
Espólio tem alegação de calote e disputa judicial
Felipe Bächtold
Folha
Primeiro delator da Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa morreu em 2022 deixando obrigações pendentes em seu acordo de colaboração e dívidas volumosas, que agora são alvo de disputa judicial.
Costa, ainda no início da Lava Jato, abriu mão de um patrimônio multimilionário no exterior —que admitiu ser de origem ilícita— e se comprometeu a pagar multa compensatória em troca de benefícios, como cumprir prisão em regime domiciliar. Seus depoimentos, ao lado dos feitos pelo doleiro Alberto Youssef, arrastaram para o centro das investigações em 2014 um grupo de empreiteiras e também partidos políticos, abrindo caminho para o aprofundamento da operação.
HONORÁRIOS – Após sua morte em decorrência de um câncer, há três anos, a viúva Marici foi designada inventariante. Com o processo em tramitação, o advogado Fernando Fernandes cobrou na Justiça o direito de receber R$ 5 milhões pela defesa feita no início da operação, sustentando que tem preferência pelos valores frente à indenização cível no acordo de colaboração premiada.
Fernandes argumentou que essa dívida tem natureza alimentar, sendo um crédito privilegiado, conforme estabelece o Estatuto da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Em agosto, o advogado foi ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo que todo os valores e bens bloqueados no Paraná, onde tramita a Lava Jato, sejam remetidos para a Vara de Família em Petrópolis (RJ), onde corre o processo do inventário. O advogado afirmou na ocasião que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) já reconheceu que possui a preferência de crédito.
Em 2014, ao se tornar delator, Costa havia aceitado abrir mão de US$ 26 milhões (o equivalente hoje a R$ 140 milhões) mantidos no exterior, além de pagar multa compensatória de outros R$ 5 milhões. Segundo consta em documento do Ministério Público Federal de 2024, após a morte, a viúva arrolou bens e direitos do espólio que totalizam R$ 11 milhões. Ela argumentou que tem direito a metade do patrimônio bruto comum. Valores da multa compensatória na Lava Jato foram declarados como dívida.
SALDO – Em 2023, a Vara Federal de Execução Penal no Paraná, onde tramita a operação, informou um saldo remanescente da multa compensatória de R$ 7 milhões. O Ministério Público Federal, então, conseguiu uma penhora nesse valor, anotada no inventário do ex-diretor, para garantir o pagamento dessas obrigações.
Mas há ainda um passivo maior no patrimônio, com origem em uma execução fiscal de iniciativa da União. Costa foi processado sob acusação de não pagar impostos, e o total dessa dívida, acrescida de multa, foi estimado em 2023 em R$ 97,2 milhões. Também nesse caso foi pedida a penhora dos bens no inventário.
A família foi ainda à Vara Federal de Curitiba para tentar desbloquear recursos para pagar outros advogados, que cuidam da defesa hoje. O pedido foi negado em julho pela juíza federal Carolina Lebbos, que considerou que os bens bloqueados “são oriundos de atividade criminosa”.
CONTA JUDICIAL – Uma lancha que era do ex-diretor já foi vendida por R$ 1,4 milhão, depositado em conta judicial. O equivalente a R$ 1 milhão em notas de dólar foi apreendido na casa dele, em 2014, e está mantido em um banco no Rio. Além disso, um automóvel Land Rover que tinha sido apreendido e que foi fundamental nas investigações da Lava Jato, por apontar o elo entre o doleiro Youssef e o esquema na Petrobras, acabou transferido para a Polícia Federal no Paraná.
Em Petrópolis, a juíza responsável Claudia Reis disse em despacho em novembro que ainda não tinha sido apresentada a documentação relativa aos bens arrolados e que eventualmente “será analisada a questão relativa à preferência dos créditos anotados”. Procurada, a defesa da família do ex-diretor informou que não comentaria o assunto.
APADRINHADO – Costa foi indicado para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras em 2004, no primeiro governo Lula (PT), ficando no cargo até 2012. Ele foi apadrinhado no posto por líderes do PP e descreveu à Justiça um esquema de pagamento de propina por empreiteiras envolvendo partidos. Foi alvo da primeira fase da Lava Jato, em 17 de março de 2014, e detido dias depois sob acusação de destruir provas.
Acabou condenado a mais de 70 anos de prisão em processos do caso no Paraná, tendo permanecido em regime fechado por cinco meses por causa do acordo firmado. Duas filhas também foram processadas na Lava Jato, sob acusação de embaraçar as investigações. Os familiares também firmaram à época acordo de colaboração com a Justiça.
Redimiu-se e fez “Sangrar”, assim como outros, dente as quais Palloci!
Entre Jatos, lavaram as almas!
Adendos, em:
https://www.instagram.com/reel/DS6T4WRjIfT/?igsh=MXN3M3NoMW1teGcwZA==
Consequências do assassinato da Lava Jato: canalhas, travestidos de esquerda, defendendo o cara do Banco Master, sem que sejam punidos por apologia do crime.
https://www.youtube.com/watch?v=hHXbcakXJc0 Vejam a partir de 5:30 m.
A bandidagem, que se diz de esquerda, mas é aliada e defensora da burguesia corrupta e criminosa, praticando outro crime: misoginia. Nada não esperado pra quem defende a ditadura iraniana, que assassina mulheres por não usarem o véu.
O Aparato Petista tornou-se imune à constituição e às leis infra.
Esta bagaça não vai dar certo!
O objetivo da Lava Jato foi 100% concluido. O Brasil era referência em construção além de vários projetos . Contrução de submarinos, desenvolvimento de estaleiros para fins militares e civis (muito usado pela Petrobrás). Avibras por exemplo está indo para o saco e ela é primordial para a defesa do nosso país.Puniram o CGC apenas. Veja qual a empresa de qual país pegou todos os contratos da Odebrecht .
Existia corrupção, isso é inegável, mas teve muita prova forjada e as empresas (principalmente as americanas) são um antro de corrupção.
Eu acreditei na Lava Jato e achava que o Brasil estava indo para o caminho certo. Veja o que isso nos trouxe, era melhor ter deixado como estava pois o país piorou, muitas pessas perderam o emprego e nada foi resolvido.
Eu recomendo a leitura de :
https://www.paulogala.com.br/um-giro-pela-corrupcao-empresarial-no-mundo-exemplos-para-o-brasil/
https://www.paulogala.com.br/os-efeitos-da-crise-na-odebrecht-sobre-a-base-industrial-de-defesa-no-brasil/
Os canalhas travestidos de esquerda, estão esfuziantes.
Com a execução da ordem de prisão do narcotraficante sanguinário, torturador e mantenedor da miséria do povo venezuelano em cima da maior reserva de petróleo do mundo, vomitam sua única causa inócua: o anti-imperialismo, que não diz nada, à medida que a quebra dos EUA colocaria em risco toda a economia mundial.
Isto não é ideologia, é um desvio de caráter desumano para colocar como uma causa nobre, suas causas de defesa de tudo enquanto é lixo anticivilizacional, como a ditadura narcotraficante do Maduro e da Nicaragua, a do Irã, que assassina mulheres por não usarem o véu, os grupos terroristas misóginos e homofóbicos, como o Houthis, que crucifixam homossexuais e que, internamente, defendem e alinham-se ao setor criminoso e corrupto da burguesia, como explicitado, recentemente, pelo apoio ao cara do Banco Master.
A China, que deixou as supertições religiosas econômicas desta tal “esquerda”, tirou 800 milhões da miséria, absorvendo a educação e teconologia “imperialista”.
https://hojemacau.com.mo/2023/11/16/eua-china-e-principal-origem-de-estudantes-estrangeiros/
Não há pais que tenha se desenvolvido sem que tivesse boas relações com a maior democraci, economi e pode bélico do mundo.
Só mesmo estes canalhas, que querem manter o país no subdesenvolvimento, ficam com esta ideologia retrógrada e retroutópica.
Num país que quer se desenvolver, não há espaço pra corrupção.
Estou na espera de que outra ditadura, defendida pelos canalhas, que se dizem de esquerda, e que assassinam mulheres por não usarem o véu, também caia.
https://www.instagram.com/reel/DTGRZrmDORp/
“Se eu falar tudo, cai a república”
Um dia, cairá.