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Autorização de permanência venceu em março
Isabella Menon
Raquel Lopes
Laura Scofield
Folha
Um documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos mostra que o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que foi preso nesta segunda-feira (13), em Orlando, estava com visto expirado e está sujeito a deportação.
A informação foi publicada primeiramente pelo portal Metrópoles e confirmada pela Folha. O documento é chamado NTA (sigla para Notificação de Comparecimento, em inglês), que fornece ao tribunal de imigração a motivação para eventual deportação do território americano.
“PASSÍVEL DE DEPORTAÇÃO” – Na notificação, o departamento descreve que Ramagem teve a entrada admitida nos EUA, mas é considerado “passível de deportação” porque o visto que ele possuía era o chamado B2, para turistas, e que permitiria a permanência apenas até 10 de março.
“É alegado que você está sujeito à deportação dos Estados Unidos de acordo com as seguintes disposições da lei: Seção 237(a)(1)(B) da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA), conforme alterada, por ter permanecido nos Estados Unidos por mais tempo do que o permitido, em violação da lei de imigração dos Estados Unidos”, afirma o documento.
A prisão de Ramagem foi confirmada pela Polícia Federal. Em nota, a PF afirma que o ex-deputado foi preso pelo ICE (agência federal dos Estados Unidos responsável por fiscalizar a imigração) e atribui a detenção em decorrência de uma cooperação policial internacional junto a autoridades dos EUA.
FORAGIDO – “O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, de golpe de Estado e de tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”, diz a PF.
Em postagem nas redes sociais, o empresário e blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo criticou a postura das autoridades brasileiras e argumentou que a prisão não tem relação com o pedido de extradição de Ramagem, que tramita por outro órgão, o Departamento de Estado, e não o de Segurança Interna, que é responsável pelo ICE.
Segundo ele, o documento NTA demonstra que “o ICE entendeu, de forma padrão em casos migratórios, que Ramagem estaria sujeito à deportação por permanência além do prazo autorizado”. “Não há absolutamente nada sobre cooperação com autoridades brasileiras, nem qualquer menção a crimes no Brasil”, diz ele.
FUGA – Próximo da família Bolsonaro, Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira, após ter saído do Brasil e permanecido nos Estados Unidos, sob o governo Donald Trump, desde o ano passado.
O ex-parlamentar foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado no final do governo de Jair Bolsonaro (PL). A prisão, porém, não tem relação com a condenação pelo STF, pela qual é considerado foragido da Justiça. O nome de Ramagem aparece no site da agência como “sob custódia do ICE”.
Ramagem teria se mudado em setembro para um condomínio de luxo na Flórida, enquanto gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico.
SOLICITAÇÕES – Nesta segunda, o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) afirmou em coletiva na Câmara dos Deputados que a oposição apresentou quatro solicitações em resposta à prisão de Ramagem.
A principal delas, direcionada à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, pediu que seja considerada “a análise do contexto político e institucional brasileiro, especialmente no que tange à alegada perseguição a opositores políticos” na análise do caso de Ramagem.
O texto foi assinado pelo senador Jorge Seif (PL-SC) e pede ainda a concessão de asilo político para Ramagem e sua família. De acordo com ele, o processo já tramita nos Estados Unidos. O senador afirmou à imprensa que espera que o pedido resulte na priorização do caso de Ramagem. Além disso, a oposição disse ter solicitado ao STF que revise a condenação do ex-parlamentar, e ao Ministério da Justiça que forneça informações sobre a atuação do governo brasileiro no caso. “Eles estão querendo deportar o deputado”, disse Gilberto Silva.
OMISSÃO – Os parlamentares também disseram que solicitarão ao presidente do Congresso Nacional Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) que “reveja a posição com relação à omissão desse poder”, explicou o líder da oposição.
O deputado argumentou que Ramagem teria sido cassado de forma “ilegal” e que a Câmara havia votado pela suspensão da ação penal contra o deputado em maio de 2025, o que foi barrado pelo STF.
Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do processo de extradição de Ramagem. A condenação definitiva do núcleo central da trama golpista, do qual o parlamentar fazia parte, foi decretada por Moraes em 25 de novembro.
PENA MAIOR – Já em dezembro, Ramagem prestou depoimento ao STF após Moraes reabrir o processo que poderia aumentar a pena do ex-parlamentar. O julgamento de alguns dos crimes da trama golpista ocorridos após a diplomação de Ramagem havia sido suspenso pela Câmara enquanto ele ainda era deputado federal.
Trata-se dos tipos penais ligados ao 8 de Janeiro: dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado. Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara cassou Ramagem, o que abriu caminho para a decisão de Moraes de reabrir o processo contra ele.
A Câmara dos Deputados também cancelou os passaportes diplomáticos de Ramagem e do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que assim como o ex-diretor da Abin teve seu mandato cassado e está nos Estados Unidos.
Alô Central!
O Zambobo, tá com o visto vencido?
Não tem problema o passaporte já tá carimbado pra Papuda com validade por dez anos!
Mas é muito burro esse sujeito!
José Luis
Haveria risco de deportação para El Salvador (por ‘engano’):
Megaprisão de segurança máxima em El Salvador, inaugurada em janeiro de 2023 pelo Nayib Bukele, projetada para abrigar 40.000 detentos.
Localizado em Tecoluca, é o maior presídio da América Latina, símbolo da “guerra contra as gangues” para eliminar crimes violentos.
Principais características:
Regime Severo: As celas não possuem colchões ou travesseiros, e as luzes ficam acesas 24 horas por dia. Não há banho de sol e os detentos não recebem visitas.
Capacidade e Estrutura: Ocupa uma área enorme com oito pavilhões, cada um com 32 celas de aproximadamente 91 m², destinadas a 80 camas de ferro cada, focadas em membros de facções.
Segurança Máxima: Construído com tecnologia de bloqueio de sinal de celular e vigia constante por guardas residentes no local.
Controvérsias: Relatórios da Human Rights Watch denunciam torturas, abusos, falta de acesso à defesa e superlotação.
O CECOT (Centro de Confinamento do Terrorismo) tornou-se o pilar da política de segurança de Bukele, visando isolar líderes e membros de gangues (principalmente MS-13 e Barrio 18) da sociedade permanentemente.
Na moral Sr. Panorama ( sic)…
Interessante seu “amor” em ver o pessoal da direita enjaulado…e nada vejo do vosso “lindo amor” em pedir a prisão dos atuais bandidos de togas…em cargos públicos no governo do X9 codinome barba…etc…etc…Que como ratos estão destruindo o Brasil.
INTERESSANTE ou canalhice de vossa parte ?
É o que eu penso.
YAH NOSSO CRIADOR SEJA LOUVADO SEMPRE…
Estás se olhando no espelho.
“Não existe patriotismo na fuga, nem verdade na mentira”
Nos arredores da Casa Branca… Sim, é sempre ali onde Trump despacha que atua o escalão avançado do bolsonarismo no exterior sob o comando de Dudu Bananinha e Paulo Figueiredo. (…).
Embora não admitam, Bananinha e Paulo colecionam decepções com Trump. Tudo fizeram para que ele salvasse o ex-mito de uma condenação pelo STF. Não adiantou. Trump puniu o Brasil com um tarifaço de 50% sobre seus produtos exportados para os States – depois recuou.
Bananinha viajou ao Texas onde pensava esbarrar em Trump, mas ele não foi.
Não bastasse, Ramagem, amigo querido da família do ex-mito, acabou de ser preso na Flórida por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas e encaminhado a um centro de detenção por questões migratórias.
Condenado a 16 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado, Ramagem fugiu do Brasil em setembro de 2025. Reapareceu em Miami.
Planejava voltar se Lula for derrotado em outubro próximo. Corre o risco de ser deportado. Se depender de Eduardo e Paulo, não será.
Ocorre que Ramagem não foi preso por ter cometido uma infração de trânsito, como disseram Eduardo e Paulo. Vencera seu visto de entrada nos States.
O governo brasileiro, em 30 de dezembro de 2025, pediu ao governo americano a extradição de Ramagem. O passaporte diplomático que Ramagem foi cancelado após a cassação do seu mandato pela Câmara.
Em meio à guerra contra o Irã e ao conflito com o Papa, é de supor que Trump tenha mais com que se ocupar.
O registro de prisão de Ramagem destaca:
“É alegado que você está sujeito à deportação dos Estados Unidos de acordo com as seguintes disposições da lei: Seção 237(a) (1)(B) da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA), conforme alterada, por ter permanecido nos Estados Unidos por mais tempo do que o permitido, em violação da lei de imigração dos Estados Unidos”.
Vai ser difícil para Ramagem driblar a Justiça de novo, aqui e lá, e escapar impune. É aconselhável que a dupla dinâmica, Bananinha e Paulo, tome tento. Mais adiante poderá chegar a vez deles.
Fonte: Metrópoles, Opinião, 14/04/2026 05:30 Por Ricardo Noblat
Eis o momento em que os ratos da esquerda zurram (jumentos que são) em euforia.