Charge do Spacca (Canal Meio)
Roberto Nascimento
A disputa pelo espólio político do chefe do clã Bolsonaro guarda semelhança com drama do Rei Lear, porque, a exemplo do Reino da Dinamarca, também há algo de podre, mas muito podre, mesmo, nos Três Poderes de Brasília.
É a união de três famosas tragédias de Shakespeare:
“Otelo”, “Macbeth” e “Rei Lear”. Tanto assim que o jornal Estadão já passou a chamara de Lady Macbeth a madrasta Michelle Bolsonaro.
LUTA PELO PODER – Os filhos e a madrasta lutam pateticamente pelo poder. Cada um dos filhos tem seus interesses políticos e financeiros, sempre estão sugando nas estruturas do Estado, seja no Legislativo ou no Executivo.
Nenhum deles jamais trabalhou na vida, simplesmente usavam o sobrenome do chefe do clã para conquistar mandatos eletivos na Câmara dos Vereadores, Assembleia Legislativa, Câmara Federal e no Senado.
Antes, havia distanciamento, sem que existisse discórdia. A tragédia shakespeariana só começa com a eleição presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. Depois de quatro anos, o planejamento da tentativa de golpe tumultuou inteiramente a convivência da família, e as rusgas internas passariam a ser noticiadas, enquanto a Justiça era feita, provocando a prisão do chefe do clã e seus aliados, mas sem atingir o resto da família.
UMA BRIGALHADA – Começou então, a luta dos filhos contra a madrasta, na disputa pelo espólio político que sobrou do bolsonarismo. A brigalhada foi num crescendo e chefe do clã colocou ainda lenha na fogueira ao indicar o filho mais velho como sucessor.
Agora, com a campanha eleitoral já em curso, o vídeo interpretado por Lady Macbeth, muito bem produzido, com símbolos religiosos no cenário e uso de teleprompter para facilitar a leitura, veio expor a família desunida numa guerra insana.
Lady Bolsonaro mandou recados para o candidato presidencial e os irmãos. “Tenho vida política própria e não preciso de você. Pelo contrário, tenho controle do PL Mulher, das mulheres evangélicas e você, Zero Um, vai precisar do meu apoio”, disse, desafiadoramente.
PRINCIPAL MOTIVO – O apoio dela à candidatura do senador Eduardo Girão ao governo do Ceará, contra a aliança do PL em favor da candidatura de Ciro Gomes (PSDB), não é o principal motivo do racha na família do capitão reformado. Trata-se de quem vai assumir o controle dos votos bolsonaristas no futuro, quando o cacique se aposentar de vez da vida pública.
Me parece que a madrasta, no papel de Lady Macbeth, deu um passo à frente com seu discurso religioso, à moda integralista de Plínio Salgado: “Deus, Pátria e Família”.
Mas será que seguirá firme contra o Estado Laico e lutará pela volta da Religião no seio do Estado, um retrocesso brutal e medieval. O certo é que a desunião do clã Bolsonaro favorece Lula e deve impedir que o Brasil se curve definitivamente perante os Estados Unidos.
Talvez o pior aconteça, nos já estamos não só se curvando para os chineses colo também a chibata está começando a cantar no lombo dos brasileiros.
Michelle Firmo cometeu um erro de cálculo ao afirmar publicamente que tinha ‘vida política própria e controle do PL Mulher’.
A tentativa de demonstrar uma força que não possuía teve um custo alto: logo em seguida, ela perdeu a presidência do setor feminino do partido.
Arrogar força política não é o mesmo que ter força política efetivamente.
Pisou na jaca, escorregou na própria prepotência e ainda caiu de boca no esgoto.
Passou procuração com a burrice típica de quem acha que é mais esperto que todo mundo.
Agora até eu duvido que o enxofrado endossou aquele vídeo acusando o rachadinha guloso. Deve estar se borrando de medo.
E assim, micheque, você “firmou” com pompa e circunstância o seu atestado de incompetência vitalícia.
A malvada deve estar mais suja que pau de galo na sua plenitude viril.
Essa víbora venenosa tem que apodrecer trancada no “Bu-tantã”, junto com as cobra louca da damares.
José Luis
Essa víbora venenosa tem que apodrecer trancada no “Bu-tantã”, junto com as cobra louca da damares.
As cobras do Butantâ não vão aceitar
eh!eh!eh
aquele abraço
Michelle Firmo, a mulher-bomba que ameaça explodir Flávio Rachadinha
Michelle acreditou que um dia, por seus próprios méritos, alçaria voo alto na política, contando para isso com a compreensão e a ajuda do marido e dos seus enteados. Mas que nada.
Acabou rebaixada à condição atual: cuidadora do marido enfermo, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado, e alvo da hostilidade dos filhos dele que sempre a rejeitaram.
Quem mandou se meter com um bando de misóginos? Magoada, vingou-se da família que nunca a aceitou rompendo publicamente com ela ao divulgar um vídeo onde acusou Flávio e os irmãos de a maltratarem e desrespeitarem.
Poupou o marido, pensando que ele pelo menos a protegeria. Bastaria uma palavra de Bolsonaro para salvá-la de retaliações. Não houve palavra até agora.
Então Michelle renunciou à presidência do PL Mulher, partido-covil do clã. Por pouco não se desfiliou dele ontem. Está nos seus planos abdicar de sua candidatura ao Senado no DF e voltar a ser exclusivamente “uma mulher do lar”, como sempre quis Bolsonaro.
Não contem com ela como cabo eleitoral de Flávio, candidato a presidente. Michelle quer mais é que Flávio não se eleja.
De sua parte, Flávio quer mais é que Michelle feche a boca e nunca revele toda a verdade sobre ele.
Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), teme que Michelle se transforme numa mulher-bomba, capaz de explodir de uma hora para outra matando todos ao seu redor.
Fonte: Metrópoles, Política, Opinião, 01/07/2026 04:30 Por Ricardo Noblat
Por Ricardo Noblat
A Vovó Mafalda, aquela que adorava lamber os corturnos do Fidel….
Viva Cuba, o Paraíso Terrestre….
Novas Tarifas: Flávio prioriza interesse eleitoral em detrimento do País
Prevendo a vitória de Barba, Flávio Rachadinha pediu ao secretário norte-americano Marco Rubio o mero adiamento — e não o cancelamento — do novo tarifaço sobre produtos brasileiros.
Ao agir assim, Flávio demonstra pensar apenas em sua própria conveniência eleitoral, deixando a porta aberta para que os Estados Unidos apliquem as pesadas tarifas sobre as exportações do Brasil logo após o pleito.
Rachadinha não enviaria certamente uma carta com tal conteúdo se não acreditasse de fato que seus eleitores são todos uns “bolsotários”.
(Pior se ele estiver certo.)
(Pior se ele estiver certo em achar que seus eleitores não passam de “bolsotários”.)
A Michele enfrentou os leões misóginos do PL, batendo o pé pela candidatura ao Senado pelo Ceará, a vice- presidente do PL Mulher, e vereadora de Fortaleza, Priscila Costa (PL), que já foi rifada em nome da aliança com Ciro Gomes, candidato a governador. Michele brigou por Priscila e pelo senador Eduardo Girão, candidato a governador pelo Partido Novo.
Pois bem, Priscila Costa compareceu ao Encontro com Mulheres em Brasília ligadas ao PL com a presença de Flávio Bolsonaro e manifestou apoio irrestrito a candidatura de Flávio.
Michele brigou por nada, foi uma facada nas costas da Lady Macbeth. Além de sofrer humilhações dos homens do PL e do enteado Flávio, ainda tem que ver as candidatas mulheres como Bia Kics e Celina Leão, preocupadas com suas eleições ao governo do DF ( Leão) e ao Senado (Bia), entrarem loas e salamaleques para Flávio, enquanto pressionam a esposa do Jair a não abandonar a vida pública.
Elas, não estão preocupadas com o sofrimento familiar de Michele, mas sim com elas próprias. O clima na mansão de Brasília entre marido e mulher deve estar terrível, porque se essa resenha atingiu o filho candidato doeu também nele, o chefe do clã.
Caro Roberto Nascimento,retratasse com nitidez as discórdias da famiglia Trapo,sob o ângulo de Shakespeare..
Por sinal,quem gostava declamar as obras de Shakespeare,era Carlos Lacerda.
Grande tribuno,culto,dono de uma VERVE inigualável,(fala na bucha)que derrubava os adversários.
Na juventude, Lacerda era comunista,seu pai Maurício,idem. Mas conheceram a força do Filinto Muller. Foi aí, por paradoxal que seja,Lacerda virou direitista da UDN.
Eleito Governador pela Guanabara 1960,criou o plano diretor e fomentou as obras viárias,etc…
Amicissimo do Roberto Marinho,que o apoio para governador.
Lacerda,soube separar amizade com o bem comum. Não cedeu uma área pública aos Marinhos.
Caiu em desgraça.
PS: Na minha modesta opinião, independente de ser o coveiro de Vargas e Jango, não posso deixar de reconhecer esse grande tribuno Carlos Frederico Werneck de Lacerda. Como,faz falta nos dias hoje.
O deserto de idéias é astronômico.
Obrigado Luiz Fernando. Lacerda, Negrão de Lima e Brizola fizeram muito pelo Rio de Janeiro, os outros atrasaram o Estado e cinco deles acabaram presos por envolvimento em ilícitos e o último envolvido na prática de inúmeros delitos. Só no Brasil, continua em liberdade. Não existe Justiça no Brasil, talvez no Paraíso, mas, como vamos saber?
Grande abraço Luiz. Apareça mais vezes aqui no Blog.
Satisfação é minha,seus textos são primor.
Forte Abraço…
Os cães ladram enquanto a caravana passa.
Caro Roberto Nascimento,repercutiu entre meus amigos,o seu comentário,e os meus pitacos.
O ilustre é Lulista,esse modesto escriba de Lacerdista.
Poxa,como é difícil tecer comentários,os patrulheiros já vem te rotulando..
De repente, não fui claro nas minhas observações. Na realidade trazei um paralelo para identificar as ideias de um Lacerda,goste ou não, a diferença abissal da famiglia trapo.
Concordo com Vs°,o BARBA não tem adversário.
PS: Minha vertente vêm de Júlio de Castilhos, Getúlio Vargas,LEONEL DE MOURA BRIZOLA.
Hoje,Expoente do trabalhismo,o que mais 🦜 fala das obras de Vargas e Brizola, é o Governador Antoni Garotinho.
Gratidão….