O grito de revolta de Caetano Veloso que marcou o início do Tropicalismo

Festival de 1967, da Record - 20/10/2017 - Banco de Dados - Fotografia -  Folha de S.Paulo

Pela primeira vez, houve guitarras nos festivais

Paulo Peres
Poemas & Canções 

O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, o genial Caetano Veloso, na letra de “Alegria, Alegria” apresentada no III Festival de MPB da TV Recor, em 1967, rompeu com todos os estilos até então escritos e consegue burlar a censura do  regime ditatorial no Brasil.

Com essa música, que marcou o início do Tropicalismo, Caetano procura conscientizar e incentivar a população a se rebelar e protestar contra o governo da época. Em consequência, foi perseguido e teve de viver na Inglaterra, junto com Gilberto Gil, até a situação melhorar.

A música “Alegria, Alegria” foi gravada por Caetano Veloso em Compacto simples, em 1967, pela Philips.

ALEGRIA, ALEGRIA
Caetano Veloso

Caminhando contra o vento
Sem lenço, sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou

O sol se reparte em crimes,
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e brigitte bardot
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento,
Eu vou

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome sem telefone
No coração do Brasil

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou

Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou
Por que não, por que não…

11 thoughts on “O grito de revolta de Caetano Veloso que marcou o início do Tropicalismo

  1. Não se deve confundir a obra com o mau-caratismo do autor. Como todos os bilionários lulopetistas, este é outro que não passa de um vigarista, de um farsante, obra à parte.

  2. Obra prima.
    Bozos não consomem cultura.
    Logo,sua opinião não é válida.

    Basta observar as críticas,nenhum oriunda de pensamento produtivo,nada original.
    pastilhas e repetição do que manda o patrão.

  3. Mamãe Passou Açúcar Em Mim

    Wilson Simonal

    Eu sei que tenho muitas garotas
    Todas gamadinhas por mim
    E todo dia é uma agonia
    Não posso mais andar na rua, é o fim!

    Eu era neném
    Não tinha talco
    Mamãe passou açúcar em mim

    Sei de muito broto que anda louco
    Pra dar uma bitoca em mim
    E na verdade, na minha idade
    Eu nunca vi ter tanto broto assim

    Eu era neném
    Não tinha talco
    Mamãe passou açúcar em mim

    PS.

    Sr. Newton

    è melhor parar de passar açucar no Blog….

    eh!eh!eh

    aquele abraço

  4. Nunca entendi bem seus versos nem a crítica da censura militar. Para mim é boa música de ouvir. É preciso ter em conta que ele era jovem, destemido, cheio de sonhos e de autoafirmação, como é natural em todo jovem. (Graças a Deus!)

  5. Senhor Carlos Pereira , a criação e institucionalização da ” Lei Rouanet ” , visava possibilitar aos artistas iniciantes acesso ao financiamento de seu trabalhos com menores custos , e em contrapartida venderiam ingressos mais baratos acessíveis ao povão , mas não é isso que ocorre na maioria das vezes , com o agravante de que vários artistas desonestos , recebem esses valores de subvenção e não produzem obra alguma, ou seja , ficam com o dinheiro para eles e nada lhes acontece .

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