
Desenvolver a consciência fez o homem encarar a realidade
Luiz Felipe Pondé
Folha
Mais um ano se foi. E as pessoas sobre a Terra fizeram planos. Não há dúvida de que convenções podem ser poderosas para um animal que pouco tem além delas. Leis, democracia, religiões e moral vagam sob um absoluto vazio de fundamento.
Sempre fui um apaixonado pela biologia. Isso me levou, entre outras razões, à faculdade de medicina. Sempre senti um halo de beleza e tragédia na teoria da evolução natural e em sua cegueira estrutural.
SALTO INFELIZ – A consciência é um salto evolutivo infeliz. A clareza absoluta sobre a condição humana é um sintoma insuportável. Melhor seria se nunca tivéssemos atingido esse grau excessivo de consciência. Quem disse que a evolução natural sabe o que faz?
Do autor de quem vou falar aqui hoje, infelizmente, a oferta em português é precária. O mercado editorial brasileiro, cada vez mais, se divide, na sua imensa maioria, entre as casas ideológicas e as casas que só querem best-sellers de péssima qualidade, quando os dois traços não se misturam.
Trata-se de Peter Wessel Zapffe, norueguês, advogado não praticante, montanhista e filósofo, morto em 1990.
TRAGÉDIA HUMANA – “O Último Messias”, um opúsculo, existe em português, apesar de eu nunca ter visto essa tradução. Sua obra máxima, que li em inglês, “On the Tragic”, até onde sei, não foi vertida para o português.
Zapffe se inscreve naquela tradição rara em filosofia chamada por alguns de “filosofia lunar”. A maior parte dos filósofos, de uma forma ou de outra, pertence à “filosofia solar”. Ser lunar significa não crer que no final do dia, ou dos tempos, a ordem intrínseca, que tende ao bem, se impõe. Crer nessa ordem faz de você um ser lunar.
Nesse sentido, lunares seriam autores como o romano Lucrécio, o francês Pascal, no século 17; Kierkegaard e Schopenhauer, no século 19; Unamuno, Freud, Jung, Camus, Cioran e Zapffe, no século 20; John Gray, no século 21. Antes que alguém salte com correções de orelha, Nietzsche é um demilunar, ou meio lunar.
EXCESSO DE CONSCIÊNCIA – Uma característica de Zapffe é partir da biologia —mais especificamente da teoria da evolução— para dizer que a consciência, e sua condição cognitiva excessiva, foi um salto evolutivo que deu ruim. Um peso para a frágil espécie humana que se arrasta pelo mundo criando escapes para este excesso de consciência.
Uma analogia conhecida que Zapffe faz é com o alce pré-histórico extinto que, com seus exuberantes e poderosos galhos na cabeça, acabou sucumbindo ao peso que eles significavam no dia a dia.
No caso da consciência, ela tem suas funções adaptadas à tragédia da sua condição excessiva.
FUGAS E DISTRAÇÕES – Zapffe enumera essas adaptações, ou fugas, como ancoragem —mecanismos rígidos de fuga, como religiões ou ideologias políticas—, isolamento —fuga do pensamento obcecado pelo insuportável da consciência—, distração —se ocupar, próximo do “divertissement” de Pascal— e sublimação —fazer da agonia uma arte, filosofia, literatura, próximo a Freud.
O insuportável citado acima pode ser compreendido pela contradição insolúvel entre nosso desejo infinito e a indiferença do universo —próxima à ideia de absurdo em Camus.
Duvidar de si e do mundo, antecipar o futuro, ver o vazio de fundo, a impermanência, a vulnerabilidade, a contingência, a morte, o silêncio e a escuridão dos espaços infinitos que apavoravam Pascal. Todas essas realidades são atributos da nossa percepção.
EVOLUÇÃO TRÁGICA – Em Zapffe, o mundo não é trágico, tampouco trágica é a estética ou a moral em si. Trágica é a evolução natural da espécie, em direção à sua consciência plena, ou à clareza absoluta da sua própria condição.
Neste sentido, a lucidez que advém da clareza sobre nós mesmos —como pensava Camus— é um sintoma desse salto evolutivo infeliz, desse mau passo da natureza.
Como diz Zapffe, a natureza nos deu a consciência por meio de um erro cego e, com isso, nos expulsou dela, fazendo de nós uma espécie animal exilada do “paraíso” da ausência de consciência.
QUEDA DO PARAÍSO – Assim, o filósofo norueguês lia o mito da queda do paraíso. Como dizia Pessoa, “se o coração pensasse, parava de bater”.
Se Agostinho fosse um trágico, diria que passamos a vida buscando o trágico do lado de fora de nós, quando ele está dentro de nós. Trágica é a consciência, essa condição insuportável quando tomada na sua nudez.
“Uma noite, nos tempos imemoriais, o homem despertou e viu a si mesmo”, diz Zapffe, na abertura de “O Último Messias”. “Sua mulher o mandou caçar”, complementa o autor. Diante do animal indefeso, foi tomado de compaixão. Naquele dia, foi encontrado devorado por algum predador. Há muita beleza na tragédia humana. Há terror e há piedade.
Sr. Newton
E se fosse o Ladrão, Frei Chico, Luladrãozinho, ou os faccionados da Facção Criminosa Vulgar, será que devolveriam o valor..??
Estudante que devolveu PIX de R$ 200 mil após engano de empresário recebeu recompensa: ‘Honestidade não têm preço’
https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/01/23/estudante-que-devolveu-pix-de-r-200-mil-apos-engano-de-empresario-recebeu-recompensa-honestidade-nao-tem-preco.ghtml
aquele abraço
ops, esqueci da Dona Baranga Caloteira…
“A Ignorância é Meia Felicidade”
O advogado e escritor Cyro dos Anjos, que foi o 1º presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal, já dissera em seu livro “O Amanuense Belmiro, de 1937, que “A ignorância é meia felicidade”.
A frase reflete sobre como a dor e a consciência excessiva impedem o indivíduo de aproveitar a tranquilidade que vem da falta de conhecimento.
É uma variação do provérbio “a ignorância é uma bênção” (ignorance is bliss).
Sugere que não conhecer a totalidade de um problema, ou não ter plena consciência de uma verdade dolorosa, poupa o indivíduo de ansiedade e permite uma forma de contentamento.
Em suma, a frase sugere que a sabedoria traz dor, e que o “velho” (no caso) estava sofrendo justamente por ver demais, não conseguindo se confortar na alienação que traria paz.
Jamais a clareza escondida pelas sombras que rodeiam gananciosas e CRIMINOSAMENTE dominam o mundo, até que sejam extermínadas!
CRISTIANISMO BOLSONARISTA TEOCRÁTICO ANTICIENTÍFICO E A BOCA PODRE, DESDENTADA, PÚTRIDA, SUJA, DE 2 MIL ANOS, DO HOMEM CRISTÃO! As teocracias religiosas de 7 mil anos para cá são o lixo mais sujo, mais imundo, mais pútrido, mais anticientífico, mais escravista, mais assassino, genocida, preconceituoso, mais repressivo, mais arrogante, prepotente, mentiroso, hipócrita, farsante, elitista, maquiavélico, brutal, sanguinário, diabólico, já inventado pelo Homem! Todavia, dentre todas as ditaduras religiosas monárquicas, imperiais, republicanas, etc., não houve nada mais imundo, pútrido, escravista, impiedoso, cruel, tirânico, duradouro do que o apocalipse eclesiástico e teocrático cristão! Jair Bolsonaro se referiu à sua ‘’boca podre’’ e de aliados partidários evangélicos, no que se refere ao vocabulário de palavrões e maldições, é claro, já que eles vivem todos e a vida toda por conta do dinheiro do Estado e da República, com montanhas de dinheiro disponível, a tempo e a horas, para os melhores planos dentários do mundo, e de saúde geral. Já a Micheque-Mijoia prefere a língua dos anjos. O que o povo brasileiro não está entendendo é o porquê de o poder da palavra das ‘’bocas santas, milagrosas’’ dos pastores e bispos, de todas as igrejas apoiadores da teocracia evangélica mijoísta, bolsonarista brasileira não está surtindo efeito para Jair Bolsonaro, já que está dando tudo errado para ele! Nem mesmo um soluço eles conseguem fazer parar! O que está havendo? Jesus Cristo mudou de lado? Abandonou os nazistas brasileiros e passou para o lado dos comunistas ateus bolcheviques lulistas, petistas? Jesus Cristo, Jeová e o Espírito Santo são inconstantes, volúveis, é verdade! Lembro que Hitler foi salvo de três atentados, sendo que Jesus Cristo, por intermédio do Papa ou do Vaticano, ainda fez acordos imobiliários e monetários astronômicos com Mussolini e Hitler. Jesus Cristo repetiu, portanto, seu acordo com Constantino, ou seja, vendeu sua alma para o diabo, só não sei se foi aquele mesmo Diabo do deserto, do marketing bíblico! Mas, depois, os deuses da Bíblia trocaram de lado, passando para o lado dos ateus comunistas de Stalin e dos liberais capitalistas aliados, da teologia da prosperidade econômica, financeira e consumista! Na Idade do Bronze os reis, imperadores, governantes tinham um pacto de sangue e confiança com os deuses para a proteção dos respectivos povos. Se os governantes falhassem com o povo, o próprio povo tinha o direito de torturá-los, cortar seus mamilos, por exemplo, e matá-los! Mais modernamente isso se traduz no ‘’Pacto Social’’ republicano, que foi jogado na lata do lixo dos governantes! O fato é que os cristãos anticientíficos, inimigos imortais da Ciência, da medicina, das vacinas, dos antibióticos, das anestesias, dos anticoncepcionais, etc., do ‘’materialismo’’, do secularismo, pagaram um preço muito alto pelo seu desprezo à Ciência. “O progresso da ciência na higiene bucal transformou drasticamente a forma como cuidamos dos dentes, evoluindo de misturas abrasivas e galhos, pelos de animais, na antiguidade, para escovas inteligentes e dentifrícios bioativos’’. (Google). Ou seja, graças à luta libertária dos cientistas e livres-pensadores, pelo progresso da Ciência, os malditos cristãos deixaram de ser, por quase 2 mil anos, bocas podres, pútridas, desdentadas! Observem Donald Trump: agora que ele parou com aquelas besteiras de fundamentalismo cristão evangélico supremacista branco ele está por cima da carne, seca, dominando o Mundo todo! Só não sei se os deuses da Bíblia vão mudar de lado, novamente, e trair o Donald, fazendo-o despertar de seus lindos (beautifuls) sonhos de verão! Ou seja, consertar a humanidade pecadora e decaída, expulsa do paraíso e da teologia da prosperidade evangélica! LUÍS CARLOS BALREIRA. PRESIDENTE MUNDIAL DA LEGIÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA