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Lula mantém liderança, mas vê Flávio Bolsonaro ganhar fôlego
Valdo Cruz
G1
A paz entre o candidato à Presidência da República do PL, Flávio Bolsonaro, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teve efeito. Garantiu uma recuperação do senador na pesquisa Quaest. Ele oscilou positivamente de 28% para 30%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou negativamente um ponto, indo de 40% para 39%.
A distância entre os dois diminuiu de 12 pontos para nove pontos. O petista segue na frente, mas recebe o alerta de que Flávio Bolsonaro pode estar superando as últimas crises que geraram turbulências na sua campanha.
RECONCILIAÇÃO – A pesquisa Quaest mediu esse efeito positivo da reconciliação entre enteado e madrasta. Segundo o levantamento, 59% apontaram que as pazes foram positivas para o candidato do PL. Na direita, o apoio é ainda maior. Entre os eleitores de direita não-bolsonarista, o percentual que avalia a reconciliação como positiva chega a 88%. Na direita bolsonarista, maior, de 90%.
A campanha de Bolsonaro já trabalhava com um cenário de melhora de Flávio Bolsonaro depois das pazes entre ele e a ex-primeira-dama. E acreditam que as próximas pesquisas podem trazer outras notícias positivas para o candidato do PL.
Motivo: a pesquisa atual não pegou totalmente o efeito sobre o eleitorado da abertura de três inquéritos pela Polícia Federal contra Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, atingindo ainda o ex-chefe de gabinete da Presidência da República.
ESTABILIDADE – Dentro do Palácio do Planalto, a avaliação é que a pesquisa manteve o presidente Lula na sua posição, de estabilidade, mantendo a aprovação de seu governo acima da reprovação, numericamente. O dado negativo para o governo é que as medidas que ajudaram a recuperar as intenções de voto do presidente perderam um pouco do impacto inicial, como o Desenrola e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Na avaliação de coordenadores da campanha do presidente Lula, está na hora de ele começar a fazer sinalizações para o eleitorado de centro, mirando principalmente os eleitores independentes. Esse movimento seria essencial para ele voltar a crescer nas pesquisas.
Em relação aos demais candidatos, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) ficaram mais competitivos no segundo turno, mas a recuperação de Flávio Bolsonaro é a notícia ruim para eles. Ou seja, no primeiro turno, ambos ficaram parados, sem garantir uma vaga na fase final. Já Romeu Zema (Novo) perdeu fôlego e corre o risco de definhar.