
Reprodução do site Espaço Vital
Vicente Limongi Netto
Quem merece punição: o desempregado que rouba carne no mercado para alimentar os filhos, muitas vezes o desesperado cidadão acaba preso e espancado pelos brutamontes do estabelecimento, ou a escória de juízes que ganha salários muitas vezes maiores que os vencimento do Presidente da República, professores universitários, cientistas, bombeiros, policiais civis e militares, motoristas de ônibus, deputados e senadores?
No maior descaramento, magistrados permanecem impunes, ganhando fortunas por mês, muito acima do teto constitucional, desmoralizando leis e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
SERES SUPERIORES – Os magistrados e operadores do Direito estão se lixando para tudo e todos. Sentem-se superiores aos demais cidadãos. O Supremo permitiu esses excessos, que começaram a pretexto de dinheiro adquirido, embora privilégios jamais possam ser considerados como direitos.
Agora o próprio STF procura conter a roubalheira, tenta estabelecer limites, e pela primeira vez passa a exigir que os cretinos togados gulosos devolvam o que ganharam a mais.
Em meio a essa farra salarial, apareceu um desequilibrado mental em Minas Gerais, fantasiado de juiz, fumando e bebendo vinho na boca da garrafa, durante uma sessão virtual do tribunal.
AFASTAMENTO – O irresponsável togado foi afastado das funções. Protestou. Xingou todo mundo. Sobrou até para o Xandão Moraes. Punido, vai encher a cara em casa, com 80 mil de salários mantidos intactos.
O fato concreto é que o Brasil perdeu o pudor. Aqueles que deveriam zelar pelo bem público são os primeiros a manchar leis e normas. Magistrados jogaram o pudor no lixo.
Os cretinos acham que ganham pouco, mas a imprensa denuncia que eles criam cada vez mais penduricalhos, sem que ninguém verdadeiramente tome providências. É surrealismo puro e imoral.














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