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Objetos estão em uma agência da CEF em Brasília
Pepita Ortega
O Globo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, acolheu um pedido da Receita Federal e autorizou a transferência das joias sauditas apreendidas com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os objetos estão guardados em uma agência da Caixa Econômica Federal em Brasília e serão levados para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo, onde foram confiscadas.
TRANSFERÊNCIA – A Receita havia pedido a transferência sob o argumento de que era “essencial” que as joias voltassem ao local onde fora apreendidas para o prosseguimento do procedimento fiscal de perdimento dos bens. Só após esse processo, a propriedade das joias será transferida para o governo federal.
Ao fazer a solicitação, o Fisco citou a falta de “interesse criminal” na apreensão das joias. No início de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu arquivamento do inquérito sobre a suposta apropriação, por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro, de objetos de luxo que lhe foram presenteados enquanto chefe de Estado. Segundo Gonet, não há lei que trata da destinação de presentes recebidos por presidentes da República de autoridades estrangeiras e assim não é possível denunciar Bolsonaro e seus aliados por crime de peculato.
PROTAGONISTAS – Na ocasião, o PGR argumentou que a análise dos fatos descritos pela Polícia Federal “não põe em dúvida que os fatos ocorreram com os protagonistas apontados”. No entanto, Gonet entendeu que não é possível denunciar Bolsonaro e os demais indiciados por uma questão de “adequação penal” das condutas.
O procurador-geral anotou ainda que mesmo os “esforços” dos investigados para que os bens de luxo fossem vendidos “não configuram atitudes expressivas do cometimento do crime”. A investigação, no entanto, ainda não foi formalmente arquivada.
CELULAR DE WASSEF – Nesta semana, em outro despacho, Moraes atendeu um pedido da Polícia Federal e determinou a abertura de uma apuração à parte e sigilosa sobre “eventos fortuitos” encontrados no celular de Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, na esteira do inquérito sobre as joias sauditas. O ministro deu quinze dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre os supostos achados da Polícia Federal e as “hipóteses criminais” levantadas pelos investigadores.
A ordem para abertura de um procedimento à parte sobre o caso foi assinada nesta semana. O órgão concordou com o pedido da PF para que a apuração seguisse à parte do inquérito sobre as joias. Segundo a PGR, os elementos levantados pela Polícia Federal não tem “conexão ou pertinência” com a apuração que mirou o ex-presidente.
Tratamento diferenciado entre presentes recebidos por Bolsonaro e presentes recebido por Lula no exterior
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que ambos os presidentes não precisavam devolver os presentes recebidos, sob a justificativa da falta de uma lei específica que regule claramente o que é bem público e bem personalíssimo. Contudo, os casos envolveram contextos, investigações e decisões com diferenças fundamentais.
Acolheu pedido da Receita ou continua espezinhando para obter vantagem futura ? Vai lavar dinheiro do Vorcaro, que é o que qualquer membro do PCC faz, BBK !
O careca do Master, sempre cria uma cortina de fumaça quando as coisas apertam para o lado dele. O desespero deve estar grande.
E se o Careca do Master perder a ação, quem vai pagar a conta é o também?
Vaza o valor milionário que será pago pelo Brasil ao escritório contratado para atuar no caso Moraes nos EUA
Vaza o valor milionário que será pago pelo Brasil ao escritório contratado para atuar no caso Moraes nos EUA
https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/84857/vaza-o-valor-milionario-que-sera-pago-pelo-brasil-ao-escritorio-contratado-para-atuar-no-caso-moraes-nos-eua
O Brasil firmou um contrato milionário com um escritório norte-americano, o Foley Hoag LLP, para atuar nos Estados Unidos na ação movida pelas empresas Trump Media e Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes. O valor foi estipulado em US$ 2,9 milhões (15 milhões de reais). O escritório contratado atuou para impedir que o magistrado fosse julgado à revelia, no processo.
A AGU informou que a ampliação mais recente do valor ocorreu em 29 de agosto de 2025, quando a quantia estimada passou de US$ 2,3 milhões para US$ 2,9 milhões, o equivalente a R$ 15,8 milhões pela cotação do Banco Central na data. Especialistas consultados dizem que, como o valor é fixado em dólares, seu equivalente em reais varia conforme o câmbio. O aumento foi formalizado seis meses depois de Trump Media e Rumble ajuizarem a ação contra Moraes, na qual acusam o ministro de expedir ordens sigilosas que violam a Constituição dos EUA.
Sabem o que vai acontecer com as joias?
Fácil: farão uma cópia reluzente, as verdadeiras desaparecerão no ar e todo mundo vai fingir surpresa. Se conseguiram sumir com as vigas do Dudu ,aquelas belezinhas de aço que pesavam toneladas e evaporaram supostamente, imaginem o esforço hercúleo necessário para fazer desaparecer uns enfeites de pescoço. No Brasil, roubo de coisas grandes é só treino para as miudezas de luxo.
Lembram da Taça Jules Rimet? Pois é. Colocaram uma réplica no cofre e deixaram a original à mostra, e num passe de mágica tupiniquim, a verdadeira sumiu da sede da CBF em 1983. Derreteram o ouro, cerca de 3,8 kg, mas quem conta quilos quando o importante é o sumiço?
E ninguém viu, ninguém sabe…
Nunca encontram os responsáveis e jamais ninguém é punido.
O símbolo máximo do tricampeonato virou barra de ouro contrabandeada, enquanto o país assistia de camarote ao maior “mistério” da história do futebol brasileiro.
E não para por aí, me lembrei das joias expostas no Museu Imperial de Petrópolis. Dizem que as verdadeiras também evaporaram e o que brilha nas vitrines hoje são cópias bem feitas. Se procede ou não, o padrão é o mesmo: patrimônio vira fumaça, o povo paga a conta e as autoridades coçam a cabeça com cara de assombro.
Aqui é o país do roubo legalizado, institucionalizado e, muitas vezes, até celebrado com meme.
Como diria nosso redator-chefe: la nave va cada vez mais felinianamente…
Tudo bem assim? Claro que está. Enquanto uns roubam joias, vigas e taças, outros ganham tempo e correm desesperadamente atrás de imunidade parlamentar.
O Brasil não perde patrimônio, ele apenas se realoca no bolso dos ladrões de forma criativa.
Ninguém sabe. Ninguém viu…
E amanhã tem mais.
José Luis