
Vaga no Supremo paira sobre a eleição mineira
Malu Gaspar
O Globo
A definição da chapa de Lula em Minas Gerais, um dos estados que mais desperta a apreensão da cúpula petista nas próximas eleições, pode acabar dependendo de um fator extra e inusitado. Mais especificamente do destino de Dias Toffoli. Esse é o raciocínio que mais tem gerado conversas na política mineira, segundo dois caciques locais ouvidos pela equipe da coluna. A razão é simples.
Rodrigo Pacheco é o preferido de Lula para disputar o governo, mas não esconde que não tem nenhuma vontade de se candidatar, mesmo tendo sido convocado explicitamente pelo presidente para a missão.
RESISTÊNCIA – Uma das razões da resistência do senador é a falta de estrutura partidária. O PSD, seu partido, filiou o vice-governador, Mateus Simões, e já o lançou à sucessão de Romeu Zema (Novo). Portanto, para se candidatar, Pacheco vai precisar se transferir de legenda para um partido de centro (o PT não é uma opção viável em razão da alta rejeição no estado).
Mas o União Brasil, para onde ele pode migrar, teme problemas com os deputados da federação com o PP, muitos deles bolsonaristas, e o próprio Pacheco não vê vantagem em se filiar a um partido que ainda pode vir a aderir à candidatura de Flávio Bolsonaro. O MDB, por sua vez, resiste a Pacheco, mas pode vir a filiá-lo caso a cúpula nacional consiga nomear o vice na chapa de Lula e a legenda embarque no projeto de reeleição.
O presidente prometeu a Pacheco resolver o impasse para possibilitar a candidatura, estratégica para que ele tenha um palanque competitivo num estado que historicamente define os resultados das eleições presidenciais. Até agora, porém, Lula não conseguiu nenhum avanço. Por isso, Pacheco tem evitado dar respostas definitivas sobre a candidatura e deve continuar assim até o prazo final para a decisão, no início de abril.
VAGA NO STF – Para aliados e adversários, o que faria Pacheco descer do muro rapidamente seria a possibilidade de abertura de uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) no curto prazo, para a qual Lula poderia indicá-lo caso o mineiro perca a eleição – uma possibilidade, já que a direita ganhou as últimas disputas pelo governo do estado.
O senador foi preterido pelo presidente na indicação para o lugar de Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro passado. Pacheco pleiteava a vaga para a qual Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Só que a aposentadoria mais próxima é a de Luiz Fux, em abril de 2028, e na política fazer acordos para serem cumpridos daqui a dois anos costuma ser inútil. Já se Toffoli sair ou for saído do Supremo a coisa muda de figura. Pacheco poderia se candidatar com a promessa de que, se perder as eleições, vai direto para o STF ainda antes do final do governo Lula.
BLINDAGEM – O problema é que, dada a blindagem fornecida para Toffoli pelos colegas de Corte, sua destituição é cada vez mais improvável. Entre os aliados de Pacheco, a conjectura que amarra seu futuro ao de Toffoli é chamada jocosamente de “projeto esperança”. “Esse projeto de ir para o Supremo é página virada. Se for candidato, ele vai para ganhar”, diz um interlocutor.
Pode ser. Mas como na política brasileira o imponderável costuma dar as caras com frequência surpreendente, as lideranças mineiras passaram a monitorar com lupa a situação de Dias Toffoli. Se tem uma coisa que o político mineiro não gosta é de ser pego de surpresa. Vai que o caso Master ainda o derruba e a eleição em Minas se define.
Por que Barroso antecipou a aposentadoria?
Por que Lewandowski largou o ministério?
Décadas vitalícias de poder ilimitado no menos republicano, menos fiscalizado e mais arbitrário dentre os poderes viviam.
*viciam
Depois que Pimentel arruinou as finanças do Estado, sem chance de o Aparato ser eleito pra voltar para o quebrar de novo.
https://valor.globo.com/politica/noticia/2019/01/01/pimentel-deixa-governo-de-forma-melancolica-em-mg.ghtml
Se um economista fez isto, imagina um “adevogado”.
E veremos se o povo vai dar a oportunidade a Lula para o fazer novamente.
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/ancord-contas-publicas-vao-colapsar-em-2027-se-nada-mudar-diz-presidente/
O sujeito nunca vai aprender que não se pode gastar mais do que arregada.
Ignorância galopante originária ou programada?
O título nobiliário de pai dos pobres que Lula se dá, é mais um de seus kós!
https://www.youtube.com/watch?v=CZhHWh2IM60