
Mourão ainda continua torcendo por uma terceira via
Vicente Limongi Netto
Ex-vice presidente da República no governo Bolsonaro, general reformado do Exército e atual senador, Hamilton Mourão deu espirituosa entrevista a repórter Letícia Pille, do Globo, edição do dia 15, afirmou que “tem grupo bolsonarista que não passa num psicotécnico”.
Sobre a declaração do sacripanta Paulo Figueiredo de que “mulher não sabe votar”, Mourão salientou que não é nem tiro no pé, “é amputação”. Diversos leitores gostaram da entrevista do senador gaúcho do Republicanos, com sotaque carioca, de 75 anos de idade. Entre eles, Mariúza Peralva, Renato Paulino de Carvalho Filho e Alfredo Guimarães.
FORÇA DA AMIZADE – Tem razão o ex-presidente e acadêmico José Sarney, ao destacar que “a melhor coisa da vida é a amizade” (Correio Braziliense- 17/07). O título do artigo de Sarney sintetiza o vigor desta reflexão: “Amizade, graça de Deus”.
Assim, o próximo dia 20 tem um significado especial para todos que gostam de exaltar a arte de viver. É o Dia do Amigo. Sarney é categórico: “Quem não tem amigos não viveu, pois deixou de experimentar o que há de mais humano em nós”.
O amigo não nos deixa faltar nada. É uma dádiva dos céus. Espanta a melancolia, fortalece o espirito, estimula a convivência, respeita a individualidade, pondera com sabedoria. Amo meus amigos. Não vivo sem eles.
Segundo Blecaute, em “General da Banda”:
“Chegou General da Banda, he he, Mourão mourão
Vara madura que não cai
Mourão, mourão, mourão
Catuca por baixo que ele vai!”
Sobre Sarney, que não é um mau sujeito, mas:
” Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele “.
Não tinha a menor condição de substituir Tancredo. Fez um péssimo governo e nos deixou uma Constituição horrorosa.
Mantenho ainda algum relacionamento com petistas, – com exceção da maioria, contra a qual pedi investigação de suas ações na prefeitura da minha cidade e que, inclusive quando lá volto peço que nem me cumprimentem -, alguns dos quais encontrei na minha festa de 70 anos, domingo passado.
E digo que, sendo até razoáveis, não passam nos testes de dissonância cognitiva.
São umas espécies de Ets, que vivem num mundo absolutamente cor-de-rosa, metafísico, de culkto da personalidade de um jacu de gaiola inútil.
Deu pra conversas algumas abobrinhas. Nada de discussões mais profundas e nem qualquer referência à realidade concreta, material.
São idealistas, no sentido marxiano.
Como estes, das representações ao ministério Público, quero distância.
https://www.mpmg.mp.br/portal/auxiliar/busca/?query=%22delcio+do+carmo+lima%22
Não entendo esta luta fratricida no seio do lulobolsonarismo.
Iam tão bem de mãos dadas.
https://www.youtube.com/watch?v=jDN1tt_0wcY
Credita-se a Darcy Ribeiro que os intelectuais petistas, gênios imbecilizados, seriam mulas sem cabeça.
Com o que concordo.
Sua produção, se impressa em papel higiênico teria alguma utilidade.
Como a vasta produção “acadêmica” que credita golpe ao impeachment da Dilma(nta).
Com pequenas adaptações estas característica do lulopetismo aplica-se ao bolsonarismo.
Duas faces da mesma moeda.
CARACTERÍSTICAS DO APARATO PETISTA
Características do Aparato Petista
1. Idealismo Metafísico como Base Epistemológica
O Aparato Petista caracteriza-se por um idealismo metafísico que transforma a realidade em mero reflexo de suas próprias ideologias, concepções de mundo e interesses imediatos. Tal perspectiva promove um processo de alienação que envolve toda a sociedade, subordinada aos aparelhos ideológicos, e os próprios membros do grupo, que passam a reproduzir percepções ilusórias, como a crença de que “os problemas sociais foram solucionados” ou de que “o líder é a expressão da verdade e da democracia”.
2. Negacionismo da Realidade e das Ciências
O negacionismo emerge como corolário do idealismo metafísico, substituindo fatos concretos por projeções doutrinárias. Essa postura configura uma realidade paralela, desconectada das condições objetivas. Inclui-se, nesse contexto, a negação sistemática das ciências, notadamente das ciências econômicas, consideradas “superadas”, substituindo seus corpos teóricos por orientações dogmáticas.
3. Culto da Personalidade
O culto à personalidade atribui ao líder do Aparato uma imagem metafísica e ilusória, associada à onipresença, onisciência e onipotência. Essa construção consolida o líder como entidade infalível, digna de devoção e idolatria, fortalecendo os mecanismos de dominação simbólica e disciplinar.
4. Ausência de Projeto Nacional de Longo Prazo
O Aparato evidencia a inexistência de diretrizes estruturadas para enfrentar o atraso econômico, tecnológico e social do país. Tal ausência contribui para o agravamento de problemas estruturais, ao não apresentar estratégias consistentes para superar os problemas estruturais, alguns datados de séculos.
5. Adoção de uma Causa Única Retroutópica
O aparato adota uma causa única retroutópica como refúgio ideológico diante da incapacidade de formular soluções reais para desafios contemporâneos. Trata-se do anti-imperialismo de matriz antiquada, herdeiro de disputas geopolíticas do século XX, cuja relevância atual é mínima. A eventual falência dos EUA, por exemplo, significaria a falência do sistema financeiro e econômico global, sem qualquer benefício real para os trabalhadores e pobres brasileiros, que seriam sua base social.
6. Preferência por Regimes e Métodos Totalitários
O Aparato demonstra afinidade com regimes totalitários, misóginos, homofóbicos, vinculados ao narcotráfico e ao fundamentalismo medieval, revelando contradições internas profundas e uma orientação anticivilizacional, derivada de sua lógica anti-imperialista, mesmo quando se apresenta como repositório de valores democráticos, éticos e de justiça.
7. Maniqueísmo Estrutural
O grupo organiza o campo político segundo uma dicotomia rígida entre “Bem”, atribuído a si próprio, e “Mal”, atribuído aos adversários. Esse maniqueísmo legitima censura, perseguição e punição política como ações moralmente justificadas de “purificação”, executadas por seus aparelhos repressivos para manutenção da “ordem”.
8. Binarismo Reducionista
O Aparato simplifica o espectro político, reduzindo o debate público a dois polos excludentes. Tal estratégia facilita a dominação ideológica e eleitoral, eliminando nuances, diversidade e complexidade das concepções de mundo contemporâneas.
9. Neoludismo frente ao Avanço das Forças Produtivas
O Aparato manifesta rejeição ao capitalismo sem apresentar modelo alternativo funcional, considerando o histórico fracasso da economia estatizada. Restrito à crítica improdutiva, adota a vitimização diante dos fracassos e resiste ao avanço das forças produtivas e à inovação tecnológica, percebendo-as como ameaças, em vez de oportunidades para desenvolvimento, modernização e transferência de tecnologia.
Não entendo como uns vangloriam-se de não serem a outra face da mesma moeda.
Mourão nunca foi bolsonarista. Conspirou contra o governo do capitão durante todo o mandato. Todos que combateram o narcotráfico, crime organizado e terrorismo estão presos: Jair Bolsonaro, Braga Neto, Silvinei e Alexandre Torres. Quem é o único que saiu ileso nesse processo? Ele, somente ele: Mourão. Esta claro o porque ou precisa desenhar?
A inveja é uma merda
Já pensou cumprir determinações de um capitão ? Melhor aplaudir ou prestar continência para um Ladrão™.
É por aí.
Foi em Brasília no governo Sarney, o jornalista Joel Silveira fora até lá colher dados para uma reportagem denominada ” o outro lado da capital”.
Procurou um amigo, que deu a ele uma panorâmica do poder no governo Sarney, quem mandava, quem fingia mandar. Silveira procurou também, o jornalista Carlos Castelo Branco, que o recebeu na sua casa bebeu do seu melhor uísque, mas, Castelinho disse que o cara que mais conhecia os bastidores do Poder na Capital, por dentro e por fora era o deputado Talhes Ramalho. Joel disse ” quo conhecê-lo”.
Castelinho: Então vai conhecer. Pegou o telefone e ligou para Talhes e isso: Está aqui comigo o Joel Silveira , quer conhecer coisas de Brasília.
Talhes Ramalho marcou jantar para o dia seguinte no restaurante Gaf.
Mas, o deputado Talhes só queria falar de literatura, e eu de política. Começou falando dos poeta malditos franceses. E de Rimbaud passou para Verlaine, depois Baudelaire e por fim, Mallarm. Talhes recitava, os poemas num francês impecável com sotaque nordestino, enquanto eu bebia o solene Armangnac, devagar no magnífico jantar. Já não sentíamos a beira de um vulcão como é Brasília, sempre prestes a entrar em erupção. Bem, depois das citações em francês, dos poetas franceses, Talhes Ramalho contou para Joel, tudo sobre a política em Brasília.
Joel fecha em conclusão a sua coluna na Revista Nacional do saudoso Jornal do Comércio de 19/06/1999, assim:
” Ah Brasília! Clarice Lispector, que também amava Rimbaud, tem razão”:
“Todo um lado de frieza humana que eu tenho, encontro em mim aqui, em Brasília, e floresce gélido, potente, força gelada da natureza.”. Ah, Brasília, valhacouto de espiões e viveiro de neuróticos, burocratas e tecnocratas, estufas de efêmeras glórias, depósito de sonâmbulos, intrigantes, trambiqueiros e meliantes de crachás, perversa e irreal capital do Pânico e da Avidez, da Dúvida e do Pesadelo, quase sem ar na sua rarefação de deserto, base lunar onde não existe um lugarzinho sequer para os ingênuos e os puros, e onde os gatos, com todos os seus sete folegos, não chegam a viver metade da vida a que tem direito.
Quem tem amigo não morre pagão, só os amigos podem proporcionar uma conversa no jantar desse quilate.
Quantas saudades dos políticos como Talhes, Ulisses e tantos outros, detentores do notável saber da Literatura, da História, da Filosofia e da Política.
O que temos hoje: políticos de emendas parlamentares, sem compromisso com a nação, só com a próxima eleição, onde vicejam os Vorcaros da vida.
E o que diriam, Joel, Talhes e Clarice sobre o Inferno de Dante, que se transformou o Rio de Janeiro?
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O general Mourão, nos quatro anos, em que exerceu a vice presidência do governo Bolsonaro, não traiu o presidente. Se manteve a altura do desafio. Pelo contrário, Bolsonaro tinha inveja da competência de Mourão, que desempenhou com eficiência as missões determinadas pelo Chefe de Estado.
Jair Bolsonaro botou na cabeça, que o vice Mourão conspirava para tomar seu lugar, como Michele Temer fez com Dilma Rousseff. Então, começou a boicotar o vice Mourão, que não participava das reuniões ministeriais, nem nas tramas golpistas, o que foi até bom para Mourão, que saiu ileso das prisões , experimentadas pelos colegas generais.
O traidor tem nome e não é o senador Mourão, trata-se do condenado em prisão domiciliar, Jair Bolsonaro, que traiu o general Santos Cruz, ministro de seu governo, o Ministro da Secretaria de Governo, Gustavo Bebiano, o Ministro da Defesa, general Azevedo e Silva e o comandante do Exército, Edson Pujol, o comandante da Aeronáutica, Bermúdez e o Comandante da Marinha.
Bolsonaro queria vaquinha de presépio, fazendo tudo que seu mestre mandar, quem se recusavam ele demitia. Pagou o preço do autoritarismo exacerbado.
Bolsonaro não foi traído, ele traiu aos montes. Quem participou do governo sabe disso.