Em Maceió, o solo afunda 17 cm por dia e a chuva pode acelerar a tragédia

Casas abandonadas após bairro do Pinheiro, em Maceió, ter solo afundado pelo trabalho de mineração da Braskem - Metrópoles

Afundamento poderá eliminar fauna e flora desta laguna

Deu no Metrópoles

Em novo boletim divulgado na manhã deste domingo (03/12), a Defesa Civil de Maceió informa que a velocidade de deslocamento da mina nº 18, que está sob risco iminente de colapso continua sendo de 0,7 cm por hora, ou quase 17 cm por dia.

A velocidade foi a mesma registrada no dia anterior, às 9h do sábado (02/12), evidenciando uma estabilidade na forma que o solo está afundando.

ESGOTAMENTO DO SOLO – Ainda assim, o órgão municipal reforça que permanece em alerta máximo para o risco de colapso da mina nº 18, no bairro do Mutange. O quadro de esgotamento do solo é atribuído à extração de sal-gema feita pela Braskem.

A cidade está em situação de emergência, decretado por 180 dias pelo prefeito de Maceió, JHC (PL-AL), no dia 29 de novembro.

O deslocamento vertical acumulado na manhã deste domingo (3) foi de 1,69 metros, apresentando um movimento de 10,8 cm nas últimas 24h, que agora aumentou para 17 cm/dia.

EVACUAÇÃO – “Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo”, reforça a Defesa Civil municipal.

Ao todo, são 35 minas de sal-gema que foram escavadas por 44 anos na área urbana de Maceió. No início, a empresa que começou a escavação foi a Salgema Indústria Químicas de Alagoas, que depois passou a ser chamada de Braskem.

A mineração nesses poços de sal-gema provocou o primeiro deslocamento do solo há anos, numa tragédia que vem obrigando dezenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas desde 2018.

BAIRROS DESERTOS – Cinco bairros foram afetados diretamente pela escavação desenfreada da Braskem: Bebedouro, Mutange, Pinheiro, Farol e Bom Parto. Moradores das áreas de maior risco foram obrigados a abandonar suas residências.

Já moradores desses mesmos bairros que vivem em regiões de menor criticidade permanecem no local, vivendo numa espécie de isolamento urbano, a exemplo das comunidades dos Flexais.

Ao Metrópoles, a Defesa Civil relatou que as condições climáticas na cidade podem vir a ser um agravante para o colapso da mina 18 da Braskem, caso haja chuva em excesso. No entanto, neste domingo (03/12), a capital alagoana amanheceu com o tempo aberto e baixa previsão de chuva (5%).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Onde se lê Braskem, por favor leia-se: Odebrecht e Petrobras, cujos dirigentes se encontrar em Dubai. confraternizando com outros defensores do meio ambiente. E assim segue o mundo. (C.N.)

13 thoughts on “Em Maceió, o solo afunda 17 cm por dia e a chuva pode acelerar a tragédia

      • Claro que sei CN, a Petrobras é sócia minoritária (sem poder decisório), portanto só poderá ser responsabilizada, incluindo dívidas com bancos e essas indenizações pelo desastre em Maceió, se adquirir a Braskem.
        Abraço
        JV

        • Desculpe, mas Vosmicê está equivocado, Vidal.

          A Braskem é uma S/A, gerida por um grupo pré-falido, em recuperação judicial.

          A lei das S/As diz que “havendo pluralidade de devedores, o credor pode cobrar o total da dívida de todos ou apenas do que achar que tem mais probabilidade de quitá-la. A dívida não precisa ser cobrada em partes iguais para cada um. Todos os devedores são responsáveis pela totalidade da obrigação.

          Desculpe, mais uma vez.

          CN

          • Caro CN, não é preciso pedir desculpas devido a alguma divergência.

            Acho que isso colocado refere-se a CLT ou Código de Defesa do Consumidor, onde há responsabilidade solidária para pagamentos e indenizações a empregados ou clientes, por exemplo. E quanto à responsabilidade subsidiária, essa só é aplicável em caso de haver disposição expressa no contrato social, o que não é o caso. Porém, caso a Petrobras adquirir a Braskem, aí sim, responderá por todas as dívidas e pendengas que a empresa possui.

            Abraço

            JV

  1. NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Onde se lê Braskem, por favor leia-se: Odebrecht e Petrobras, cujos dirigentes se encontrar em Dubai. confraternizando com outros defensores do meio ambiente. E assim segue o mundo. (C.N.)

    Defensores do meio ambiente como a Fadinha da Floresta, a Comunista refinada burguesa comendo caviar, canapés, salmão, lagostas, vinhos e champagne francesas…..

    Tudo passa, até a uva passa……..

  2. Seria daqueles residentes atingidos pensarem numa ação coletiva de devolução de IPTU e outras taxas referentes aos “alicerces”(base conjuntural) de suas propriedades e vidas, colocadas em riscos iminente, durante todos esses anos e mesmo diante de incerto futuro!

  3. Boa análise sobre como é a extração do sal gema e o que aconteceu. Exploração que acontece há muitos anos e só interrompido quando as consequências eram iminentes.

    Estou em dúvida de como ocorreu a licença ambiental para essa exploração. Não houve um estudo para prevenção de danos? Agora não há muito o que fazer.

    https://www.youtube.com/watch?v=Myf2fQ0o3pc

  4. Felizmente para a ministra do Meio Ambiente esta parada não é da responsabilidade dela, mas tem dedo do Estado nesta parada, a estatal do petróleo tem parte nesta tragédia.

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