Pacheco condiciona candidatura em Minas ao engajamento direto de Lula na campanha

Pacheco definirá sobre sua candidatura até o final de maio

Tainá Falcão
CNN

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) tem condicionado sua candidatura ao governo de Minas Gerais, em 2026, ao envolvimento direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na construção do projeto. Aliados do ex-presidente do Senado avaliam que ele só entrará na disputa se houver garantia de entrosamento do Palácio do Planalto e participação ativa de Lula na campanha.

Reservadamente, Pacheco admite preocupação com a resistência de partidos da própria base aliada do governo federal à formação de um palanque em Minas. A avaliação do senador é de que a fragmentação do campo governista pode enfraquecer uma candidatura competitiva contra nomes da direita que hoje aparecem à frente nas pesquisas.

PARTICIPAÇÃO –   O senador considera imprescindível que Lula participe pessoalmente das articulações em Minas, estado considerado estratégico para a tentativa de reeleição do presidente. Lula, por sua vez, mantém pressão sobre Pacheco para que ele dispute o Palácio Tiradentes com reiterados convites. Petistas dizem nos bastidores que Pacheco se comprometeu com o projeto eleitoral, mas o senador mineiro ainda não confirmou a decisão.

O presidente trata o aliado como principal aposta do governo para construir um palanque forte no segundo maior colégio eleitoral do país. Em conversas recentes, Lula chegou a se referir a Pacheco como “meu governador”. Para o entorno de Pacheco, a candidatura também passa por uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em crise com o Planalto, mas que pode ajudar no apoio do União Brasil em Minas Gerais.

A indefinição de Pacheco ocorre em meio à movimentação partidária em Minas Gerais. Ainda assim, não se vê desvantagem neste momento, já que a direita ainda não está organizada e se divide em torno do apoio de um nome ligado ao governador Romeu Zema (Novo) ou ao bolsonarismo.

FAVORITISMO – Atualmente, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) aparece como um dos favoritos nas pesquisas para o governo estadual, mas o PL ameaça lançar candidato próprio. O vice-governador Mateus Simões (PSD) será o candidato de Zema, que disputará à Presidência.

Pacheco pretende definir sobre sua candidatura até o final de maio. Nos bastidores, aliados reconhecem que a decisão também passa pelo projeto de longo prazo do senador. Pacheco voltou a ser citado recentemente como possível indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal) com a aposentadoria de outros ministros.

6 thoughts on “Pacheco condiciona candidatura em Minas ao engajamento direto de Lula na campanha

  1. Ao querer condicionar Barba como seu cabo-eleitoral exclusivo em Minas Gerais, Pacheco mostra que não conhece realmente o sindicalista de São Bernardo.

    Barba não sai no meio do povo no Sudeste há anos.

    Ele vai prometer fazer mundos e fundos para eleger o mineiro pretensioso. Mas o que fará mesmo será alguma reunião em Minas e gravará vídeos para a campanha.

    E talvez até como não candidato a reeleição.

    • O Narco-Ladrão não sai mais ás ruas depois daquela vaia no Pan-americano de 2.007 no Rio de Janeiro….

      Os dólares no cuecão ficaram encharcado de m**** e a facção preferiu esconder o Gângster e deixou ás ruas de lado….

      Dê lá para cá só eventos controlados pela Facção….

      aquele abraço

  2. Mapa da mina para PT ganhar tudo.
    Pedir ao jornalismo que deem dicas e conselhos para engambelar os eleitores na eleição e se habilitarem para embolsarem uns pixulecos.
    Outra pérola.
    Trump recebe lutador de MMA brasileiro e o elogia, ‘rápido e tem a mão grande’.
    Me lembrei na hora do Abominável Homem de Nove Dedos.
    Mais uma, a mulher no salão partiu pra cima da cabelereira com uma faca, “Meu cabelo ficou igual ao do Cebolinha!”

  3. A única certeza que se tem, é que se a direita ganhar, tomara que não ganhe.

    Quem trabalha de carteira assinada, vai ficar mal.

    1- Outra reforma da previdência.
    2- Nova reforma trabalhista.
    3- Tesourada nos benefícios sociais.
    4- Mais Pejotização, sem 13º sal, sem FGTS e sem férias.
    5- o fim da jornada 6 x 1 se não for aprovada nesse ano de 2026 já era para 2027.

    Eles mesmos, a direita, estão dizendo isto.

    Juízo quando votarem para presidente.

    O resto é conversa fiada.

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