
Lula a Flávio carregam problemas que ultrapassam candidaturas
Pedro do Coutto
A campanha eleitoral de 2026 entrou na televisão sob o signo das denúncias, das contradições e das explicações que os candidatos ainda não conseguiram dar. Mas, por trás do ruído político que envolve fotografias, lobistas, filhos, filmes e investigações, existe uma questão que pode ser mais decisiva para o eleitor: o dinheiro está acabando antes do fim do mês, e uma parcela crescente da renda das famílias brasileiras já está comprometida com dívidas.
Os dados recentes do Banco Central ajudam a dimensionar o problema. O endividamento e o peso do serviço da dívida das famílias atingiram níveis recordes, em um ambiente de crédito caro e forte comprometimento da renda. Em junho, excluídos os financiamentos imobiliários, o serviço das dívidas chegou a 26,6% da renda, segundo dados acompanhados pelo próprio Banco Central.
DESEQUILÍBRIO – Não se trata apenas de uma estatística financeira. É um desequilíbrio que entra na casa das pessoas. Quando os juros permanecem elevados e avançam mais rapidamente do que a capacidade de expansão da renda, sobra menos dinheiro para o consumo, aumenta a dependência do crédito e cresce a dificuldade para honrar compromissos já assumidos.
A família que compromete uma parcela crescente do salário com cartão, empréstimos e prestações precisa começar a escolher o que pagar. A conta do gás pode esperar. Uma prestação pode ser renegociada. Uma compra é adiada. O consumo no supermercado é reduzido. E, pouco a pouco, o problema individual transforma-se em questão macroeconômica.
Essa é a engrenagem que deveria preocupar o governo. O salário não é apenas remuneração: é o combustível fundamental do mercado interno. É dele que saem o consumo, a procura por produtos e serviços e parte importante da sustentação das empresas e do emprego. Quando a renda disponível é comprimida pelo endividamento, o mercado sente o impacto.
MENOS CONSUMO – Menos renda livre significa menos consumo. Menos consumo pode significar menor produção, investimento e disposição das empresas para expandir negócios. Não é um mecanismo automático, mas é um círculo de risco para uma economia fortemente dependente do mercado doméstico.
Por isso, a discussão sobre inadimplência não pode ser reduzida a um debate bancário. O que está em jogo é o poder aquisitivo. E, numa eleição presidencial, ele frequentemente pesa mais do que o barulho de uma polêmica passageira. O eleitor pode acompanhar um escândalo durante dias, mas convive diariamente com o preço dos alimentos, o valor da prestação, os juros do cartão e o saldo disponível na conta. É nesse ponto que economia e campanha se encontram.
Enquanto a renda das famílias sofre a pressão das dívidas, a disputa eleitoral começa cercada por episódios capazes de produzir desgaste político. Lula enfrenta questionamentos relacionados à lobista Roberta Luchsinger e às investigações que envolvem possíveis negócios e tráfico de influência em torno de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Reportagens recentes apontaram investigações sobre tentativas de intermediação de contratos públicos e pagamentos vinculados a negócios com o poder público.
FOTOGRAFIAS – A situação ganhou dimensão eleitoral depois que Lula afirmou não conhecer a lobista e disse que não saberia reconhecê-la caso ela passasse à sua frente. Em seguida, adversários divulgaram fotografias em que os dois aparecem juntos. Aliados do presidente sustentam que uma fotografia não prova proximidade pessoal nem conhecimento sobre eventuais atividades investigadas. Politicamente, porém, a oposição encontrou uma imagem simples para explorar uma aparente contradição.
O impacto disso sobre a eleição ainda é impossível de medir. Fotografias podem alimentar a propaganda adversária e impor dias defensivos a uma campanha. Mas escândalos não produzem automaticamente uma mudança de votos. Para isso, precisam encontrar ressonância numa percepção mais ampla do eleitor. E esse é justamente o terreno no qual a economia pode fazer a diferença.
DUAS FRENTES – Lula terá de administrar duas frentes: explicar os episódios que envolvem pessoas próximas a seu filho e convencer o eleitor de que sua política econômica é capaz de preservar o poder de compra. Se a renda continuar pressionada e o endividamento avançar, qualquer discurso de estabilidade encontrará um teste difícil na experiência cotidiana das famílias. Mas o outro lado também está longe de atravessar a campanha sem problemas.
Flávio Bolsonaro chegou à disputa carregando suas próprias questões. Uma delas envolve o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O candidato foi cobrado sobre a transparência dos recursos e a prestação de contas da produção. Reportagens apontaram que a documentação pública não detalhou todos os financiadores, contratos e pagamentos, enquanto Flávio atribuiu à produtora a responsabilidade pela prestação de contas.
Também chamou atenção sua posição sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Flávio admitiu que seu irmão, Eduardo Bolsonaro, errou ao agradecer a Donald Trump pelas tarifas, embora tenha rejeitado que ele tenha influenciado a decisão americana. A declaração revela uma dificuldade política: é complicado tratar uma medida que atinge setores brasileiros como simples ataque pessoal a Lula. As consequências ultrapassam a disputa entre duas famílias políticas.
PROBLEMAS – Eis uma das marcas iniciais desta eleição: os dois principais campos carregam problemas que ultrapassam os próprios candidatos e atingem suas famílias. No caso de Lula, o foco se desloca para Lulinha e pessoas de seu círculo. No caso de Flávio, a campanha é inevitavelmente atravessada pela figura do pai e pela atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
A política brasileira volta, assim, a transformar famílias em parte central das campanhas. Mas há uma diferença importante entre uma polêmica familiar e uma preocupação econômica. A primeira depende da capacidade de comunicação dos adversários. A segunda está presente todos os meses no orçamento do eleitor.
A estreia do horário eleitoral confirmou que a campanha será agressiva. Lula e seus aliados usam sua presença política em diversas campanhas estaduais, enquanto Flávio busca ampliar sua exposição em estados estratégicos. No Rio de Janeiro, a disputa também reproduz o confronto nacional, com Eduardo Paes assumindo posição favorável à reeleição de Lula.
FRAGILIDADES – A televisão abre espaço para uma campanha de ataques e exploração das fragilidades dos adversários. Lula tende a atacar o legado e o universo político da família Bolsonaro. Flávio tentará manter no centro do debate os casos que atingem pessoas próximas ao presidente. A propaganda promete ser uma guerra de imagens e narrativas. Mas a eleição não será decidida apenas pelas imagens que aparecerem na televisão.
Há uma fotografia que nenhum marqueteiro controla: a da vida financeira do eleitor. É a conta que venceu, o cartão que não fecha, a prestação atrasada, o crédito renovado para pagar uma dívida anterior. Quando uma parcela tão elevada da renda é absorvida pelo serviço das dívidas, o problema deixa de ser um indicador técnico e passa a ser uma experiência política.
Esse talvez seja o principal alerta para o governo. Não basta que os indicadores macroeconômicos apresentem resultados positivos se a população não percebe alívio no orçamento. O eleitor compara os números anunciados com aquilo que acontece em sua própria casa.
LOBISTA E VORCARO – De um lado, Lula terá de responder aos questionamentos sobre a lobista e as relações de seu entorno com o filho. De outro, Flávio Bolsonaro precisará explicar as lacunas em torno do financiamento de “Dark Horse” e administrar os efeitos políticos da atuação de Eduardo, inclusive no episódio do tarifaço.
Escândalos, dúvidas e contradições de parte a parte marcaram a largada da propaganda eleitoral. Mas, enquanto candidatos disputam versões, o endividamento continua pressionando as famílias.
As próximas pesquisas mostrarão quem conseguiu transformar a primeira semana de televisão em votos. Até lá, uma coisa parece certa: fotografias podem dominar as manchetes por alguns dias, e uma resposta mal dada pode render ataques durante toda a campanha. Mas nenhuma peça publicitária será tão poderosa quanto a percepção do eleitor sobre aquilo que realmente consegue — ou não consegue — comprar com o próprio salário.
Coronelismo, Enxada e Voto
Coronelismo, Enxada e Voto é um livro clássico da ciência política brasileira escrito por Victor Nunes Leal, publicado originalmente em 1949.
A obra é fundamental para entender as relações de poder, o sistema eleitoral e a política no Brasil, especialmente durante a República Velha (1889-1930).
A obra continua atual por explicar como a dependência econômica da população e as trocas de favores influenciam as estruturas de poder e as eleições no Brasil até os dias de hoje.
O significado do título:
Cada palavra representa um pilar do sistema político analisado pelo autor:
Coronelismo: O poder dos “coronéis” (grandes proprietários de terras e chefes políticos locais) que exerciam controle absoluto sobre seus municípios.
Enxada: A representação do trabalhador rural (o camponês ou peão), que vivia em situação de pobreza, dependência e subordinação ao proprietário de terras.
Voto: O instrumento eleitoral que, na prática, era manipulado por meio do “voto de cabresto”, onde o eleitor pobre votava no candidato indicado pelo coronel.
Principais pontos do livro:
Não é resto do passado: Victor Nunes Leal defende que o coronelismo não era apenas um resquício arcaico do poder privado, mas sim o resultado de uma aliança moderna entre o poder público (governos estaduais e federal) e o poder local dos coronéis.
Rede de reciprocidade: Os coronéis garantiam os votos da população rural para os candidatos apoiados pelo governo estadual. Em troca, o governo concedia verbas, favores políticos, cargos públicos e autonomia para o coronel mandar no município.
Controle social: A miséria e o isolamento do trabalhador rural (a enxada) facilitavam a dominação política, impedindo o exercício livre da cidadania.
A obra continua atual por explicar como a dependência econômica da população e as trocas de favores influenciam as estruturas de poder e as eleições no Brasil até os dias de hoje.
“Soberania”
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/30/venezuela-acordo-petrolifero-com-os-eua.ghtml
Meros antecipados e sutis “fraternos” jogos combinados, conforme:
“Tropas dos Estados Unidos a serem alocadas:
Região 12: Austrália
Região 32: Uruguai, Argentina
Região 55: Iugoslávia, Grécia, Albânia, Romênia, Bulgária
Região 58: Áustria, Hungria, Tchecoslováquia
Região 75: Índia, Nepal, Butão, Tibete, leste do Paquistão
Região 85: Casaquistão, Turcomenistão, Usbequistão, Tajiquistão, Quirguistão.
Este mapa, adotado em 1952, em Londres, pela Associação Mundial de Parlamentares para o Governo Mundial, mostra que tropas estrangeiras ocuparão e policiarão as seis regiões em que os Estados Unidos e o Canadá serão divididos.
O corpo regulador do Parlamento Mundial consistirá apenas de membros selecionados. Ele refletirá as forças da população, de modo que a Ásia o dominará.
Haverá um Diretor Mundial, 8 diretores zonais e 51 diretores regionais. Nem um dos diretores de zona ou regionais servirá de forma alguma em seus próprios países. Assim, um estrangeiro comandará as tropas alocadas nos EUA e por meio delas imporá a lei do Governo Mundial, e evitará que os americanos venham a “se apoiar na fidelidade nacional”
Agora, voltemos ao assunto do plano dos Illuminati de 1952 de devolver Taiwan para a China. Como você pode ver nesse mapa do mundo, Taiwan é mostrada como uma parte da China quando o mundo for redesenhado em zonas de patrulha militares, um plano que ocorrerá bem depois do aparecimento do Anticristo. Os Illuminati planejam que, após os primeiros sete anos de governo do Anticristo a partir de Jerusalém, a sede do governo será movida para a Europa, de onde ele começará a implementar o plano para redesenhar todas as nações do mundo em zonas de patrulha militares, terminando assim efetivamente com a soberania de todas as nações.
Os EUA e o México, como você pode ver neste mapa, cessarão de existir como nações soberanas e serão separados em seis zonas de patrulha militares, como segue:
1. Nordeste — Tropas colombianas e venezuelanas.
2. América do Sul até a Califórnia — Tropas russas. A linha começa na Virgínia e vai direto para o oeste até a divisa da Califórnia.
3. Meio oeste — Tropas belgas.
4. Noroeste, incluindo a Califórnia — Tropas irlandesas.
5. Canadá — Tropas mongóis (chinesas) e russas.
6. México — Tropas mongóis (chinesas).
Tropas estrangeiras estarão no controle total de todo o continente norte-americano. Nenhuma tropa americana apreciável será permitida neste país. Então, o que precisará acontecer aos 1.146.959 soldados americanos agora estacionados no país? Essas tropas terão de ser desmanteladas ou enviadas para além-mar.”
https://www.espada.eti.br/n1944.asp
O mundão de desassemelhados, sendo levados pra bôbos, achando que pretensos líderes, poderão fazer alguma diferença!
Ninguém trará soluções, pois não permitidas!
Análise de um historiador estrangeiro. Concordo, hoje o capitalismo é o sistema dominante e a luta se resume a dois tipos: capitalismo liberal e capitalismo social.
E Adam Smith, o que acahava do capitalismo? Era mais adepto ao capitalismo social ou do puro (laissez-faire radical ou libertário?
“O QUADRO HISTÓRICO ATUAL É DOS MAIS COMPLEXOS DO PROCESSO INTERNACIONAL
Em nosso caso, estudiosos da Historia Atual, nos situamos ante uma enorme cadeia de acontecimentos. Porém, para que exista internacionalmente a possibilidade de atingir um mínimo de objetividade, qualquer análise deve ser feita com mente e mãos livres. Porque se não for assim, estaríamos limitados para tratar o quadro histórico atual que qualificamos como um dos mais complexos do processo invasor já por mais dos 500 anos.
E como chegamos a este nível de confusão que junta obscuridade, com manifestas vontades de e para a ocultação? A explicação está à mão. Internacionalmente não existe interesse e, em consequência, condições ao estudo da atualidade. O permanente são análises com base nas posições que definem e determinam aos grandes interesses.
COLOCAR TUDO PARA CONTROLAR O QUE TEMOS POR HUMANIDADE
É a negação de toda possibilidade de conhecimento para deixar algum espaço à ordem das máquinas publicitárias dispostas para alimentar a ignorância, a docilidade da mente, conduta e ação. Dispor tudo para colocar a andar uma espécie de autômatos que cumprem ordens, mandatos, sinais do desanimado grito ou o mesmo chicote. E nesse sentido, se faz necessário como inevitável em cada oportunidade, alimentar a falsidade, a mentira convertida em lei suprema e mãe de todo o arsenal de enganos para controlar o que temos por humanidade.
OS MOMENTOS-CHAVE NO PROCESSO DE ENGANOS E TRAPAÇAS
E esse processo de engano, trapaça, manipulação, tem momentos chave em que um vácuo é totalmente e plenamente estabelecido a partir do qual se tenta extrair as “verdades” para o grande engano do aniquilamento escravizador. Na época da chamada Revolução Francesa de 1789, dizia-se que a liberdade, a igualdade e a fraternidade haviam sido conquistadas. Todos os habitantes poderiam manifestar seus movimentos espontâneos, incluindo seus dizeres sobre fazer, querer e viver.
DA “REVOLUÇÃO BURGUESA” À REVOLUÇÃO
PROLETÁRIO E SOCIALISTA
Mas os próprios marxistas que promoveram essa revolução chegaram à conclusão de 1848, com o Manifesto Comunista, de que a “revolução burguesa” deveria dar lugar ao proletário. E meio século depois, no meio da Rússia czarista de uma corte medieval-feudal, com pouca presença proletária, começa uma primeira demonstração operário-camponesa que acima da derrota, marca o início de uma luta que culmina com a queda do czarismo em 1917, para ver e celebrar o triunfo da Revolução Proletária e Socialista.
EM LONGO PRAZO, HÁ APENAS UM CONFRONTO DE
DOIS CAPITALISMOS
Mas em longo prazo, e sem negar a coragem das massas de luta que tentaram mudar algo, a realidade é controlada e dominada pelos comandantes da alta liderança, despejada nos cofres da burocracia que está localizada na própria base do autoritarismo-despotismo. E estes são os poderes que agora se unem para realizar sua nova revolução burguesa-burocrática, sob a cobertura proletária-socialista que hoje está à frente da guerra final dos impérios. É o confronto de dois capitalismos. Um que age como social-capitalismo e o outro visto e tido como capitalismo puro.
E isso nos leva a rever a junção entre falsidade e conhecimento. Para os donos do poder, sua vontade é o conhecimento a ser aplicado. Os submetidos, ao mesmo tempo, advertem que sua libertação não tem apoio, porque não é um ato individual, mas coletivo, da classe explorada. A suposta verdade que hoje, portanto, faz parte dos deveres dos exploradores.
DUAS VISÕES DA REALIDADE SÃO EXIBIDAS COMO VERDADES
Assim, por exemplo, no caso da “guerra Rússia-Ucrânia” (ou EUA-Irã), duas visões de dominação são exibidas como verdades. Cada parte abraça a história em preto e branco em que o bandido é o outro. E em torno dessa posição os interesses econômico-publicitários estão enquadrados. O confronto da mídia de um lado contra o outro. Branco contra preto. É por isso que o velho e bem repetido slogan de que a história é escrita pelos vencedores exige um ajuste: é escrito pelos vencedores máximos ou vencedores dos vencedores.”
Sejamos objetivos: Quem está fazendo o que, com quem e o que pretendem e o resto é história pra boi dormir.
Quem como servo encontra-se alçado e locupleto, para traindo sua nação, esquecer suas raízes e cumprir agendas estranhas ?
Isso tudo é o reflexo de um supremo fraco e que não puce os corruptos. Em especial desde o FHC isso se tornou uma rotina, No fhc temos a compra de votos para reeleiçao, caso SIVAM, privatização da Vale. E por aí segue uma sequência de corrupção sem fim, que os casos foram arquivados. Como esse País pode dar cero com um stf tão complacente