
Ilustração do Caio Gomez (Correio Braziliense)
Pedro do Coutto
A proposta do ministro Flávio Dino de estabelecer um pacto entre os Poderes da República para viabilizar uma nova reforma do Judiciário recoloca no centro do debate uma questão recorrente — e sempre delicada — da democracia brasileira: como reformar instituições sem fragilizar os próprios alicerces que sustentam sua legitimidade.
O diagnóstico apresentado por Dino parte de um ponto difícil de contestar. O sistema de Justiça brasileiro convive com problemas estruturais conhecidos: morosidade, excesso de processos, assimetrias de acesso e, sobretudo, episódios que abalam sua credibilidade. Nesse contexto, o ministro propõe um redesenho amplo, com medidas que vão desde a criação de instâncias mais ágeis até a revisão de competências dos tribunais superiores, passando por regras para o uso de inteligência artificial e critérios mais rigorosos para o acesso a cortes como o STJ .
PUNIÇÕES MAIS SEVERAS – Mas o eixo que mais chama atenção — e que também concentra maior potencial de controvérsia — é a defesa de punições mais severas para desvios dentro do próprio sistema de Justiça. Dino sugere endurecer penalidades para corrupção envolvendo magistrados e operadores do direito, sob o argumento de que a confiança institucional depende de mecanismos reais de responsabilização . Trata-se de uma inflexão relevante em um modelo historicamente criticado por preservar privilégios corporativos.
O gesto político, porém, vai além do conteúdo técnico. Ao evocar a necessidade de um pacto entre Executivo, Legislativo e Judiciário, Dino retoma uma tradição brasileira de reformas negociadas, como o chamado “pacto republicano” de 2009, que buscou acelerar mudanças legais por meio de cooperação institucional . A diferença, agora, é o contexto: um ambiente de maior polarização, maior escrutínio público sobre o Supremo e tensões internas na própria Corte.
Não por acaso, a proposta foi bem recebida pelo ministro Edson Fachin, que a classificou como uma reflexão oportuna e responsável sobre o aperfeiçoamento do Judiciário . O apoio, contudo, não elimina o fato de que há divergências de enfoque dentro do próprio tribunal — especialmente sobre o grau de autocontenção do Supremo e os limites de sua atuação.
REFORMA – Esse é o ponto mais sensível da discussão. Reformar o Judiciário é, inevitavelmente, tocar na relação entre independência e controle. Um sistema sem mecanismos eficazes de responsabilização tende à opacidade; mas um sistema excessivamente submetido a pressões externas corre o risco de perder autonomia. O equilíbrio entre esses dois polos não é técnico — é político, institucional e, sobretudo, histórico.
Há ainda um elemento adicional que não pode ser ignorado. Propostas de reforma judicial, em qualquer democracia, carregam sempre um potencial ambíguo: podem significar modernização e eficiência, mas também podem abrir espaço para disputas de poder e rearranjos institucionais. O próprio Dino reconhece que mudanças superficiais ou motivadas por impulsos retóricos não fortalecem o país, defendendo que a reforma deve produzir uma Justiça mais rápida, confiável e acessível .
No fundo, o debate suscitado pelo ministro expõe uma tensão estrutural da democracia brasileira contemporânea. De um lado, a necessidade evidente de aprimorar o funcionamento do Judiciário; de outro, o receio — legítimo — de que reformas mal calibradas alterem o delicado sistema de freios e contrapesos.
RISCO – A proposta de um pacto entre os Poderes, portanto, é ao mesmo tempo promissora e arriscada. Promissora porque reconhece que reformas profundas exigem coordenação institucional. Arriscada porque, sem transparência e consenso social mais amplo, pode ser interpretada como tentativa de reorganização de poder.
Em última análise, o sucesso de qualquer reforma do Judiciário dependerá menos da extensão das mudanças e mais da sua legitimidade. E legitimidade, nesse caso, não se constrói apenas entre ministros e parlamentares — mas na confiança pública de que o sistema de Justiça continuará sendo, acima de tudo, um instrumento de equilíbrio e não de hegemonia.
Tudo que não funciona tem que ser aperfeiçoado. Mas nesse País não é só judiciário wue rem de ser aprimorado, nosso sistema político é uma piada, só tem coisa ruim.
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Eleições para o Senado pelo Estado do Amapá
Davi Alcolumbre
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47,88%
196.087
Sr. Pedro,
Veja a “pequena” diferença entre votos dos Estados São Paulo e Amapá…
Eleições para o Senado pelo Estado de São Paulo.
Astronauta Marcos Pontes
PL
49,68%
10.714.913
Lula (drão) da Silva – com salário mulheres não precisam pedir para o pai dinheiro para comprar batom e calcinha”.
Lula (drão) da Silva – as máquinas de lavar roupas são uma coisa muito importante para as mulheres”
“Nós temos uma profunda gratidão ao continente africano por tudo o que foi produzido durante 350 anos de escravidão no nosso país”, disse Lula.(drão)
“Essa menina bonita que está aqui. Eu estava perguntando: o que faz essa moça sentada, que eu não ouvi ninguém falar o nome dela? Falei: ‘Ela é cantora, vai’. Não, não vai cantar. Perguntei (e disseram): ‘Não, não vai ter música’. Então, ela vai batucar alguma coisa. Porque uma afrodescendente assim gosta de um batuque de um tambor”,
“Hoje, eu fiquei sabendo de uma notícia triste, eu fiquei sabendo que tem pesquisa, Haddad, que mostra que depois de jogo de futebol, aumenta a violência contra a mulher. Inacreditável. Se o cara é corinthiano, tudo bem. Mas eu não fico nervoso quando perco, eu lamento profundamente. Então, eu queria dar os parabéns às mulheres que estão aqui”,
“Não sou nem marido, eu sou um amante da democracia. Porque a maioria das vezes os amantes são mais apaixonados pela amante do que pelas mulheres. Eu sou um amante da democracia”,
Sr. Pedro
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PS
Sr. Pedro
Os filhotes do Narco-Ladrão roubam para depois tomar uma cervejinha, sem picanha./