Entre Bolsonaro e o Planalto, Tarcísio perde o bonde e fica refém em São Paulo

Antecedentes e ataques à democracia pesam contra Bolsonaro e Braga Netto no STM

Bolsonaro e Braga Netto enfrentam cenário mais adverso

Ana Flor
G1

Dentro do Superior Tribunal Militar (STM), o julgamento dos condenados por tentativa de golpe no STF é considerado imprevisível, mas dois dos réus que podem ter a perda de patente por indignidade determinada pelos ministros têm situação considerada mais grave: o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Walter Braga Netto.

Na análise do caso de Bolsonaro, segundo ministros, ex-ministros da Corte e especialistas na Justiça Militar afirmaram que pesará o antecedente de já ter sido julgado no STM por conduta irregular. Entre 1987 e 1988, Bolsonaro foi julgado duas vezes, por diferentes Conselhos de Justificação. Condenado por unanimidade na primeira instância, foi considerado não culpado em 1988 por maioria do STM.

SEGUNDA VEZ – “Antecedentes pesam na análise dos ministros militares”, afirmou o professor da UFRJ e historiador Carlos Fico. “Sempre existe a aura de ser ‘uma segunda vez’”, diz ele. No caso de Braga Netto, a imagem chamuscada dentro das Forças Armadas se dá pelos ataques orquestrados a militares do alto comando, na tentativa de mobilizar apoio para a tentativa de reverter o resultado das eleições de 2022, segundo mensagens e documentos encontrados pelos investigadores.

Em tese, a decisão do STM é apenas dizer se pessoas que foram condenadas em última instância por ataque à democracia e tentativa de golpe de Estado não são dignas do oficialato. Uma reação aos crimes graves a que os cinco, agora réus no STM, foram condenados. Além deles, Mauro Cid foi condenado, mas a uma pena de até dois anos, que não leva o caso à análise do STM. A pena do tenente-coronel foi diminuída pelo acordo de colaboração.

COM CAUTELA – No tribunal, entretanto, o caso de Augusto Heleno e até de Almir Garnier será visto com cuidado por ministros militares. Heleno, pela saúde e idade, mas sobretudo por ser admirado dentro do tribunal. Já Garnier, lembra um analista que acompanha o tribunal, tem entre ministros ex-colegas de almirantado.

“De qualquer forma, um ministro terá que buscar muitos argumentos para dizer que não concorda que aquelas pessoas são indignas para o oficialato mesmo com uma condenação porque conspiraram contra a democracia”, pondera.

Moraes e Toffoli desmoralizam Fachin e querem sepultar o Código de Ética

Moraes e Toffoli defendem direito de juízes serem acionistas

Moraes, Toffoli e Gilmar se acham (?) donos do Supremo

Carlos Newton

Na abertura do Ano Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, declarou que seu compromisso maior é viabilizar a aprovação de um Código de Ética que regule as ações de todos os membros do STF.

Muito comedido, Fachin não mencionou os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos acusados de desvios de conduta por suas atuações no caso do banco Master.

FATOS CONCRETOS – Como se sabe, houve viagens de Toffoli em jatinhos ao lado de advogados de envolvidos no escândalo e ocorreu intensa utilização de resort administrado por seus parentes próximos e sem condições financeiras, enquanto no caso de Moraes houve prestação de milionária assessoria jurídica e de gestão, mensalmente paga a esposa de ministro.

Fachin desconheceu tudo isso em seu pronunciamento na segunda-feira, mas também foi cirúrgico e surpreendeu:

“Nos processos, as dúvidas sobre conflitos de interesses devem ser tratadas sempre com transparência. E ninguém cogite que possa ser diferente numa sociedade republicana como a nossa”… – destacou, aduzindo: “Temos que ser rigorosos e intransigentes com qualquer tipo de desvio ético, pelo que devemos evitá-los”.

ALGO ERRADO – O presidente do STF mostrou que há algo de muito errado, porque nenhum ministro entrou pela porta dos fundos. Todos foram indicados por presidente da República e aprovados pela maioria dos senadores por “supostamente” terem notório saber jurídico e reputação ilibada. Ou isso não passa de mera teatralização?

O fato é que todos os ministros devem obediência aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e transparência.

Mas este cenário só existe na teoria, porque na prática a coisa é muito diferente. O Supremo tem donos e hoje a instituição pertence a Gilmar Mendes, secundado por Dias Toffoli e Moraes. São os três ministros de personalidade mais forte e que se impõem perante os demais.

DESMORALIZAÇÃO – A estratégia de Fachin só durou 48 horas. Nesta quarta-feira, dia 4, o presidente do STF (foi obrigado a cancelar o almoço que convocara para o dia 12, quando os ministros discutiriam um cronograma para a implantação do Código de Ética.

O cancelamento ocorreu horas depois de Fachin ser inteiramente desmoralizado por Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, na sessão que julgava regras para manifestações de juízes nas redes sociais.

Moraes era o relator e foi implacável ao proferir seu voto. Disse que a Constituição e a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) são suficientes para manter a ética. “Se a Constituição não solucionou e a Loman não solucionou, o Código Penal vai solucionar. É simples, basta aplicar”, disse o ministro, desafiadoramente.

ABRINDO O JOGO – Moraes aproveitou para criticar as restrições sobre atuação dos ministros em outras atividades. “O magistrado não pode fazer mais nada na vida, só o magistério. Pode dar aulas, dar palestras. E como o magistrado só pode dar aulas e palestras, passaram a demonizar as palestras. Por falta do que criticar, daqui a pouco a má-fé vai para quem dá aula nas universidades”, disse o ministro, e era tudo o que Gilmar Mendes queria ouvir.

Moraes, que criticou a imprensa, afirmou que as regras de impedimento e suspeição também são claras no âmbito do Supremo e que o magistrado “está impedido de julgar qualquer caso que tenha como partes ou como advogados seus parentes”.

Estrategicamente, porém, não mencionou o fato de o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci Moraes, ter firmado um contrato de R$ 129,6 milhões com o Banco Master para representá-lo nos três Poderes.

TOFFOLI APOIA – Também envolvido no favorecimento aos criminosos do Master, Dias Toffoli, fez questão de se pronunciar, defendendo as posições tomadas por Moraes contra o Código de Ética que Fachin pretende (ou pretendia) criar, com ajuda da relatora Cármen Lúcia e da OAB paulista.

Na sessão desta quarta-feira, Toffoli defendeu que juízes possam ser sócios de empresas, desde que não sejam dirigentes. “Vários magistrados são fazendeiros, donos de empresas. E eles, não excedendo a administração, têm todo o direito aos seus dividendos”, disse ele ao apoiar Moraes, que tinha se manifestado nesse sentido, ao destacar que a Loman só proíbe que juízes sejam sócios-dirigentes.

“Se assim não fosse, nenhum magistrado poderia, por exemplo, ter uma aplicação no banco, ter ações no banco. Ah, é acionista do banco, então não vai poder julgar ninguém do sistema financeiro…”, ironizou.

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P.S. –
Como se vê, chegamos ao fundo do poço do Supremo, mergulhando numa água fétida e nauseabunda. De uma forma ou de outra, está se formando uma divisão. Ao que parece, três estão de um lado (Mendes, Toffoli e Moraes), e outros três do lado oposto (Fachin, Cármen e Fux). Os outros quatro ainda não se meteram, mas é óbvio que Nunes Marques e André Mendonça podem apoiar Fachin. Os outros dois (Flávio Dino e Cristiano Zani) são incógnitas. Por enquanto, o quadro é esse. Depois a gente volta ao assunto. (C.N.)

Dino dá uma “aula” aos ministros do STF e suspende penduricalhos em todo o país

Dino suspende “penduricalhos” do serviço público nos Três Poderes

Dino mostra que ainda há ministros que merecem respeito

Samantha Klein
CNN Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar para suspender os chamados “penduricalhos” do serviço público nos Três Poderes da República, no país inteiro.

A decisão dele vem no bojo da aprovação, nesta semana, do projeto da Mesa Diretora que abre brecha para o pagamento de verbas indenizatórias acima do teto do funcionalismo para alguns cargos.

PRAZO PARA REVER – A cautelar determina que, em até 60 dias, órgãos de todos os níveis da Federação revisem as verbas pagas e suspendam aquelas que não possuam base legal. Além disso, cobra do Congresso Nacional a edição da lei que regulamente quais verbas indenizatórias são efetivamente admissíveis como exceção ao teto.

A decisão será submetida ao Plenário, em data ainda a ser definida pela Presidência do STF.

Na decisão, o ministro alerta para o uso indevido de verbas “indenizatórias” que, na prática, servem para turbinar salários e ultrapassar o limite previsto na Constituição. Apenas parcelas indenizatórias expressamente previstas em lei podem ficar fora do teto, conforme entendimento já consolidado pelo STF.

TETO CONSTITUCIONAL – Segundo Dino, a medida, baseada em decisão da Corte de fevereiro do ano passado, reforça o cumprimento do teto constitucional de remuneração.

O ministro também citou o presidente Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para dar ciência da decisão com o objetivo de que sejam adotadas medidas políticas e legislativas para cumprir a determinação.

Na prática, todos os penduricalhos ilegais, sem previsão legal, precisam ser suspensos. Segundo líderes da Câmara ouvidos pela reportagem da CBN, além de derrubar os “penduricalhos”, uma das metas é rediscutir uma revisão do teto constitucional, evitando que valores sejam pagos fora da legislação. Ou seja, trata-se de um repasse, já que esses auxílios não sofrem desconto de imposto de renda.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Flávio Dino elaborou um voto histórico. Está tentando eliminar um dos maiores problemas do país, que é a exploração do Estado pelo homem. O serviço público não pode nem deve ser fator de enriquecimento ilícito de servidores. O jovem que pretende ser rico deve disputar no mundo dos negócios. Tentar ficar rico como funcionário público é uma distorção escatológica, digamos assim, algo verdadeiramente repugnante. Vamos apoiar Flávio Dino, que pode se transformar num exemplo para o STF. (C.N.)

Lula diz que cobrou explicações de Lulinha após citação em CPI do INSS

Cresce o clamor por providências enérgicas contra os envolvidos no caso do Master

Gilmar Fraga: Toffoli e o Banco Master... | GZH

Charge do Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Vicente Limongi Netto

Basta de safados engomados impunes. Ou mudam-se as precárias e frouxas leis ou o Brasil afunda de vez na impunidade. Na teoria a lei é para todos. Na prática, só vão presos coitados que roubam pedaço de carne ou leite para os filhos. Geralmente acabam presos e surrados por estúpidos seguranças. Com sorte não morrem.

Ruy Barbosa treme-se no túmulo. A canalhice e o cinismo dos poderosos abonados assusta cidadãos honestos, chefes de família, pagadores dos impostos que sustentam esses exploradores dos recursos públicos.

São patifes que contam com advogados famosos nos tribunais e também ricos. Alguns passam pela patética audiência de custódia, pagam fiança e são liberados. Raramente são punidos, mas o máximo é a tornozeleira eletrônica. O poder econômico destrói a confiança e as esperanças dos homens de bem.

GATUNOS NA CADEIA – Agora a nação, esfacelada e perdendo os brios, tem boa chance de ver gatunos abonados na cadeia. Cresce o clamor por providências enérgicas contra a cachorrada envolvida nos rombos do BRB e Master.

No Congresso, o senador Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), já declarou e enfatizou que jogará pesado contra vigaristas. Não importa que sejam políticos importantes ou autoridades relevantes. Os envolvidos serão ouvidos.

Também será forte a atuação das CPIs do INSS e do Crime Organizado. Isso significa que, quanto maior o poderoso, maior será a queda, se tiver culpa.

CHEGA DE APEDEUTAS – Renan Calheiros foi presidente do Senado e do Congresso por quatro mandatos. Ninguém precisa ensinar o político alagoano do MDB a trabalhar. Muito menos alterar o tom das suas declarações. Claras e enfáticas.

Não serão apedeutas da Globonews como Valdo Cruz e Miriam Leitão, que mostrarão os dentes para intimidar Renan Calheiros. Era só o que faltava. Francamente. Se enxerguem.

Antes da liquidação e da prisão, Daniel Vorcaro esteve 17 vezes no Banco Central

Após recados de Moraes, Fachin cancela encontro sobre Código de Ética no STF

Lula escala ministros e arma palanques para evitar perder eleitores nos maiores estados

Haddad é pressionado para disputar o governo de SP

Jeniffer Gularte
Victoria Azevedo
Sérgio Roxo
O Globo

Com dificuldade para montar palanques competitivos em estados estratégicos, o governo intensificou a pressão para que o ministro Fernando Haddad dispute o governo de São Paulo e já consolidou a candidatura da ministra do Planejamento, Simone Tebet, ao Senado no estado. A movimentação faz parte de uma estratégia do Palácio do Planalto para evitar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegue à eleição com apoios frágeis nos maiores colégios eleitorais do país.

A preocupação do Planalto é que Lula fique com alianças frágeis em estados com grande densidade eleitoral, o que poderia comprometer o desempenho da campanha à reeleição. Auxiliares avaliam que é necessário atuar localmente para impedir que partidos de centro hoje presentes na Esplanada se alinhem às candidaturas bolsonaristas. Diante da dificuldade de atrair essas legendas formalmente, a estratégia tem sido dialogar com setores dessas siglas e evitar que fechem alianças estruturadas com o campo adversário.

MISSÕES REGIONAIS – Um interlocutor de Lula afirma, sob reserva, que o presidente não quer correr riscos e deverá escalar ministros com força política para missões regionais, sobretudo em áreas consideradas estratégicas. A ideia, diz esse aliado, é manter um “banco de reservas” com nomes competitivos à disposição.

Em entrevista ao O Globo, o ministro Camilo Santana (Educação) elevou o tom da cobrança e afirmou que Haddad não pode se dar ao “luxo” de tomar uma decisão individual. Mesmo com a resistência do titular da Fazenda, que já disse mais de uma vez que não deseja se candidatar, o PT mantém Haddad como plano A ao governo paulista e avalia que Lula avançou no processo de convencimento.

Haddad tem afirmado que deseja participar da coordenação da campanha e da formulação do programa de governo. Petistas próximos ao presidente dizem que Lula não pretende impor uma decisão, mas atua diretamente na construção de consensos.

DISPUTA PELO SENADO – A definição mais concreta até o momento em São Paulo, segundo auxiliares, envolve Simone Tebet. Após conversas recentes com Lula, ela aceitou disputar o Senado pelo estado e deve deixar o ministério até o fim de março para viabilizar a mudança de domicílio eleitoral. No entorno do presidente, a avaliação é que a presença de Tebet amplia o alcance do palanque lulista, sobretudo junto ao eleitorado de centro.

Tebet passou a ser tratada no Planalto como peça estruturante da chapa majoritária em São Paulo, num cenário em que Haddad segue como principal nome ao governo. Ainda não está definido se ela permanecerá no MDB ou migrará para outra legenda da base.

O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, também é citado como alternativa para reforçar o palanque paulista. Parte dos aliados defende que ele concorra ao governo caso Haddad dispute o Senado.

CONVERSA COM PARTIDOS – Alckmin, no entanto, tem dito a interlocutores que não pretende disputar cargos eletivos. Já a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, passou a se movimentar para ocupar uma das vagas ao Senado por São Paulo. Ela conversa com partidos da base e de fora dela e indicou estar disposta a participar da construção eleitoral no estado, o que pode ampliar a disputa interna no campo lulista.

No Nordeste, Camilo Santana anunciou que deixará o MEC para ajudar na articulação de alianças e na reeleição do governador Elmano Freitas (PT), que enfrenta a ameaça de Ciro Gomes (PSDB). Camilo é visto como plano B ao governo estadual caso Elmano não avance nas pesquisas — Lula já disse a assessores que não “aceita” perder o Ceará.

Em 2024, Fortaleza foi a única capital conquistada pelo PT, com a vitória de Evandro Leitão sobre o bolsonarista André Fernandes (PL). Camilo é apontado como um dos responsáveis pela articulação que garantiu o resultado. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) terá o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) como principal adversário. O ministro Rui Costa (Casa Civil) deve deixar o cargo em abril e, a princípio, disputar o Senado, mas há discussões sobre a possibilidade de concorrer ao governo caso Jerônimo enfrente dificuldades.

REDUÇÃO DA DIFERENÇA – Aliados destacam que o Nordeste foi a única região em que Lula superou Bolsonaro em 2022 e consideram essencial repetir o desempenho. Já no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a avaliação é que a esquerda dificilmente terá maioria, mas deve buscar reduzir a diferença.

No Paraná, Lula escalou a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) para disputar o Senado. O plano inicial era a reeleição à Câmara, mas, a pedido do presidente, ela deve tentar a Casa Alta para fortalecer a chapa em um estado considerado difícil.

Desde que assumiu o ministério, Gleisi intensificou o diálogo com lideranças regionais para aproximar o governo de partidos estratégicos. Sua equipe prepara um mapa das candidaturas competitivas e das possíveis alianças. Um aliado resume que o plano de Lula é escalar o melhor time possível nos estados e até reabilitar nomes que estavam fora da política, desde que tenham potencial eleitoral.

Uma bela sertaneja que ficou imortalizada na voz de Orlando Silva

Casa do Choro

René Bittencourt, grande compositor

Paulo Peres
Poemas & Canções

O empresário artístico, jornalista e compositor carioca René Bittencourt Costa (1917-1979) utiliza hipérboles somente para fazer a “Sertaneja” feliz, nesta belíssima, romântica e bucólica letra. Essa canção foi gravada por Orlando Silva, em 1939, pela RCA Victor, e fez enorme sucesso.

SERTANEJA
René Bittencourt

Sertaneja, se eu pudesse
se papai do céu me desse
o espaço pra voar,
eu corria a natureza
acabava com a tristeza
só pra não te ver chorar.

Na ilusão desse poema
eu roubava um diadema
lá no céu pra te ofertar,
e onde a fonte rumoreja
eu erguia a tua igreja
e dentro dela o teu altar.

Sertaneja, por que choras
quando eu canto,
Sertaneja, se este canto é todo teu.
Sertaneja, pra secar os teus olhinhos
vai ouvir os passarinhos
que cantam mais do que eu.

A tristeza do teu pranto
é mais triste quando eu canto
a canção que te escrevi,
e os teus olhos neste instante
brilham mais que a mais brilhante
das estrelas que eu já vi.
Sertaneja, eu vou embora
a saudade vem agora
alegria vem depois.
Vou subir por estas serras,
construir lá n’outras terras
um ranchinho pra nós dois.

Acordo nos bastidores blinda Vorcaro e esvazia alcance da CPI do INSS

“Saiu da costela do Bolsonaro”, diz Flávio, defendendo apoio à reeleição de Tarcísio

Flávio diz que Tarcísio foi a maior revelação política

Deu no O Globo

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a defender a união da direita em torno de um projeto nacional, seja no primeiro ou no segundo turno das eleições. Em entrevista ao blogueiro Paulo Figueiredo Filho, o senador ressaltou o alinhamento do clã com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), depois de um mal-estar recente gerado a partir de declarações suas sobre os planos eleitorais do chefe do Executivo paulista.

“O Tarcísio talvez seja a maior revelação política dos últimos anos. É do grupo do Bolsonaro. Saiu da costela do Bolsonaro”, disse Flávio.

PESSOA SÉRIA – O senador avaliou que o pai, Jair Bolsonaro, que está preso sob acusação de tramar um golpe de Estado, “enxergou na figura do Tarcísio uma pessoa séria, gestor competente e inteligente, e que é a cara que o eleitor de São Paulo escolhe”.

Flávio rejeitou alegações de que a pulverização de candidaturas direitistas possa enfraquecer as chances da oposição em 2026. 

“Estou feliz com o caminho que as coisas estão seguindo. Estão nos integrando. Respeito o tempo de cada um, mas sempre vou buscar unidade, seja agora, no meio da eleição ou no segundo turno, se houver”, destacou.

LONGO PRAZO – Cotado por figuras do espectro da direita e por parte do empresariado como um adversário mais competitivo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de São Paulo afirmou, na quinta-feira, após visitar o ex-presidente na prisão, que mantém um “projeto de longo prazo” no estado e que seu papel no grupo político é disputar a reeleição — também para ajudar Flávio na corrida ao Planalto.

Segundo Tarcísio, a visita teve como objetivo prestar solidariedade ao ex-presidente e levar manifestações de apoiadores. Ao ser questionado sobre 2026, o governador voltou a afastar uma candidatura presidencial e afirmou que sua prioridade é o estado.

“O meu interesse é ficar em São Paulo. Isso não tem controvérsia nenhuma. A gente tem um projeto de longo prazo e quer ver esses projetos se materializando. Apoio Flávio, sem dúvidas. Como eu tenho afirmado constantemente, vamos entrar muito fortes, muito unidos, agregando mais pessoas e falando de projeto para o país”, afirmou.

CUIDAR DO ESTADO -Tarcísio afirmou que sua atuação será em um arranjo mais amplo da direita e defendeu a unidade do campo conservador.

“Eu tenho um papel importante dentro do time, que é cuidar do estado, que é o maior colégio eleitoral do Brasil. O grupo tem uma tarefa importante, que é proporcionar para o Brasil um projeto diferente”,  declarou, ao mencionar que o país enfrenta, em sua avaliação, uma crise fiscal e moral.

A visita de Tarcísio a Jair Bolsonaro ocorreu após o cancelamento de um primeiro encontro, na semana anterior, quando uma declaração de Flávio Bolsonaro antecipando o teor da conversa gerou mal-estar no entorno do governador. Na ocasião, o senador afirmou que Bolsonaro diria ao chefe do Executivo paulista que sua prioridade deveria ser a reeleição em São Paulo e que uma candidatura presidencial estaria “descartada” para ele.

ENQUADRAMENTO – Aliados do governador interpretaram a fala como tentativa de enquadramento público. Horas depois, Tarcísio desmarcou a visita sob justificativa formal de compromissos no estado, mas interlocutores relataram incômodo com a repercussão.

Nos bastidores, a avaliação é que a visita funcionou como gesto de distensão após o ruído, mas não encerrou a disputa sobre o papel de Tarcísio no arranjo de 2026. Publicamente, ele mantém a posição de que é candidato à reeleição em São Paulo.

Bolsonaro, mesmo preso, segue como ponto de convergência do campo conservador. No PL, Valdemar Costa Neto defende que decisões eleitorais passem pelo crivo do ex-presidente.

Mensagem de Lula ao Congresso e o novo tabuleiro da política em 2026

Charge do Aroeira (Diário do Centro do Mundo)

Pedro do Coutto

A política brasileira entra em um ano decisivo, não apenas por marcar o início de um novo ciclo legislativo, mas por revelar de forma explícita como o governo federal e os principais protagonistas da oposição estão reposicionando suas estratégias diante das eleições presidenciais de 2026.

Nesta semana, o presidente Lula da Silva entregou ao Congresso Nacional uma longa mensagem — com cerca de 600 páginas segundo colunistas — que, na análise de Elio Gaspari, no O Globo e na Folha, acabou assumindo mais o tom de um palanque político do que de um discurso técnico de governo.

NÚMEROS POSITIVOS – No texto, que percorre dados econômicos, sociais e prioridades legislativas, Lula se empenha em destacar os números positivos de 2025 — redução da taxa de desemprego, crescimento do Produto Interno Bruto e avanços em programas sociais — e aponta diretrizes para 2026, como a pauta trabalhista e a segurança pública. Essas escolhas têm uma leitura clara para muitos analistas: ao comunicar avanços concretos e metas a serem alcançadas, o presidente constrói uma narrativa de continuidade que dialoga diretamente com o eleitorado em ano eleitoral.

Para além do conteúdo, a forma e o timing dessa mensagem reacendem o debate sobre o papel do Executivo ao usar ocasiões institucionais para reforçar sua imagem pública. Gaspari — em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo — criticou essa prolixidade e o caráter quase eleitoral do discurso, apontando que uma mensagem de tamanho e foco assim “pedia palanque” mais do que explicou planos de governo.

No cenário oposicionista, a sucessão presidencial toma contornos cada vez mais complexos. Com a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmada até 2030, seu grupo político passou a articular alternativas, das quais Flávio Bolsonaro, seu filho e senador, surge como nome competitivo. Ao mesmo tempo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou que deixará o comando do estado — previsto para 22 de março — para dedicar-se integralmente à campanha presidencial. Zema mantém sua pré-candidatura pelo Partido Novo, rejeitando a ideia de compor chapa com Flávio Bolsonaro e buscando espaço próprio no tabuleiro político.

NOVA DINÂMICA – Esse movimento confirma uma nova dinâmica dentro do eleitorado de direita ou de centro-direita: a presença de múltiplos nomes disputando espaço no mesmo campo ideológico, o que pode fragmentar votos que, em outras circunstâncias, convergiriam para um único candidato mais consolidado. Além de Zema e Flávio, outros governadores e líderes regionais, como Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior, têm aparecido como potenciais concorrentes ou figuras influentes nas discussões de alianças, ampliando a diversidade de opções no centro e na direita do espectro político.

Essa fragmentação da oposição pode representar, a princípio, uma vantagem estrutural para Lula, cuja candidatura tende a se beneficiar de um bloco menos coeso de adversários. Em termos práticos, quando uma força política dominante enfrenta adversários dispersos, a possibilidade de vitória no primeiro ou segundo turno aumenta, especialmente se o candidato governista conseguir manter sua base e ampliar apoio entre independentes, como sugerem algumas análises do processo eleitoral brasileiro de 2026.

GOVERNO E CAMPANHA – Por outro lado, o uso do discurso institucional como estratégia de campanha — como criticado por Gaspari — levanta questões importantes sobre o equilíbrio entre governar e fazer campanha. Em sociedades democráticas, a linha entre prestar contas de gestão e promover candidaturas é delicada, exigindo cuidado institucional para não diluir as funções do Estado com interesses eleitorais. A mensagem de Lula ao Congresso se insere exatamente nessa tensão, espelhando um momento em que governar, comunicar e disputar votos se sobrepõem de maneira cada vez mais explícita no debate público brasileiro.

Em suma, o início de 2026 revela um xadrez político vibrante e incerto, no qual incumbentes e desafiantes moldam estratégias, articulam alianças e tentam se destacar em meio a uma sociedade polarizada e exigente. As próximas semanas — com renúncias, definições de candidaturas e debates sobre políticas públicas — prometem consolidar as peças desse jogo que, certamente, decidirá o futuro político do Brasil.

STJ aciona Procuradoria para abrir investigação contra Ibaneis no caso Master

Michelle apadrinha Carol de Toni e agrava a crise do PL em Santa Catarina

Jornal Nacional já deu uma trava na liberdade que César Tralli julgou possuir

César Tralli entra ao vivo na Globo e precisa dar notícia que indignou os brasileiros: 'Chocaram o país'

Tralli tentou ser livre, mas a TV Globo cortou as asas dele

Carlos Newton

Recentemente, abordamos aqui as dificuldades que a chamada imprensa amestrada vem encontrando, devido à impossibilidade de exercer censura prévia nas redações. A divulgação das notícias passou a ser praticamente em tempo real e o máximo que os donos dos veículos de comunicação conseguem hoje é fazer “recomendações”.

Depois de uma fase eufórica, em que até o Jornal Nacional caiu de porrete no caso do Banco Master, veio a ordem da direção da TV Globo para amaciar um pouco o noticiário. Ou seja, podem ser dadas as notícias, porém jamais criticando diretamente o presidente Lula, os ministros do Supremo ou os dirigentes do Congresso.

TELHADO DE VIDRO – Todos os veículos dependem de verbas publicitárias dos governantes das estatais. Além disso, há outras circunstâncias. Os irmãos Marinho, por exemplo, apesar de terem telhado de vidro e estarem metidos em graves golpes societários envolvendo a Organização Globo, inclusive com utilização de empresas fantasmas, conforme as denúncias feitas com exclusividade pela Tribuna da Internet, não têm a menor condição de encarar a Receita Federal, o Ministério das Comunicações, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras e a Polícia Federal.

Por isso,  os jornalistas da Organização Globo são tolhidos de passar dos limites, digamos assim. E as mesmas recomendações são feitas pelos donos dos demais veículos de comunicação, especialmente as TVs abertas ou por assinatura.

É claro que esse esquema tem furos e as criticas aos detentores do poder acabam sendo publicadas, especialmente nos grandes grupos de comunicação que não operam na área da televisão, como Folha, Estadão, Metrópoles, UOL, Terra e alguns outros.

IMPRENSA LIVRE – Na prática, ocorre um embate entre os veículos de comunicação e as redes sociais, que gozam de independência absoluta e não são confiáveis, porque costumam enveredar pelo lamacento terreno das fake news.

Portanto, a imprensa precisa ser livre, mas é muita ingenuidade julgar que os grandes veículos de comunicação gozem de total liberdade.

Daí a importância da imprensa alternativa e de sites e blogs independentes, que tenham credibilidade e  jamais publiquem fake news nem defendam interesses meramente políticos e econômicos, como a Tribuna da Internet, que tem essa meta

BALANÇO DE JANEIRO – Como sempre fazemos no início do mês, vamos divulgar o balanço das contribuições feitas ao blog, agradecendo muitíssimo aos amigos e amigas que nos possibilitam manter esse espaço na Internet, porque o total da arrecadação é utilizado para os gastos da produção do blog e para remunerar o jornalista Marcelo Copelli, que há quatro meses participa da seleção e edição de artigos e matérias.

De início, vamos divulgar as contribuições na Caixa Econômica Federal:

DIA   REGISTRO   OPERAÇÃO               VALOR
08     081558        DEP DIN LOT…………500,00

15     151429        DEP DIN LOT…………100,00
23     231258        DEP DIN LOT…………200,00
30     301128        DEP DIN LOT…………230,00
30     301237        DEP DIN LOT…………100,00

Agora, os depósitos na conta do Banco Itaú/Unibanco:
02     PIX TRANSF JOSE FR………………..150,00
02     TED 001.5977.JOSE APJ……………350,02
02     PIX TRANSF PAULO RO……………..100,00
15     TED 001.4416.MARIO A C R……..300,00
30     TED 033.3591.ROBERTO S D…….200,00

Por fim, uma contribuição feita no Bradesco:

07     1716043 J.F.Dantas……………………60,00

Agradecendo a todos os que participam dessa utopia de manter um espaço livre na internet, vamos em frente, sempre juntos, sob o signo da liberdade. (C.N.)

Era só o que faltava! Caso do senador flagrado com dinheiro na cueca é arquivado

Piada do Ano! Toffoli e Moraes tentam se defender perante os outros ministros

Dias Toffoli ironiza multas aplicadas por Moraes a big techs

Moraes e Toffoli já estão à beira de um ataque de nervos

Felipe de Paula
Estadão

Sob pressão política e da opinião pública após seus irmãos transferirem participação milionária no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná, a um fundo ligado ao Banco Master, o ministro Dias Toffoli afirmou nesta quarta-feira, 4, no Supremo Tribunal Federal, que magistrados “têm todo o direito de receber seus dividendos”, desde que não participem da administração de empresas.

A declaração foi feita durante a sessão plenária que analisa as regras do Conselho Nacional de Justiça sobre o uso de redes sociais por magistrados.

NA DEFESA… – Relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes também usou a sessão plenária desta quarta-feira para rebater críticas que abalaram a Corte durante o recesso judiciário.

Os ministros são alvo de questionamentos públicos sobre conflitos de interesse, envolvendo relações familiares, empresariais e a atuação de advogados próximos em causas analisadas pela Corte.

Sobre a suspeição de ministros, Moraes disse: “Nenhum magistrado poderia, por exemplo, ter alguma aplicação em um banco, ações de um banco. Ah, é acionista do banco? Então não vai poder julgar ninguém no sistema financeiro”.

FAZENDO PIADA – Toffoli não se conteve e tentou fazer piada sobre a importante questão: “Ministro Alexandre, o ministro teria que doar a sua herança a uma entidade de caridade”, disse Toffoli.

“Se ele tem um pai ou uma mãe que é acionista de uma empresa ou dono de uma fazenda? Vários magistrados são fazendeiros, vários magistrados são donos de empresas e eles não exercendo a administração, têm todo o direito de receber seus dividendos. Estão proibidos de ter a gestão.”

“Isso é não deixar o magistrado na bolha”, completou Moraes.

Conforme revelou o Estadão, a empresa dirigida pelos irmãos do ministro foi sócia controladora e chegou a vender uma fatia milionária de sua participação no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, para um fundo de investimentos controlado pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mesmo assim, Toffoli é relator das investigações da Polícia Federal sobre o banco.

CUNHADA DESMENTIU – Apesar dos registros nos documentos, ao ser indagada pelo Estadão na casa que aparece como sede da empresa, a cunhada do ministro disse que o marido José Eugênio Toffoli nunca foi dono de resort e usou a situação da própria casa, pequena e com sinais de desgaste, como argumento para negar que o marido seja o verdadeiro proprietário do empreendimento.

Além disso, o Estadão também mostrou que os irmãos de Toffoli foram sócios de um segundo resort da mesma rede, em uma região que fica às margens do Rio Paraná. Conhecido como Tayayá Porto Rico, o empreendimento ainda não teve suas obras concluídas, mas promete ser ainda mais luxuoso do que o primeiro resort do qual os irmãos foram sócios, em Ribeirão Claro (PR).

A Maridt, empresa dos irmãos de Toffoli, em nota assinada por José Eugênio Dias Toffoli, afirmou não integrar mais o grupo Tayayá em Ribeirão Claro. “A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de parte da participação ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O assunto fede a quilômetros e mais quilômetros de distância. Mesmo assim, Toffoli procura se justificar e Moraes entra no mesmo esquema grotesco e caricato. Seria melhor se ficassem calados. Imagino o que uma pessoa séria como Carmen Lúcia deve estar pensando deles. Lembro que a ministra, quando começou no Supremo, usava um carro bem velho e ia dirigindo até o tribunal. Depois, com a idade, aceitou o carro oficial, que usa com parcimônia. (C.N.)

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Vicente Limongi Netto

Notícia alvissareira, o governo Lula anuncia que vai meter a colher na briga entre homem e mulher. O objetivo é enfrentar com firmeza o feminicídio, cada vez mais acentuado no país. Dia de muita esperança no Palácio do Planalto. Ano eleitoral exige atitudes sérias. Que realmente intimidem os agressores de mulheres. 

Lula não adiantou as providências para conter tragédias contra as mulheres. Mas é certo que as mulheres ameaçadas por covardes, ganharão colete a prova de bala do governo, soco inglês e granadas que poderão guardar na bolsa. Além de apitos que poderão ser ouvidos longe e máscaras de gesso para proteger o rosto.  

O QUE FAZER? – Empenhado em realmente acabar com a praga do feminicídio, o governo federal determinará que as casas das mulheres ameaçadas tenham armadilhas pelos cômodos. Como ratoeiras e pisos falsos. 

Outra decisão notável, as portas e janelas das casas das mulheres ameaçadas serão blindadas com aço. Assim como os carros. 

Oficinas que trabalham com segurança estão eufóricas com as medidas governamentais. Mulheres espancadas por maridos e ex-companheiros, farão rigorosos cursos de tiros para usarem bem as armas contra os agressores. 

OUTRO ASSUNTO  – Hipócritas e farsantes de todos os tipos e gostos da imprensa e políticos capachos, estão indóceis porque os servidores do senado e da Câmara ganharão aumento salarial. A escória insulta funcionários que trabalham. Jornalistas recalcados e raivosos se ganham pouco, não é culpa dos servidores do Congresso Nacional.  Juizes e ministros furam o teto salarial todos os meses.  Enchem a boca para dizer besteiras. Recebem penduricalhos absurdos com a omissão dos paladinos de araque da imprensa e da política.

Apedeutas de redações imundas querem que Lula vete parte do aprovado pelos senadores e deputados. O governador Carlos Lacerda ensinava que servidor público não ganha eleição, mas atrapalha bem. 

Mesmo com cargos no governo, PP endurece discurso e tenta derrubar veto de Lula