
Fachin defendeu a Corte sem mencionar Toffoli
Carolina Brígido
Estadão
Edson Fachin fez um discurso conciso e assertivo nesta segunda-feira, 2, na primeira sessão do ano. A principal mensagem foi a defesa do Supremo Tribunal Federal (STF) enquanto pilar da democracia brasileira.
Diante dos ataques externos sofridos pela Corte a partir das investigações do Banco Master, o presidente insistiu na edição de um código de ética para orientar a conduta dos ministros. Para ele, é uma das formas de garantir que o tribunal recupere sua credibilidade.
Internamente, é contundente a mensagem de que a prioridade de Fachin será levada adiante, muito embora enfrente a contrariedade de três colegas politicamente fortes. Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes se opõem à ideia de um código de conduta para o Supremo. Ao nomear Cármen Lúcia relatora para a proposta de código, Fachin mostra que não está sozinho. Além da colega, ele contabiliza ter a maioria dos ministros na defesa do projeto.
SILÊNCIOS – O que foi dito, porém, é tão importante quanto os silêncios de Fachin no discurso. Em nenhum momento foi mencionado o nome de Dias Toffoli.
Ao mencionar Alexandre de Moraes, Fachin agradeceu o colega pela quinzena que passou na presidência do tribunal durante o recesso. Não comentou as notícias de vinculação de parentes de ambos com o Master — seja por contratos, seja por negociações financeiras.
Em vez de defender os colegas nominalmente, Fachin declarou: “Os ministros respondem pelas escolhas que fazem”. Fachin preferiu defender a instituição, e não os indivíduos que a compõem.
DEFESA DA DEMOCRACIA – Em seguida, o presidente do STF fez questão de destacar o papel fundamental do Judiciário na defesa da democracia.
Também fez um paralelo com os ataques sofridos pelo STF durante a ditadura militar, quando ministros foram aposentados compulsoriamente e o número de cadeiras foi ampliado. “Ministros foram afastados por não transigirem com o autoritarismo”, afirmou.
As palavras de Fachin foram escolhidas com cuidado. Hoje, dezenas de pedidos de impeachment contra ministros do STF aguardam andamento no Congresso Nacional.
A ministra Carmem Lúcia cumpre à risca o Código de Conduta da magistratura. A eminente magistrada, não participa de fóruns patrocinados por empresários nem indica parentes e amigos para cargos em empresas públicas e privadas.
Por essa razão a magistrada Carmem é respeitada pelos seus pares e tem a simpatia do meio jurídico e do conjunto da sociedade.
Carmem Lúcia, a nossa Ministra, tem ilibada reputação aliada aí notável saber jurídico.
Edson Fackin, o atual presidente da Corte Suprema, nomeou a ministra Carmem, Relatoria do Código de Ética do STF, porque é a única ministra que é favorável à medida proposta pelo presidente Fackin.
Quem é contra o Código de Conduta, prefere o sangramento da imagem do Excelso Tribunal, que vem apanhando da imprensa diariamente, desde que eclodiu o escândalo do Caso Master, porque em decisão teratológica, o ministro Relator do Caso Master Dias Toffoli, avocou o processo para julgamento no STF, atuando como Juiz de Garantia, e investigador.
Por mais Carmens Mirandas
Por menos Alexandres
Os Pequenos
Por menos Dias
Por melhores Dias
Por impossíveis Dias
“Autocorreção”?
Vão então eles próprios se autocorrigirem, se autorregularem, se autocontrolarem?
Esquece. Agora conta a do papagaio.
Por que os juízes do STF acham que não devem satisfação a ninguém
Porque não vivemos em uma democracia, mas em autocracia comandada pelos juízes do STF, que não têm controle externo e se recusam a ter
Uma democracia em que há um grupo de pessoas que concentra poder político e se sente desobrigado a prestar satisfação por seus atos não é democracia. É autocracia. No caso brasileiro, a autocracia é dos juízes do STF.
Na prática, as decisões e os comportamentos desse grupo não têm controle externo nenhum. Além disso, críticas e denúncias provenientes de cidadãos e instituições são passíveis de punição, mesmo quando feitas dentro dos limites da Constituição em vigor.
Explica-se: em uma autocracia, a Constituição é apenas formalidade. São os autocratas que definem o que é legal ou ilegal, ao sabor das suas conveniências políticas e pessoais. O resto é, forçosamente, silêncio.
É assim que começa outro ano judiciário: com Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em silêncio sobre as ligações deles com o Banco Master, o que só mostra o desprezo de ambos pela democracia que tanto juram defender. É um silêncio de autocratas.
Edson Fachin diz querer que o STF adote um código de conduta. É lógico que os seus colegas são contra. Seria aceitar que haja controle externo, visto que o desrespeito a um código de conduta implicaria motivos precisos e inquestionáveis para que senadores embasassem processos de impeachment.
A OAB levou a sério a ideia de Fachin e enviou ao STF uma proposta de código de conduta. Eu a li com sorriso sardônico.
No primeiro artigo, o código de conduta apresentado pela OAB veda a um ministro do Supremo “participar de julgamento de processo no qual tenha relação de parentesco até o terceiro grau, ou de amizade íntima, com qualquer das partes ou com qualquer de seus procuradores advogados, bem como com advogado que integre escritório atuante no processo”.
O meu sorriso sardônico evoluiu para risada irônica quando li o segundo artigo: “é permitida a participação em seminários acadêmicos, congressos e eventos jurídicos promovidos por pessoas física ou jurídica, desde que os organizadores ou patrocinadores não tenham interesse econômico em processos pendentes de decisão do Tribunal”.
A risada irônica se transformou em gargalhada de escárnio ao chegar ao terceiro artigo: “os ministros, no exercício de atividade docente autorizada constitucionalmente, não podem ocupar cargo ou função de coordenação, administração, direção ou controle societário de entidade de ensino”.
Com a visão embaçada pelo efeito cômico da proposta, li ainda os artigos que impõem aos ministros do STF manter absoluta reserva sobre matérias em julgamento e se abster de emitir opiniões sobre questões político-partidárias.
O código de conduta elaborado pela OAB é elementar e, como tal, seria o único aceitável, se não vivêssemos em uma autocracia. Como vivemos, eu ri. (Mas devia chorar.)
Fonte: Metrópoles, Opinião, 02/02/2026 14:12 Por Mario Sabino
Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes são contrários à Ética
Sim com toda a certeza de que 2+2 são 4
A ética deles é diferente da nossa…
A ética é tipo tayayá….
eh!eh!eh
aquele abraço
Precisa Código de Ética ??? Meu tio, nos anos 70, dava aulas e coordenava o vestibular de engenharia na universidade federal. Um ano antes de meu primo ( o filho dele) fazer o vestibular, ele pediu afastamento da coordenação das provas. É uma coisa lógica.
Não se deve esquecer que, existe sim órgão de fiscalização aos atos do STF!
Ora, e o que diz nossa “constituição” em relação as atribuições do Senado, relativamente ao STF?
Acima de qualquer código de ética, está a constituição!
Quando os brasileiros e brasileiras de VERDADE tomarão a decisão de enquadrar o senado?
Todos os dias, mesmo que não queira, tenho de lembra de Lima Barreto e de uma das frases que nos deixou:
“O Brasil não tem povo, tem público!”
Isto ocorreu em 1922 – cento e quatro anos passados!!!
Lima Barreto, estás cada vez mais vivo!!!
Antonio Fallavena
Que surpresa boa!
VOLTA FALLAVENA!
Um forte abraço,
José Luis
Fallavena é amigo da gente…..
È um dos comentaristas mais antigos do Blog da T.I..
Velha Guarda sempre no comando……
Boa volta em grande estilo….
aquele abraço
PS.
Foi direto na jugular…
Cadê o Senado..???
Fallavena, não interessa ao Senado nem a Câmara a tarefa de enquadrar o STF no caso Master. Eles estão metidos até o pescoço nessa trama financeira macabra comandada pelo banqueiro Vorcaro.
São 19 fundos de previdência e o BRB que colocaram dinheiro público na peneira do Master. Tem f governadores, tem prefeitos metidos nosso. Só de Mato Grosso do Sul tem 5 prefeituras.
É mais lógico para essa gente sem compromisso com o Brasil, colocar em pauta o impeachment do ministro Flávio Dino, pelo combate que ele empreende contra as Emendas para inglês ver, recursos de mais de 60 bilhões anuais sem transparência, que irriga o enriquecimento ilícito e dinheiro para a reeleição dessa gente podre, que trabalha contra o país.
Esta lista é de 2.018, com certeza neste ano já dobrou …..
Mais da metade do Senado é acusada de crimes. Veja a lista atualizada dos investigados
https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/27903/mais-da-metade-do-senado-e-acusado-de-crimes
PS>
Interessante verificar que tem vários do PSDBandido..
A Facção Criminosa que arrota virtudes, e paladinos da Justiça Moral e dos Bons Costumes…
aquele abraço
Inq-4660 – Não informado É suspeito de ter recebido R$ 500 mil do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, em troca de apoio em contrato com a Petrobras. Desse total, R$ 300 mil de forma oficial, segundo ele, e R$ 200 mil em dinheiro de caixa dois para sua campanha ao Senado. Enquanto ministro, Aloysio mantém o foro privilegiado. A suspeita, porém, recai sobre período anterior ao mandato. Se ele voltar ao Senado antes disso, deve baixar.
Inq-3404 – Crime contra a ordem tributária, quadrilha ou bando A investigação deriva da Operação Concorde, da Polícia Federal, que apurou esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro na campanha eleitoral do PSDB da Paraíba em 2006. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) identificou uma movimentação financeira considerada atípica entre o então governador Cássio Cunha Lima e o empresário Olavo Cruz de Lira no montante de quase R$ 1,5 milhão entre os anos de 2006 e 2009.
Inq-4386 – Não informado Delator da Odebrecht diz que o senador recebeu R$ 800 mil por caixa dois para sua eleição ao governo da Paraíba em 2014. Na época, ele já era senador.
Inq-4428 – Não informado Apura se houve recebimento de propina pelo senador José Serra em 2006, a partir de contrato entre o governo de São Paulo e os consórcios formados pelas construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e OAS, para construção do Rodoanel Sul em São Paulo, e se houve o recebimento de valores destinados a suas campanhas eleitorais
Não podemos esquecer que a Facção Criminosa Vulgar do Nine Fingers, também lidera a lista de corruptos que estão com problemas no Supremo Tayaya Resort Federal……
Tem várias ratazanas insaciáveis do Alto Escalão da Facção….