PF sinaliza um avanço em negociações para delação com ex-presidente do BRB

Defesa de Paulo Henrique aguardava resposta da polícia

Larissa Rodrigues
Matheus Teixeira
CNN

A Polícia Federal sinalizou interesse em avançar nas negociações de delação premiada com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, após o veto da corporação e da PGR (Procuradoria-Geral da República) à segunda proposta de colaboração do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A defesa do ex-chefe da instituição financeira da capital negocia a assinatura do termo de confidencialidade, primeiro passo para posterior formalização da proposta. O documento garante sigilo às conversas e estabelece que informações prestadas não podem ser usadas contra o investigado caso o acordo não seja fechado. Assim como a PF, a PGR (Procuradoria-Geral da República) teve conversas preliminares com Paulo Henrique, mas não considerou os relatos iniciais suficientes para fechar um acordo.

ACUSAÇÃO – Paulo Henrique está preso desde 16 de abril por decisão do relator, ministro André Mendonça, que foi confirmada pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele é acusado de negociar o recebimento de R$ 140 milhões em imóveis de luxo como forma de propina para viabilizar a compra do Master pelo BRB.

O Banco de Brasília vive sérias dificuldades financeiras decorrentes da negociação do Master e ainda não apresentou o balanço financeiro da instituição, que deveria ter sido apresentado em 31 de março.

TRANSFERÊNCIA – Após ser detido, Paulo Henrique foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde fica em um espaço maior e mais confortável, o que foi interpretado à época como indicativo de avanço no processo de negociação por delação premiada.

No entanto, a PF não havia mais sinalizado dar andamento à colaboração. Recentemente, a defesa do ex-chefe do BRB enviou mais um ofício questionando a Polícia Federal sobre o acordo e, agora, recebeu como resposta uma sinalização favorável.

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