A seleção não tem uma só identidade, porque precisa se adaptar a cada jogo

Carlo Ancelotti: por quais clubes passou, títulos e histórico completo do  treinador

Carlo Ancelotti mudou o esquema e deu certo contra o Haiti

Tostão
Folha

A seleção iniciou o jogo contra o Haiti com uma nova formação tática, com um trio no meio-campo (Casemiro pelo centro, Bruno Guimarães pela direita e Paquetá pela esquerda), dois atacantes (Raphinha e Vini Jr), além de Matheus Cunha centralizado, entre o meio-campo e os dois atacantes.

Vini pela esquerda e Raphinha pela direita entravam em diagonal e recebiam a bola entre o zagueiro e o lateral ou nas costas dos defensores bastantes adiantados. Assim saíram os três gols. E a seleção poderia ter feito outros, facilitada pela fragilidade do adversário.

SEMPRE ELE… – Vini, mais uma vez, foi brilhante. No segundo tempo, com a vitória garantida, a equipe relaxou, mas mesmo assim criou mais umas três chances claras de gol. Entraram vários jogadores e com isso mudou a maneira de jogar do time brasileiro.

A formação tática foi a ideal para esse jogo. Provavelmente, Ancelotti viu as partidas do Haiti e organizou a equipe de acordo com o momento. Em outras situações, ele deverá mudar a escalação e a estratégia.

Essa flexibilidade é um dos pontos positivos da carreira do técnico. Ele já disse que a seleção não tem uma só identidade. Baseado nisso, contra os mais fortes adversários penso que a melhor estrutura tática seria recuar um pouco a marcação para contra-atacar e aproveitar a velocidade dos atacantes brasileiros e os espaços aumentados na defesa do outro time.

OS RIVAIS – Após a primeira rodada, a Argentina foi o time mais regular durante toda a partida, repetindo a estrutura tática e quase a mesma escalação do time campeão em 2022.

Messi atua livre, sem precisar marcar, entre o trio de meio-campistas e o centroavante. Ele continua preciso, conciso, minimalista. Bastam poucos movimentos para clarear e definir as jogadas com belas e eficientes finalizações.

A Inglaterra, como a Argentina, foi um time organizado e eficiente. Não tem um Messi, mas possui um craque plural, Kane, ótimo no ataque, no meio-campo e até na marcação. Thomas Tuchel é um treinador que define a estratégia para depois escolher os jogadores. Prefiro o contrário, organizar a formação tática de acordo com a qualidade e características dos jogadores.

CRAQUE EXPLOSIVO – A França contra Senegal jogou muito mal o primeiro tempo e brilhantemente o segundo, com belíssimos lances dos atacantes. Mbappé une muita velocidade, habilidade e técnica, um craque explosivo.

Espanha e Portugal decepcionaram pelo mesmo motivo. Faltaram qualidade individual e coletiva aos dois ataques para ultrapassar as retrancas adversárias.

Muitas coisas vão mudar durante a Copa. O futebol é muito complexo, nós é que tentamos simplificá-lo com nossas racionalizações e pretensiosas sabedorias.

BRASIL 70 – Nas minhas caminhadas diárias, para fortalecer o corpo e a alma, um leitor perguntou se é verdade que, durante a Copa de 1970, eu lia Machado de Assis e me preparava para o vestibular, como mostrou o filme da Netflix “A Saga do Tri”.

Eu lia Machado de Assis, o Shakespeare brasileiro, mas não é verdade que estudava para o vestibular, pois queria jogar futebol por muito tempo.

Alguns anos depois, tive que parar de jogar por orientação médica, fiz vestibular e me tornei médico e professor de medicina. Após uns 20 anos, voltei ao futebol, como comentarista e colunista, onde estou nos últimos 20 anos. Tive várias vidas. Gosto de todas. A vida pulsa.

4 thoughts on “A seleção não tem uma só identidade, porque precisa se adaptar a cada jogo

  1. Na década de 70, boleiro desde criancinha, usado pelos irmãos mais velhos, ou menos jovens, como coringa do time deles, em plena conquista gloriosa do Tri por Clodoaldo, Tostão, Pele, Rivelino, Gerson, Jairzinho e companhia, vive o mesmo dilema do Tostão, sem ter o seu mesmo talento, é claro: futebol ou estudos, ou seja, bater nas portas dos clubes de futebol, ou continuar firme nos estudos, por uma profissão capaz de ajudar o país a encontrar novos caminho, e assim no final da década de 70 lá estava eu, entre os acadêmicos de direito, conquistando o meu diploma de Bacharel em Direito, a duras penas, a glória para um garoto pobre da periferia, e o meu adeus ao futebol que nunca deveria ter abandonado e que poderia ter me propiciado até o brilho da Copa de 74, com o nome de LORIAGA, um espécie de Clodoaldo polivalente, mas que, infelizmente, não deu certo porque decerto, talvez, Deus estava me preparando para algo maior para a Humanidade, até porque entre o céu e terra existem muito mais coisas que a nossa vã filosofia não consegue imaginar, como já disse o sábio Shakespeare.

    • RODA VIVA DA PRÓXIMA SEGUNDA JÁ ESTÁ PEGANDO FOGO, GERANDO DEBATES ACALORADOS. Aliás, alguém perguntou se existe convidado melhor que o Dr. Gilmar, ao qual respondemos que Dr. Gilmar, a vista da sua vasta experiência, é sempre um bom convidado. Todavia, o que tem causado espécie ao conjunto da população é o fato de a imprensa falada, escrita e televisionada não dar vez e nem voz a ninguém do povo do lado de fora do sistema com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, fato que passa a impressão de que ela, a imprensa, é mais conservadora do sistema do que o próprio sistema que ela tb manipula em benefício próprio, arvorada em dona da liberdade de expressão, por isso inimiga radical da Internet e das redes sociais, suas rivais naturais, sistema esse tipo navio furado no qual o povo entra apenas de gaiato, como bucha de canhão e massa de manobras dos seus operadores, não obstante ser a democracia de verdade, na teoria, o poder e governo do povo para o povo. TUDO O QUE A HUMANIDADE PRECISA para sobreviver e conviver em paz, a nosso ver, é encontrar o seu melhor caminho, o mais humano, mais justo, o mais includente e o mais sustentável possível, e, neste sentido, tudo o que o Brasil quer ouvir, face à pergunta que não quer calar há muito tempo, é o que fazer pelo país, doravante, para torná-lo mais humano, mais justo, mais includente e o mais sustentável possível para todos e todas, porque os factoides alienantes, conservadores do sistema corrompido, têm carreira curta e, ao fim e ao cabo, geram apenas mais e mais frustrações e mais dificuldades cumulativas para o país e o conjunto da população, de modo que a imprensa falada, escrita e televisionada, séria, imparcial e apartidária, principalmente a imprensa investigativa, como sustentáculo da democracia de verdade, não tem o direito de negar a melhor e mais evoluída resposta ao distinto público que dela necessita, desde criancinha ? https://www.facebook.com/photo/?fbid=1110810074608184&set=a.217136507308883

  2. Prezado Carlos Newton, neste domingo 21 de junho comemoramos 56 anos da Conquista do Tri Campeonato Mundial no México, onde O Brasil tinha uma Seleção de Jogadores que chamavam a bola de “meu bem” , hoje eles se livram da bola e jogam distante do campo do adversário, tocando a bola para trás ou de lado. Qualquer dia desses os jogadores do Brasil vão bater um escanteio e chutarem contra sua própria barra. Pegou a bola ficam de costa para o campo do adversário e chutam, atrasando a jogada, para o lado de sua barra em que os adversários se aproveitam e fazem gols contra o Brasil. Contra o Haiti contei com cronômetro, precisamente 18 minutos em que Casimiro, Bruno Guimarães e Paquetá, ou seja o meio campo do Brasil, ficaram sem tocar na bola e deixando um buraco imenso no centro do gramado. O jovem atacante Rayan entrou para cobrir a lateral direita em que o Danilo estava perdido, como toda defesa, não atacava e nem defendia, sacrificaram um grande jogador pela tática errada da Seleção. Os Textos de Tostão são frutos de sua genialidade. Já o vi jogar bem de perto, poucos Jogadores no Brasil jogavam sem a bola como ele, basta rever os Gols do Brasil em 1970 contra a Inglaterra e o passe genial para Clodoaldo empatar o jogo contra o Uruguai, Gênio completo, jogou toda Copa de 70 com problemas na visão e em um de seus gols contra o Peru um defensor da Seleção deu uma cotovelada de propósito em sua face e ele com coragem fez o gol. Se Pelé e Tostão e sua Geração de Craques jogassem hoje, cheios de reforços vitamínicos, chuteiras de bailarinas confortáveis, gramados com grama aparada e com qualidade, bolas leves que até um idoso com mais de 80 chutava com força, todos esses Grande Atletas fariam mais de 2.000 gols e Pelé teria uma Estátua na entrada de todos os Estádios do Mundo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *