cofres do erário do Estado Patrimonialista.
Ou não?
Será, se eleito, o Flávio, mostra-se-á engalobador como seu pai, que fora eleito pra acabar com a corrupção e acabou ajudando a acabar com a lava jato e descondenador o jacu de neandertal?
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-54472964