Acesso restrito a Bolsonaro provoca ruídos na montagem dos palanques estaduais

2 thoughts on “Acesso restrito a Bolsonaro provoca ruídos na montagem dos palanques estaduais

  1. Enfraquecimento de Flávio abre oportunidade para a esquerda no Senado

    Competição entre bolsonaristas e outros partidos de centro e direita tende a dispersar voto.

    Candidatos a senador aliados de Lula poderão ser competitivos em estados de maioria conservadora.

    O Estado de S. Paulo, Política, 11/06/2026 | 22h00 Por Silvio Cascione

  2. Como Trump e Bolsonaro, Alcolumbre mira em Lula, mas acerta o Brasil

    Assim como a família Bolsonaro usa a Casa Branca, Alcolumbre usa e abusa do Senado contra o Brasil e os brasileiros, impondo agora, com as chamadas “pautas-bomba”, danos à economia do próprio País.

    Trump, os Bolsonaro e Alcolumbre miram no presidente Lula e acertam nos brasileiros e no coração do Brasil.

    Tanto os Bolsonaro quanto Alcolumbre confundem suas questões políticas e pessoais com o que realmente interessa e pesa acima de tudo: o interesse nacional.

    Alcolumbre trata o Senado como se fosse a sua casa ou o seu Estado, o Amapá. Manda, desmanda, controla líderes e bancadas, comandando a pauta com mão de ferro. Nada ali acontece por acaso, só por sua vontade.

    A vontade de Alcolumbre, aliás, vai e volta em relação ao Planalto e a Lula, mas já chegou azeda a 2026 e desandou de vez com a escanteada do senador Pacheco e a indicação do AGU Jorge Messias para o STF.

    Ou seja: Lula desdenhou o candidato de Alcolumbre em favor do seu próprio. Se o presidente da República fosse Alcolumbre, ele faria diferente?

    O presidente do Senado, porém, aproveitou a véspera da abertura da Copa, para um bombardeio contra as contas públicas, com previsão de perdas bilionárias. São as chamadas “pautas-bomba”, três num único dia, a quarta-feira (11).

    O plenário votou a favor da renegociação das dívidas dos produtores rurais, inclusive com recursos do Fundo Social do Pré-Sal; a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), aprovou aumento significativo de piso, horas extras e adicional noturno dos médicos; e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a contratação e a aposentadoria especiais de agentes comunitários e de combate a endemias, da área da Saúde.
    Alcolumbre conduziu o Senado a favor dos três setores ou de birra contra Lula? (…) Produtores rurais, médicos e agentes de saúde são decisivos para o País e as medidas têm boa dose de justiça, apesar do impacto fiscal perigoso.

    Logo, o Senado deixa Lula entre o que esses setores e boa parte da sociedade consideram justo e o que a economia e outra parte da sociedade consideram correto para o bem geral, não de setores específicos.

    Do ponto de vista político-eleitoral, Alcolumbre embolou o agro, historicamente adversário de Lula, os médicos, que votaram em massa contra ele em 2018 e 2022, e o setor Saúde, considerado dividido.

    Se já era difícil para os senadores votarem contra, a quatro meses das eleições, imaginem para Lula contra-atacar.

    As negociações entre Alcolumbre e Lula são como as de Trump com o Irã: todo dia é anunciada a paz, que nunca vem, e os ataques continuam. Lula recorre ao STF contra o Senado.

    E o Senado se alia à Câmara em novas bombas, como isenção fiscal de igrejas (outro flanco eleitoral para Lula) e 31 projetos de aumento de piso salarial para variadas categorias.

    Assim, o Brasil está sob ataque. De Trump e Bolsonaros, com as repercussões econômicas da classificação de PCC e CV como “terroristas”, novas tarifas extras com base na “Seção 301” de comércio e ainda outras, por “trabalho forçado”.

    E sob ataque também de Alcolumbre, Senado e Câmara, que dissimulam as bombas contra Lula fazendo “caridade com chapéu alheio”.

    Chapéu de quem? De você, contribuinte.

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 11/06/2026 | 20h39 Por Eliane Cantanhêde

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