André Mendonça demonstra insatisfação com delação meia-sola de Daniel Vorcaro

2 thoughts on “André Mendonça demonstra insatisfação com delação meia-sola de Daniel Vorcaro

  1. Rejeição a Messias fortalece Moraes, enfraquece Mendonça e agrava crise interna no STF

    Mendonça e Lula amargam derrota, enquanto Moraes e Alcolumbre dão abraço da vitória na briga pela indicação de um novo ministro da Corte

    A rejeição do Senado ao nome de Messias para o STF colocou no mesmo balaio de derrotados Lula e André Mendonça. No time dos vencedores, se abraçam Alcolumbre e o ministro Moraes.

    A aparente discrepância dos aliados se explica nas alianças políticas – que, no Brasil, não se limitam a governo e Congresso Nacional, mas inclui integrantes do Supremo. Entre vencedores e derrotados, cada um defendeu seus próprios interesses.

    Depois de emplacar Flávio Dino e Cristiano Zanin no STF, Lula queria dar a próxima cadeira na Corte a outro aliado. Viu que não será possível e, para não perder a vaga, vai precisar se aproximar de Alcolumbre.

    André Mendonça está em ascensão no Supremo. Abocanhou a relatoria das fraudes no INSS e do escândalo do Banco Master. Tem poderes, portanto, para incomodar muitos segmentos da política.

    Até agora, contrariou Alcolumbre em duas situações. Primeiro, mandou o presidente do Senado transferir à CPI do INSS as quebras de sigilo de Vorcaro. Depois, ordenou que ele prorrogasse a CPI.

    Alcolumbre já não simpatizava com Mendonça. Tanto que deixou a indicação dele ao Supremo na chuva por meses antes de marcar a sabatina, em 2021. Fez o mesmo com Messias – que, por sua vez, contava com o apoio de Mendonça.

    Ainda que comande inquéritos-bomba, Mendonça não tem aliados suficientes no tribunal. A decisão dele sobre a prorrogação da CPI foi derrubada por oito votos a dois no plenário. Contar com o voto de Messias em outros julgamentos, portanto, seria um ótimo negócio.

    O pragmatismo de Mendonça falou mais alto que a ideologia política. Indicado pelo ex-mito, não pensou duas vezes em fazer campanha para um aliado de Lula. Como Alcolumbre não estima nenhum dos dois, Mendonça atrapalhou mais do que ajudou o candidato.

    Moraes já era próximo de Alcolumbre e, agora, precisa do apoio dele. O ministro saiu chamuscado das apurações sobre o Master e corre risco de ser alvo de processo de impeachment em 2027. Acenar para o Centrão e para a direita é uma boa ideia. Alcolumbre preferia ver o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) no Supremo. Moraes concordou.

    Moraes e Mendonça são de alas opostas no tribunal. Se o candidato de Lula fosse aprovado no Senado, provavelmente entraria no time de Mendonça. Logo, fez sentido para Moraes trabalhar contra a indicação.

    Por falar em pragmatismo, o gesto de Moraes o afasta de Lula, de quem era um interlocutor frequente. O ministro achou mais vantajoso pular no barco de Alcolumbre. Afinal, para ele, está em jogo a própria cadeira.

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Análise, 06/05/2026 | 18h00 Por Carolina Brígido

  2. Vorcaro, envolveu todos, afim de também estancar a própria sangria e deram todos com os burros(jumentos), nas “maresias avermelhadas”!

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