
Charge do Cazo (Blog do AFTM)
Carlos Newton
As notícias de que a Polícia Federal determinou o afastamento do perito João Cláudio Nabas, por vazamento de informações incriminando os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, indicam que integrantes da Suprema Corte realmente estão empenhados em evitar a punição dos envolvidos no escândalo do Banco Master.
O esquema segue o roteiro da ardilosa manobra feita em 2019, que conseguiu anular todas as condenações da Lava Jato, com base em provas ilegais apresentadas pelo hacker Walter Delgatti, contratado para gravar ilegalmente os celulares do então juiz Sérgio Moro e de procuradores federais
PROVAS ILÍCITAS – Destaque-se que, para destruir a Lava Jato, os ministros do STF aceitaram usar provas ilícitas sem ao menos periciá-las, e foi assim, desprezando as exigências legais, que rapidamente declararam uma suposta “imparcialidade” da força-tarefa da Lava Jato.
Com essa manobra, não somente anularam todas as condenações, mas também providenciaram que muitos bilhões de reais fossem devolvidos aos empresários corruptos.
Agora, no caso Master, o novo esquema de impunidade tentará se basear no vazamento de provas contra ministros, atribuído ao perito federal João Cláudio Nabas, além de outros argumentos que já estão sendo colocados por Gilmar Mendes, o decano do STF.
NO RODA-VIVA – Em recente entrevista no programa Roda-Viva, ao comparar o caso Master à Lava Jato, o ministro Gilmar Mendes citou o vazamento de mensagens pessoais das conversas do banqueiro Daniel Vorcaro com sua então noiva Martha Graeff. Disse ele:
“O ministro André [Mendonça] libera uma ordem que havia sido dada pelo então relator no sentido de não permitir que a CPI [do INSS] fizesse aquela quebra de sigilo. E houve aquilo que nós conhecemos, a quebra de sigilo, inclusive de conversas íntimas e a revelação. […] Muitos vazamentos, prisões de familiares, são elementos que levam a pelo menos uma preocupação e similitudes com o que ocorreu anteriormente”.
O ministro também fez críticas sobre uma reunião de Mendonça com um advogado que lhe falou sobre delação premiada no caso do Master. “Na conversa que nós tivemos, por exemplo, André Mendonça disse que tinha recebido um advogado fazendo proposta de delação seletiva. E aqui já há uma impropriedade. Por quê? A lei não permite que o relator ou o juiz participe da delação. O acordo é entre Ministério Público ou a Polícia Federal e o delator. Então, aqui, já há algo de erro crasso.”
CONTESTADO NO ATO – O ministro foi imediatamente contestado pelos jornalistas, porque Alexandre de Moraes, relator da trama golpista, discutia normalmente com advogados a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro, e assim Gilmar ficou numa saia justa no Roda-Viva.
Os jornalistas lembraram também que, na Lava Jato, um dos episódios mais emblemáticos envolveu a divulgação de escutas telefônicas de conversas entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, em 2016, quando ex-presidente estava respondendo a vários processos e teve seu celular grampeado judicialmente.
Lula, na época, foi impedido de tomar posse na Casa Civil por decisão do próprio Gilmar Mendes. O ministro aceitou usar como prova as gravações que tinham sido feitas com o prazo legal já encerrado e até citou os diálogos com a então presidente como argumento para a tese de “desvio de finalidade” na nomeação dele para ministro, para evitar ser preso por corrupção e lavagem de dinheiro, o que depois acabou acontecendo.
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P.S. – As situações não são semelhantes, mas o grupo de ministros integrado por Gilmar, Moraes, Toffoli e outros, sem a menor dúvida, fará o possível e o impossível para tumultuar o caso do Banco Master e garantir a mesma impunidade conseguida na Lava Jato. Para conseguir essa neta, porém, terão de neutralizar o relator André Mendonça, e isso não será nada fácil. (C.N.)
Se as Forças Armadas não agirem,que apareça um Grupo de Defensores do Brasil apareça e encham esses CANALHAS DE CHUMBO,tem de ser assim.
‘Sou corintiana e pago imposto em SP’, diz Tebet sobre crítica de Tarcísio…
HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA
Ela virou corintiana nas eleições por causa do Nine Fingers.??
Que ponto chegamos, olha o nível dessa doninha….
aquele abraço
Emendas de SP superam investimento em educação e financiam entidades ligadas a políticos
Associações de kung fu, karatê e boxe receberam R$ 129 milhões em repasses de deputados
Esquerda prioriza associações comunitárias, enquanto direita investe em esportes e gospel
Lá como cá é a mesma sopa de sempre…
A esculhambação e corrupção reinam no Pais do Pai da Miséria e Pobreza….
Campanha eleitoral caminha para bater o recorde de mediocridade política
Antes se associava corrupção (dos valores, das condutas, da moral, fora o roubo) aos “políticos”. Em todos os níveis no Executivo e, especialmente, no Legislativo.
Hoje, a percepção nada subjetiva é a de que O TOPO DO JUDICIÁRIO TAMBÉM NÃO MERECE MAIS CONFIANÇA.
É importante notar que em conversas privadas integrantes tanto do governo quanto de várias correntes de oposição convergem em dizer que “o Supremo entregando dois ministros” (está subentendido que são os nomes envolvidos no escândalo Master) a coisa se resolve.
Que coisa? A profunda dissolução da legitimidade das instituições? O destrutivo desequilíbrio na relação entre os poderes? Como ganhar causas via parentes de integrantes de tribunais superiores?
A complexidade da situação que o País enfrenta se dá sobretudo por fatores que os agentes políticos já não controlam ou apenas em parte.
Eles são demografia (impacta Previdência), estagnação na produtividade (impacta crescimento econômico), crime organizado (impacta não só autoridade do Estado) e vulnerabilidade externa (impacta defesa e potencializa choques geopolíticos).
Parece não haver saída do confronto entre um governo desarticulado e com prazo de validade há muito vencido (sobretudo no campo das ideias), e um tipo de oposição comandada por um clã familiar de notável incompetência – para nem se falar de problemas morais.
Mas não caiu ainda a ficha de como é medíocre um tipo de populismo enfrentando o outro.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 08/07/2026 | 20h00 Por William Waack
“Antes SE ASSOCIAVA CORRUPÇÃO (dos valores, das condutas, da moral, fora o roubo) AOS ‘POLÍTICOS’. Em todos os níveis no Executivo e, especialmente, no Legislativo.
HOJE, A PERCEPÇÃO nada subjetiva É A DE QUE O TOPO DO JUDICIÁRIO TAMBÉM NÃO MERECE MAIS CONFIANÇA.”