Malafaia diz que uma mulher agregaria mais à campanha
Anna Virginia Balloussier
Folha
Lideranças evangélicas têm manifestado ressalvas sobre a capacidade do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) de alavancar votos para o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS, Gaspar foi anunciado nesta quarta (5) como vice de Flávio.
Não foi a melhor escolha —ao menos é como pensam quatro líderes com quem o Painel conversou após o anúncio, todos frequentadores de reuniões evangélicas no Palácio do Planalto quando o pai do candidato, Jair Bolsonaro (PL), era presidente. A avaliação de bastidor é que a presença de uma mulher na chapa traria maior apelo eleitoral e alcance estratégico.
ALTERNATIVAS – Nomes como a vereadora Priscila Costa (PL-CE), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foram apontados por interlocutores como alternativas de maior peso. Ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques (Republicanos) corria por fora na preferência do grupo —Flávio dizia publicamente que ela era sua predileta.
O pastor Silas Malafaia, único do quarteto a falar abertamente sobre o tema, diz que apoia Flávio e vê seu vice como “um grande político” que fez um “trabalho formidável da CPI”. “Agora, eu acho, opinião minha, que uma mulher agregaria mais. Por exemplo, a Priscila Costa: nordestina, mãe de família, sabe falar. É uma opinião minha, não estou falando de preferência, é estratégia”, disse.
Colegas de pastoreio acham que pode pesar contra a campanha o fato de Gaspar ser alvo de um inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de estupro de vulnerável, fora responder a uma investigação por suspeita de desvio de emendas parlamentares. Sobretudo a acusação de violência sexual poderia provocar desgaste no eleitorado feminino. Já Malafaia diz que a acusação é uma “falácia” e não irá prosperar por falta de provas. “É fake news, não entra nessa, não.”
Horário eleitoral: Veja a projeção do tempo de TV dos candidatos
Distribuição do horário eleitoral leva em conta o tamanho das bancadas na Câmara; apenas quatro candidatos terão espaço nos blocos de rádio e televisão.
Projeção do tempo por bloco (em cada exibição)
5:32 min. Lula (PT) – Coligação: PT, PSB, PDT, PcdoB, PV, PSOL e Rede
4:20 min. Flávio (PL) – S/Coligação
2:11 min. Caiado (PSD) – s/Coligação
0:36 min. Augusto Cury (Avante)
Sem Tempo de TV: Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e demais candidatos.
Congresso em Foco, 3/8/2026 8:55
Não sou evangélico,mas,também,acho.Vai perder a eleição!
Desde quando a escolha de um Vice define quem vai ganhar uma eleição? Agora, a escolha do Gaspar, coloca a segurança pública como prioridade num futuro governo de Flávio Bolsonaro, se eleito for.