Justiça Federal retém ação popular que requer a proibição da jogatina nas bets

Charges: Entra no ar hoje o maior sistema de pilantragem que uma nação pode  adotar!

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Carlos Newton

Uma ação popular protocolada na 18ª Vara Federal Cível do Distrito Federal há 45 dias poderá ser transferida para a Justiça Federal de São Paulo pelo fato de até hoje o processo não ter recebido nenhum despacho ou decisão por parte do juiz titular, que alega excesso de pendências em tramitação sob sua responsabilidade.

Segundo entendimento jurisprudencial, o autor da ação popular pode requerer a transferência do processo popular contra a União para outra unidade jurisdicional da Federação, antes da citação do réu.

JOGO LIBERADO – A transferência será proposta pelo advogado e jornalista Afanasio Jazadji, ex-deputado paulista, que ajuizou a ação popular contra a União por conta da autorização dada para a operação de jogo de azar no Brasil.

Os gestores das bets alegam que se trata de uma forma de diversão popular. Com isso, estão captando mensalmente bilhões de reais de apostadores que não estão jogando com responsabilidade e nem se divertindo. Inclusive, muitos usam o dinheiro do Bolsa Família, que deveria ser destinado a alimentar pessoas carentes.

O atraso no andamento da ação popular já foi comunicado à presidência do Tribunal Regional Federal do

DIZ O PEDIDO – A manifestação do advogado Luiz Nogueira, encaminhada à desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, presidente do Tribunal Regional Federal da 1a. Região, diz que as bets têm sido incentivadas por “intensa e duvidosa propaganda, por meio de emissoras de televisão, serviço público, com fulcro na liberalizante Portaria SPA no.1231/2024”.

Assinala que “mensalmente, as bets  têm retirado de circulação cerca de R$ 20 bilhões, dinheiro reservado para gastos com supermercados, remédios, pagamento de taxas de água, luz e crescente endividamento de milhões de famílias”.

Em revela que cerca de 25 milhões de brasileiros estão apostando via sites de apostas, cujos controladores são de origem estrangeira, em sua maioria.

PROVIDÊNCIAS – Diante do atraso no exame da questão, o advogado Luiz Nogueira requer ”providências para sensibilizar o juiz da 18ª Vara Federal Cível do DF, Arthur Pinheiro Chaves, a proferir despacho de citação ou decisão cautelar de urgência, como seguidamente reiterado nas últimas semanas no feito acima”.

Desde a apresentação do processo, 45 dias já se passaram e nenhum andamento verificou-se no citado processo. “A explicação para essa preocupante morosidade é a sobrecarga de trabalho decorrente de a 18ª Vara só contar com a atuação de um único magistrado”.

TRANSFERÊNCIA – “Se assim é e como a ação popular tem como ré a União, nada impede que o feito seja transferido para a unidade jurisdicional da residência do Autor, ou seja, o Tribunal Regional Federal de São Paulo – 3ª. Região”, afirma Luiz Nogueira, argumentando que ainda nem houve citação dos réus. E acentua:

“Há alguns meses, o conceituado jornal “O Estado de S. Paulo” publicou artigo do professor e médico psiquiatra da Faculdade de Medicina da USP, doutor Rodolfo Damiano, salientando que ‘o que começou como entretenimento legalizou-se como tragédia Sanitária’. Em menos de dois anos, desde a regulamentação pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, assistimos a um experimento social em tempo real – e os resultados são alarmantes”.

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P.S.
O assunto é extremamente grave, porque as bets aumentaram de forma expressiva o endividamento dos brasileiros, que está batendo recordes históricos em 2026, e cerca de 80,9% das famílias relataram dívidas em abril. Justamente por isso, é preciso acabar logo com as bets. (C.N.)

Virou música a paixão de Caetano pela menina do outro lado da rua

JOVEM GUARDA - Muito mais que um site oficial! :::

O jovem Caetano estava apaixonado

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, o genial Caetano Veloso, explica que fez a música “Você é Linda” para uma menina chamada Cristina, “de quem eu gostei intensamente na Bahia, e que morava em frente a minha casa, do outro lado da rua, em Ondina.” A música foi gravada por Caetano Veloso no LP Uns, em 1983, pela Philips.

VOCÊ É LINDA
Caetano Veloso

Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol

A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás

Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir

No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer

Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal

Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Áudio sobre filme de Bolsonaro provoca caos e crise no núcleo da campanha de Flávio

O herdeiro e o banqueiro podem causar o colapso de um projeto de poder

Revelações atingem o centro da crise sucessória bolsonarista

Marcelo Copelli
Revista Fórum

As conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro atingem o centro da tentativa de reorganização da direita conservadora para 2026.

Em um momento no qual o senador buscava consolidar-se como herdeiro viável desse campo político, a revelação de negociações milionárias com um empresário preso e ligado a um banco sob investigação o devolve ao ambiente que mais corroeu sua credibilidade pública nos últimos anos: investigações, suspeitas financeiras, operadores controversos e relações recorrentes com personagens posteriormente alcançados por operações policiais.

DESMONTE DA ESTRATÉGIA – O impacto do caso vai muito além do constrangimento provocado pelos diálogos divulgados. O episódio desmonta parte importante da estratégia conduzida silenciosamente desde a derrota eleitoral de 2022: reconstruir a imagem do grupo político ligado ao ex-presidente sem romper com os mecanismos de influência, financiamento e articulação que produziram desgaste crescente durante sua passagem pelo Palácio do Planalto.

O problema para Flávio não está apenas na proximidade com Daniel Vorcaro. Está na natureza dessa relação e no momento em que ela vem à tona. O senador não ocupa posição periférica dentro da direita brasileira. Hoje, é tratado por aliados como potencial presidenciável, participa diretamente das articulações nacionais do campo conservador e tenta apresentar-se ao mercado e aos setores empresariais como uma versão mais previsível e institucionalmente aceitável do que a liderança original desse grupo político. As revelações divulgadas agora produzem exatamente o efeito contrário.

Ao aparecer negociando cifras milionárias com um banqueiro associado ao Banco Master — instituição cercada por investigações e suspeitas de irregularidades financeiras —, Flávio retorna justamente ao terreno que sua articulação política tentava abandonar: o universo das suspeitas financeiras, das relações pouco transparentes e das conexões permanentes com personagens envolvidos em controvérsias judiciais.

DESGASTE POLÍTICO – A tentativa do senador de reduzir o episódio ao argumento de que se tratava de “dinheiro privado” dificilmente elimina o desgaste político. Flávio não atua como empresário particular. Trata-se de um senador da República, potencial candidato presidencial e integrante do núcleo político que governou o país nos últimos anos. Quando um agente público com esse peso negocia recursos milionários com um banqueiro posteriormente preso e ligado a uma instituição sob investigação, o episódio inevitavelmente ultrapassa a esfera privada.

A contradição torna-se ainda mais delicada porque o próprio Flávio passou a defender investigações sobre o Banco Master enquanto aparecem diálogos que revelam sua proximidade política e financeira com Daniel Vorcaro. A coexistência entre o discurso público de fiscalização e a manutenção de relações privadas dessa dimensão aprofunda questionamentos sobre a credibilidade de sua atuação política e amplia o desgaste de sua tentativa de consolidar-se como alternativa viável para eleição de outubro.

O dano político torna-se ainda maior porque o caso atinge diretamente sua principal fragilidade eleitoral: a dificuldade de ampliar aceitação para além do núcleo mais radicalizado da direita. Nos bastidores, existe há meses um movimento para construir uma alternativa conservadora capaz de preservar parte da agenda econômica e ideológica desse campo sem carregar o passivo político, judicial e reputacional acumulado ao longo dos últimos anos.

CRISES SUCESSIVAS – O episódio envolvendo Daniel Vorcaro amplia justamente a percepção, dentro da própria direita, de que a sucessão conservadora dificilmente conseguirá avançar enquanto permanecer associada ao desgaste institucional, às controvérsias financeiras e às sucessivas crises que passaram a acompanhar esse grupo político.

Parte importante do empresariado, lideranças partidárias, governadores e setores do mercado financeiro já demonstrava desconforto crescente com o ambiente permanente de crise, radicalização e desgaste institucional associado a esse campo político. Agora, as conversas divulgadas oferecem mais um elemento para aprofundar a percepção de que o mesmo padrão continua presente: relações nebulosas, conexões de bastidor e proximidade recorrente com personagens envolvidos em investigações e suspeitas financeiras.

O silêncio de parte relevante da direita diante do episódio talvez seja tão revelador quanto as próprias gravações. Diferentemente de outros momentos de crise, já não existe mobilização automática e homogênea em defesa do grupo político ligado ao ex-presidente.

IMPACTO – Isso ocorre porque muitos setores que antes orbitavam esse campo passaram a enxergá-lo mais como fonte permanente de desgaste do que como ativo eleitoral seguro para 2026. Esse processo ajuda a explicar por que o caso possui impacto que ultrapassa o noticiário imediato.

O episódio revela uma mudança estrutural no funcionamento desse movimento político após a perda do poder federal. O grupo deixou de depender exclusivamente das estruturas formais do Estado e passou a operar através de redes privadas de financiamento, influência econômica, comunicação digital e produção contínua de narrativa política. Sua sobrevivência tornou-se cada vez mais associada à capacidade de manter mobilização ideológica permanente enquanto enfrenta avanço de investigações, desgaste judicial e erosão progressiva de credibilidade pública.

É nesse contexto que o projeto audiovisual mencionado nas conversas assume relevância estratégica. A tentativa de financiar um filme sobre Jair Bolsonaro não deve ser interpretada apenas como iniciativa cultural ou gesto de lealdade pessoal. O objetivo central parece ser preservar simbolicamente uma liderança em processo acelerado de desgaste político e institucional. Em tempos de polarização digital permanente, a disputa pela memória pública tornou-se peça central da sobrevivência de movimentos políticos radicalizados.

NARRATIVA EM CONTRADIÇÃO – O problema é que a tentativa de preservar essa imagem ocorre justamente enquanto se acumulam episódios que corroem sua narrativa original. O grupo que chegou ao poder prometendo combate à corrupção, ruptura moral e enfrentamento das práticas tradicionais da política tornou-se progressivamente associado a investigações, suspeitas financeiras, operadores controversos e relações de bastidor semelhantes às que dizia combater. O caso envolvendo Daniel Vorcaro aprofunda exatamente essa percepção pública.

Mais do que um escândalo episódico, as conversas divulgadas ajudam a revelar o estágio atual da crise enfrentada por esse campo político: uma estrutura cada vez mais dependente de redes privadas de sustentação, cercada por desgaste judicial e pressionada pelo avanço de setores da própria direita interessados em acelerar a construção de uma nova liderança conservadora sem o passivo acumulado nos últimos anos.

LIGAÇÕES PERIGOSAS – O episódio talvez seja lembrado menos pelo conteúdo específico dos diálogos e mais pelo retrato político que acabou produzindo. O de um grupo que chegou ao poder prometendo ruptura moral, combate à corrupção e enfrentamento das velhas estruturas da política brasileira, mas que hoje se vê novamente cercado por investigações, suspeitas financeiras, relações opacas e articulações de bastidor.

A principal ameaça à tentativa de sobrevivência desse projeto político já não parece vir apenas das investigações, das disputas eleitorais ou do avanço de adversários externos. Ela começa a surgir dentro da própria direita, onde cresce a percepção de que o custo político de permanecer associado a esse legado pode ter se tornado alto demais até mesmo para setores da direita que, até pouco tempo atrás, apostavam em sua sobrevivência política.

Veto europeu à carne brasileira expõe disputa comercial por trás do discurso sanitário

Veto não é imediato e ainda pode ser revertido

Pedro do Coutto

O possível veto da União Europeia à importação de carne bovina e outros produtos de origem animal do Brasil acendeu um alerta que vai além do agronegócio.

O impacto econômico estimado — próximo de US$ 1,8 bilhão na balança comercial brasileira — representa apenas a camada mais visível de uma disputa que mistura interesses sanitários, geopolítica comercial, pressão ambiental e proteção de mercado.

IMPORTANTE MERCADO – Nos bastidores, diplomatas, produtores rurais e integrantes do governo federal já tratam o tema como uma das crises comerciais mais delicadas enfrentadas pelo Brasil nos últimos anos. A preocupação não é exagerada. A União Europeia continua sendo um dos mercados mais relevantes e estratégicos para produtos brasileiros de alto valor agregado, especialmente proteínas animais. Um bloqueio prolongado teria efeitos econômicos, políticos e simbólicos importantes.

A justificativa europeia gira em torno de questionamentos sanitários ligados ao uso de antibióticos na cadeia pecuária brasileira. Autoridades do bloco alegam preocupação com padrões de rastreabilidade, controle sanitário e riscos potenciais associados ao consumo de carne produzida fora das normas regulatórias europeias. O argumento encontra respaldo em discussões que já ocorrem há anos dentro da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos e em setores ambientalistas do continente.

O problema é que, no Brasil, cresce a percepção de que a questão sanitária funciona também como instrumento de proteção econômica. Essa leitura ganhou força porque o endurecimento europeu ocorre justamente em um momento de forte pressão inflacionária sobre alimentos em diversos países do continente, além do avanço político de movimentos agrícolas nacionais contrários à ampliação de importações externas.

PROTESTOS – Nos últimos meses, agricultores franceses, espanhóis, belgas e holandeses realizaram grandes protestos contra políticas ambientais da União Europeia e contra acordos comerciais considerados ameaçadores para a competitividade local. Entre os principais alvos esteve justamente o acordo entre Mercosul e União Europeia, que enfrenta resistência crescente dentro do bloco europeu.

Na prática, muitos produtores europeus argumentam que o agronegócio sul-americano opera com custos menores, exigências ambientais diferentes e capacidade de produção mais competitiva. O resultado é uma pressão política para limitar a entrada de produtos estrangeiros, sobretudo carnes e grãos.

Esse contexto ajuda a explicar por que parte do setor produtivo brasileiro vê o possível veto menos como uma disputa sanitária e mais como um movimento de defesa econômica disfarçado de preocupação técnica. A avaliação, compartilhada reservadamente por integrantes do agronegócio e setores diplomáticos, é que o endurecimento europeu busca criar barreiras indiretas para proteger produtores locais em um ambiente de desaceleração econômica.

DESAFIOS – Isso não significa, contudo, que o Brasil esteja completamente livre de problemas internos. Há desafios históricos relacionados à fiscalização sanitária, rastreabilidade animal e padronização de controles entre estados e frigoríficos. Em mercados internacionais altamente regulados, qualquer fragilidade operacional pode rapidamente se transformar em argumento político contra exportadores brasileiros.

O governo Lula acompanha a situação com cautela porque o tema atinge uma das áreas mais sensíveis da economia nacional. O agronegócio permanece como um dos principais sustentáculos do superávit comercial brasileiro e exerce enorme influência política no Congresso Nacional. Uma perda bilionária nas exportações ampliaria tensões com o setor ruralista justamente em um momento de negociações delicadas envolvendo reforma tributária, crédito agrícola e política ambiental.

Além disso, existe um componente diplomático relevante. O Brasil tenta reconstruir sua imagem internacional após anos de desgaste ambiental e busca fortalecer relações com parceiros europeus. Um conflito comercial aberto poderia enfraquecer negociações estratégicas mais amplas, inclusive o próprio acordo Mercosul-União Europeia, tratado há décadas como prioridade econômica por diferentes governos brasileiros.

EFEITOS INTERNOS – Outro fator pouco debatido publicamente envolve os efeitos internos de uma eventual redução das exportações. Caso parte significativa da produção deixe de ser absorvida pelo mercado europeu, haverá pressão para redirecionamento ao mercado doméstico. Isso poderia provocar redução pontual de preços em alguns segmentos de proteína animal no Brasil, hipótese já observada por analistas do setor.

Entretanto, o cenário é mais complexo do que parece. Uma eventual queda de preços ao consumidor poderia vir acompanhada de desaceleração produtiva, perda de receita cambial, redução de investimentos e impactos sobre cadeias inteiras ligadas à exportação. Em outras palavras: ganhos imediatos para consumo interno poderiam coexistir com perdas econômicas estruturais mais amplas.

NEGOCIAÇÕES – O prazo até setembro abriu espaço para intensas negociações diplomáticas e comerciais. O governo brasileiro aposta na apresentação de garantias técnicas, ampliação de mecanismos de rastreamento sanitário e diálogo político para evitar um rompimento mais duro. A expectativa é que haja margem para uma solução intermediária antes da implementação definitiva de restrições mais severas.

Mas o episódio revela algo maior. O comércio internacional entrou definitivamente em uma era em que barreiras sanitárias, ambientais e regulatórias passaram a funcionar também como instrumentos de competição geopolítica. Não se trata apenas de qualidade do produto ou saúde pública. Trata-se de disputa por mercados, influência econômica e proteção de interesses nacionais.

Nesse novo ambiente global, o Brasil enfrenta um desafio delicado: preservar sua competitividade agroexportadora sem ignorar que exigências internacionais tendem a se tornar cada vez mais rígidas e politizadas. O caso da carne brasileira mostra que, no século XXI, guerras comerciais raramente começam com tarifas explícitas. Muitas vezes, elas começam nos detalhes técnicos, nos certificados sanitários e nas disputas silenciosas por espaço econômico.

Pai de Vorcaro é preso pela PF por ser cúmplice do filho e ameaçar adversários

Quem é Henrique Vorcaro, pai de Daniel preso nesta quinta-feira

Henrique Vorcaro era mandante dos atos de “Sicário”

Mônica Bergamo
Folha

Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso na manhã desta quinta (14) em Belo Horizonte (MG) pela PF (Polícia Federal). Ele está sendo investigado por participar do grupo conhecido como “A Turma”, usado pelo dono do Banco Master para ameaçar adversários e definida pela PF como “organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos”.

Henrique Vorcaro, segundo investigação da PF, demandava serviços, efetuava pagamentos e também pedia serviços a um outro grupo, “Os Meninos”, que reunia hackers que tentariam derrubar do ar reportagens para o grupo Master, publicando conteúdos positivos para Vorcaro.

DELEGADA E AGENTE – Uma delegada da PF foi afastada e um agente da instituição foi preso na mesma operação. Eles são investigados sob a suspeita de integrarem o grupo de Vorcaro vazando informações sigilosas à organização. Além deles, mais dois policiais federais aposentados foram alvos de mandado de busca e apreensão, e um deles também de detenção.

Foram cumpridos sete mandados de prisão, e mais 17 de busca e apreensão em todo o país. A decisão da prisão foi do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça.

Em seu despacho, o magistrado afirma que dados extraídos dos telefones celulares dos investigados “indicam que Henrique permaneceu solicitando serviços ilícitos e providenciando recursos para a manutenção do grupo [Ä Turma”] mesmo após as primeiras fases da Operação Compliance Zero”.

REPASSES VULTOSOS – Alega Mendonla que há menções a repasses vultosos, necessidade de pagamentos para viabilizar o atendimento das demandas, uso de número estrangeiro e troca frequente de terminais, o que reforça a contemporaneidade e a sofisticação do agir investigado”.

Em nota, a PF afirma que “a Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (14/5), a 6ª fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de aprofundar as investigações em face de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos”.

24 MANDADOS – Policiais federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e bloqueio de bens. Estão sendo investigados os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional”.

“A Turma”, como o grupo se identificava em material apreendido pela Polícia Federal em março, conversou sobre “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, de O Globo. A sugestão da sova foi dada pelo chefe e então dono do Master, Daniel Vorcaro, a Luiz Mourão, o “Sicário”, apelido que remete a matadores de aluguel.

AÇÕES DE  SICÁRIO – De acordo com as ordens de prisão decretadas naquele mês pelo ministro André Mendonça, “Sicário” e um ex-policial também invadiam sistemas de órgãos federais, monitoravam e espionavam alvos do dono do banco e agiam para limpar a imagem pública da empresa financeira e de Vorcaro, por meio de pedidos forjados a plataformas digitais e pagamentos a editores por veiculações amistosas.

“Sicário” morreu logo depois de ser preso. A PF afirma que ele cometeu suicídio.

Em março também foi preso preventivamente Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro suspeito de organizar pagamentos de “A Turma”.

PAI E FILHO – Henrique Vorcaro era um participante ativo da rede de movimentações financeiras do Master e do filho. Eles participavam juntos de empresas que, segundo as investigações, teriam sido usadas para ocultar patrimônio do esquema.

A Folha revelou, por exemplo, que uma empresa da família chamada Multipar movimentou mais de R$ 1 bilhão em cinco anos exclusivamente entre contas ligadas ao dono do Banco Master.

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou que a movimentação sugere uma tentativa de esconder o patrimônio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, o ministro André Mendonça está mesmo disposto a fazer cumprir a lei. Espera-se que atue com mesmo rigor em relação aos amigos de Vorcaro que são ministros do Supremo, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Vamos aguardar. (C.N.)

“Quem quer brigar com o Supremo?”: Caso Master pode não alcançar ministros

Expulsão de delegado que dedurou Ramagem mostra que o asilo dele será concedido

O delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho deixará os Estados Unidos após atuar como oficial de ligação com o ICE em Miami. A decisão ocorre poucos dias após a prisão

Delegado Marcelo Carvalho “armou” a prisão de Ramagem

Deu no 247

O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental da Casa Branca, dos Estados Unidos expulsou do país de um funcionário brasileiro, que, segundo o comunicado, teria ‘manipulado’ o sistema de imigração para driblar pedidos de extradição e promover uma ‘caça às bruxas’ nos EUA. O órgão é ligado ao Departamento de Estado dos EUA.

“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA. Por isso, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso”, disse a publicação oficial na rede social X. O tuíte foi repostado pela conta oficial da embaixada dos EUA no Brasil.

OFICIAL DE LIGAÇÃO – O site Metrópoles informou que tratava-se do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuou na prisão do ex-chefe da Abin Alexandre Ramagem. Ivo exercia a função de oficial de ligação da PF junto ao ICE, órgão de repressão à imigração nos EUA.

Ramagem foi preso nos EUA e solto dois dias depois. À época de sua prisão, a PF informou em nota que ela foi decorrente de cooperação policial internacional entre Brasil e EUA, mas a informação não se confirmou.

Ramagem, que fugiu para os EUA, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por envolvimento na trama golpista.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, isso significa que Ramagem não será expulso do país e terá aceitação de seu visto de permanência como asilado político. Sua condenação no Brasil foi perseguição pura e simples, pois ele deixou o governo Bolsonaro e foi morar no Rio em abril de 2002. Portanto, não poderia ter participada das articulações do golpe, pois estava a mil quilômetros de distância de Brasília, onde atuava o grupo conspirador liderado por Jar Bolsonaro e Braga Neto. O resto é folclore, como dizia nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)

O Globo faz um esforço lamentável ao tentar desmentir a Tribuna da Internet

Ainda sobre o Powerpoint da Globo… #globo #powerpoint #bancomaster #charge  #desenholadino

Charge reproduzida do @desenholadino

Carlos Newton

Toda vez que a Tribuna publica matérias apontando erros judiciários e processuais cometidos pelo Supremo ou até por advogados de renome, como os primeiros defensores do ex-presidente Jair Bolsonaro, a imprensa amestrada tenta desmentir nossas informações e publica reportagens tendenciosas, sem a menor base no Direito.

A Tribuna jamais se importou com essa guerra de narrativas na imprensa, que deveria ser independente e imparcial, todos sabem. No entanto, como tudo precisa ter limites, a partir de agora a Tribuna vai revidar qualquer tentativa de desmoralizar nossas informações, porque todas elas são baseadas na lei, sem as “reinterpretações” que entraram na moda.

AMESTRAGEM – No Brasil de hoje, os maiores exemplos de imprensa amestrada são as emissoras de TV, que dependem dos governos (União, estados e municípios)  para sobreviver e apoiam quem ocupar o poder, mas é claro que existe também o contrário, como a Jovem Pan, que pratica uma oposição desmedida e ideológica, sem resquício de independência editorial. É uma exceção.

Entre jornais e revistas, assim como na mídia digital, existe independência relativa, causada pela distribuição da publicidade oficial, mas nada justifica atrelamento ou oposição incondicional aos governantes, porque a imprensa precisa ser minimamente isenta e servir aos interesses coletivos, o que parece utopia, mas é o que deveria acontecer.

A nosso ver, apenas a Folha e o Estadão tentam exercer a necessária liberdade editorial e têm redigido fortes editoriais contra abusos do governo federal e do STF, mas sem qualquer atrelamento ao bolsonarismo. Isso é muito bom para o país, sem a menor dúvida.

VAMOS AOS FATOS – Quanto à Tribuna, temos publicado artigos criticando as condenações do 8 de Janeiro, devido a erros judiciários e processuais, e analisamos os possíveis desdobramentos, que podem incluir até a libertação de Bolsonaro por medida liminar, no novo julgamento a ser feito pela Segunda Turma.

Jornalistas ligados ao PT logo se apressaram em nos desmentir, como ocorreu nesta quarta-feira, dia 13, em reportagem de O Globo, claramente plantada pela assessoria do Planalto, pois não cita nenhum jurista que tenha sido entrevistado.

O texto é uma sucessão patética de erros de imprensa, causados por informantes tendenciosos, que exploram a ingenuidade ou a simpatia dos repórteres, e essas bobagens são publicidades com destaque.

FESTIVAL DE ERROS – Logo no início, O Globo diz que o relator Nunes Marques “será responsável por decidir se aceita ou não uma reanálise do caso”. Não é verdade. Neste caso, o ministro não pode recusar o exame da matéria.

Em seguida, o jornalão afirma que uma eventual soltura de Bolsonaro “só deve ser determinada ao final de todo o processo, após uma série de etapas previstas em regimento interno, finalizada com o julgamento no Plenário do STF”.

Negativo. São vários erros numa só frase. Uma liminar para soltar o condenado pode ser pedida a qualquer tempo no processo, desde que os requisitos — probabilidade do direito e o perigo de dano — estejam presentes. E no Regimento do STF não existe nada disso que o Globo afirma.

OUTRAS BOBAGENS – A matéria segue desembestada rumo ao despenhadeiro jurídico, ao afirmar que Nunes Marques pode “considerar que o recurso não se enquadra no Regimentoe arquivá-lo de imediato. E acrescenta: “A outra possibilidade seria levar o caso para a apreciação do Plenário”.

Nem uma coisa nem outra. O relator não tem poder de arquivar. Pode apenas sugerir à Segunda Turma o arquivamento. E o processo não pode ser enviado ao Plenário, será decidido mesmo pela Segunda Turma. O Plenário só teria competência para julgar Bolsonaro por crime comum se ele ainda fosse presidente.

O Globo revela também que “após Nunes Marques finalizar o relatório, o pedido de Bolsonaro deverá passar para as mãos do revisor. Geralmente, o revisor é o ministro mais antigo logo após o relator”.  Caramba, de onde tiraram isso? Nos processos das duas turmas do STF, não existe a figura do revisor.

MAIS AINDA… – Ainda não satisfeito, O Globo diz que a defesa de Bolsonaro errou ao argumentar que a sentença da Primeira Turma seria contrária à lei penal ou às provas. “Esse foi o mesmo artigo invocado pelo ex-senador Acir Marcos Gurgacz, que teve o pedido negado pelo STF”, diz O Globo, tentando misturar chiclete com banana.

Ora, o ex-parlamentar do PDT de Rondônia foi condenado pelo Supremo em 2018 por desvio de finalidade na aplicação de um financiamento. Isso não serve de exemplo, porque nada tem a ver com o processo contra Bolsonaro.

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P. S. 1 –
Para não cometer injustiças, devemos destacar que os repórteres não podem ter conhecimento sobre o Supremo nem entender seu Regimento, que tem mais de mil disposições. Eles escrevem o que os informantes lhes repassam. Mas O Globo tem editores e chefe de Redação, que deveriam orientar melhor os repórteres, para que não sejam publicadas essas informações disparatadas, que ganham destaque e fazem a imprensa passar vergonha.

P.S. 2Aqui na Tribuna da Internet não temos esse problema, porque jamais confiamos em informantes palacianos e costumamos entrevistar juristas de notável saber e reputação ilibada, que tanta falta fazem ao Supremo. (C.N.)

Prisão da “Papudinha” hospeda personagens da trama golpista e do caso Master

Batalhão concentra presos da elite política investigada

Rafael Moraes Moura
O Globo

Conhecido como “Papudinha”, o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal ganhou um outro apelido dos próprios presos após abrigar em suas instalações o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados da trama golpista.

O batalhão, que acaba de receber mais um detento notável — ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, acusado de corrupção passiva no caso Master — tem sido chamado de “Tremembé de Brasília”, em referência ao presídio de mesmo nome no interior de São Paulo, onde cumpriram pena alguns presos que ficaram célebres nas páginas policiais, como Suzane Von Richthofen, Elize Matsunaga, os irmãos Cravinhos, e Anna Carolina Jatobá, todos condenados por casos de homicídio de grande repercussão na mídia.

NOTÁVEIS – Os notáveis da Papudinha, porém, são de outra turma. Entre os presos que farão companhia ao ex-presidente do BRB estão ainda o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, todos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nas investigações da trama golpista.

Enquanto a Tremembé de São Paulo, localizada a 150 km da capital, é administrada pela secretaria da Administração Penitenciária (SAP-SP) do governo paulista, a “Tremembé de Brasília”, apesar de geograficamente localizada na área da Papuda, é gerenciada pela Polícia Militar.

O batalhão da PM em Brasília oferece aos detentos condições melhores do que o resto do complexo prisional de Brasília, com chuveiro quente, cozinha com possibilidade de preparo e armazenamento de alimentos, geladeira, armários, cama de casal e TV. Os presos podem também tomar banho de sol na área externa da própria cela sempre que quiserem.

ESCUTAS AMBIENTAIS –  A transferência de Costa para uma prisão especial em “sala de estado maior” foi pedida por seus advogados, Eugênio Aragão e Davi Tangerino, ao sinalizar “interesse em cooperar com as autoridades competentes, possivelmente por meio de colaboração premiada”. Eles alegaram que as instalações da Papuda não garantem o sigilo das conversas.

O entorno de Costa temia que haja escutas ambientais para monitorar as conversas dos presos na Papuda, o que poderia comprometer as suas tratativas, já que ele deve implicar o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) em sua delação. A governadora Celina Leão (PP), que pretende concorrer à reeleição em outubro deste ano, é considerada outro alvo em potencial.

Caso Master expõe estratégia de sobrevivência política em Brasília

Charge do Fred Ozanan (Paraíba Online)

Dora Kramer
Folha

Há algo de mito, daqueles que facilitam o raciocínio, na história de que Brasília “treme” a cada expectativa de delação premiada de investigados presos.

O pessoal que sabe o que fez em verões e invernos passados não perde o sono nem tempo com aflições comuns aos inocentes. Trata mesmo é de se mexer para encontrar um jeito de escapar dos infortúnios do porvir.

NULIDADES FUTURAS – Nessa hora entram em cena advogados especializados em cavar situações propensas a nulidades futuras e aparecem propostas de pactos reformistas com intuito de normalizar as anormalidades. É assim que funciona: ninguém fica embaixo da cama roendo as unhas. A palavra de ordem é atividade.

Quando acertos para a contenção da sangria se avizinham difíceis —como parece ser o caso agora, quando a Polícia Federal reúne provas que podem atropelar a delação de Daniel Vorcaro—, a torcida passa a ser para que a lama se espalhe a ponto de se validarem versões sobre perseguições do “sistema” de forças ocultas interessadas em desmoralizar as instituições.

Dessa receita fazem parte as reações genéricas sem acusações pessoais e que ressaltam a gravidade dos fatos. Pontuam a necessidade de apuração rigorosa, prescrevem total apoio às investigações e condenação dos ilícitos porventura cometidos e dos quais, claro, seus autores estariam muito distantes. Das malfeitorias, inclusive, nunca ouviram falar.

FUGA – Brasília não treme nem se amofina; Brasília age em direção à fuga. Procura novas formas de escapar, de contornar o cerco que desde o mensalão as instâncias e fiscalização fazem sobre as mais variadas formas de corrupção. Essa modalidade de crime se sofistica, adota novas artimanhas, como vemos agora no golpe do Banco Master, cujos descaminhos ainda estão por ser desvendados.

Os métodos de investigação também se modernizam: já não dependem só de delatores, prescindem de recibos ou de grampos telefônicos; as coisas estão no zap e no exibicionismo das redes digitais. Resta a observar quem cruzará primeiro a linha de chegada.

Estamos detonando o robô Jaco, porque não sabe dialogar sem ofender os outros

Charge: Opiniões contrárias geram violência entre brasileiros - Jota A! - Portal O Dia

Charge do Jota A. (O Dia/PI)

Carlos Newton

Na vida tudo tem limites, inclusive minha paciência para aturar desaforos. Aqui no Blog, temos poucas regras. Não aceitamos palavrões nem ofensas a ninguém, inclusive aos articulistas e comentaristas. Assim, é fácil conviver por aqui.

Mas há quem não aceite opiniões contrárias e ofenda os demais participantes que não comunguem as mesmas ideias e teses.

DISSE JACO – O comentarista que se assina Jaco é um robô do PT que passou os limites e ofendeu justamente o editor do blog, na seguinte postagem:

Qualquer pessoa com o mínimo de informação,sabe quem são os aliados do Flávio Bolsonaro. Nem vou perder meu tempo.

O CN, no RJ, apoia essa rapaziada….gente de bem…que paga em dinheiro e faz o bem protegendo as pessoas… mediante a pagamento é claro. Ninguém é de ferro.

CN é um pessoa de bem,temente a Deus e desapegado.
Quase uma Madre Teresa de Calcutá.

DESCARTÁVEL –  Essas coisas as pessoas como Jaco falam de longe, fica fácil. Não ligo a mínima para idiotas como ele, que não me conhece e não sabe que sou mais perverso do que Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, somados.

Então, com um prazer quase sexual, estou deletando do blog esse imbecil, que é um robô pago pelo PT para passar o dia inteiro lendo a Tribuna, é um reles viciado em opinar e vai ter de arranjar outro espaço para vomitar suas depressões. 

E vamos em frente, sempre respeitando a opinião dos outros.

Recuperação de Lula nas pesquisas acende alerta na campanha de Flávio

Flávio traça empate técnico como meta até agosto

Jussara Soares
CNN

A melhora na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobretudo entre eleitores independentes e mulheres, acendeu um alerta na pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP). A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra Lula com 42% das intenções de voto no segundo turno, e Flávio, 41%.

No levantamento anterior, era o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro que aparecia à frente numericamente com 42%, enquanto o petista tinha 40%. Embora o empate técnico permaneça mesmo diante das “bondades” anunciadas pelo Palácio do Planalto, auxiliares do senador avaliam que o principal risco é o potencial de recuperação do petista até o início oficial da campanha.

“CAIXA DE FERRAMENTAS” –  O receio é o quanto o governo ainda pode tirar da chamada “caixa de ferramentas” da máquina pública para elevar a aprovação de Lula e, consequentemente, impulsionar suas intenções de voto. A meta da pré-campanha, segundo interlocutores de Flávio, é manter o empate técnico até a largada oficial da disputa presidencial, diante da polarização. O pior cenário, na avaliação do entorno do senador, seria Lula abrir uma vantagem de cinco pontos percentuais antes do início da campanha.

O levantamento da Quaest ainda mostra que o governo Lula conseguiu melhorar sua aprovação. Os índices dos que aprovam o governo subiram três pontos percentuais em comparação com abril, revertendo a tendência de queda que se apresentava desde janeiro. Agora, o presidente é desaprovado por 49% dos eleitores, enquanto 46% aprovam o trabalho do petista. Em abril, a desaprovação estava em 52%, e a aprovação, em 43%.

NOVO DESENROLA – A melhora ocorre após o governo anunciar medidas como o novo Desenrola, voltado para renegociação de dívidas, a defesa do fim da escala 6×1 e a visita de Lula para reunião com Donald Trump na Casa Branca. O novo plano de combate ao crime organizado e a medida provisória que pôs fim à “taxa das blusinhas”, anunciados nesta quarta-feira (13), ainda não impactaram a sondagem.

Na pré-campanha de Flávio, os mais otimistas citam que o empate permanece mesmo após Lula ter gastado muita energia para evitar o crescimento do senador nas pesquisas de intenção de voto. A preocupação, por parte daqueles mais reticentes, é o quanto mais o governo buscará medidas para tentar se descolar do filho de Bolsonaro nas pesquisas.

NICHOS – A pesquisa da Quaest desta quarta-feira aponta que a melhora de Lula foi puxada por mulheres e eleitores independentes. Justamente os dois nichos do eleitorado que Flávio vem se esforçando para alcançar ao reforçar a imagem de moderado. O esforço do filho mais velho de Bolsonaro é se distanciar do perfil radical e não herdar a rejeição do pai.

Entre as mulheres, a aprovação do governo Lula aumentou de 45% em abril para 48% em maio, enquanto a desaprovação caiu de 49% para 44% no mesmo período. Já entre os eleitores independentes, a aprovação subiu de 32% para 37%.0 seconds of 0 secondsVolume 45%

Trump se impressionou com história de Lula e chamou petista de “figura única”, diz ministro

Presidentes conversaram sobre vida pessoal durante reunião

Lorenzo Santiago
CNN

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se sensibilizou com a história do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a reunião entre os mandatários, o petista teria contado sobre a sua infância por curiosidade do estadunidense, o que gerou surpresa para o estadunidense.

A reunião aconteceu na última semana na Casa Branca. Segundo Durigan, Trump começa a reunião perguntando sobre a infância do brasileiro. Foi então que o brasileiro relatou sobre sua vida e isso teria “mexido” com o mandatário americano. “O Lula disse ao Trump que comeu um pedaço de pão pela primeira vez com 7 anos de idade. Isso mexeu com o Trump. E o Lula ainda disse que era o único presidente que não tem diploma, mas que se somar todas as entregas de universidades públicas de todos os presidentes, eles não têm o mesmo número de entregas do que eu”, contou Durigan.

VIDA PESSOAL – As declarações foram dadas em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Brasil. Ele também disse ter ficado impressionado com a “deferência” de Trump a Lula. De acordo com Durigan, os dois conversaram sobre a vida pessoal e o petista também contou sobre a experiência preso, o que também teria chamado a atenção do estadunidense.

“Os dois falaram sobre questões pessoais, o que é bom para estabelecer um contato de pessoas reais. São pessoas que têm história. Quando o Lula disse que passou mais de 500 dias preso, o Trump perguntou: ‘como você vive com isso?’ E ele responde: ‘com muita serenidade’.

Lula reforçou que ganhou as eleições e disse que se recusou a colocar a tornozeleira porque queria provar a inocência. E o Trump fala com os assessores ‘isso é uma figura única’”, concluiu Durigan. 

Ibaneis diz não temer delação e que Vorcaro só pagou “duas garrafas de vinho” na Suíça

Flávio Bolsonaro resgata aliados escanteados por Jair e redesenha núcleo para 2026

Equipe reúne nomes que passaram por disputas internas

Luísa Marzullo
O Globo

A montagem da equipe que fará parte da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência inclui nomes que perderam espaço ao longo do governo de Jair Bolsonaro, pai do parlamentar.

A leitura no PL é que Flávio tenta reorganizar o bolsonarismo para 2026 com uma estrutura menos concentrada no núcleo familiar do ex-presidente. A coordenação executiva, por exemplo, ficou com Vicente Santini, ex-secretário nacional de Justiça e ex-assessor da Presidência.

AVIÃO DA FAB – Santini foi demitido do governo Bolsonaro em 2020 após usar um avião da FAB para uma viagem oficial à Índia. O voo, porém, incluiu escalas na Suíça e na Espanha, fora da agenda principal. O episódio gerou desgaste público do governo.

O movimento mais simbólico, porém, foi o resgate do publicitário Marcos Aurélio Carvalho, que participou da campanha presidencial de Bolsonaro em 2018 e ajudou a construir a estratégia digital do então PSL, partido pelo qual o ex-presidente se elegeu. Após a eleição, Carvalho perdeu espaço com a ascensão do grupo ligado a Carlos Bolsonaro, que passou a centralizar a comunicação digital e a estratégia política do entorno presidencial.

CONTROLE DA COMUNICAÇÃO – Nos bastidores do PL, aliados afirmam que a volta de Carvalho é vista como uma tentativa de Flávio de tirar parte do controle da comunicação das mãos do núcleo familiar e reconstruir uma estrutura mais profissionalizada para 2026.

Outro nome citado por aliados como atuante na pré-campanha é o do economista Marcos Cintra, ex-integrante da equipe econômica de Paulo Guedes. Cintra deixou o governo em 2019 após desgaste provocado pela defesa de um imposto sobre transações digitais semelhante à CPMF — tema rejeitado publicamente por Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

A diferença entre Brasil, Suíça e Japão é a cultura que eles trazem na alma…

BELA, RECATADA E ENVERGONHADA" SOBRE A CHARGE ACIMA RESPONDA: O SIGNIFICADO DA PALAVRA DEMOCRACIA ESTÁ - brainly.com.br

Charge do Duke (Arquivo Google)

José Paulo Cavalcanti Filho
Jornal do Commercio

Em 1992, na eleição contra o então presidente dos Estados Unidos George W. Busch, o estrategista–chefe da campanha de Bill Clinton, James Carvílle, disse frase que acabou famosa: “It’s the economy, stupid” (É a economia, estúpido).

Queria referir, para aquela eleição, ser mais relevante a situação da economia do país; que, depois da guerra do Golfo, sofria recessão severa. Daí ao vício de alargar seu sentido para dizer que tudo no mundo se resume à economia, foi um pulo.

CALDO DE CULTURA – Nesse artigo, pretendo afirmar algo diferente. Que os países se explicam por uma espécie de caldo de cultura que corre dentro deles. No sangue. No coração. Por dentro da alma.

Na linha da definição de Ortega y Gasset (“Rebelião das Massas”), para quem essa cultura seria um “o sistema de ideias vivas que cada época possui”.

Mais amplamente dizia Fernando Pessoa (texto sem título e publicado, em 1926, na Revista de Comércio e Contabilidade) ser “uma interpretação artística e filosófica das sociedades, quando os povos atingem seu ápice”. Isso, o “ápice” dos países. Aqui, comparo nosso amado Brasil a dois outros. Vamos juntos

EXEMPLO SUÍÇO – Em 05/06/2016 realizou-se referendo, por lá, para que a população definisse uma questão. É algo comum, no país. Entre os últimos referendos, por exemplo, tivemos a definição pelos eleitores dos horários em que hotéis poderiam fechar suas portas, à noite. Ou idade mínima para o serviço militar.

Agora se decidiria sobre uma “Renda Mínima”, que seria garantida a todos os suíços e também aos estrangeiros residentes no país. Trata-se de uma ideia antiga, pela primeira vez lembrada por Thomas Morus no seu livro “Utopia”. Depois Morus perdeu a cabeça, literalmente, mas essa é outra história.

O que se discutia, no parlamento suíço, era uma desassociação entre o trabalho e a renda, algo que para muitos será inevitável no futuro. A partir da tecnologia que, pouco a pouco, irá substituir a atividade humana, começando pelos países desenvolvidos. Nesse quadro, a Suíça seria o primeiro país a sagrar a tal “Renda Mínima”. Depois, acreditavam, outros a seguiriam.

SALÁRIO MENSAL – A proposta era de 2.500 francos suíços (9 mil reais) para cada habitante do país. Crianças, 625 francos (2.300 reais). Argumento contrário é que a medida seria cara demais, exigindo aumento de impostos, desorganizando a economia e desencorajando a população de trabalhar.

Seja como for, cada suíço deveria dizer, no tal referendo, se o governo lhe deveria pagar, todo santo mês, quase 10 mil reais. Resultado, 76,9% votaram NÃO à medida. Indicando que recusavam essa dádiva.

Volto ao Brasil e pergunto qual seria o percentual do SIM, por aqui. E já respondo, quase 100%.

EXEMPLO JAPONÊS – Finda a Segunda Guerra, era um país destroçado. O general Douglas MacArthur, Comandante Supremo das Forças Aliadas entre 1945 e 1951, liderou sua reconstrução. E fez muito. Implantou uma Reforma Agrária avançada (ela e a do México, pouco depois, foram as últimas vistas no mundo; sem contar a do Brasil, mais tarde), definiu novos direitos para as mulheres (incluindo o do voto), desfez os poderosos Zaibatsus locais (conglomerados industriais), legalizou os sindicatos. Mas faltava uma nova Constituição.

Não há registros históricos de quem a redigiu. Conta-se que foi um amigo de MacArthur, professor de Harvard. Quando estudei nessa universidade tentei saber qual seria seu nome, sem sucesso. Não há registros históricos por lá do feito, pois.

Certo é que, em 03/11/1946, acabou aprovada pelo parlamento japonês a tal Constituição trazida, dos Estados Unidos, por MacArhur. Substituindo a antiga Constituição Meigi, de 1889.

PAÍS DESARMADO – Entrou em vigor logo depois, em 03/05/1947. Entre seus artigos estranhos, o 9º, pelo qual o país renuncia à guerra. Tanto que não pode, até hoje, ter forças armadas, único país do planeta em que isso ocorre.

E esse Japão, um país arruinado pela guerra, é agora uma das 5 maiores potências do mundo. Mas o que aconteceu à sua Constituição?, eis a questão. Nada, é a resposta. Não foi tocada, nesses 80 anos contados desde sua promulgação. Nem um artigo solitário. Trata-se da única Constituição, do mundo, que não teve uma só alteração a partir da Segunda Guerra.

Penso no Brasil. E logo imagino líderes populistas, de parte a parte (da direita ou da esquerda), em discursos nacionalistas e inflamados, que já teriam exigido uma nova Constituição. Em defesa da soberania, diriam. E da Democracia. Só que o Japão não precisou disso, para se desenvolver.

Nos dois casos, Suíça e Japão, subsiste uma razão simples e fundamental. O de haver, dentro desses dois países, o tal caldo de cultura que vai além das regras formais. Um sentimento coletivo do que é, e não é, importante para o país. Do que realmente precisa ser feito. E do que não deve ter mudado. Suíça e Japão sabem.

O Brasil, algum dia, saberá?

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Excelente artigo, enviado por Duarte Bertolini. O autor José Paulo Cavalcanti Filho é advogado, escritor, ex-ministro da Justiça e membro da Academia Brasileira de Letras. Comparado a países como Suíça e Japão, o Brasil mostra ser uma esculhambação ambulante. É pena. (C.N.)

Áudio revela cobrança de R$ 134 milhões de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro

Dnheiro seria para a produção de filme sobre Jair Bolsonaro

Renato Souza
Correio Braziliense

Em um áudio divulgado nesta quarta-feira (13/5), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, cobra um montante de R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O dinheiro seria para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na conversa, Flávio chama o executivo de “irmão” e diz que estará sempre com ele.

A conversa, publicada pelo portal Intercept Brasil, ocorreu em novembro do ano passado, um dia antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal (PF) por envolvimento em um mega esquema de corrupção que envolve o pagamento de propina, lavagem de dinheiro e lobby no setor político, de mídia e econômico.

TRANSFERÊNCIAS – Parte do dinheiro teria sido paga por meio de transferências da Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro, de acordo com a reportagem.

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, afirmou Flávio, em um trecho da conversa Questionado sobre o áudio, na manhã desta quarta-feira, em visita ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, Flávio rebateu um jornalista e negou a existência da gravação. “De onde você tirou essa informação? É mentira”, disse ele.

A reportagem afirma que pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio do ano passado por meio de seis operações. A produção do filme seria nos Estados Unidos, coordenada por Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que está em solo norte-americano.

PRINCIPAL INVESTIGADO – Daniel Vorcaro é o principal investigado no esquema, até o momento. Entre as instituições envolvidas está o Banco de Brasília (BRB), que teve um prejuízo bilionário ao comprar títulos imprestáveis do Master. Houve também tentativa de compra do Master pelo BRB, operação que levou para a cadeia o ex-diretor do banco público Paulo Henrique Costa.

De acordo com informações obtidas pelo Correio junto a fontes na Polícia Federal, o fato apontado no áudio ainda não está sendo investigado pela corporação, mas deve entrar no rol de diligências a serem incluídas no âmbito da Operação Compliance Zero.

Flávio Bolsonaro vê aliados estratégicos entrarem na mira da PF no escândalo do Master

João Cabral de Melo Neto sonha um poema, mas é apenas um poeta dormindo

A vida não se resolve com palavras. João Cabral de Melo Neto - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O diplomata e poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999), que tinha dores de cabeça crônicas, em seu “Poema de Desintoxicação”, fala sobre o que se passa com ele, quando sonha um poema, mas é apenas o vulto de um homem dormindo.

POEMA DE DESINTOXICAÇÃO
João Cabral de Melo Neto

Em densas noites
com medo de tudo:
de um anjo que é cego
de um anjo que é mudo.
Raízes de árvores
enlaçam-me os sonhos
no ar sem aves
vagando tristonhos.
Eu penso o poema
da face sonhada,
metade de flor
metade apagada.
O poema inquieta
o papel e a sala.
Ante a face sonhada
o vazio se cala.
Ó face sonhada
de um silêncio de lua,
na noite da lâmpada
pressinto a tua.
Ó nascidas manhãs
que uma fada vai rindo,
sou o vulto longínquo
de um homem dormindo.