
Trump diz que Lula é ‘muito dinâmico’
Deu na Folha
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu nas redes sociais que o seu homólogo do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é “muito dinâmico” e que a reunião entre os dois na Casa Branca, nesta quinta-feira (7), correu “muito bem”.
O republicano publicou também que os líderes discutiram vários assuntos, incluindo comércio e tarifas. Ainda segundo ele, estão previstas novas conversas entre representantes dos dois países para a discussão de assuntos estratégicos. “Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos tópicos, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito boa. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas ao longo dos próximos meses, conforme necessário. Presidente Donald J. Trump”, publicou o presidente americano em sua plataforma, a Truth Social.
REUNIÃO PRODUTIVA – Minutos depois, Lula escreveu em suas redes que a reunião foi “muito produtiva”. A mensagem acompanhou várias fotografias dos dois, que aparecem sorrindo em quase todas elas. Em entrevista a jornalistas, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, também afirmou que a reunião foi positiva. Ele disse que os presidentes discutiram também as investigações da Seção 301, abertas pelo governo Trump contra o Brasil e que podem resultar em sanções e tarifas adicionais ao país.
O governo brasileiro ressaltou a necessidade de concluir a investigação. As tarifas também entraram na pauta das discussões, e as partes concordaram em voltar a se reunir nos próximos 30 dias para reavaliar o tema. Trump e Lula se encontraram às 12h21 (Brasília) e conversaram por cerca de uma hora e 20 minutos. O cronograma previa início às 12h e, na sequência, haveria um período reservado para fala dos líderes com a imprensa. O protocolo, porém, foi alterado.
COLETIVA CANCELADA – Além de a reunião a portas fechadas ter sido alongada, eles seguiram diretamente para um almoço, sem falar com jornalistas. A entrevista coletiva no Salão Oval foi cancelada, e todo o encontro durou quase três horas. Lula foi ao encontro com o republicano com duas principais demandas. Entre elas, o objetivo de apresentar um acordo para combater o crime organizado e também para discutir questões relacionadas a tarifas.
Esta é a sexta visita do petista à sede do governo americano, sendo a primeira sob Trump. Em mandatos anteriores, Lula visitou a Casa Branca em 2002 —ainda como eleito, antes de assumir o cargo—, 2003 e 2008, em encontros com o então presidente George Bush. Em seguida, em 2009, encontrou Barack Obama e, já em seu terceiro mandato, o brasileiro foi recebido por Joe Biden, em 2023.
Sr. Newton
O Vira-Latinha foi mostrar sua roupinha da Nike e o IPHONE 17 para o Piratão da Matrix……
O comuna refinado é chique no ‘úrtimo”….
eh!eh!eh!eh
Lula se reuniu e almoçou secretamente com Trump na Casa Branca e deixou a imprensa do lado de fora falando sozinha.
Depois, já na Embaixada e em entrevista coletiva, Lula deu sua ‘versão tabajara’ da reunião para a qual fora convocado por Trump.
O Piratão da Matrix no almoço deve ter comido lula á dorê….ou moqueca de lulas e camarões., acompanhado de vinagrete de lulas….
aquele abraço
Dois psicopatas se entendem…
Foi um ‘encontro secreto’.
Temos que acreditar na versão dos dois.
Assisti a tertúlia pela CNN, troço enjoado do cacete, foi de dar chulé em pé de mesa.
Maior medo de Lula era que Trump o humilhasse; não quis imprensa por perto
Lula também não queria perguntas sobre suas ofensas a Trump, dizem jornalistas americanos
O presidente Lula (PT) estava com pânico de ser humilhado pelo americano Donald Trump, com quem se encontrou ontem (7).
Para evitar qualquer aperto, fez com que a Casa Branca barrasse a imprensa, que havia sido convidada para participar dos primeiros trinta minutos da reunião.
Conseguiu também cancelar a coletiva conjunta com Trump, após o encontro, preferindo um ato solo, na Embaixada do Brasil em Washington, para (comodamente) poder definir sozinho o resultado do encontro, para o qual fora convocado.
Fonte: Diário do Poder, Opinião, 08/05/2026 0:32 Por Claudio Humberto
Lula se saiu bem na foto, para desespero de bolsonaristas.
Teatralizar o encontro entre Lula e Trump é um erro político
A análise de que teatralizar o encontro entre Lula e Donald Trump é um erro político sustenta-se na visão de que transformar uma reunião diplomática necessária em um “espetáculo” de marketing eleitoral pode ser arriscado para ambos, especialmente considerando o contexto de polarização e as tensões pré-existentes, conforme Josias de Souza.
Aqui estão os pontos centrais dessa perspectiva, baseada em relatos recentes:
Risco de Marketing Eleitoral: Transformar a visita à Casa Branca em um “troféu” eleitoral reflete mais ansiedade do que uma estratégia sólida, confundindo diplomacia com salvação política.
Neutralização de Dano: Analistas apontam que o encontro foi, acima de tudo, um serviço de normalização das relações, tentando conter os danos causados por “envenenamentos” anteriores nas relações entre Brasil e EUA.
Evitando o “Reality Show”: Houve uma avaliação de que o encontro deveria evitar transformar-se em um espetáculo midiático, especialmente diante da forte presença de Trump, o que levou a comitiva brasileira a optar por reuniões a portas fechadas.
Contexto de Tensões: O encontro ocorreu após meses de tensões, incluindo tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros e divergências sobre o processo contra Jair Bolsonaro, caracterizando uma “trégua frágil”.
Oposição e Contradição: A oposição brasileira utilizou o encontro para apontar contradições, explorando a reaproximação de Lula com Trump após críticas intensas feitas pelo presidente brasileiro sobre soberania.
Em suma, a visão crítica é que o “teatro” da diplomacia — a ênfase exagerada na “química” entre os líderes — pode obscurecer a necessidade de resultados concretos e ser facilmente revertida contra o governo em cenários de alta polarização.
Leitura relevante.
Trump é cabo eleitoral de Lula
Na verdade, Trump é cabo eleitoral de Lula, e ambos não são tão diferentes um do outro
Se não, vejamos. No ano passado, ao impor tarifas alfandegárias ao Brasil e sancionar ministros do governo e juízes do STF, mas voltar atrás na maioria das medidas depois de conversar com o chefão petista — que já havia sido afagado por Trump na Assembleia Geral da ONU e com o qual ele viria a encontrar-se pessoalmente —, o presidente americano possibilitou a Lula que se apresentasse como grande vencedor na luta pela soberania brasileira.
Agora, ao receber o chefão petista na Casa Branca, com uma cordialidade que normalmente não é dispensada a ninguém que o critica publicamente, como faz Lula, e emprestando ao chefão brasileiro mais adjetivos positivos, como “bom homem”, “dinâmico” e “inteligente”, Trump fortaleceu ainda mais a imagem de estadista tão necessária a Lula neste momento que antecede a campanha eleitoral pela reeleição.
O chefão petista saiu de Washington dizendo acreditar que Trump não vai interferir nas eleições deste ano em prol dos adversários do PT e reforçando o discurso de defesa da soberania.
“Eu acho que não é uma boa política um presidente de outro país ficar interferindo nas eleições de outros países. É um princípio básico para que a gente não permita a ocupação cultural, política e a soberania de outro país”, afirmou Lula, em coletiva na capital americana.
Trump deixou o ex-mito no passado, é vendedor da própria mãe, e só o ressuscitará como aliado se Flávio vier a ganhar a eleição presidencial, naturalmente.
Para o presidente americano, Lula tem se demonstrado um esquerdista conveniente, apesar do discurso antiamericano, e talvez até pense que a reeleição do chefão petistas possa ser tão confortável para os Estados Unidos quanto a manutenção de Delcy Rodriguez no comando da Venezuela. (…)
No final das contas, o chefão petista não é tão diferente assim de Trump.
Metrópoles, Política, Opinião, 08/05/2026 04:12 Por Mario Sabino
Trump disse que Lula é “bom homem”, “dinâmico” e “inteligente”.