
Alckmin só soube que foi descartado quando leu o jornal
Carlos Newton
Na eleição de 2022, o ex-tucano Geraldo Alckmin foi importantíssimo para a vitória de Lula da Silva. Seu surpreendente ingresso no PSB tornou a chapa mais palatável a muitos políticos e eleitores de centro-direita, fortalecendo o candidato do PT e roubando preciosos votos de Jair Bolsonaro, que perdeu a reeleição no photochrat, como se diz no turfe.
Quatro anos depois, o cenário tornou-se totalmente diverso. E Lula mais uma vez demonstra que seu forte não é o caráter, muito pelo contrário. Sem fazer a devida comunicação ao PSB e a Alckmin, que vem tendo uma atuação elogiável como ministro do Desenvolvimento, ao usar o BNDES como agente de alavancagem econômica, Lula simplesmente disse, numa entrevista ao UOL, que Alckmin será descartado de sua chapa.
USANDO AS PESSOAS – Foi uma grande decepção, mas Lula é assim mesmo. Costuma usar as pessoas e depois as afasta, quando não mais lhe interessa.
No caso de Alckmin, Lula faz pior, porque pretende que ele seja candidato a governador ou senador em São Paulo, junto com Fernando Haddad e Simone Tebet, para garantir mais votos à sua candidatura presidencial.
Na quinta-feira, Lula chegou a afirmar que tanto Alckmin quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ou a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), podem ser candidatos ao governo de São Paulo. O presidente mostrou a que ponto fará pressão, ao dizer que Alckmin e Haddad sabem que “têm um papel a cumprir em São Paulo”.
HÁ CONTROVÉRSIAS – Ao tomar essas decisões sem ouvir os interessados, Lula cria problemas graves que terá de resolver. O presidente do PSB, João Campos, não gostou nada do assunto. Neto de Miguel Arraes e filho de Eduardo Campos, ele foi logo avisando que o PSB não abre mão de indicar o vice.
O problema é grave, porque a direção do PT quer escolher o vice, diante da realidade dos fatos, pois Lula vai chegar ao segundo turno com 81 anos. Se vencer, será o político mais velho a ser eleito presidente no Brasil e no mundo.
Isso significa que há elevadas chances de Lula não cumprir o mandato inteiro. Como se sabe, o brasileiro tem vida média de 73 anos, e isso significa que na eleição Lula já estará fazendo 8 anos de hora extra, pois o tempo não para, como dizia Cazuza.
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P.S. – Apesar da operação plástica de harmonização e do implante de cabelos, Lula está muito envelhecido e envilecido, como dizia Rubem Braga em seu poema “Espelho”. Tudo indica que chegou a hora de calçar um chinelo e um pijama de bolinhas. Já comentei aqui na Tribuna que antigamente o PT obedecia a Lula, porque sabia que o presidente era mais importante do que o partido. Mas a idade avança, Lula já não diz coisa com coisa, chamou o Macron de Sarcozy, e o partido já está perdendo o respeito, o que é um erro, porque o PT acaba assim que Lula for desta para a melhor, como se dizia outrora. (C.N.)
STM deve expulsar militares condenados por trama golpista
Bolsonaro, três generais e um almirante não merecem integrar as Forças Armadas de país democrático
O julgamento dos militares condenados pela trama golpista será o mais relevante nos mais de 200 anos da Justiça militar.
Em país com longo histórico de golpes, nunca antes o Superior Tribunal Militar (STM) analisou caso envolvendo crime contra a democracia.
Não deveria haver dúvida sobre o resultado: militares que tramaram para subverter a vontade popular e desobedeceram à Constituição que juraram defender merecem ser expulsos das Forças Armadas.
O Ministério Público Militar (MPM) pediu a perda de patente dos líderes da conspiração golpista — o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, e Braga Netto.
Os procuradores afirmam serem “incontroversas” a gravidade dos “delitos cometidos e a violação dos preceitos éticos militares”.
No julgamento dos golpistas, o STM tem a oportunidade de dar uma resposta à altura dessa gravidade. Não faz sentido absolver Bolsonaro, os generais ou o almirante Garnier. (…).
No STM, o julgamento cabe ao plenário composto por 15 ministros (dez militares e cinco civis). A presidente Maria Elizabeth Rocha vota apenas em caso de empate — e, pelo regimento, sempre a favor do réu. Nos casos envolvendo perda de patente nos últimos oito anos, o índice de punição foi alto: 86% em 93 processos. (…)
Em seu julgamento mais marcante, o STM tem a chance de desmentir a imagem de tribunal corporativista criada por outros casos. (…).
Fonte: O Globo, Opinião, 08/02/2026 00h10 Por Editorial
Por acaso também devemos ter como presidente um corrupto como presidente num país democrático
Antipetismo é o motor da subida de Flávio em pesquisa
Flávio Rachadinha subiu cinco pontos percentuais em um mês na pesquisa da Meio/Ideia divulgada nesta semana.
É um crescimento rápido e relevante, que põe o ungido do ex-mito tecnicamente empatado com Barba.
A subida de Flávio Bolsonaro (…) continua sendo um velho conhecido dos brasileiros, o antipetismo.
A pesquisa Ideia deixa isso claro ao mostrar que, para o eleitor bolsonarista, tanto faz o nome de Flávio ou Micheque nas urnas. Os dois exibem índices quase idênticos de intenção de voto (…).
Muitos desses eleitores não votam para que seu candidato ganhe, mas para que o presidente petista perca.
Com Flávio candidato, (…) o clã Bolsonaro mantém na vitrine a marca da família, garante seu sustento e o bastão da oposição.
No tabuleiro da eleição, (…) 51% dos eleitores hoje afirmam que o presidente “não merece continuar” no cargo.
Fonte: O Globo, Política, 07/02/2026 00h05 Por Thaís Oyama
Elon Musk, travará softwares piratas e o resultado, o mundo de antemão, já sabe:
Só os mesmos ínfimos 17%
Sem “alkhimia”!
“Com Flávio candidato, (…) o clã Bolsonaro mantém na vitrine a marca da família, garante seu sustento e o bastão da oposição.”
Acorda, Brasil! Presta atenção!
A dívida que Alckmin tem com Barba, por levá-lo à Vice-Presidência da República – aonde jamais chegaria, é eterna e impagável.
Lembrar, todos, que Alckmin é um “Picolé de Xuxu”, na sua melhor definição.
A dívida (de gratidão) que Alckmin tem (ou deveria ter) com Barba, por levá-lo à Vice-Presidência da República – aonde jamais chegaria, é eterna e impagável.
Lembrar, todos, que Alckmin é um “Picolé de Xuxu”, na sua melhor definição.
Lula sendo Lula. Um mal caráter aproveitador barato.
1) A meu ver, tirar Alckmin é ingratidão do Presidente Lula…
2) Lamentável…
Merece tudo isso por que está passando, depois do que disse que voltariam a cena do crime e se aliar a um bandido. Agora vai se descartado como papel higiênico usado
O Alckmin, ao que tudo indica, irá deixar a cena do crime.
Sr. Editor, salvo engano, João Campos é bisneto de Miguel Arraes, que é avô de Eduardo Campos.
Certíssimo, Clô.
Como conheci e convivi com Arraes na Constituinte, achei que João Campos fosse neto dele.
Vou corrigir a mancada. Fique de olho…
Abs.
CN