
Moraes, Dino, Gilmar e Zanin criticam Fachin
Luísa Martins
Folha
Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), formaram uma espécie de aliança para fazer frente à agenda de Edson Fachin na presidência da corte em meio às repercussões negativas da investigação sobre o Banco Master.
O quarteto tem se articulado para cobrar de Fachin uma defesa mais enfática dos colegas, para tentar emplacar pautas de grande repercussão —a exemplo das restrições aos penduricalhos— e para se contrapor às iniciativas do presidente do Supremo para lidar com a crise de imagem do tribunal, como a implementação de um código de conduta.
MOTIVOS DIVERSOS – A união dessa ala se dá em torno da forma de agir de Fachin, embora os motivos de cada um sejam diferentes. Moraes tem reclamado de falta de apoio público, enquanto Gilmar lamenta que declarações do presidente do STF, como a de que “juízes precisam responder pelos seus erros”, acabem alimentando a vulnerabilidade do tribunal.
Já Dino entende que os reais problemas éticos do Judiciário estão passando ao largo das decisões de Fachin, especialmente no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O ministro proferiu decisões que teriam forçado o presidente a enfrentar certos temas, como os limites das verbas pagas acima do teto a juízes e o fim da aposentadoria compulsória como punição para magistrados infratores.
Avesso a eventos públicos e a palestras remuneradas, Zanin avalia que as regras éticas de Fachin teriam pouco impacto no seu cotidiano. Ele tem dito a interlocutores não ser contra sua aprovação, mas está insatisfeito com a condução desse tema pelo presidente. A leitura é que a insistência no assunto está expondo a corte a críticas.
CONFRONTO – Os escândalos do Master reconfiguraram os grupos que atuam no tribunal. O quarteto se contrapõe a outro, formado por Fachin e pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia, relatora do código de conduta. O ministro Kassio Nunes Marques atua como um pêndulo entre os dois núcleos.
O ministro Dias Toffoli não tem participado das interlocuções do grupo, embora esteja igualmente implicado nos desdobramentos do Master e também discorde da postura de Fachin à frente do STF. Hoje, Toffoli é considerado um magistrado isolado na engrenagem do tribunal.
Recai sobre Toffoli a desconfiança de que ele ou algum de seus auxiliares tenha vazado a reunião secreta de fevereiro em que ficou decidida a saída do magistrado da relatoria do caso Master e o arquivamento de uma suspeição levantada pela PF (Polícia Federal). Toffoli nega ter sido o responsável pela divulgação das conversas ocorridas naquela ocasião.
DEFESA PÚBLICA – Moraes, Dino, Gilmar e Zanin entendem que Fachin, como presidente, deveria fazer uma defesa pública e irrestrita da integridade de seus ministros em meio às críticas que se acumulam na sociedade sobre negócios familiares, viagens de jatinho, contratos de parentes e menções no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
A percepção do grupo é que Fachin aparenta não acreditar na palavra dos magistrados que negam irregularidades, o que gera uma fissura interna. Também há um incômodo com o fato de o presidente do STF ter defendido o fim do inquérito das fake news justo em um ano eleitoral, em que os ataques tendem a crescer.
Um dos quatro chegou a sugerir que Fachin fizesse pronunciamento em rede nacional de rádio e TV para afastar a percepção da sociedade de que o tribunal estaria sob suspeita. O presidente do Supremo não gostou da ideia. Ele entende que não pode se precipitar, pois não sabe o teor do que está sendo investigado.
DELAÇÃO – Enquanto o inquérito sigiloso avança e Vorcaro negocia um acordo de delação premiada que pode atingir magistrados da corte, Fachin tem reiterado a importância do código de conduta para ministros e feito declarações que mostram um presidente do Supremo intransigente com eventuais desvios éticos.
Fachin disse a jornalistas que “quem age em desacordo com uma regra ética precisa se sentir constrangido a repensar o seu comportamento”. Afirmou em evento no STF que juízes devem atuar com “distanciamento das partes e dos interesses em jogo”. Também falou em palestra que “não há legitimidade” no Judiciário sem a confiança da população.
O presidente do STF afirma a auxiliares que nunca deixou de fazer a defesa institucional do tribunal e que discordâncias fazem parte da rotina de um colegiado. Fachin também diz manter diálogo periódico com todos os membros da corte para mapear os principais desafios, elaborar a pauta do plenário de forma igualitária entre os relatores e buscar soluções conjuntas para temas espinhosos, como o dos penduricalhos.
Fachin, será o “Estancador de Sangrias Supremas”?
Como disee a janja, se julgam uns “cidadões” acima de qualquer suspeita
“PORQUÊ LULA LARGOU A MÃO DE ALEXANDRE DE MORAES E O DEIXOU NU????
“O Lula largou a mão, deixou o ministro nu, despido e isolado!” – A frase, que circula nos bastidores de Brasília, ecoa agora como um prenúncio do que pode ser o fim de uma era. Enquanto o Brasil assiste atônito, um novo relatório da Polícia Federal e investigações vindas diretamente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos lançam luz sobre um cenário de deboche, luxo nababesco e um escândalo sexual que parece roteiro de filme de espionagem. O epicentro? Uma festa em Londres, em abril de 2024, orquestrada para homenagear o ministro Alexandre de Moraes, onde um “broche seletivo” dava acesso a algo muito além de um jantar de gala.
O Relatório da PF: Luxo, “Suicinhas” e o Broche do voucher sexo .
A Polícia Federal revelou detalhes de uma festa promovida pelo banqueiro Daniel Vorcaro no exclusivo clube Annabel’s, em Londres. O evento, que custou cifras astronômicas — apenas o jantar foi avaliado em cerca de R$ 740 mil —, reuniu a cúpula dos Três Poderes sob o pretexto de homenagear Moraes por sua “defesa da democracia”. No entanto, o relatório de 200 páginas da PF aponta para um capítulo sombrio: a distribuição de broches exclusivos.
Segundo as investigações, esses broches não eram meros adornos. Eles serviam como um “passe livre” para um espaço privado dentro do hotel de altíssimo luxo The Peninsula London (com diárias que chegam a R$ 22 mil). Nesse ambiente, os convidados VIP teriam acesso a modelos de luxo, apelidadas por Vorcaro como “Suicinhas”. Embora a PF afirme que o ministro não participou do “pós-festa”, o escândalo respinga diretamente na imagem do magistrado, expondo o nível de promiscuidade entre o grande capital e o Judiciário.
O Cerco Americano: Trump e a Queda de Xandão
Enquanto no Brasil o clima é de constrangimento, nos Estados Unidos a temperatura ferve. O Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados americana emitiu um relatório devastador, citando nominalmente Alexandre de Moraes, Alan dos Santos e o influenciador Monark. O documento sustenta que o ministro brasileiro violou a liberdade de expressão dentro do território americano ao tentar silenciar brasileiros residentes no país.
A equipe de Donald Trump já não esconde a satisfação. Jason Miller, assessor direto de Trump, publicou uma imagem que viralizou: uma representação de Moraes atrás das grades, com Miller segurando a chave. Para o entorno de Trump, a atuação de Moraes é vista como uma ameaça à soberania digital americana, especialmente após as multas bilionárias aplicadas ao X (antigo Twitter) e à Starlink, de Elon Musk.
Isolamento Político: Lula e o “Desmame” de Moraes
O drama ganha contornos de traição política. Informações de bastidores sugerem que o Palácio do Planalto, sob orientação de assessores estratégicos, começou a se distanciar de Moraes. O diagnóstico é claro: manter o governo colado à imagem de um ministro que virou alvo prioritário dos Republicanos nos EUA é um risco diplomático e eleitoral alto demais.Política
Lula, que antes via em Moraes um escudo contra o bolsonarismo, agora parece observar o ministro ser “despido” de seu poder político. O isolamento é evidente, e o apoio irrestrito de outrora deu lugar a um silêncio ensurdecedor.
Liberdade de Expressão ou Subversão da Ordem?
O relatório americano rebate ponto a ponto as justificativas de Moraes sobre o “discurso de ódio” e a “manutenção da ordem democrática”. Para os legisladores americanos, essas justificativas são usadas como pretexto para uma perseguição política sem precedentes. O documento cita que brasileiros tiveram suas vidas destruídas, famílias separadas e redes sociais desmonetizadas por decisões que o Congresso dos EUA classifica como “abusivas”.Secção executiva
A situação de Moraes complica-se a cada dia. Com o cerco financeiro apertando sobre seus aliados e o Congresso americano preparando medidas legislativas e diplomáticas, o “Xandão” — que outrora parecia intocável — agora enfrenta a maior tempestade de sua carreira.
A pergunta que fica nos corredores do STF é: até quando o sistema conseguirá sustentar um magistrado que se tornou o inimigo número um da maior potência do mundo? O “vale-bacanal” em Londres pode ter sido a gota d’água em um copo que já estava transbordando de decisões polêmicas e embates internacionais.”
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Imagino Veludo ainda na ativa e com a brocha na mão, indagando:”Cadê meu suissinho ?”
Estava demorando muito. Se fizer isso, estará fazendo um favor imenso a nossa democracia. Parabéns para o senador!
CPI: Relator vai propor indiciar Moraes, Toffoli, Gilmar e Gonet
Senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, apresentará relatório nesta terça-feira
https://pleno.news/brasil/politica-nacional/cpi-relator-vai-propor-indiciar-moraes-toffoli-gilmar-e-gonet.html
Moraes, Dino, Gilmar e Zanin criticam Fachin
Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, apesar que um deles mais parece um elefante…..
eh!eh!eh
Lembrete:
A obrigação do Presidente do Supremo Tribunal Federal – STF Edson Fachin , é defender e proteger a ” Instituição do Estado Nacional Brasileiro ” a qual preside e não proteger seus membros por desvios de conduta , ou seja , os membros do STF Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin , querem atrelar seus desvios de conduta a Instituição do Estado Nacional – STF , como se a mesma se confundissem .