Nesta eleição presidencial, fica muito difícil escolher um candidato “menos ruim”

O voto em branco - Espaço Vital

Charge do Duke (Arquivo Google)

Carlos Newton

Não é verdade que exista polarização, com o eleitorado brasileiro dividido ao meio entre lulismo e bolsonarismo. É uma bobagem que não tem nada a ver com a realidade do país. O que há é uma situação tripartite, digamos assim, com o Brasil submetido hoje a três correntes que disputam entre si o poder – os lulistas, os bolsonaristas e os que não suportam mais nem Lula nem Bolsonaro.

Cada uma dessas alas teria cerca de 30% do eleitorado e os restantes 10% seriam formados pelos cidadãos que têm predileções mais estravagantes e não almejam mais nada de concreto, preferem votar nulo ou em branco.

ALÍVIO PARA LULA – No xadrez da sucessão, a desistência de Tarcísio de Freitas foi um alívio para Lula e o PT. Quem possui mais de dois neurônios sabe que a rejeição a Lula não vai diminuir e pode até se acirrar.

Portanto, o eterno candidato petista desta vez corre grande risco de perder, apesar de suas chances terem aumentado muito com o lançamento de Flávio Bolsonaro (PL). O filho Zero Um já mostrou que entende muito de rachadinhas, jogadas imobiliárias e franquias de chocolate, mas em política ele é um Zero à esquerda.

Outras candidaturas da centro-direita são problemáticas. Os três presidenciáveis do PSD, por exemplo, disputam entre si uma possibilidade remota de vitória – Ratinho Jr. é um ilustre desconhecido em âmbito nacional; Eduardo Leite, ibidem; e Ronaldo Caiado, tribidem. Um deles será candidato pelo PSD, para depois o esperto Gilberto Kassab, como dono do partido, negociar apoio a quem vencer a eleição, circunstância que é sua grande especialidade.

LULA FAVORITO – Em tradução simultânea, Lula é grande favorito, e são altamente suspeitas essas pesquisas que já indicam Flávio Bolsonaro em empate técnico com o petista.

Vejam que determinados institutos não têm medo do ridículo e seguem o lema de ‘missão dada, missão cumprida”, criado pelo ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, aquele que tem um filho eterno desempregado, que nunca trabalhou, mas vive pelo mundo como milionário, exibindo o enriquecimento ilícito sem o menor pudor.

Flávio Bolsonaro também é contemplado com alta rejeição. Neste ponto, ele e Lula se equiparam. Por isso, sempre existe a possibilidade de surgir uma terceira via que possa tirar votos de Flávio e disputar o segundo turno com Lula, que então deixa de ser favorito e passa a ser azarão. Mas ainda é cedo.

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P.S.
1 – Entre as mulheres, as de maior prestígio são Michelle Bolsonaro, que não será candidata à presidência, a senadora Tereza Cristina (PP- MS) e a ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB-MS), que está ligada a Lula e também deverá disputar para o Senado. Neste cenário, muitos eleitores preferem votar branco e nulo, ao invés de tentar escolher o menos ruim. É compreensível, não? (C.N.)    

12 thoughts on “Nesta eleição presidencial, fica muito difícil escolher um candidato “menos ruim”

    • O importante será dar posse á quem a seu lado mantenha uma honrada e feminina primeira “dama*, diria Nhô Victor, meu saudoso avô materno!

  1. É aonde chegou o país, com o poder nas mãos de caciques partidários

    Com a dinheirama oriunda dos fundos partidário e eleitoral, partidos políticos se transformaram em empresas bilionárias. E seus donos passaram a ter um poder extraordinário.

    A ponto do poder do presidente do PSD Gilberto Kassab, que também é secretário no governo de SP e tem ministros no governo Barba, extrapolar limites antes inimagináveis na política brasileira.

    A influência de Kassab hoje é tamanha, que ele passou a se dar ao luxuoso hobby de ‘colecionar’ presidenciáveis, como Caiado, Leite e Ratinho, como se fossem figurinhas.

    E ainda manter sob seu guarda-chuvas o ora ex-presidenciável Tarcínico.

  2. PELO MENOS UMA COISA É CERTA NA SEARA POLÍTICA: não é à toa que os partidos e seus donos se encontram acuados cada vez mais pelas abstenções e pelos votos em branco e nulos que, face ao andar da carruagem, na próxima eleição devem bater na casa dos 50%, percentual equivalente ao da rejeição contra o lulismo, o bolsonarismo e seus puxadinhos. A polarização nefasta, por sua vez, que tanto inferniza e infelicita a vida do conjunto da sociedade com o aparelhamento partidário das instituições, não está no lulismo versus bolsonarismo sem estar antes no militarismo versus partidarismo, ou, no caso, militarismo versus sindicalismo, posto que inerente à república dos me$mo$ proclamada há 136 anos, via golpe, pelos me$mo$, de modo que falar em resolver a polarização nefasta que gera ódio e coisas ruins entre irmãos, sem apresentar projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, cheira a apenas mais narrativas vazias, sofismas, entre os me$mo$, enquanto representantes da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª… vias dos me$mo$, conservadores da mesma índole, mentalidade e do mesmo e velho estado de coisa$ e coiso$ que aí estão há 136 anos, não obstante o prazo de validade vencido há muito tempo, por isso acuados pelas abstenções e pelos votos em branco e nulos. A salvação da lavoura das mudanças de verdade, sérias, estruturais e profundas, seria o STF, a exemplo da democracia norte-americana, autorizar as candidaturas avulsas com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, que poderia, talvez, convencer as abstenções e os votos em branco e nulos a irem às urnas e votarem válido, e assim, somados com os que votam no lulismo apenas para impedir a volta do bolsonarismo, e vice-versa, poderia chegar até aos 70% contra o continuísmo da mesmice dos me$mo$, a nosso ver, salvo melhor juízo.

  3. Lula e suas surpresas

    Em 2022, Lula surpreendeu a política nacional colocando Geraldo Alckmin na sua chapa. Afinal, em 2006 ele havia disputado a Presidência contra Lula.

    Os sinais de fumaça vindos da taba de Lula sugerem que ele prepara uma nova surpresa. A vice continuará com Alckmin, mas a surpresa virá antes do segundo turno.

    Desta vez, a novidade passará pelo cacique Gilberto Kassab.

    Fonte: O Globo, Opinião, 01/02/2026 03h30 Por Elio Gaspari, ora enigmático.

  4. Kassab joga como Kassab na disputa presidencial

    Com três presidenciáveis no PSD, ex-prefeito acena para todos os lados, sua especialidade

    Fonte: Folha de S. Paulo, Opinião, 31.jan.2026 às 22h00 Por Editorial

  5. Caiado, Leite ou Ratinho: qual será a cara do candidato do kassabismo?

    A filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD de Gilberto Kassab introduziu um fato novo no tabuleiro eleitoral de 2026.

    Ao deixar o União Brasil por falta de legenda para disputar a Presidência, Caiado reforçou a disposição do PSD de apresentar uma candidatura própria ao Planalto, colocando o partido no centro do debate presidencial, em oposição tanto ao Barba quanto ao Rachadinha.

    Com isso, o PSD passa a reunir três governadores presidenciáveis que estão no segundo mandato, ou seja, que não podem concorrer à reeleição: Caiado; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; Ratinho Junior, do Paraná, cujos perfis políticos e trajetórias eleitorais são bastante distintos.

    (…)

    Fonte: Correio Braziliense, Nas Entrelinhas, 29/01/2026 – 07:50 Por Luiz Carlos Azedo

  6. Carlos Alberto:
    CEO fundador na empresa Em busca da aposentadoria.
    Estudou na instituição de ensino UNIDAVI

    Nunca, nunca mesmo, senti tanta vergonha de ser catarinense, aliás, ser catarinense dava até um certo orgulho.
    Há nove anos atrás, começou a vergonha quando a minha gente aplaudiu o golpe em uma presidenta legitimamente eleita e assumiu um filho da puta como presidente, quando era algo a se “temer”.
    Ato contínuo, deram o maior quociente percentual dos estados brasileiros, pra colocar na presidência, um vadio, um deputado do baixo clero, boquirroto, ignorante, que com 30 anos de mamata no congresso, teve a pachorra de ter dois projetos tramitando e devidamente rejeitados, que passou os quatro anos de mandato andando de moto ou jet-ski e zombando de quem era vítima da pandemia que ele fez de tudo para boicotar e quando se viu acuado, permitiu que houvesse buscas de, de alguma forma, por parte de elementos de seu governo, um meio de obter corruptamente, vantagens.
    Agora isso, a confissão criminosa de que o legislativo e o executivo são racistas.
    Triste e envergonhado.

  7. Senhor Carlos Newton , esquecestes de mencionar e acrescentar um dos atributos de ” contrabandista de armas do exterior ” através de Mangaratiba – RJ do filho de Jair Bolsonaro , Flávio Bolsonaro filho Zero Um .

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