Moraes cita ofensiva contra Judiciário ao defender continuidade de inquérito das fake news

Relatório vincula desinformação à engrenagem de ruptura

Mariana Muniz
O Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma defesa da continuidade do inquérito das fake news ao afirmar que a disseminação de desinformação se tornou o principal instrumento de ataque à Justiça e às eleições no país.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira sobre os atos de 8 de janeiro, o magistrado sustenta que a investigação foi essencial para identificar a atuação de uma organização criminosa voltada à ruptura institucional.

FAKE NEWS – “A massiva desinformação, com a produção e divulgação de notícias fraudulentas contra o Judiciário e seus membros (‘fake news’), principalmente pelas redes sociais, tornou-se o maior, mais moderno e nocivo instrumento de ataque à independência dos juízes”, afirma o ministro no documento.

Segundo Moraes, o objetivo dessas ações seria “desacreditar os magistrados” e “deslegitimar o Judiciário como Poder essencial à sociedade”, além de colocar em xeque as eleições democráticas. O ministro também afirma que esse ambiente foi acompanhado de ameaças diretas a integrantes da Corte.

“Diversos juízes do Supremo Tribunal Federal foram ameaçados física e psicologicamente, inclusive com a tentativa de explosão da sede da Corte”, escreveu.

ALCANCE DO INQUÉRITO – A partir desse diagnóstico, Moraes sustenta que foi necessário ampliar o alcance do inquérito, que passou a abranger não apenas a disseminação de notícias falsas, mas também ameaças, denunciações caluniosas, vazamentos de informações sigilosas e esquemas de financiamento de campanhas digitais.

De acordo com o ministro, a investigação buscou identificar “a existência de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo a independência do Poder Judiciário e o Estado de Direito”.

Ainda de acordo com o relatório de Moraes, as apurações conduzidas pela Polícia Federal permitiram mapear o funcionamento de um grupo político que teria se estruturado como organização criminosa, com divisão de tarefas e atuação coordenada. Entre os eixos identificados estão ataques virtuais a opositores, investidas contra o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), questionamentos ao sistema eletrônico de votação e, por fim, a tentativa de golpe de Estado.

7 thoughts on “Moraes cita ofensiva contra Judiciário ao defender continuidade de inquérito das fake news

  1. Duas pauladas seguidas na cabeça do Ladrão

    Congresso derruba veto de Lula e mantém PL da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro

    Votação representa segunda derrota em sequência ao governo, com a rejeição do indicado do presidente ao STF no dia anterior

    https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/congresso-derruba-veto-de-lula-e-mantem-pl-da-dosimetria-que-beneficia-bolsonaro,6073a66f7d174bd09c2fb48f4939c500723jdslp.html?utm_source=clipboard

  2. Principal interessado quer saber

    Com a Dosimetria, a pena de 27 anos do ex-mito cai para quanto, no breve período que antecede à provável Anistia?

  3. Senhor Armando , a rigor o tal projeto de lei da ” dosimetria ” é nada mais e nada menos que a institucionalização da impunidade no país , pura e simples , ou seja , liberou geral e deu carta branca para que os envolvidos na intentona golpista de 2023 se repita em 2026 ou brevemente nos anos vindouros , então porque não abrir duma vez as ” portas e portões ” das cadeias e dos presídios Brasil afora , pois esse é o verdadeiro propósito da classe política Brasileira corrupta e lesa-pátria e seus comparsas da sociedade Brasileira .

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