Em pânico, o STF não consegue achar uma saída para o escândalo do Master

Blindagem do Supremo. Charge de Marcelo Martinez para a newsletter desta  sexta-feira (5). #meio #charge #stf #blindagem

Charge do Marcelo Martinez (Arquivo Google)

Rafael Moraes Moura
O Globo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tem consumido boa parte de seu tempo em reuniões internas e conversas reservadas com os ministros da Corte para tentar encontrar formas de tirar o tribunal das cordas e diminuir o impacto do escândalo do Banco Master.

Enquanto procura conseguir consenso em torno de uma reação, Fachin tem externado sua maior preocupação sobre os efeitos das investigações: transformar o Supremo em pauta central do processo eleitoral.

BANCADA DE DIREITA – O receio é de que o caso contamine a eleição para o Senado Federal, que terá ⅔ das cadeiras renovadas no pleito de outubro, e impulsione a eleição de uma forte e influente bancada de direita, com a aprovação de impeachment de integrantes da Corte como pauta prioritária.

Para Fachin, a melhor resposta à crise seria a implantação de um Código de Ética como resposta para a crise. A ministra Cármen Lúcia foi designada para assumir a relatoria da proposta há mais de um mês e até agora nem sequer uma reunião entre os ministros foi realizada.

A inspiração de Fachin é o código da suprema corte alemã, que divulga em seu site o quanto os juízes receberam por palestras e participações em eventos, um tema considerado tabu dentro do STF.

RESPEITAR LIMITES – Um dos poucos ministros que divulga diariamente a sua agenda de compromissos, Fachin não é entusiasta de fóruns patrocinados por empresários e já disse que “comedimento e compostura são deveres éticos” e que “abdicar dos limites é um convite para pular no abismo institucional”.

Um dos exemplos negativos é do IDP, instituto ligado ao ministro Gilmar Mendes, organiza todos os anos o “Gilmarpalooza”, em Lisboa, reunindo empresários, políticos e ministros na capital portuguesa numa programação oficial marcada por painéis de discussão – e uma agenda paralela de eventos marcados por lobbies e jantares em terraços de hotéis longe dos olhos da opinião pública.

Em dezembro, o ministro Gilmar Mendes deu uma polêmica decisão que escancarou o temor do Supremo com o avanço de pedidos de impeachment contra magistrados.

BLINDAGEM – A decisão esvaziava o poder de parlamentares e de cidadãos comuns de pedirem a cassação de magistrados, deixando essa prerrogativa apenas nas mãos da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Com o aval da PGR, Gilmar suspendeu um trecho de uma lei de 1950 que previa que é “permitido a todo cidadão denunciar perante o Senado, os ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República, pelos crimes de responsabilidade que cometeram”.

Em sua decisão, Gilmar afirmou que “a intimidação do Poder Judiciário por meio do impeachment abusivo cria um ambiente de insegurança jurídica, buscando o enfraquecimento desse poder, o que, ao final, pode abalar a sua capacidade de atuação”.

54 VOTOS – Após forte pressão da opinião pública e do Congresso, Gilmar voltou atrás nesse ponto, mas manteve um outro trecho da decisão em que determinava que são exigidos 54 votos para abrir um pedido de impeachment contra ministros do STF, e não mais maioria simples.

À época, a decisão de Gilmar foi interpretada nos bastidores da Corte como uma espécie de vacina para as eleições de outubro deste ano, quando aliados de Jair Bolsonaro planejam formar maioria no Senado e desengavetar os mais de 70 pedidos de impeachment contra ministros do STF que aguardam análise do plenário.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSe não for referendada pelo plenário, a decisão de Gilmar Mendes tem o mesmo valor das explicações do casal Alexandre e Viviane de Moraes, que não valem absolutamente nada. (C.N.)

Ciro Nogueira cobra que Flávio Bolsonaro prove que pode governar “para o país”

Presidente do PP falou que tem até agosto para definir apoio

Lauriberto Pompeu
O Globo

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), declarou nesta quarta-feira que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, precisa demonstrar que não vai “governar para a bolha” antes de a federação que deve ser formada entre PP e União Brasil decidir pelo apoio a ele.

“O senador Flávio é um querido amigo meu e do Rueda, mas vai depender muito mais dele demonstrar que vem para unificar o país, que vai fazer algo diferente do que aí está. Ele não pode ser um novo Lula, que vai governar apenas para a bolha dele, tem que ser uma pessoa que vai governar para o país”, declarou em um evento em Brasília.

ANÚNCIO PÚBLICO – Flávio tem disputado a liderança das pesquisas de intenção de voto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda não conseguiu o anúncio público de apoio de nenhuma legenda além do PL.

PP, União Brasil, Republicanos e PSD articulavam uma candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas o plano foi cancelado após o ex-presidente Jair Bolsonaro não endossar a estratégia e preferir lançar o filho. Agora as legendas não descartam o apoio a Flávio, mas ainda estão em negociações para decidir se embarcarão no projeto presidencial do PL.

PRAZO – Nogueira mencionou como prazo o período das convenções eleitorais, que começa em julho e termina no início de agosto e é quando os partidos oficialmente vão tomar suas decisões.

“Nós vamos ter até as convenções, que são em agosto, para fazer essa avaliação. Não é o mais importante para gente essa questão de vice (de Flávio), é muito mais importante alguém que venha construir um projeto para o nosso país e que possa nos levar a vitória do que apenas fazer parte de uma chapa majoritária”, afirmou.

PONTO PACÍFICO – Ciro também disse que a federação não apoiará Lula: “Nós não vamos estar, pelo menos é a minha visão, com o atual presidente. Isso já é um ponto pacífico para todos nós”. Presente no mesmo evento, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, disse que o foco das legendas é amarrar acordos que garantam uma grande bancada de parlamentares no Congresso.

“A gente está muito voltado para os palanques estaduais, esse é o foco inicial da gente. A gente buscou essa federação, lógico, inicialmente pensando em uma candidatura presidencial e sempre estar participando de uma chapa majoritária em nível nacional, mas queria resguardar esse momento para que a gente poupasse toda a nossa energia para a gente fazer uma grande bancada no Congresso”, finalizou.

Em 2024, Elon Musk já previa que a prisão de Moraes ‘estava a caminho’

Musk publica imagens geradas por IA de Alexandre de Moraes em ...

Moraes preso, em imagem criada por inteligência artificial

Maria Magnabosco
Estadão

O bilionário Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), alfinetou nesta quinta-feira, 12, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Musk respondeu a uma publicação do jornalista norte-americano Glenn Greenwald na rede social sobre uma eventual prisão do magistrando, afirmando que ocorreria em breve.

LIGAÇÕES PERIGOSAS – Greenwald compartilhou em seu perfil uma notícia sobre as ligações de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por fraudes financeiras.

Em seguida, o jornalista relembrou uma publicação de Elon Musk, de agosto de 2024, que mostrava uma foto feita por inteligência artificial (IA) representando o ministro na cadeia, com a legenda: “Um dia, Alexandre, essa foto da sua prisão será real. Guarde minhas palavras”.

Musk, então, respondeu à publicação de Greenwald dizendo: “Ainda não, mas (a prisão) está a caminho. Por que arrumar briga comigo? Que bobagem”.

BRIGA DIGITAL – O embate de Elon Musk e Alexandre de Moraes se refere ao inquérito das milícias digitais no STF, que apura a atuação de grupos suspeitos de disseminar notícias falsas em redes sociais.

O bilionário era um dos alvos da investigação instaurada em abril de 2024 por Moraes, por suspeita de “instrumentalização criminosa” do X, além de suspeitas de desobediência a decisões judiciais, obstrução à Justiça em contexto de organização criminosa e incitação ao crime. Nesta terça-feira, dia 10, Moraes arquivou o inquérito contra o empresário americano.

A notícia comentada por Elon Musk nesta quinta diz respeito à ligação da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Master.

R$ 129 MILHÕES – No final do ano passado, o jornal O Globo revelou que Viviane firmou um contrato de R$ 129 milhões com banco, que previa que o escritório da família trabalhasse na defesa dos interesses da instituição e de Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional e outras instituições.

Além disso, conforme as investigações da Polícia Federal, Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes estiveram reunidos e conversaram por WhatsApp diversas vezes, inclusive ao longo do dia 17 de novembro de 2025, data na qual foi cumprida a primeira ordem de prisão contra o banqueiro.

Em nota, Viviane afirmou que a prestação de serviços ao Master concentrou-se na implementação de mecanismos de compliance e na revisão do código de ética e conduta da instituição. Em posicionamento divulgado pelo STF, Moraes disse que mensagens não foram destinadas ao telefone do ministro, mas a outros contatos que constam na agenda de Vorcaro. No entanto, como mostrou o Estadão, o código-fonte de programa da PF põe em xeque a versão de Moraes sobre sua ligação com o banqueiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Moraes é hoje um ministro perdido numa justiça suja, como diria o teatrólogo Plínio Marcos. Está sendo processado por Trump nos Estados Unidos, sem possibilidade de defesa, por ter enviado diversas “ordens” a serem cumpridas pela Justiça americana. Desesperado, começou a recuar de seus erros, como incluir Elon Musk no inquérito do fim do mundo. Porém, é tarde demais. Pode ser que não seja preso, porém já está com um pé fora do Supremo, por 129 milhões de motivos, como diz o jornalista Mário Sabino. (C.N.)

Escândalo do Master ameaça candidaturas: 38% dos eleitores rejeitariam envolvidos

Proporção é maior entre bolsonaristas

Luis Felipe Azevedo
O Globo

Quatro a cada dez (38%) eleitores brasileiros evitariam votar em qualquer candidato envolvido no escândalo do Banco Master. É o que mostra pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira.

Já 29% levariam o tema em consideração no momento do voto, assim como outras questões, e 20% descartam a influência na escolha no pleito. Outros 13% não sabem ou não responderam.

CANDIDATOS ENVOLVIDOS – Veja os números: evitaria votar em qualquer candidato envolvido no escândalo do Banco Master: 38%; levaria o tema do Banco Master em consideração, assim como outras questões: 29%; não levaria o tema do Banco Master em consideração para escolher quem votar: 20%; não sabem ou não responderam: 13%

O posicionamento contrário ao voto a candidatos associados ao Master é mais presente no segmento bolsonarista, alcançando 49%, enquanto 36% dos lulistas têm a mesma posição. Por outro lado, 26% dos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não levaria o tema em consideração na hora do voto, superando o total de 17% no grupo alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os entrevistados também foram questionados quem foi mais afetado negativamente pelo escândalo do Master. O Supremo Tribunal Federal (STF) foi escolhido por 13%. Aparecem em seguida o governo Bolsonaro (11%), a gestão de Lula (10%), o Banco Central (5%) e o Congresso Nacional (5%). Outros 40% responderam “todos eles” e 1% avalia que nenhuma das opções é a correta. Já 17% não sabem ou não responderam.

BOLSONARISTAS – Entre lulistas, o governo Bolsonaro foi o mais afetado (30%), enquanto apenas 2% veem o STF nesta posição. No bolsonarismo, a gestão lulista (26%) empata tecnicamente com o Judiciário (23%) como os mais citados.

A pesquisa foi protocolada junto à Justiça Eleitoral sob número BR-05809/2026. Foram realizadas 2.004 entrevistas entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Na poesia de Machado de Assis, uma exaltação à beleza colhida na juventude

72 frases de Machado de Assis para se inspirar e refletirPaulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, crítico literário, dramaturgo, folhetinista, romancista, contista, cronista e poeta carioca Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) é amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. No poema “Flor da Mocidade”, ele exalta a beleza que se colhe na juventude, como a mais bela flor que existe.

FLOR DA MOCIDADE
Machado de Assis

Eu conheço a mais bela flor;
És tu, rosa da mocidade,
Nascida aberta para o amor.
Eu conheço a mais bela flor.
Tem do céu a serena cor,
E o perfume da virgindade.
Eu conheço a mais bela flor,
És tu, rosa da mocidade.

Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.
Teme acaso indiscreta mão;
Vive às vezes na solidão.
Poupa a raiva do furacão
Suas folhas de azul celeste.

Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.
Colhe-se antes que venha o mal,

Colhe-se antes que chegue o inverno;
Que a flor morta já nada vale.
Colhe-se antes que venha o mal.
Quando a terra é mais jovial
Todo o bem nos parece eterno.
Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno.

Zanin arquiva a CPI do Master, mas ainda cabe recurso à Mesa da Câmara

Comissão sobre direitos das pessoas com deficiência debate plano de trabalho para 2026; participe - Notícias - Portal da Câmara dos Deputados

Rollemberg tem de colher de novo mais 171 assinaturas

Lavínia Kaucz
Terra/Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin negou, por questões processuais, a ação que cobrava a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. A ação foi apresentada pelo deputado federal e ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Rollemberg acusou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de omissão ao deixar de instalar a CPI para investigar as fraudes ocorridas na relação entre o Master e o Banco Regional de Brasília (BRB) mesmo após a coleta de 201 assinaturas mais do que o mínimo de um terço dos deputados.

SEM PROVAS? – Zanin argumentou que a ação aponta “resistência pessoal” de Motta à instalação da CPI sem, contudo, apresentar provas suficientes para demonstrar a acusação. “A prova pré-constituída juntada com a inicial não comprova a afirmação de direito com o grau de certeza exigido para a via do mandado de segurança”, afirmou o ministro.

Ele ressaltou que a decisão “em hipótese alguma” afasta a prerrogativa da Câmara dos Deputados de instaurar a comissão, “desde que atendidos os requisitos necessários para essa finalidade, inclusive aqueles previstos no Regimento Interno da Câmara dos Deputados”.

Na quarta-feira, 11, Toffoli se declarou suspeito para julgar o pedido. Ele havia sido sorteado relator do caso nesta quarta-feira. Em seguida, a ação foi redistribuída, por sorteio, a Zanin. Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Master após seu nome ser citado em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro negou qualquer relação com Vorcaro ou recebimento de valores, mas acabou se afastando do caso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Cristiano Zanin, o mais jovem ministro, também começa a sujar sua biografia, por atuar corporativamente. Ele argumentou que a ação não havia provas suficientes, embora houvesse, porque o próprio Hugo Motta deu declaração de que não instalaria a CPI, muito antes de as assinaturas serem colhidas. Mas o autor, deputado Rodrigo Rollemberg, pode recorrer à própria Mesa da Câmara, reunindo assinatura de um terço dos deputados para um projeto de resolução. É apenas isso que está faltando, segundo o artigo 35 do Regimento, parágrafo 4º. E o presidente Hugo Motta então será obrigado a instalar a CPI. Simples assim. (C.N.) 

O grande risco de o crime organizado passar a ser tratado como terrorismo

EUA analisam classificar o CV e o PCC como terroristas

Pedro do Coutto

Nos bastidores da política internacional, uma discussão que parecia distante da realidade brasileira começa a ganhar contornos cada vez mais concretos: a possibilidade de os Estados Unidos classificarem duas das maiores facções criminosas do país — o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho — como organizações terroristas.

A hipótese, ainda em análise por autoridades norte-americanas, não é apenas um gesto simbólico de endurecimento contra o crime organizado. Ela revela uma mudança profunda na forma como o mundo passa a enxergar a dimensão internacional dessas facções e levanta um debate sensível sobre segurança, soberania e política externa.

EXPANSÃO – Durante décadas, o crescimento dessas organizações foi tratado sobretudo como um problema doméstico brasileiro. No entanto, a expansão de suas operações para além das fronteiras nacionais transformou essa percepção. Hoje, redes ligadas ao PCC e ao Comando Vermelho operam rotas internacionais de tráfico de drogas que passam por países como Paraguai, Bolívia e Colômbia e chegam a mercados da Europa e dos Estados Unidos.

Essa estrutura logística, alimentada pelo comércio ilícito de cocaína e armas, deu às facções um nível de organização e capilaridade que já não pode ser explicado apenas como violência urbana localizada. Trata-se de um fenômeno transnacional, com ramificações financeiras, logísticas e políticas.

MECANISMOS JURÍDICOS – É justamente esse alcance que começa a chamar a atenção de autoridades norte-americanas. Nos Estados Unidos, a classificação de um grupo como organização terrorista ativa mecanismos jurídicos poderosos, capazes de congelar ativos financeiros, ampliar investigações internacionais e até justificar ações de segurança mais agressivas.

Nos últimos anos, Washington tem ampliado o conceito de terrorismo para incluir organizações ligadas ao chamado “narcoterrorismo”, especialmente quando elas exercem controle territorial, utilizam violência sistemática e financiam suas atividades por meio do tráfico de drogas. Sob esse prisma, o PCC e o Comando Vermelho poderiam ser enquadrados como estruturas criminosas que combinam características típicas de cartéis com práticas de intimidação social e poder paralelo.

PREOCUPAÇÕES – Para o Brasil, entretanto, a proposta levanta preocupações relevantes. Autoridades brasileiras argumentam que o conceito de terrorismo pressupõe motivação política ou ideológica, algo que não caracteriza as facções brasileiras, cuja principal finalidade é econômica.

Classificá-las como terroristas poderia abrir precedentes delicados no direito internacional e criar espaço para pressões externas sobre questões que, em princípio, dizem respeito à segurança interna do país. Em termos diplomáticos, o debate toca diretamente no tema da soberania nacional.

ASPECTO SIMBÓLICO – Há também um aspecto simbólico importante. Quando uma potência global passa a discutir a inclusão de organizações brasileiras em listas internacionais de terrorismo, o país inevitavelmente se vê confrontado com a dimensão real do problema que enfrenta. O crescimento do crime organizado nas últimas décadas não ocorreu por acaso.

Ele foi alimentado por um sistema penitenciário que frequentemente fortalece essas organizações, por fronteiras extensas e difíceis de controlar e por falhas estruturais nas políticas de segurança pública. Nesse ambiente, facções criminosas foram capazes de se transformar em verdadeiras corporações ilegais, com hierarquia, estratégia financeira e presença internacional.

ESPELHO INCÔMODO – O debate nos Estados Unidos, portanto, funciona como um espelho incômodo para o Brasil. Ele evidencia que a violência que atinge cidades como Rio de Janeiro e São Paulo não é apenas um problema local, mas parte de uma engrenagem criminal que conecta periferias urbanas a redes globais de tráfico. A intranquilidade vivida nessas metrópoles — marcada por confrontos armados, disputas territoriais e expansão de mercados ilícitos — é apenas a face visível de um sistema muito mais amplo.

Se a classificação americana vier a se concretizar, as consequências podem ser significativas. Poderá haver maior cooperação internacional contra essas organizações, intensificação de investigações financeiras e maior pressão diplomática sobre o Brasil para reforçar o combate ao crime organizado. Ao mesmo tempo, surgirá o risco de internacionalização de um problema que, até hoje, o país tentou tratar majoritariamente como questão doméstica.

No fundo, a discussão revela um dilema estratégico. O Brasil precisa lidar com o fato de que suas principais facções criminosas se tornaram atores de alcance internacional, com capacidade de influenciar mercados ilícitos e gerar impactos além de suas fronteiras. Mas também precisa preservar a autonomia de suas instituições e evitar que a narrativa do combate ao terrorismo seja utilizada como instrumento de pressão externa. Entre a necessidade de cooperação global e a defesa da soberania nacional, o país se encontra diante de um desafio complexo: enfrentar o crime organizado em uma escala proporcional ao poder que essas organizações já conquistaram.

Delator de Lulinha teme acabar igual ao Sicário e solicita proteção policial

Tribuna da Internet | Se continuar foragido, Lulinha vai implodir a  candidatura de seu pai

Charge do JCaesar (Veja)

Caio Junqueira
CNN Brasil

O principal delator do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula da Silva (PT), afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que corre risco de vida e pediu proteção policial do Estado. A medida ainda não foi implementada.

Em depoimentos prestados à PF (Polícia Federal) em 2025, ele afirmou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, pagava mesadas a Lulinha em troca de acesso a órgãos de saúde do governo Lula para a venda de produtos ligados ao canabidiol. As defesas de Camilo e de Lulinha negam as acusações.

PETIÇÃO AO STF – Os advogados do delator apresentaram em fevereiro deste ano uma petição ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. No documento, afirmam que ele foi ouvido pelas autoridades no âmbito das investigações da chamada Operação Sem Desconto e forneceu informações consideradas relevantes para a investigação.

Segundo a defesa, após prestar depoimento, o delator passou a sofrer exposição indevida, agravada por vazamentos de informações sobre suas declarações.

Os advogados também relatam indícios de que imagens dele e de familiares, especialmente de sua filha, teriam sido retiradas de redes sociais e compartilhadas com terceiros.

ARGUMENTOS – Na petição, a defesa sustenta que a preservação da integridade física e psicológica do delator é necessária não apenas para sua proteção pessoal, mas também para garantir a continuidade das investigações de forma segura.

Afirmam que “sua atuação limitou-se ao cumprimento de dever cívico, ao colaborar com as autoridades mediante o fornecimento de informações relevantes e que viabilizaram providências relevantes pelos órgãos encarregados da investigação em curso”.

A petição sustenta ainda que, nesse contexto, a preservação de sua integridade física e psicológica é necessária para garantir que a elucidação dos fatos ocorra de forma segura e eficaz.

PROGRAMA DE PROTEÇÃO – O delator relata que chegou a receber a oferta de inclusão em um programa estatal de proteção a testemunhas, mas avaliou que as condições exigidas seriam excessivamente restritivas.

O programa pode incluir medidas como preservação de identidade, mudança de domicílio e restrição de contatos pessoais e profissionais. Segundo ele, essas medidas implicariam alterações profundas em sua vida pessoal, familiar e profissional.

A defesa argumenta que seria possível adotar medidas menos invasivas, como acompanhamento institucional, reforço pontual de segurança e ampliação de mecanismos de sigilo e proteção de dados pessoais. Fontes da PF afirmaram que o órgão não negocia formatos específicos de proteção e que a testemunha precisa aderir aos programas previstos em lei

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O ministro André Mendonça autorizou a adoção de medidas de proteção. No entanto, a Polícia Federal não teve como atender, porque o delator se recusa a entrar no programa de defesa à testemunha e quer ter segurança igual à dos ministros do Supremo. (C.N.).

Decepcionado com o governo de Lula, o MST já hostiliza deputados petistas 

Deputado Marcon (PT) envia ao Sintrajufe/RS manifestação contrária à  reforma administrativa

Deputado Marcon diz que o MST está vaiando os petistas

Vera Rosa
Estadão

As últimas pesquisas de intenção de voto foram classificadas nas fileiras do PT como “uma tragédia”. Nos bastidores, dirigentes do partido culpam o governo pela queda de popularidade do presidente Lula da Silva e afirmam que o Palácio do Planalto precisa “voltar das férias”.

A expressão foi usada em uma reunião a portas fechadas, recentemente, para demonstrar o descontentamento com os

LULA OTIMISTA – O presidente disse a aliados, porém, que escândalos como o do Banco Master têm servido como “biombo” para esconder as realizações do governo e acha que o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário, já bateu no “teto”.

Levantamento divulgado nesta quarta-feira, 11, pela Genial/Quaest mostrou que Flávio está empatado com o presidente em uma simulação de segundo turno da disputa presidencial. Os dois aparecem agora com 41%. Além disso, Flávio cresceu e Lula caiu no grupo de eleitores que se diz independente.

A sondagem indica uma tendência já prevista pelo Datafolha: ao contrário do que o governo imaginava, a pré-candidatura do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro está ganhando terreno.

FLÁVIO DE VERDADE – Diante desse cenário, a cúpula do PT mudou a estratégia e começou a atacar Flávio nas redes sociais. A ideia é apresentar o que petistas chamam de “Flávio de verdade”, e não o das mídias digitais. A partir de agora, grupos de militantes petistas vão expor várias acusações envolvendo o nome do senador.

Na lista estão o escândalo da “rachadinha” – que, de acordo com o Ministério Público do Rio, consistia na apropriação de parte dos salários dos funcionários do gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual – e até denúncias de conexão com milícias e lavagem de dinheiro.

“A eleição de 2026 será uma das mais duras da história do Brasil. Mas temos convicção e certeza da vitória, porque, quando o debate chegar à vida real do povo brasileiro, a comparação entre os projetos falará mais alto”, afirmou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). “Flávio Bolsonaro já está em campanha, enquanto Lula está preocupado em governar o País.”

CASO MASTER – Para o Palácio do Planalto, eleitores não têm enxergado o menor nível de desemprego da história nem bons indicadores da economia porque debitam na conta do governo todos os escândalos de corrupção desta temporada.

Monitoramentos de redes sociais que chegaram ao Planalto mostram algumas percepções que respaldam essa avaliação. Uma delas é a seguinte: como o Supremo Tribunal Federal (STF) foi atingido em cheio pela teia de irregularidades comandada por Daniel Vorcaro, dono do Master – e a Corte é aliada de Lula –, a culpa por todos os malfeitos é do governo.

Dirigentes do PT avaliam, no entanto, que o governo demostra letargia desde o fim do recesso de fim de ano e não apresenta uma agenda positiva. O diagnóstico de uma ala do partido é que Lula precisa apresentar sua “prateleira de boas notícias” e não correr atrás de uma bala de prata.

INCONFORMISMO – Até hoje petistas demonstram inconformismo com a teimosia do presidente ao rejeitar conselhos de assessores para não ir ao desfile das escolas de samba no Rio. A Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula, ironizou os neoconservadores e evangélicos se sentiram ofendidos com a ala que apresentava “família em conserva”.

Os evangélicos representam aproximadamente 30% do eleitorado e todas as pesquisas revelam que o apoio ao presidente vem caindo cada vez mais nesse segmento. Na avaliação do comando petista, a presença de Lula na Avenida Marquês de Sapucaí foi “um tiro no pé”, coroado pelo rebaixamento da escola de samba.

CRÍTICAS DO MST – Como mostrou o Estadão, deputados do PT que integram a bancada em defesa do Movimento dos Sem-Terra (MST) também têm feito críticas ao governo Lula.

“Está difícil fazer campanha para Lula na agricultura familiar. O Banco do Brasil é uma tragédia. A Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo) é outra. É um comitê contra o governo federal”, disse o deputado Mauricio Marcon (PT-RS) na semana passada, durante reunião com outros colegas e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

“O povo está bravo com nós mesmos. Nós somos vaiados quando vamos falar”, reclamou o parlamentar petista.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A coisa está feia, mesmo. Com dizia nosso amigo Carlos Chagas, o PT entrou naquela fase de vaca não conhecer bezerro. O pior é que Dias Toffoli e Alexandre de Moraes são identificados pela opinião pública como antibolsonaristas – ou seja, como lulistas. Assim, a derrocada deles vai influir nas eleições, sem a menor dúvida. (C.N.)

 

Dividido em grupos, o STF é atingido pelo escândalo sem esboçar a menor reação

Tribuna da Internet | Depois de superado o golpismo, é preciso impor  limites severos ao Supremo

Charge do Alpino (Yahoo Notícias)

William Waack
CNN Brasil

O STF (Supremo Tribunal Federal) está em busca da credibilidade perdida, fenômeno acelerado pelo escândalo do Banco Master, mas não está claro qual o caminho.  Em parte, essa dificuldade se deve a divisões profundas na Corte, que sempre existiram, mas nunca tão cercadas de desconfianças mútuas, como acontece agora.

Em parte, as dificuldades para encontrar um caminho de saída têm a ver com isso mesmo. Existe esse caminho, o caminho da recuperação da credibilidade perdida?

CÓDIGO DE ÉTICA? – O presidente da Corte, Edson Fachin, acha que sim, que pode ser por meio de um código de conduta. Outros integrantes acham que o código não serve para nada, e que o melhor seria aprofundar investigações até mesmo contra colegas.

Outra ala no Supremo também não gosta do código, por achar que serve apenas como confissão de culpa, e acredita que a Corte está sob ataque de interesses espúrios, inclusive por parte da imprensa, aos quais não se deve ceder.

Nas proporções atuais do escândalo, é difícil mesmo imaginar que o STF saia sozinho da situação de descrédito. Divisões internas levam à paralisia em um ambiente no qual a polícia e os vazamentos mandam no ritmo dos acontecimentos.

IMPACTO ELEITORAL – Não se sabe quais nomes ainda serão arrastados no escândalo, mas o impacto eleitoral já existe. A corrupção voltou para o topo da preocupação dos eleitores, favorecendo evidentemente a oposição e prejudicando quem está no poder.

Saberá uma oposição com domínio do Legislativo – como se prevê – lidar com um Supremo, que no momento indica que não sabe o que fazer?

Até aqui não há resposta clara para essa pergunta, em parte, por culpa do Master.

Na prisão dos coronéis da PM, mais um erro clamoroso de Moraes e do STF

PGR rejeita tese de "apagão de inteligência" no 8 de Janeiro

Coronel Naime estava de férias e foi condenado por omissão

Carlos Newton

Nesta quarta-feira, o Supremo ratificou mais um erro clamoroso do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo do 8 de janeiro, e mandou para a penitenciária da Papudinha cinco coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal, por crime de omissão no enfrentamento à vandalização da Praça dos Três Poderes.

Os coronéis foram condenados a 16 anos de prisão e perda do cargo. O entendimento da Primeira Turma seguiu o voto de Moraes, considerando que eles não somente se omitiram na repressão ao 8 de Janeiro, como também cometeram os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

EXCESSO DE RIGOR – Os erros no julgamento de Moraes foram múltiplos, a começar pelo rigor excessivo, que redundou numa condenação em grupo, como se formassem uma quadrilha, quando a realidade era totalmente diversa.  

Para Moraes, houve uma atuação “omissiva, dolosa e estruturada” da Polícia Militar do Distrito Federal nos atos do 8 de Janeiro e a ação golpista não foi resultado de “falhas pontuais ou imprevistos operacionais”. Esse parecer genérico e mambembe foi seguido por unanimidade pelos outros ministros da Primeira Turma – Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

O erro na generalização do crime principal – de omissão – chega a ser grotesco, porque um dos coronéis (Jorge Barreto Naime) estava de férias. Ao assistir na TV à transmissão do ato público, ele percebeu a gravidade da situação e imediatamente se dirigiu à Praça dos Três Poderes para se integrar à tropa que enfrentou os manifestantes. Assim, como condená-lo por omissão, se ele agiu prontamente, durante as férias? Se tivesse viajado para fazer turismo, não teria sido condenado, é óbvio, nem teria sido citado no inquérito.

CONTORCIONISMO – O relator Alexandre de Moraes fez um espalhafatoso contorcionismo jurídico para condenar os coronéis por omissão, adicionada aos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Ou seja, considerou que os cinco coronéis da PM integraram a suposta “organização criminosa” que teria sido liderada pelo então presidente Jair Bolsonaro. “Cabe destacar, ainda, que a horda criminosa golpista atuava desde a proclamação do resultado das eleições gerais de 2022, em intento organizado que procedeu em escalada de violência até culminar no lamentável episódio do início de janeiro deste ano”, justificou Moraes.

MONSTRUOSIDADE – Essa conclusão do relator é uma monstruosidade, porque não há notícia de que nenhum desses oficiais tenha algum dia dirigido a palavra a Bolsonaro, pois sequer se conheciam pessoalmente.

Além disso, se realmente houve omissão, era preciso que Moraes provasse ter sido “imprópria/comissiva” (art. 13, § 2º, Código Penal), em que o réu é considerado “garante” (pelo dever de cuidado/proteção) e responde pelo resultado que deveria evitar.

Portanto, mesmo considerando-se que tenha havido omissão, teria sido apenas dos oficiais que estavam de plantão naquele domingo e não cuidaram de evitar o quebra-quebra.

E o coronel Jorge Barreto Naime, que estava de férias, deveria ter sido homenageado por sua dedicação ao serviço público, ao invés de perder o cargo e pegar 16 anos de prisão.

PENA ESTICADA – Além disso, no caso dos cinco coronéis da PM, há a questão da dosimetria da pena, que parece ser um erro contumaz nos relatórios draconianos do ministro Alexandre de Moraes.

Na forma da lei, no caso mais grave de omissão, que é a imprópria/comissiva, a pena vai de 2 meses a 12 anos, dependendo das provas apresentadas em juízo, segundo o artigo 136 do Código Penal.

Portanto, a pena foi esticada impiedosamente até alcançar 16 anos e perda do cargo. É mais uma decisão vergonhosa da Primeira Turma, adotada por unanimidade, para impossibilitar a apresentação de Embargo Infringente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Os condenados já estão cumprindo pena, mas ainda podem recorrer, requerendo “revisão criminal”. Porém, até agora não há notícia de que nenhum condenado no 8 de Janeiro tenha exercido o direito de recorrer, nem mesmo Bolsonaro ou os generais de quatro estrelas, vejam só como os advogados de defesa são omissos. Mas quem se interessa? (C.N.)

Mudanças nas regras do TSE podem abrir brechas e prejudicar cotas femininas

Piada do Ano! ACM Neto imitou a mulher de Moraes e levou R$ 3,6 milhões do Master

Com Bolsonaro preso, entorno do ex-presidente acumula investigações e ações no STF

Eduardo responde a ação e Valdemar voltou a ser investigado

Fernanda Fonseca
CNN

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve a decisão do ministro Alexandre de Moraes que negou a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mas enquanto Bolsonaro permanece preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, aliados políticos e pessoas de seu círculo próximo também enfrentam uma série de investigações e processos em andamento no Supremo.

Na última sexta-feira (6), a Primeira Turma começou a julgar a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o pastor Silas Malafaia pelos crimes de injúria e calúnia. Relator do caso, Moraes votou pelo recebimento da acusação. O julgamento não analisa culpa ou inocência, mas apenas se há indícios mínimos para a abertura de uma ação penal. Caso a maioria dos ministros acompanhe o relator, Malafaia passará à condição de réu e responderá a processo criminal no Supremo.

DECLARAÇÕES – A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 18 de dezembro, e tem como base declarações feitas pelo pastor contra generais de quatro estrelas do Alto Comando do Exército, incluindo o comandante da Força, general Tomás Paiva. Em abril de 2025, durante um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, Malafaia chamou os generais do Alto Comando de “cambada de frouxos” e “cambada de covardes”, além de afirmar que os militares seriam “omissos” e não “honrariam a farda que vestem”.

Ao votar, Moraes afirmou que a PGR apresentou uma narrativa clara dos fatos, indicando as circunstâncias de tempo, lugar e a conduta atribuída ao pastor. Os demais ministros da Primeira Turma têm até o dia 13 de março para registrar seus votos no sistema eletrônico da Corte. A tendência é pelo acolhimento da denúncia.

EDUARDO BOLSONARO  – Outro integrante do entorno do ex-presidente já responde a processo no Supremo. O STF formalizou no início de fevereiro a abertura de uma ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo.

A Primeira Turma aceitou, em novembro do ano passado, denúncia apresentada pela PGR. Votaram pelo recebimento da acusação os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Na denúncia, apresentada em setembro de 2025, o procurador-geral Paulo Gonet sustenta que Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo teriam articulado uma série de ações para tentar interferir em processos judiciais e constranger autoridades, com o objetivo de beneficiar o ex-presidente.

O caso foi investigado no mesmo inquérito em que Bolsonaro também foi indiciado pela Polícia Federal. A PGR, no entanto, decidiu não apresentar denúncia contra o ex-presidente nesse processo específico. Bolsonaro já foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

VALDEMAR COSTA NETO –  O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também voltou a ser alvo de investigação no Supremo. Em decisão tomada pela Primeira Turma em outubro de 2025, o político passou novamente a ser investigado por suposta participação na trama golpista.

Costa Neto havia sido indiciado pela Polícia Federal em novembro de 2024 no inquérito que apurou crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. Apesar disso, no momento de apresentar a denúncia, a Procuradoria-Geral da República não incluiu o dirigente partidário entre os denunciados na investigação.

Em outubro, porém, a maioria da Primeira Turma concordou com pedido de Moraes para retomar as apurações contra Costa Neto pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Caso Master cerca líderes evangélicos e cria dilema político para André Mendonça

Generais condenados pelo golpe vivem entre livros, cursos e visitas políticas

Militares tentam reduzir pena com leitura e trabalho

Pepita Ortega
O Globo

Tradução de textos para o português, catalogação de livros da Biblioteca do Exército, cortes de cabelo, atividades físicas e assistência religiosa; essas são algumas das atividades que os primeiros militares condenados por crime de golpe de Estado no país procuraram durante seus primeiros 100 dias de cárcere.

Alguns tentaram outras formas de distração na prisão, como a instalação de TV a cabo em cela e trabalhos analíticos para as Forças Armadas, mas os pedidos acabaram barrados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

PROCESSOS DE EXECUÇÃO – Os detalhes constam nos documentos apresentados à Corte nos últimos três meses sobre os processos de execução de pena de quatro militares condenados como integrantes do núcleo crucial da ação do golpe: o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; o general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional; o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil.

Os integrantes do topo das Forças Armadas foram sentenciados em novembro, pelo STF, junto do ex-presidente Jair Bolsonaro, capitão reformado, e do ex-ajudante de ordens da Presidência Mauro Cid, que foi transferido para a reserva do Exército. Completam o rol de punidos dois personagens não militares: o ex-delegado da Polícia Federal Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, considerado foragido.

ROTINAS – Três dos quatro militares condenados pelo Supremo começaram a cumprir pena no dia 25 daquele mês, após o caso transitar em julgado. Desde então, suas rotinas passaram a ser acompanhadas judicialmente. Torres, Bolsonaro e Braga Netto já estavam presos preventivamente naquela data e seguem custodiados. Somente ao general Augusto Heleno foi concedida prisão domiciliar humanitária em razão de ele portar “demência de origem mista em estágio inicial (Alzheimer e complicação vascular, combinadas)”.

Nesses cem dias desde o fim oficial da ação do golpe, uma das coisas em comum entre todos os réus do núcleo crucial foi a visita de políticos, em especial de deputados e senadores. Foram registrados pedidos de políticos como Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Carlos Vianna (Podemos-MG), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Zucco (PL-RS), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES), este último oferecendo “assistência espiritual” aos presos.

REVISÃO E TRADUÇÃO – Entre os militares, o principal ponto de convergência foi o trabalho, que ajuda no abatimento de pena. Garnier, por exemplo, atua com a revisão gramatical e tradução para o português de livros, textos literários, publicações e periódicos, em prol da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.

Inicialmente, o almirante tentou trabalhar com a avaliação dos sistemas de apoio à decisão que compõem o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ); ou com sistemas relacionados às capacidades defensivas do Brasil. A proposta, no entanto, foi barrada por Moraes pela relação direta com as atividades das Forças Armadas.

Já Paulo Sérgio Nogueira desenvolveu, nos últimos meses, atividades de revisão e análise de algumas obras da Biblioteca do Exército:  “A engenharia militar portuguesa na construção do Brasil”; “Fortificações do Brasil. Rio de Janeiro”; “Do Recôncavo aos Guararapes” e “A guerra do açúcar: as invasões holandesas no Brasil”. Ele já contabilizou pelo menos 16 dias trabalhados. Agora, vai passar a catalogar obras e produzir sinopses e textos técnicos de apoio aos trabalhos da Assessoria Cultural do Comando Militar do Planalto. A mudança do escopo de trabalho do general foi autorizada por Moraes.  

PLANO DE TRABALHO – Braga Netto pediu há pouco tempo a autorização para abater sua pena com trabalho. Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes pediu que o Comando da 1ª Divisão de Exército apresente o plano de trabalho para avaliação. O general também pediu autorização para estudar à distância, escolhendo, preferencialmente, um curso de gestão de projetos. Também manifestou interesse nos cursos de gestão de risco e crises, planejamento estratégico e gestão de segurança privada.

O general seguiu a deixa de Paulo Sérgio. No início do ano, o ex-ministro da Defesa pediu autorização ao STF para fazer o curso de Administração Hospitalar, Legislação e Auditoria, no formato de ensino à distância (EAD), da Faculdade Anhanguera.

EXERCÍCIOS E BANHO DE SOL – Heleno é o único militar que não buscou, por ora, trabalhar para diminuir a pena a que foi condenado. Em domiciliar, o general obteve autorização para acessar o terraço do prédio onde mora, três horas por dia, para praticar exercícios físicos e tomar banho de sol. Em troca do cumprimento de pena em casa, Heleno foi submetido a outras cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Ainda entregou à Justiça sete passaportes: três diplomáticos e quatro comuns.

O general ainda obteve, assim como Garnier, autorização para cortes de cabelo periódicos. Por estar em domiciliar, recebe uma cabeleireira uma vez por mês em sua residência, em horário comercial. Já o almirante tem horários marcados, nas instalações da Estação Rádio da Marinha em Brasília (ERMB), com um barbeiro a cada 15 dias.

O integrante da Marinha e Paulo Sérgio Nogueira ainda receberam “assistência religiosa” durante os três primeiros meses na prisão. O general, por exemplo, recebe o atendimento religioso quinzenalmente, prestado por um capelão militar. Também tem acesso a atendimento psicológico semanal.

LEITURA – Paulo Sérgio ainda é um dos condenados que pediram remição de pena por leitura. O general Braga Netto também solicitou a participação em tal programa, assim como o ex-ministro Anderson Torres e sentenciados em outros núcleos da ação do golpe: o coronel Marcelo Costa Câmara e o tenente-coronel Rodrigo de Azevedo. Somente Torres, no entanto, já teve leitura registrada em relatórios apresentados ao STF. O ex-ministro começou a ler a obra ‘A metamorfose’ do escritor austro-húngara Franz Kafka.

O mais ativo dos generais na prisão também tentou obter acesso a TV a cabo na prisão. Pedido semelhante foi feito pelo general Braga Netto, que se dispôs a arcar com os custos de contratação, instalação e manutenção do benefício. As solicitações, no entanto, acabaram barradas por Moraes.

Planalto manda investigar vazamentos no caso Master para evitar “nova Lava Jato”

Charge do Spacca (Arquivo Google)

Guilherme Balza
G1

O Palácio do Planalto decidiu entrar em campo para tentar impedir o vazamento de informações sigilosas no escândalo do Banco Master. Após uma série de queixas de líderes do Congresso e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, orientou diretamente o ministro da Justiça, Wellington Lima, a apurar a origem dos vazamentos.

A movimentação ocorreu após uma reunião entre Gleisi e lideranças do governo na Câmara e no Senado na segunda-feira (9). O temor no entorno de Lula é que o caso se transforme em uma “nova Lava Jato”, com o uso de vazamentos seletivos para atingir alvos políticos em pleno ano eleitoral.

GESTO POLÍTICO – A decisão do governo também é um gesto político ao STF. Nos bastidores, ministros da Corte têm relatado insatisfação com a PF e a falta de controle do governo. O mal-estar aumentou após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregar diretamente ao ministro Edson Fachin provas colhidas contra o ministro Dias Toffoli.

Assessores do presidente Lula citam o governo de Dilma Rousseff como um exemplo negativo a não ser repetido. Na época, a avaliação interna era que o então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não conseguia conter a autonomia da PF, o que teria alimentado o clima político para o impeachment. Agora, o Planalto quer mostrar que está vigilante.

Apesar da orientação de Gleisi, a leitura atual no Ministério da Justiça é que o inquérito já aberto pela PF na sexta-feira (6), por ordem de André Mendonça, é suficiente por ora. No entanto, a ordem é de alerta máximo para evitar qualquer nova exposição de autoridades.

CRISE COM ALCOLUMBRE –  Enquanto tenta conter os vazamentos, Lula busca apagar outro incêndio: a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que vive seu pior momento. No fim da semana passada, Lula telefonou para Alcolumbre após o senador decidir não anular a quebra de sigilo de “Lulinha”, filho do presidente. A retaliação de Alcolumbre veio após o petista citar, em entrevista, o envolvimento do Instituto de Previdência do Amapá no escândalo do Master — reduto político do senador.

Os dois combinaram de se encontrar presencialmente esta semana para aparar as arestas. Na pauta, além da crise do Master, estão a indicação de Jorge Messias para o Supremo, a PEC da Segurança e o encontro de Lula com senadores, que está travado desde fevereiro.

LINHA DE DISCURSO –  O governo Lula ainda não encontrou uma linha de discurso e de estratégia de comunicação para o escândalo do Master. A implicação de ministros do Supremo na trama dificulta uma ação mais coordenada e intensa do Planalto. Alguns ministros defendem que o governo adote uma postura mais ofensiva, buscando associar o Caso Master à direita bolsonarista. auxiliares de Lula dizem que o presidente ainda não deu uma linha de como lidar com o tema.

Há queixas no entorno de Lula com o excesso de viagens internacionais, que tiram o presidente das decisões sobre questões domésticas. A percepção é que a ausência do presidente dificulta a definição de uma linha de defesa e de um discurso claro do governo para lidar com o escândalo do Master.

A pressão para que Lula fique mais no Brasil já surtiu efeito: o presidente cancelou a viagem que faria ao Chile para a posse de José Antônio Kast, optando por permanecer em Brasília.

Conheça “A Esfera”, um poema interminável, na criatividade de Cassiano Ricardo

CASSIANO RICARDO: ladainha hi-tech | MIOPIA

Cassiano, ao tomar posse na Academia

Paulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, ensaísta e poeta paulista Cassiano Ricardo (1895-1974) é autor de uma obra poética tida como uma das mais sérias e importantes da literatura brasileira contemporânea. Pode ser notada nos versos de “Rotação”, onde as palavras esfera, espera, ensina e esperança se alternam entre si, originando novas mensagens em cada estrofe, num poema interminável.

ROTAÇÃO
Cassiano Ricardo

a esfera
em torno de si mesma
me ensina a espera
a espera me ensina
a esperança
a esperança me ensina
uma nova espera a nova
espera me ensina
de novo a esperança
na esfera

a esfera
em torno de si mesma
me ensina a espera
a espera me ensina
a esperança
a esperança me ensina
uma nova espera a nova
espera me ensina
uma nova esperança
na esfera

a esfera
em torno de si mesma
me ensina a espera
a espera me ensina
a esperança
a esperança me ensina
uma nova espera a nova
espera me ensina
uma nova esperança
na esfera

CPI convoca ex-dirigentes do BC e quebra sigilo de Zettel e empresas do caso Master

Sessão da CPI do Crime Organizado do Senado

Relator Alessandro Vieira acelera os trabalhos da CPI

Luísa Marzullo
O Globo

A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou nesta quarta-feira uma série de requerimentos para aprofundar as investigações sobre suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. As medidas incluem convocações de empresários e de ex-dirigentes do Banco Central, além de pedidos de acesso a dados financeiros e quebra de sigilos de pessoas e empresas citadas nas apurações.

Entre as decisões, os senadores autorizaram o envio de pedido ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para obtenção de relatórios de inteligência financeira e a transferência dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fabiano Campos Zettel, apontado nas investigações como participante de operações financeiras consideradas atípicas.

SIGA O DINHEIRO – O objetivo da medida é rastrear movimentações de recursos que teriam transitado por estruturas ligadas ao Banco Master e a empresas investigadas.

Além das quebras de sigilo, a comissão aprovou convocações para ouvir personagens ligados à supervisão do sistema financeiro e a operações investigadas. Foram convocados Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do Banco Central, e Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária da autarquia. Os dois foram afastados de seus cargos após investigações internas do BC e deverão explicar à CPI como o órgão acompanhou operações financeiras agora sob investigação.

A comissão também aprovou a convocação de empresários e operadores citados nas apurações, entre eles Vladimir Timerman, fundador da gestora Esh Capital; Leonardo Augusto Furtado Palhares, administrador da Varajo Consultoria Empresarial; Ana Claudia Queiroz de Paiva, sócia da Super Empreendimentos e Participações; e Marilson Roseno da Silva, escrivão aposentado da Polícia Federal.

MAIS PEDIDOS – Outro requerimento aprovado solicita ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça o envio de informações e provas já reunidas em investigações relacionadas ao Banco Master. A CPI também pediu documentos encaminhados pela Polícia Federal sobre a morte de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, investigado na Operação Compliance Zero.

Os senadores ainda aprovaram pedidos de informações à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e à empresa Prime You Táxi Aéreo para identificar passageiros de um jato Embraer Legacy 650, de prefixo PP-NLR, ligado à empresa Prime Aviation e utilizado desde janeiro de 2025.

Dois requerimentos ficaram fora da votação em bloco e deverão ser analisados separadamente pela comissão: o pedido de convocação do ex-senador e ex-governador de Mato Grosso Pedro Taques e o requerimento que solicita a quebra de sigilo bancário e fiscal do ex-ministro da Cidadania João Roma.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Não adianta o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, sentar sobre o pedido de CPI do Master, para se livrar das acusações. A CPI do Crime Organizado está cuidando bem da investigação e logo chegará até Alcolumbre, que recebia o trambiqueiro Daniel Vorcaro fora da agenda e está metido nas mutretagens via Amapá Previdência. É só uma questão de tempo. (C.N.)

Militar que fazia  segurança de Lula imita Vicário e se suicida no Alvorada

Palácio da Alvorada é alvo de tentativa de invasão - 28/06/2017 - UOL Notícias

Os jornalistas não conseguiram saber o nome do militar

Pedro Taquari
Diário do Poder

Um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) morreu nesta terça-feira (10) por suicidio na área de serviço do Palácio da Alvorada, em Brasília, residência oficial do presidente da República. O episódio ocorreu em uma das entradas utilizadas por servidores e equipes de apoio que atuam no complexo presidencial.

Mesmo após o episódio registrado no Alvorada, a agenda oficial do presidente da República foi mantida no Palácio do Planalto ao longo do dia.

NOTA OFICIAL – O próprio GSI confirmou a ocorrência em nota oficial e informou que o militar fazia parte da estrutura responsável pela segurança do local.

Após o episódio, o acesso da imprensa ao Palácio da Alvorada foi temporariamente suspenso enquanto as autoridades realizavam os primeiros procedimentos de apuração.

De acordo com o gabinete, será instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar as circunstâncias da morte e esclarecer detalhes sobre o ocorrido. O órgão também informou que está prestando assistência aos familiares do agente.

SEM IDENTIFICAR – A identidade do militar não havia sido divulgada até a última atualização das informações. O GSI lamentou o episódio e reafirmou, em comunicado, o compromisso de manter seus integrantes preparados para garantir a segurança das instalações sob sua responsabilidade.

O Gabinete de Segurança Institucional integra a estrutura da Presidência da República e tem entre suas principais atribuições a proteção do presidente, do vice-presidente e de seus familiares, além da segurança de prédios estratégicos do governo federal, como o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada e o Palácio do Jaburu.

Além da proteção física das sedes do Poder Executivo, o órgão também atua na coordenação da segurança de autoridades em eventos oficiais e viagens presidenciais, além de monitorar possíveis ameaças à estabilidade institucional e à segurança das estruturas governamentais. As investigações internas devem avançar nos próximos dias para esclarecer as circunstâncias do caso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Caramba! Está acontecendo alguma coisa muito esquisita neste país. Suicídio de segurança do palácio residencial é ocorrência mais estranha do que a morte e a morte de Sicário e também de Quincas Berro d’Água, personagem de Jorge Amado, que era um escritor famoso no mundo inteiro e não se metia nessas trapalhadas. (C.N.)