
Charge do Cláudio (Folha)
Míriam Leitão
O Globo
A direita vive tempos difíceis. Nenhuma explicação do senador Flávio Bolsonaro fica de pé. Ciro Nogueira torce para que a onda sobre Flávio seja tão grande que o país esqueça da mesada que ele recebia.
O ex-governador Cláudio Castro foi visitado pela Polícia Federal. Os analistas de mercado suspiram de saudade da candidatura presidencial que não foi e poderia ter sido a do governador Tarcísio de Freitas. A direita bolsonarista briga com os outros pré-candidatos da direita que criticaram Flávio Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro vê a onda que atingiu seu irmão se voltar também contra ele. O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, finge de morto enquanto o BRB luta para sobreviver. E a família Vorcaro já tem quatro elementos na cadeia.
CONTRADIÇÕES – Flávio Bolsonaro afirmou, há dois meses, que nunca teve contato com Vorcaro. No áudio divulgado na última quarta-feira pelo site “The Intercept Brasil”, ele aparece cobrando dinheiro do banqueiro – “muita parcela para trás” e “muita conta para pagar”– e declara haver entre eles união estável, “irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente”.
O repórter do site fez uma pergunta direta sobre o financiamento de Vorcaro. O senador respondeu: “Mentira, de onde você tirou isso? Pelo amor de Deus. Militante não dá, cara”. Na quinta-feira, em entrevista à GloboNews, disse que não tinha afirmado que era mentira. Um espanto negar a fala da véspera. Tal pai, tal filho. Jair, quando presidente, atacava repórteres e mentia sobre seus atos e palavras.
Na versão atual, Flávio Bolsonaro afirma que o filme recebeu só dinheiro privado, e que não falou antes porque o contrato é confidencial. A verdade: o contrato caducou, portanto, poderia ter sido divulgado. O filme tinha verba pública, sim. O banqueiro que o financiava deixou um rombo de R$ 12 bilhões em banco estadual, um déficit de R$ 2 bilhões em fundos de previdência de servidores, e um buraco de R$ 55 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), formado em parte por depósitos do Banco do Brasil e Caixa.
ROTA NEBULOSA – A rota da doação é nebulosa. Sai de fundos do ecossistema do Master e termina num fundo gerido pelo advogado que cuidou do processo de imigração de Eduardo. A dúvida que paira é se esse recurso financiou também Eduardo.
No começo desse escândalo, Daniel Vorcaro era um banqueiro acusado de gestão temerária. Hoje já se sabe que é chefe de máfia. Tinha uma milícia privada de intimidação, um grupo de hackers para invadir sistemas digitais públicos, era um corruptor serial e mantinha infiltrados em órgãos de controle.
Seu pai, Henrique, foi preso semana passada acusado de ser demandante, beneficiário e operador financeiro do esquema mafioso. O primo também foi preso após fracassar na fuga num carrinho de golfe. O cunhado já estava preso. Vorcaro tentava comprar todo mundo, mas teve especial sucesso na direita.
“AMIGO DA VIDA” – Ciro Nogueira, o “amigo da vida” de Vorcaro, foi acusado de ato de ofício. Ou seja, recebeu dinheiro e em troca usou seu mandato para beneficiar o Master na emenda que arrombaria o FGC para salvar o banqueiro encrencado. As suspeitas sobre Ciro são fortes. O Ministério Público avaliou que “os elementos da investigação revelam indícios concretos de estreita relação pessoal, empresarial e financeira entre os investigados”. Era o vice dos sonhos de Flávio e depois passou a ser tratado como tóxico pelo mesmo Flávio, que agora também se tornou tóxico.
O ex-governador bolsonarista de Brasília, Ibaneis Rocha, tem poucas chances de escapar de tudo isso, dado que o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, escolhido por ele e que comandou todas as falcatruas no banco em favor de Vorcaro, está fazendo delação premiada.
USO DA MÁQUINA DO ESTADO – O ex-governador bolsonarista no Rio, Cláudio Castro, devia explicação sobre o R$ 1 bilhão que a previdência dos servidores aplicou em papéis podres de Vorcaro. Na sexta, foi alvo da Operação Sem Refino sob a suspeita de ter colocado a máquina do Estado em favor do maior sonegador do país, Ricardo Magro, um foragido da Justiça, que mora hoje nos Estados Unidos.
Todos esses casos atingiram a direita bolsonarista. E a outra direita? Não tem vida independente desde que se deixou capturar pelos extremistas. Poderia até escapar deste destino de satélite, mas anda meio perdida. Quanto a Flávio Bolsonaro, ele posava como vitorioso de véspera e agora tenta salvar a candidatura.
Além dos preços altos das carroças temos a invasão dessas porcarias das carroças do Xing Pinga….
Não quero nem de graça…
Por que até carros fabricados no Brasil são mais baratos no Paraguai…
https://www.uol.com.br/carros/colunas/paula-gama/2026/05/18/por-que-ate-carros-fabricados-no-brasil-sao-mais-baratos-no-paraguai.htm?cmpid=copiaecola
Trackings mostram efeito desastroso para Flávio de sua ligação com Vorcaro
Barba já aparece 7 pontos à frente de Rachadinha
O governo Lula teve acesso a trackings, encomendados por um grande banco, em que foi medido o impacto da revelação da estreita ligação entre Flávio e Vorcaro.
O resultado é um desastre para Flávio.
No dia seguinte à reportagem do Intercept, ou seja, na quinta-feira (14), Flávio havia caído dois pontos percentuais e Lula subido um — até então, eles estavam empatados.
Na medição de sexta-feira (15), porém, o estrago para o bolsonarista já se mostrou mais robusto. Lula aparecia com sete pontos percentuais à frente.
Trackings são pesquisas de opinião de consumo interno encomendadas por candidatos ou empresas.
Em períodos eleitorais são feitos diariamente com a intenção de captar as tendências do eleitorado de uma forma mais imediata.
Fonte: O Globo, Política, 16/05/2026 10h21 Por Lauro Jardim
Vão então ‘refazer’ pesquisa?
O Datafolha fará nova pesquisa presidencial esta semana, porque a da semana passada, feita antes do estouro do escândalo Flávio/Vorcaro, talvez não tenha sido do agrado.
Divulgação será na próxima sexta-feira (22).
Estranho, não?
Miriam, até hoje não chegou a conclusão que multilateralmente e num rodizio servil e “fraterno”, utilizando as próprias cabeças como degraus de esdadas, entre avanços e recuos TODOS se submetem à cumprir uma khazariana “idéia fixa” em homenagem ao cão de Asterix & Obelix!?
Vorcaro fez “gentilezas” ao governo Lula
Além da contratação de Guido Mantega como “consultor” (como em Brasília denminam os lobistas) por R$1 milhão mensais, Daniel Vorcaro fez outras gentilezas a Lula e a seus amigos e aliados, como contratar o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.
Outra “gentileza” de Vorcaro foi comprar participação majoritária da Biomm, fabricante de insulina de propriedade da família de Walfrido dos Mares Guia, ex-ministro e amigo pessoal de Lula. As dívidas milionárias do laboratório atormentavam Mares Guia e familiares até Vorcaro entrar no negócio.
Na nova composição acionária da Biomm, também já objeto de reportagem do Poder360, o fundo Cartago, de Vorcaro, é o maior acionista do laboratório, com 25,86%, enquanto a empresa Samos, de Mares Guia, tem apenas 8,24%. Todos os demais sócios são minoritários com participações de até 9,71% (Lab Fia). Ou seja, Vorcaro controla a empresa.
A reinauguracão da Biomm ocorreu em abril de 2024, quase oito meses antes da reunião secreta de Lula com Vorcaro, com a presença de Lula e comitiva de peso, como a então ministra da Saúde, Nîsia Trindade, e Alexandre Padrilha, que a substituiria no cargo. Na época, Padilha era ministro de Relações Institucionais. Na sequência, o laboratório ganharia um contrato lotérico com o Ministério da Saúde de mais de R$300 milhões.
A presença da comitiva presidencial deu peso significativo à inauguração, mas, curiosamente, Vorcaro não apareceu: ele preferiu estar em Londres para outro evento patrocinado pelo Banco Master.
Naqueles dias, ocorreria também a degustação de uísque Macallan e charutos em um exclusivo clube londrino, com a presença de três ministros do Supremo Tribunal Federal, três ministros do Superior Tribunal de Justiça, ministros de Lula como Ricardo Lewandowsky, o procurador Geral da República e o diretor da Polícia Federal.
Vorcaro também pagou a conta da degustação, equivalente a R$ 6,3 milhões.
Diário do Poder, Brasília-DF, 18/05/2026 0:25 Por Cláudio Humberto
Não há panorama de pesquisas sérias e íntegras ou confiáveis, quem conhece sabe disso. O Brasil está sob o Comando do Crime Organizado desde a Praça dos Poderes e eles usam as Pesquisas Fora de Contexto para enganar trouxas. A realidade das ruas piora ainda mais para o “Capo do Agreste e suas Quadrilhas da Praça dos Poderes” , como é que um candidato adorado pelo povo não consegue andar dois metros pelas ruas do Brasil sem ser chamado e xingado pelo nome de sua “Profissão Mor” ??? Se o “Capo do Agreste” ganhar essas Eleições é a comprovação de que estamos sob o domínio do Crime Organizado nos Poderes , basta caminhar pelas ruas do Brasil e escutar a voz do povo, precisa de provas ???