
Campanha de Lula vê Flávio tentando ‘mudar de assunto’
Jeniffer Gularte
O Globo
A pré-campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou “mudar de assunto” ao se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tentativa de amenizar o desgaste provocado pela revelação da troca de mensagens com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A estratégia é ignorar o encontro e manter o foco na relação entre o parlamentar e o banqueiro. Ainda assim, a repercussão do encontro vem sendo monitorada. A tendência é que o PT atue para não inflar a reunião, evitando publicações em redes sociais, por exemplo. Há três semanas, Lula foi recebido por Trump ao longo de três horas com uma comitiva de ministros na Casa Branca. Segundo Flávio, seu encontro com o americano durou 1h40.
AGENDA “FAKE” – Integrantes do núcleo da pré-campanha petista viram a agenda de Flávio na Casa Branca como “fake”, voltada ao público mais fiel ao senador e com objetivo de alimentar a narrativa bolsonarista nas redes sociais. Esse grupo destaca que não houve medida efetiva, apenas com uma foto entre o senador e Trump. Na avaliação de petistas, é clara a estratégia de Flávio de desviar o foco da sua relação com Vorcaro.
Petistas também consideram que Flávio errou ao colocar o irmão Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que atuou a favor do tarifaço contra o Brasil, em uma foto com Trump. Para integrantes da campanha, com isso, Flávio abandona a tentativa de soar moderado.
Desde a divulgação de conversas entre o senador e o banqueiro, o PT entrou em modo de “guerra digital” contra o senador. A artilharia será mantida explorando as contradições de Flávio sobre sua relação com o banqueiro.
O ENCONTRO – Durante a reunião, Flávio tentou fazer um contraponto a Lula e disse ter pedido a Trump que declare o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em entrevista após o encontro, Flávio afirmou que a reunião representava um reconhecimento internacional da sua pré-candidatura presidencial.
— Nunca antes um presidente dos Estados Unidos recebeu no Salão Oval um pré-candidato brasileiro à Presidência da República em pleno ano eleitoral. Isso não é coincidência. É reconhecimento de que existe hoje no Brasil uma alternativa séria, sólida e confiável ao desastre do atual governo — afirmou.
Capaz?!
A foto ruim.
Não é nada, não é nada mesmo, nadica de nada, foto feia com gente feia mas provoca reações inusitadas para o nada, jornalistas da CNN, Folha, Globo, Estadão estão alvoraçados com o zero abstrato da não-foto.
Alguns estão tão alvoroçados como antílopes no cio.
A foto boa.
Para alguns dos mesmos, ali representava o reconhecimento do gringo sujo ao maior campeão de todas as democracias do mundo.
Ainda alguns.
Teve gente que revirava os olhos de prazer em êxtase quiçá superior ao Orgasmo Trifásico do qual falou Millôr Fernandes.
Agora vem o lado engraçado.
Um engraçadinho comentou que se nessa investigação da roubalheira do INSS respingar algo no Loolinha, que apareça batom na cueca dele, a resposta, a narrativa já está pronta, “Ele não é filho de Loola, é filho de Bolsonaro”.
O Provocador.
Como o STF só age se for provocado, o profissional da provocação jurídica, Lindbergh Farias coadjuvado por Dona Coxa já estão mirando o Xandão para tomar conta da cuanga com o fatídico “doa a quem doer”.
Entrevista fajuta de Rachadinha em Washington
Após entrar rápido sala de Trump, tirar a foto e sair, Flávio deu uma entrevista coletiva ‘forjada’, onde utilizou um papel para ler as respostas aos jornalistas.
Na Casa Branca, o filho do ex-mito teria recebido do cerimonial permissão apenas para tirar foto com Trump, entre uma audiência e outra, sem interromper o presidente americano com conversa mole ou reunião.
Se Flávio tivesse mesmo conversado ou se reunido com Trump, no Salão Oval, não teria sido necessário que um ghostwriter escrevesse para ele o que ele próprio teria acabado de falar com o presidente americano.
A não ser na hipótese de amnésia de Rachadinha, o que não parece ser o caso.
Porque Trump não perdeu seu tempo com Flávio
(O presidente americano não se dignou nem da cadeira)
Trump não tinha mesmo que perder tempo com Flávio, porque Barba já tinha ido à Casa Branca 20 dias antes e, num encontro de mais de três horas, entregado tudo o que era de interesse do presidente americano:
– Minerais Críticos (Projeto Vault),
– Geopolítica Comercial (America First),
– Negócios Imobiliários (The Trump Organization)
– E sabe-se lá o que mais.
Com Barba entregando tudo o que Trump queria, os Bolsonaros perderam de vez a eventual importância que podiam ter para o presidente americano.
Porque Trump não perdeu seu tempo com Flávio
(O presidente americano não se dignou nem a se levantar da cadeira)
Trump não tinha mesmo que perder tempo com Flávio, porque Barba já tinha ido à Casa Branca 20 dias antes e, num encontro de mais de três horas, entregado tudo o que era de interesse do presidente americano:
– Minerais Críticos (Projeto Vault),
– Geopolítica Comercial (America First),
– Negócios Imobiliários (The Trump Organization)
– E sabe-se lá o que mais.
Com Barba entregando tudo o que Trump queria, os Bolsonaros perderam de vez a eventual importância que poderiam ter para o presidente americano.
O encontro molestou muita gente.
Mas até os molestados têm direito à primeira emenda.
Medíocre atrai medíocre na razão direta das ignorâncias!