Sem poder falar com Bolsonaro, Flávio pretende se comunicar por correspondência

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Orgulhoso, Flávio exibe a carta que recebeu do seu pai

Vicente Limongi Netto

Por ter divulgado a carta que recebeu de Jair Bolsonaro, o pré-candidato Flávio, filho Zero Um, está impedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de visitar o pai Jair Bolsonaro por 90 dias, na prisão domiciliar.

Mais uma vez,  Flávio Rachadinha ficou atordoado. Não acerta uma. É sempre tiro no pé.  Por isso, resolveu dar o troco e dizem que decidiu ele próprio escrever uma carta para o pai amado e aguardar a repercussão.

SERÁ IMORTAL? –  Há quem diga que Flávio chocolate tem pendores literários para vir a ser colega de Merval Pereira e Miriam Leitão, na Academia Brasileira de Letras. Outros dizem que seus textos não valem uma barra de chocolate.

UMA CARTA COMOVENTE – Assim, para melhor avaliação, vamos à comovente carta que ele teria escrito:

É demais, papai. Xandão não dá trégua para nós dois. Tenho evitado falar bobagens, mas a campanha política é dura. Puxei seu temperamento. Chuto a barraca. Depois do mal feito, peço desculpas e boto a culpa nos outros.

Papai, sei que não deveria ter tornada pública a carta que você fez para mim. Achei que ajudaria a melhorar minha campanha. Também sei que sou fraco, fraquíssimo, sem condições de disputar a Presidência da República. Deveria me contentar com o Senado.  Onde também sou inútil.

 Ocorre que fui empurrado por você e pelo Valdemar, que levavam fé no meu taco. Estou tentando dar tudo de mim. Errar menos. Deixar a arrogância e a prepotência em casa. Mas, convenhamos, este temperamento explosivo ganhei de você.

Papai, como estou impedido de visitar você, não esqueça de tomar os remédios. Muito cuidado ao tomar banho, porque você pode cair.  Nada de mexer na tornozeleira. Não piore as coisas.    Cuide-se bem.

Beijos do filho que ama você, Flávio. 

Brasilia, 14 de julho.

3 thoughts on “Sem poder falar com Bolsonaro, Flávio pretende se comunicar por correspondência

  1. Está carta é comovente, prezado Limongi. Quase fui as lágrimas com esse amor profundo do filho pelo pai.

    Flávio abandonou o perfil de moderado para voltar a ser o que ele realmente é, um Bolsonaro raiz, que segue o mantra bolsonarista, o que inclui a misoginia, o golpismo e o desprezo total pela Democracia.

    O Brasil não consegue se livrar das Trevas, que chegaram em 2018 e não quer deixar a atmosfera do medievo que se abateu sobre nossas cabeças, nos impedindo de sonhar por um país melhor e mais justo

  2. Ninguém percebe as semelhanças?
    “O exemplo mais notório e sinistro de perversão da lei ocorreu há muito mais de vinte anos, e ainda não provocou o alarme e a indignação que tais ultrajes necessariamente despertam em nações viáveis. A farsa obscena e trágica chamada ” Julgamento por Sedição ” começou em 1942 e só terminou em 1947. Foi um ato de terrorismo ao estilo soviético, perpetrado para intimidar os americanos. Trinta homens e mulheres de todo o país, a maioria dos quais nunca tinha ouvido falar uns dos outros e que tinham em comum apenas a crítica contundente à Conspiração Comunista, foram levados a Washington algemados e acorrentados, aprisionados em celas escuras para que não pudessem ler, e submetidos ao julgamento por “conspiração” mais fantástico já realizado fora da União Soviética. O julgamento em si, baseado em pretextos tão transparentes que não poderiam ter sido concebidos para enganar qualquer pessoa inteligente, foi orquestrado em 1944 pelo infame E.E. Eicher, um protegido de Félix Frankfurter e Juiz-Chefe do Tribunal Distrital do Distrito de Columbia, em conluio aberto com um incrível Procurador-Adjunto, Oetje J. Rogge, outro protegido de Frankfurter e admirador de longa data dos bolcheviques, cuja participação na perseguição lhe rendeu a distinção de ser convidado pessoal de Stalin no Kremlin alguns anos depois. O juiz desrespeitoso, Eicher, violou repetida e flagrantemente a Constituição dos Estados Unidos, inúmeras leis e os princípios elementares de equidade e justiça nos quais todas as leis se baseiam. Mas a criatura perversa que presidiu ilegalmente um tribunal federal não conseguiu cumprir a função para a qual fora nomeado. Ele morreu enquanto os artigos de impeachment por improbidade administrativa estavam sendo preparados e antes que pudesse ser levado a julgamento no Senado. Sua morte repentina, supostamente por causas naturais, evitou uma investigação e exposição que nossos inimigos em Washington estavam desesperadamente ansiosos para impedir. O caso absurdo — ridículo, não fosse o sofrimento e a perda irreparável infligida aos infelizes réus e até mesmo a seus advogados — finalmente chegou a um juiz honesto em 1946 e foi arquivado como uma “farsa da justiça”. Mas os elementos criminosos no que é chamado de nosso “Departamento de Justiça”, em um esforço para afligir suas vítimas em potencial o máximo possível, persistiram até que o caso fosse finalmente encerrado por ordem do Tribunal de Apelações no último dia de julho de 1947.[1]”
    Adendos, em: https://www.revilo-oliver.com/news/2015/02/oliver-on-homosexuality/

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