Penduricalhos viram ponto de convergência entre esquerda e direita nas redes

Justiça Eleitoral nega credenciamento de missão espanhola para eleições de 2026

PL pressiona Michelle Bolsonaro a definir logo sua candidatura ao Senado

Convenção que pretende lançar Michelle será no domingo

Gabriela Echenique
Brasília

O PL tem pressionado a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro a decidir sobre a sua candidatura ao Senado logo. Isso porque o partido pretende fazer um evento de lançamento para ela, caso aceite entrar na disputa.

O partido pretende capitalizar em cima da candidatura, que tem aparecido em primeiro nas pesquisas de intenção de voto. “Se ela for candidata, vai ser uma festa no partido”, disse o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

RECONCILIAÇÃO – A convenção do PL-DF está marcada para o próximo domingo (2). Uma das principais defensoras para que Michelle entre na disputa é a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Amiga da ex-primeira-dama, ela articulou a reconciliação com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A aliados, Michelle tem dito que ainda não se decidiu, mas que tomará a decisão final até esta sexta-feira (31). Em meio à briga com o enteado, a ex-primeira-dama chegou a dizer aos mais próximos que desistiria da disputa e não entraria na política. Mas ela foi convencida por Celina e pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) a pensar com mais calma.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGDiscreta, Michelle sabe que se tornou um dos maiores patrimônios eleitorais do país. Justamente por isso, exige respeito e quer tratamento especial não somente do partido, mas também da família Bolsonaro. (C.N.)

Piada do Ano! Fachin prepara regras para prevenir conflitos de interesse no Judiciário

Deputados do PT acionam PF contra Flávio Bolsonaro por favorecimento ao Master

PT amplia ofensiva contra Flávio Bolsonaro

Bela Megale
O Globo

Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) protocolaram nesta quinta-feira (30) uma notícia-crime na Polícia Federal contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

O documento aponta que Flávio teria atuado em todas as etapas da tramitação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, em especial do artigo 58, que limita a responsabilização de instituições financeiras por danos ambientais. A lei teria sido sancionada em um momento em que o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, mantinha forte exposição nesse setor, foi alvo de controvérsia e ações no Supremo Tribunal Federal.

NOTÍCIA-CRIME – Os deputados solicitam que esses fatos sejam incorporados às investigações sobre o filme “Dark Horse”, inspirado na biografia de Jair Bolsonaro e que recebeu financiamento de Vorcaro. O material apresentado na notícia-crime foi baseado em reportagem do portal ICL Notícias.

Lindbergh Farias e Rogério Correia alegam que Flávio apresentou emendas para reintroduzir dispositivos vetados e votou pela derrubada de veto à matéria em um período coincidente com o relacionamento financeiro com Vorcaro, já investigado sob a Operação Compliance Zero, sob relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

PERÍCIAS – Os deputados pedem que a notícia-crime seja anexada às investigações em curso e que a Polícia Federal realize diligências para aprofundar o caso, incluindo perícias em documentos e depoimentos de Flávio, Vorcaro e outros envolvidos. Também solicitam o cruzamento dos dados legislativos, bancários e fiscais relevantes.

A ação reforça o esforço para conectar a atuação legislativa do parlamentar às suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro já sob apuração no STF e em outras instâncias.

Cúpula do TSE vê erro diplomático de Lula ao negar vistos a enviados dos EUA

Missão queria discutir “liberdade de expressão” nas eleições

Rafael Moraes Moura
O Globo

A cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia que o governo Lula cometeu um equívoco ao negar os vistos de dois funcionários do governo dos Estados Unidos que viriam ao Brasil com a justificativa oficial de discutir liberdade de expressão no contexto das eleições.

A avaliação de três ministros do TSE ouvidos em caráter reservado é a de que a administração petista adotou uma solução “muito ruim diplomaticamente” e que a medida só contribuiu para tensionar as já conturbadas relações entre a Casa Branca e o Palácio do Planalto a menos de três meses das próximas eleições.

QUESTIONAMENTOS – Segundo uma reportagem publicada pelo Washington Post, os funcionários que tiveram os vistos cancelados – Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, do Departamento de Estado americano — estavam sendo enviados ao Brasil pelo governo de Donald Trump para questionar a integridade das urnas eletrônicas.

O Itamaraty alega que os vistos foram recusados no último dia 24, antes, portanto, da publicação da reportagem do Washington Post, que ocorreu no dia seguinte. A visita dos dois funcionários estava prevista para ocorrer de 27 a 30 de julho, incluindo encontros com autoridades brasileiras, lideranças religiosas e representantes da sociedade civil.

“O melhor mecanismo é a transparência e o diálogo. São autoridades de um país importante, se quiserem conversar conosco, qual o problema disso?”, comenta um ministro do TSE que não atua na órbita do governo Lula.

RESPOSTA TÉCNICA – “Se o governo dos Estados Unidos têm alguma dúvida, o certo é deixar eles virem, para esclarecermos, até porque podemos responder de forma técnica. A decisão do Itamaraty gera desconfiança e desconforto, ao invés de ajudar.”

No entorno do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, há dúvidas se os representantes do governo Trump viriam para o Brasil com a missão específica de tentar colocar em xeque o sistema eleitoral brasileiro, ou se a atuação deles seria mais voltada a pedidos de esclarecimentos sobre o funcionamento dos aparelhos.

Fontes do Itamaraty, no entanto, discordam dessa avaliação. Sustentam que o objetivo da missão americana era disseminar desinformação a respeito das eleições brasileiras e provocar instabilidade institucional, seguindo o roteiro adotado por Trump em sua política doméstica.

INFORMAÇÕES SEGURAS – “A decisão seguiu elementos muito sólidos, de defesa do sistema brasileiro como um todo”, afirmou um integrante do governo Lula ouvido reservadamente. “Havia informações seguras sobre o objetivo do Departamento de Estado e por isso se decidiu por esse caminho.”

Criado com a ajuda dos militares, o sistema de votação brasileiro é adotado no país desde as eleições municipais de 1996 e até hoje nenhuma acusação de fraude foi comprovada, apesar da insistência da tropa de choque bolsonarista de lançar suspeitas infundadas sobre as urnas.

REUNIÃO COM EMBAIXADORES –  No próximo dia 17, o presidente do TSE fará um novo encontro com embaixadores para explicar o funcionamento das urnas. Nunes Marques já havia feito uma primeira rodada de conversas com representantes diplomáticos no mês passado, quando se reuniu com 25 embaixadores no TSE para tratar do sistema eletrônico de votação. Naquela ocasião, o governo norte-americano não enviou ninguém.

O mesmo gesto já foi feito por Edson Fachin durante as eleições de 2022, quando comandou a Corte Eleitoral. Na época, Fachin buscou construir uma aliança internacional em defesa do sistema brasileiro diante do recrudescimento dos ataques do governo Bolsonaro – e da ameaça do ex-presidente de não reconhecer uma eventual derrota em sua tentativa de reeleição.

REPRESENTAÇÃO – Se desta vez aceitarem o convite do TSE, os Estados Unidos podem ser representados na reunião por Kimberly Kelly, que ocupa interinamente o posto de encarregada de negócios da embaixada.

O deputado estadual da Flórida Daniel Perez, indicado por Trump para assumir a embaixada dos Estados Unidos no Brasil, foi aprovado pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado no último dia 22, por 13 votos a 8, mas ainda precisa ganhar o aval do plenário da Casa.

“A maneira como os Estados Unidos se relacionarem com o Brasil nos próximos anos terá enorme importância”, disse Perez na sabatina. “Minhas principais prioridades serão a proteção dos cidadãos americanos no Brasil, o avanço de nossos interesses nacionais em comércio e investimento, o combate ao tráfico de drogas e ao crime transnacional, e a construção de parcerias resilientes que beneficiem a economia e o trabalhador americanos”.

TEMÁTICA DA AGENDA – O TSE informou que a área internacional da Corte Eleitoral foi procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para “tratar sobre visita de integrantes do governo norte-americano, mas não foi informada a temática da agenda, que não foi marcada em razão do recesso do Judiciário”.

O Itamaraty, por sua vez, não se manifestou sobre as críticas de ministros do TSE citadas nesta reportagem. Já a embaixada dos Estados Unidos em Brasília não esclareceu se vai enviar representantes para a reunião do TSE no próximo dia 17, nem comentou a decisão do Itamaraty de recusar os vistos dos funcionários do Departamento de Estado.

“Se meu filho for culpado, vai pagar como todo mundo”, diz Lula

PF aponta 74 ligações entre Jaques Wagner e ex-sócio do Banco Master

Senador e empresário evitavam conversas textuais

Dimitrius Dantas
O Globo

Segundo um relatório da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner realizou 74 chamadas de áudio com o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, entre novembro de 2023 e 25 de maio de 2025. O total de chamadas equivale a aproximadamente uma conversa por telefone por semana. Os dados foram extraídos do celular do executivo, apreendido na Operação Compliance Zero.

No período de 555 dias, as conversas somaram mais de cinco horas e trinta minutos de comunicação entre o senador e o empresário. Ao todo, o total de ligações equivalem a uma chamada a cada 7,5 dias.

LIGAÇÕES POR APLICATIVO – A investigação revela que a comunicação entre o parlamentar e Lima evitava conversas textuais. A PF indica uma “clara e reiterada preferência” de Jaques e Augusto pelo uso de ligações de voz através de um aplicativo de mensagens.

A rotina de ligações é apontada pelos investigadores como um indício da relação de proximidade entre o político e o ex-sócio do Master. Segundo o relatório da PF, o número do parlamentar estava salvo no celular de Lima desde janeiro de 2022.

VANTAGENS INDEVIDAS – A investigação aponta que a intimidade e comunicação constante entre Lima e Wagner ocorre em paralelo à suposta concessão de vantagens indevidas, como o uso de helicópteros, estadias na “Ilha da Paixão” e a compra de ingressos para shows da cantora americana Taylor Swift. A Polícia Federal investiga, ainda, a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador.

Um dos principais pontos investigados pelos policiais é a atuação de Wagner em prol dos interesses do Master no Congresso Nacional, sobretudo nas articulações de uma proposta de emenda à Constituição que mudaria as regras do Fundo Garantidor de Crédito e aliviaria o balanço do Master.

O dia de sempre não existe, porque tudo sempre muda, dizia Mário Quintana

Mário Quintana (poesia numa hora dessas?) – ACRJPaulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, tradutor e poeta gaúcho Mário de Miranda Quintana (1906-1994) constrói o poema “Canção do Dia de Sempre” como um alerta sobre o verdadeiro estado geral das coisas – a contínua mudança, que não acaba nunca.

CANÇÃO DO DIA DE SEMPRE
Mário Quintana

Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…

Nenhum país conseguiu se desenvolver sem possuir um Estado forte e atuante

Em prol da contenção

Charge do Nani (namihumor)

José Vidal

O bom da democracia é que podemos escolher quem quisermos. O ruim é que nem sempre os escolhidos fazem aquilo que desejamos e também muitas de nossas escolhas são aleatórias, sem base qualquer, naqueles candidatos nos quais colocamos votos, principalmente quando as eleIções não são majoritárias.

Pode ser um nome sugerido por um amigo ou parente, um nome num papel jogado no chão, etc. No dia seguinte nem lembramos em quem votamos.

CAPITALISMO – Como sabemos, hoje o regime econômico que venceu mundialmente é o capitalismo, seja qualquer o tipo que chamemos, como capitalismo financeiro, capitalismo de Estado, capitalismo liberal, capitalismo social.

Na realidade, há apenas dois tipos de capitalismo que interessam: o liberal sob todas as suas formas (neoliberal, liberal) que prega o Estado mínimo, a meritocracia etc., e o capitalismo social.

Na história moderna nenhum país se desenvolveu com essas premissas. Ao contrário, os países somente se desenvolveram no início com um Estado protetor e indutor do crescimento econômico e social.

PROTEÇÃO Á MAIORIA – Em antagonismo ao capitalismo liberal, o capitalismo social atua como uma proteção à maioria, com sistema de benefícios sociais e tem presença forte na economia, como ocorre nos países que praticam a democracia social ou o chamado capitalismo de Estado.

No caso do Brasil, há candidatos que pregam o capitalismo liberal, com a presença mínima do Estado (com exceção do favorecimento a certos grupos escolhidos às benesses) e outro que prega o capitalismo social com a presença forte do Estado como indutor do desenvolvimento, mas com exagero em certos gastos populistas.

O sistema atual é um disfarçado parlamentarismo da pior espécie, e o presidente fica manietado, com pouca margem de manobra. Portanto, devemos ter em mente que o governo é formado por três poderes e todos eles deveriam trabalhar em conjunto, para o bem da população, porém isso somente acontece na teoria.

PP barra Tereza Cristina e deixa Flávio Bolsonaro sem a aliança que buscava

PF reage a Mendonça e aciona AGU para evitar a investigação de Lulinha

PF quer evitar que Mendonça relate o caso de Lulinha

Constança Rezende
Folha

A Polícia Federal acionou, na última semana, a AGU (Advocacia-Geral da União) contra medidas impostas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, que aumentaram o controle do caso que investiga fraudes nos descontos no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). As investigações sobre o caso envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

O objetivo do órgão é que a AGU encontre algum remédio judicial para rebater a determinação do ministro para que todos os atos da apuração sejam imediatamente juntados ao processo que tramita em seu gabinete. Ele também determinou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigadores seja comunicado previamente ao seu gabinete.

INTROMISSÃO – Nos bastidores, pessoas com acesso à cúpula da polícia classificaram as medidas como uma intromissão do magistrado na gestão de suas equipes e uma violação às competências do órgão. A decisão de compartilhar os dados diretamente com o gabinete também foi vista como um sinal de uma possível desconfiança do ministro em relação à imparcialidade da polícia na condução do caso.

Um investigador ligado às apurações disse que, se Mendonça avalia que há perseguição ou proteção a alguém ou alguma irregularidade, ele deve formalizar isso no processo e não ir contra uma instituição por uma suspeita genérica. A reportagem não conseguiu contato com o gabinete de Mendonça para falar do assunto e a AGU não respondeu sobre o pedido. A PF também não comentou o assunto.

LULINHA – As investigações do caso, no âmbito da Operação Sem Desconto, são consideradas sensíveis por envolverem Lulinha. Ele teve as suas quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático autorizadas pelo ministro em fevereiro. Uma das linhas de investigação é que o filho do presidente seria sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como um dos operadores centrais do esquema de fraudes.

A ida da PF à AGU representa uma escalada na crise entre Mendonça e a polícia. Devido à insatisfação do relator com o que vê como lentidão das investigações sobre o caso, o ministro havia determinado anteriormente que a PF concluísse, em até 60 dias, a análise do material apreendido na operação, como celulares, HDs, e pen drives dos presos.

Em resposta, a PF informou ao ministro que precisaria de mais prazo e falou em falta de pessoal. A polícia disse que há 11 pessoas atuando na investigação, enquanto seriam necessárias mais de 40 para cumprir o prazo desejado pelo ministro. Também afirmou que a análise global do material, de cerca de 1.700 itens, encontra-se em estágio inicial e que teria finalizado cerca de 40%.

JUSTIFCATIVAS – O ministro também havia pedido, em ofício enviado à corporação, que o órgão mantivesse a equipe de investigação e, em caso de alterações, que fossem apresentadas justificativas no processo.

A determinação foi feita devido a sua insatisfação com trocas na coordenação do caso feitas pela Polícia Federal. Ele avaliou que essas mudanças têm contribuído para a demora da conclusão da operação.

Também há uma percepção, entre autoridades que acompanham o caso, de que, apesar de ser mais antiga, a Sem Desconto, iniciada em 23 de abril de 2025, está mais lenta do que a operação Compliance Zero, que apura fraudes do Banco Master e teve a primeira fase deflagrada em 18 de novembro.

SURPRESA – A PF já havia anunciado a retirada do caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e realocado a apuração para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, que investiga pessoas com foro privilegiado. Na ocasião, o chefe da divisão antiga, o delegado Guilherme Figueiredo Silva, foi pego de surpresa com a decisão da cúpula da Polícia Federal.

A polícia argumentou que a mudança foi feita para assegurar maior eficiência às investigações porque a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores tem estrutura para a condução de operações sensíveis com tramitação no STF.

As mudanças da PF levaram a oposição a acusar a corporação de proteger o filho do presidente. O assunto também tem gerado um racha entre investigadores que trabalham no caso.

MUDANÇA DO RUMO – Sob reserva, parte deles diz ver a opção de avançar sobre o filho do presidente como uma mudança do rumo das apurações e afirma que, até o momento, não há provas suficientes de que ele tenha cometido irregularidades. A defesa de Lulinha sempre negou que ele tenha cometido qualquer ilegalidade.

Os investigadores também têm feito críticas internamente à condução de Mendonça, assim como no caso da Compliance Zero. Segundo eles, os pedidos para quebra de sigilo ou de bloqueio de bens feitos pela PF ao gabinete não têm a mesma velocidade em suas análises, dependendo de quem são os alvos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA Polícia Federal, que tantos serviços presta ao país, está se desmoralizando no final do governo Lula, nessa desesperada tentativa para evitar que Lulinha, o fenômeno no enriquecimento ilícito, seja investigado sob as ordens de um ministro digno e respeitável como André Mendonça. Com certeza, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, prefere que Lulinha seja investigado por Dias Toffoli, para esculhambar de vez o Supremo. Chamem a Polícia, por misericórdia. Mas chamem uma Polícia verdadeira, não a PF… (C.N.)

Governo Lula prepara um novo teste para ganhar credibilidade fiscal

Fazenda sinaliza aperto no arcabouço fiscal após as eleições

Pedro do Coutto

A sinalização feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao mercado financeiro de que um eventual novo governo pretende promover um aperto nas regras do arcabouço fiscal após as eleições é, antes de tudo, um reconhecimento de uma realidade que já não pode ser ignorada.

Durante meses, o debate econômico esteve concentrado na capacidade do governo de manter investimentos, ampliar programas sociais e estimular o crescimento. Agora, o próprio Ministério da Fazenda admite, ainda que de forma cautelosa, que será necessário discutir mecanismos capazes de conter o avanço das despesas e reforçar a sustentabilidade das contas públicas. As medidas ainda estão sendo desenhadas, mas a simples mudança de discurso já representa um fato político relevante.

PRESSÃO SOBRE O ORÇAMENTO – O movimento revela uma percepção compartilhada por economistas de diferentes correntes: o atual desenho do arcabouço fiscal enfrenta dificuldades para estabilizar a trajetória da dívida pública no médio prazo. Embora a regra tenha substituído o antigo teto de gastos com maior flexibilidade, o crescimento contínuo das despesas obrigatórias reduziu o espaço para investimentos e aumentou a pressão sobre o orçamento. Entre as hipóteses discutidas nos bastidores está a redução do limite máximo de crescimento real das despesas — atualmente de até 2,5% acima da inflação — para uma faixa entre 1,5% e 2%, tornando a regra mais rígida.

Politicamente, entretanto, o momento escolhido para esse debate não é casual. Em ano eleitoral, qualquer proposta de contenção de gastos tende a enfrentar forte resistência, tanto dentro da base governista quanto no Congresso. Programas sociais, reajustes salariais, investimentos públicos e benefícios previdenciários possuem elevado peso político, especialmente durante uma campanha. Por isso, a estratégia de adiar a discussão para depois das urnas busca preservar o capital eleitoral do governo, ainda que alimente críticas de quem vê na postergação uma forma de transferir decisões impopulares para um segundo momento.

Há, contudo, uma diferença importante entre adiar um ajuste e negar sua necessidade. O mercado financeiro costuma reagir mais à credibilidade das intenções do que ao anúncio de medidas isoladas. Quando integrantes da equipe econômica sinalizam disposição para rever regras fiscais, procuram transmitir a mensagem de que existe consciência sobre os desafios estruturais da dívida pública. O problema é que credibilidade depende menos do discurso e mais da capacidade política de transformar promessas em legislação efetiva. É justamente nesse ponto que permanecem as maiores dúvidas entre investidores e analistas.

CAPACIDADE DE INVESTIMENTO – O desafio também expõe uma tensão permanente dentro do próprio governo. De um lado, há a visão de que o Estado deve continuar exercendo papel ativo na indução do crescimento econômico, financiando infraestrutura, crédito e políticas sociais. De outro, cresce a percepção de que, sem uma trajetória fiscal considerada sustentável, juros elevados, câmbio pressionado e aumento do custo da dívida acabam reduzindo justamente a capacidade de investimento que o governo pretende preservar. Conciliar essas duas agendas tornou-se uma das tarefas mais complexas da política econômica brasileira.

Esse dilema não é exclusivo do Brasil. Diversos países convivem com pressões semelhantes decorrentes do envelhecimento da população, do aumento dos gastos obrigatórios e da necessidade de financiar investimentos estratégicos. A diferença está na velocidade com que conseguem construir consensos políticos para enfrentar essas questões. No caso brasileiro, reformas fiscais frequentemente esbarram na fragmentação partidária e na dificuldade de distribuir os custos do ajuste entre diferentes grupos de interesse, fazendo com que decisões estruturais sejam continuamente adiadas.

GANHOS TEMPORÁRIOS – Também é preciso reconhecer que um arcabouço fiscal mais rígido, por si só, não resolverá o problema das contas públicas. O crescimento das despesas obrigatórias continuará pressionando o orçamento enquanto não forem discutidas reformas capazes de melhorar a qualidade do gasto público, aumentar a eficiência administrativa e ampliar a arrecadação por meio do crescimento econômico e de um sistema tributário mais eficiente. Sem essas medidas complementares, qualquer endurecimento da regra corre o risco de produzir apenas ganhos temporários de confiança.

Ao admitir que prepara um ajuste para o próximo ciclo de governo, a equipe econômica envia um recado importante: a política fiscal voltou ao centro da agenda nacional. Resta saber se, passada a eleição, haverá disposição política para enfrentar um debate inevitavelmente impopular. Afinal, regras fiscais podem ser alteradas por lei. O verdadeiro desafio continua sendo construir maioria suficiente para aprová-las e, sobretudo, mantê-las quando os custos políticos começarem a aparecer.

Tereza Cristina recua e aceita discutir a vaga de vice de Flávio Bolsonaro

Supremo autoriza investigação de Lulinha por suspeita de tráfico de influência

Somente agora a PF lembrou de procurar os bens que Vorcaro escondeu no exterior

Os segredos da Suíte Master. Charge de João Spacca para a newsletter desta segunda-feira (9). #meio #charge #bancomaster #vorcaro

Charge do Spacca (Arquivo Google)

Carlos Newton

O grande ideólogo do golpe militar de 1964 foi o general Golbery do Coutto e Silva. Na verdade, ele era coronel reformado, mas naquela época o oficial ganhava promoção quando deixava a ativa, porque os soldos militares eram muito baixos. Ele aproveitou uma previsão do artista plástico Andy Warhol (“no futuro, as pessoas serão famosas por quinze minutos”) e proclamou que “a memória coletiva só dura quinze dias”.

É justamente o que está acontecendo com o escândalo do Banco Master, que está sendo escondido da opinião pública pela chamada grande imprensa. Durou mais de quinze dias, mas caminha para o esquecimento. Aproveitando a campanha eleitoral e as trapalhadas de Trump, já está em curso uma Operação Abafa, para colocar em liberdade o banqueiro Daniel Vorcaro e esquecer o assunto, como ocorre no Brasil com os grandes criminosos.

CONFORTO NA CELA – Vorcaro já está quase solto. Ele deveria estar em cela comum, porém há mais de um mês  está morando num dos apartamentos da chamada “Papudinha”, com 65 metros quadrados e aparelho de televisão, com direito de receber visitas sob sigilo (não se sabe se masculinas ou femininas). Esses privilégios são um acinte para quem se especializou em desviar dinheiro público e privado, com ladroagens que incluiram recursos para pagamento de aposentados e pensionistas. 

O mais grave é que a grande imprensa simplesmente resolveu esquecer a existência de Vorcaro, deixando o bilionário à vontade para fazer acordos com os carcereiros, como fazia o ex-governador Sergio Cabral no Presídio de Benfica, no Rio, onde instalou uma TV de 50 polegadas, construiu um pequeno motel e encomendava as refeições em restaurantes.

Como se vê, não há nada de novo no front ocidental. É assim que a Justiça brasileira trata os criminosos de elite. Prende os pobres, mas liberta os ricos, inclusive os maiores chefes das facções, como o Supremo fez com André do Rap, há alguns anos, e a Justiça Federal acaba de fazer com Stella Stefanie, a primeira-dama do PCC, que a polícia norte-americana considera terrorista e oferece recompensa por sua captura.

AGORA É TARDE – O favorecimento é tanto que somente agora, mais de um ano e meio após a intervenção no Banco Master, a Polícia Federal lembrou de acionar a Interpol para ajudar no rastreio de bens e ativos do banqueiro Daniel Vorcaro no exterior.

A medida acaba de ser autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso, e também vale para outros investigados, mas é absolutamente inútil.

Essa determinação deveria ter sido feita em 18 de novembro de 2025, quando o Banco Master sofreu intervenção extrajudicial. Agora é tarde, os bilhões de reais de Vorcaro já ganharam e estão protegidos em impenetráveis paraísos fiscais .

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P.S.
Por essas e outras, como a libertação de Sérgio Cabral, Paulo Maluf e tantos outros corruptos, o Brasil tornou-se conhecido no exterior como o País da Impunidade. Aqui do lado debaixo do Equador, o Supremo se mete em quase tudo, mas esquece o principal, que é fazer os criminosos serem punidos, diante do princípio de que todos são iguais na forma da lei. Mas o normal é a impunidade das elites, uma regra usufruída inclusive por alguns ministros do STF que deixaram de cumprir as leis, limitando-se a interpretá-las a seu bel prazer. Ah, Brasil… É por isso que la nave va, cada vez mais fellinianamente. (C.N.)

Pesquisa PoderData aponta Caiado como mais forte adversário de Lula no 2º turno

 

Tribuna da Internet | Com Caiado, Kassab abre o baú de surpresas e mostra  que a terceira via é viável

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Carlos Newton

O presidente Lula da Silva (PT) aparece em empate técnico com Ronaldo Caiado (PSD) Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) em simulações de segundo turno para a eleição presidencial, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (30).

Esta nova pesquisa indica que Lula tem problemas para superar qualquer outro adversário no segundo turno, porque três deles dá aparecem em situação de empate técnico. E o mais forte adversário seria Caiado.

EMPATES TÉCNICOS – No cenário entre Lula e Ronaldo Caiado, o atual presidente aparece com 44%, enquanto o ex-governador de Goiás tem 43%. O percentual de branco ou nulo é de 10%, e 3% não souberam responder.

Na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador teria 43%. Outros 9% afirmaram que votariam em branco ou nulo, e 2% não souberam responder.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Romeu Zema (Novo), o presidente aparece com 44%, contra 42% do governador de Minas Gerais. Os que declararam voto em branco ou nulo somam 10%, enquanto 3% não souberam responder.

RENAN FICA LONGE – A pesquisa também simulou um segundo turno entre Lula e Renan Santos (Missão). Nesse cenário, o petista aparece à frente, com 45% das intenções de voto, contra 37% de Renan Santos. Outros 15% afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 4% não souberam responder.

Foram ouvidas 2.400 pessoas em 147 municípios das 27 unidades da Federação entre os dias 26 e 29 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

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P.S.
A pesquisa PoderData é independente, feita pelo site Poder360, sem patrocinador político. Mostra que Lula terá problemas para ser eleito, porque não ganha no primeiro turno e empata com três adversários diferentes, uma situação realmente preocupante. (C.N)

 

Lula é esperto e diz que nada fará com que se desentenda com Donald Trump

Charge do JCaesar: 3 de junho | VEJA

Charge do JCaesar (Veja)

Roberto Nascimento

O perigo de intervenção americana no Brasil é real? Ninguém sabe, mas Lula é esperto e foi logo dizendo que nada fará com que rompa com o presidente americano Lula da Silva. Lula sabe que já houve essa ameaça concreta em 1964, quando os Estados Unidos, com medo da influência da União Soviética no governo João Goulart, estimularam o golpe civil/militar.

O governo americano influenciou os brasileiros através do embaixador Lincoln Gordon, muito ligado a Roberto Marinho, do adido militar, coronel Vernon Walters, e dos agentes da CIA.

QUINTA FROTA – O então presidente Lyndon Johnson mandou liberar o apoio financeiro, logístico e militar para a derrubada do governo Goulart, considerado de tendência sindicalista e comunista.

Assim, no dia 31 de março de 1964, quando foi deflagrado o golpe, a Quinta Frota da Marinha norte-americana estava ancorada nas costas do Espírito Santo, preparada para agir em favor dos golpistas, em caso de resistência dos oficiais legalistas leais ao presidente João Goulart.

Não foi preciso entrar em campo o apoio militar americano, porque Jango, desistiu da reação ao golpe temendo a eclosão de uma guerra civil, que poderia acarretar a divisão do país.

TUDO DE NOVO – Agora, Donald Trump, Marco Rubio e J.D. Vance, o trio do terror, querem a volta da submissão total dos países da América do Sul aos interesses americanos. Já conseguiram tomar a Venezuela, que vem sendo comandada à distância por Marco Rúbio, o secretário de Estado.

Washington conseguiu dominar a Argentina através de Javier Milei; o Chile, com a eleição de José Antonio Kast, um seguidor do general Augusto Pinochet; a Colômbia, hoje presidida por em empresário excêntrico, Abelardo de la Espriella, que ameaça romper relações com Nicarágua e Cuba; e o Peru através de Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori.

Portanto, o cerco vai se fechando em torno do Brasil, na reta final da nova eleição para presidente.

AGROBUSINESS – Donald Trump tenta enfraquecer o maior concorrente do produtores agrícolas norte-americanos. Sua estratégia é tarifar os produtos agrícolas braseiros, desprezam a lei da livre-concorrência, um dos dogmas do capitalismo.

O resultado é negativo, porque a inflação fica estimulada. Esta semana, por exemplo, o café aumentou 4% no mercado norte-americano.

Ao mesmo tempo, o governo Trump não vê com bons olhos as fortes relações do Brasil com a China, Brasil, que vem comprando nossos minérios e produtos agrícolas, enquanto vende mercadorias de alto teor tecnológico e de valor agregado ao Brasil.

As montadoras de automóveis chinesas, por exemplo, tornaram-se campeãs de venda por dois anos seguidos, principalmente dos carros elétricos.

GUERRA FRIA – Está em jogo na pressão de Trump contra o Brasil, o componente chamado Pequim, nessa guerra fria em que os EUA desejam destruir a China, como fizeram com a União Soviética.

O jogo está sendo jogado no cenário internacional e o Brasil está no meio da disputa, como o algodão entre os cristais. O cenário indica que tudo será feito para que um candidato da direita, alinhado aos interesses vitais americanos, saia vencedor nas eleições presidenciais de outubro.

Esse jogo de xadrez será pesado, com uso de todas as armas financeiras e até militares, que estão disponíveis no arsenal do jogo sujo, eivado de mentiras, falsidades e argumentos dúbios. A sorte está lançada e o retrato não é nada bom para os brasileiros, que estão numa Odisseia, com o mar revolto anunciando o tsunami de nome Trump e seu canto da sereia.

Vexame! Polícia Federal buscou impedir que Mendonça relatasse caso de Lulinha

Exclusão da Folha de SP de Entrevista: NOVO Pede Investigação do Diretor da PF por Potencial Conduta Criminosa - Partido Novo

Andrei Rodrigues, da PF, tentou proteger Lulinha no STF

Raquel Landim
Estadão

A Polícia Federal tentou dar um drible no ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, e retirar da sua relatoria as investigações envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Nas apurações do caso do INSS, cujo relator é Mendonça, os investigadores descobriram as ligações de Lulinha com Antonio Carlos Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”.

E lá no meio estava também uma suspeita de tráfico de influência do filho do presidente Lula a favor do cannabidiol junto ao Ministério da Saúde. Antunes chegou a levar Lulinha numa viagem à Portugal sobre o tema.

AÇÕES CONEXAS – É praxe em investigações policiais surgirem procedimentos autônomos, vinculados ao eixo principal. Só nos casos Master e INSS, as duas investigações mais polêmicas hoje, chegam próximos a duzentos inquéritos diferentes.

Sem consultar Mendonça, a PF decidiu que Lulinha merecia um tratamento especial e enviou para a presidência do STF um pedido de abertura de inquérito sob um novo relator. Nas férias do presidente do tribunal, Edson Fachin, quem assume o posto foi o primeiro vice-presidente, o ministro Alexandre de Moraes.

Moraes enviou o tema à Procuradoria-Geral da República (PGR), que não se opôs à escolha de um novo relator. Assim, o inquérito sobre Lulinha partiu para um sorteio. Por aquelas ironias do destino, o sorteado foi o próprio Mendonça. O drible quase funcionou.

TENSÃO TOTAL – Os embates entre a PF e Mendonça nas investigações do INSS não vêm de hoje, mas chegaram ao ponto mais tenso do jogo.

Já foram trocados pela cúpula da instituição três delegados que conduzem o caso e um perito. Pessoas que acompanham o assunto de perto dizem que são evidências de pressão política, mas a PF nega.

Mendonça fez uma reclamação formal sobre a morosidade das apurações, a falta de informações sobre o caso nos autos, e cobrou imparcialidade. Recebeu um relatório de oito páginas e voltou a protestar.

PF INSISTE – A Polícia Federal reagiu e enviou um pedido à Advocacia Geral da União (AGU) para que encontrasse um “remédio jurídico” para frear a atuação do ministro André Mendonça, por alegação de que estaria tentando interferência na autonomia da PF.

Mendonça foi indicado para o STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O jogo é pesado, envolve o filho de Lula, que é candidato à reeleição e, vale lembrar, o pleito ocorre em outubro. O senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, é principal candidato da oposição.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como diria o genial historiador Capistrano de Abreu, essa direção da PF, comandada pelo delegado Andrei Rodrigues, precisa tomar vergonha na cara. Desde dessa fracassada tentativa de manipulação na escolha do relator, o próprio Lula veio apressadamente a público para dizer que não vai interferir na investigação sobre Lulinha, que só é fenômeno em enriquecimento ilícito porque ainda não foi devidamente investigado. Mas parece que seu dia chegará. (C.N.)

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