Lula e Flávio divergem na educação e deixam lacunas sobre como melhorar o ensino no país

9 thoughts on “Lula e Flávio divergem na educação e deixam lacunas sobre como melhorar o ensino no país

  1. Sem mudanças de verdade, sérias, estruturais e profundas, na política e no estado brasileiro, com o velho sistema de gastança, comilança e impostança, esgotado pela dívida pública e a carga tributária elevadas à enésima potência não tem mais como melhorar nada neste país, de forma sustentável, exceto as mudanças do tipo voo de galinha.

  2. Escolas fechadas por Covas viram depósito e batalhões

    Stephane Sena

    do Agora

    Fechada em 1997 durante a reorganização escolar promovida pelo então governador Mario Covas, o colégio estadual Professora Sebastiana Minhoto, da Vila Formosa (zona leste), passou 18 anos abandonado, segundo moradores.

    Neste ano terá uma função: depósito de documentos do Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

    Esse é um exemplo do que viraram escolas fechadas na reorganização da rede estadual realizada entre 1995 e 1998.

    Na época, mais de 20 mil professores ficaram sem emprego e cerca de 150 escolas no Estado foram fechadas, segundo especialistas.

    Nesta semana, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que foi vice de Covas, anunciou suspensão de sua reorganização, após protestos de estudantes. A previsão inicial era a de fechar 94 escolas.

    A assessoria do governo do Estado diz que as medidas da década de 90 foram adotadas para universalizar o ensino e melhorar a educação e que a eficácia delas é comprovada, por exemplo, pelos resultados do Ideb, que avalia a qualidade da educação.

    A reutilização dos prédios, segundo ela, foi baseada em “princípios da boa gestão dos recursos” e nas necessidades da população.

    “É importante ressaltar que a reportagem desconsidera que no período mencionado foram construídas 1.284 escolas em todo o Estado, sendo 175 somente na capital.”

    Procurada, a secretária da Educação na gestão Covas, Rose Neubauer, não atendeu a reportagem.

    https://agora.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/12/1715574-escolas-fechadas-por-covas-viram-deposito-e-batalhoes.shtml

  3. Estado camufla escolas de lata com casca de concreto

    Artur Rodrigues e Aline Mazzo

    do Agora

    Escondidas debaixo de uma casca de concreto, ainda persistem pelo menos cinco escolas de lata da rede estadual na capital. Alunos dizem sofrer com barulho, temperaturas extremas e mau estado de conservação das unidades. A Promotoria investiga a situação.

    Os alunos da Escola Estadual Fazenda do Carmo 3, em Guaianases (zona leste de SP), afirmam que a unidade, de lata por dentro, está deteriorada.

    “A parede está quase caindo, não pode encostar que treme tudo. Também está enferrujada e faltando parafusos”, afirma a estudante Bianca, 14 anos.

    A unidade foi reformada em 2007, porém o concreto ficou só do lado de fora, dizem os alunos. O telhado e as paredes do segundo pavimento, onde ficam as salas, são de metal. Os jovens reclamam que o chão, feito de madeira, está afundando.

    Resposta

    Governo diz que gastará R$ 720 mil em reforma A Secretaria de Estado da Educação afirma que vai gastar R$ 720 mil em reformas na Escola Estadual Fazenda do Carmo 3. A empresa escolhida, em processo de contratação, recuperará piso, forro e muro –alguns problemas causados por vândalos.

    A pasta informou que, em 2007, reformou a escola, que tem padrão chamado de “Nakamura”, com revisão da cobertura para material com isolamento de calor e de barulho e execução de paredes divisórias em alvenaria.

    Na Escola Estadual Waldir Rodolpho de Castro, na zona sul, foram feitas obras de melhoria do conforto ambiental das salas, como cobertura térmica, painel de vedação com alvenaria e painel de concreto. O gasto, em 2007, foi de R$ 515 mil.

    Nas escolas estaduais Loteamento Gaivotas 1, 2 e 3, foram realizadas as mesmas intervenções, com gastos de R$ 367 mil, R$ 500 mil e R$ 535 mil, respectivamente.

    A pasta afirma que as salas de lata foram eliminadas em 2004. “A mídia voltou a utilizar o termo ‘de lata’ para as salas/prédios Nakamura, estigmatizando, indevidamente, esse tipo de construção”, diz a nota.

    https://agora.folha.uol.com.br/saopaulo/ult10103u999843.shtml

  4. Obra parada mantém alunos em escola estadual de lata
    Lucilene Oliveira

    Com a obra do prédio de alvenaria parada há cerca de um ano, os 1.236 alunos da Escola Estadual Professor Sérgio da Costa, no Tremembé (zona norte da capital), de responsabilidade da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), continuam assistindo às aulas nas provisórias salas de lata com piso de madeira.

    A unidade escolar tem 33 classes ativas nos períodos da manhã, da tarde e da noite.

    De acordo com levantamento do Ministério Público de São Paulo, ainda existem 35 escolas de lata em todo o Estado –14 delas na capital.

    A Promotoria investiga desde junho de 2012 as condições das instalações e calcula que 28 mil alunos estudem nessas unidades de lata.

    Elas são chamadas de “escolas padrão Nakamura” (nome da empresa que fabricava as chapas metálicas, segundo a Promotoria).

    Os pais e alunos da Sérgio da Costa ouvidos pelo Agora disseram que o prédio de alvenaria começou a ser erguido em meados de 2013 e, até 2015, havia contabilizado uma série de pequenas paralisações na construção –até que, no segundo semestre do ano passado, a movimentação de operários parou.

    Resposta

    A Secretaria Estadual da Educação, da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que tomou todas as medidas legais cabíveis contra a empresa Tecnibras, que não concluiu as obras da Escola Estadual Professor Sérgio da Costa.

    Diz que já foi iniciado um novo processo licitatório para contratar uma construtora que concluirá as obras.

    A reportagem entrou em contato com a empresa Tecnibras, que afirmou que o rompimento do contrato foi um acordo “amigável” firmado entre o governo estadual e a construtora.

    Por telefone, Henrique Aidar, que se apresentou como gerente financeiro da construtora, disse que a empresa rompeu o contrato porque a obra foi contratada por um valor insuficiente.

    Aidar disse que enviaria o documento que comprova o rompimento amistoso do contrato, porém, até a conclusão desta edição a reportagem não recebeu o e-mail com as informações.

    Sobre as condições do prédio em que os alunos estudam, a Secretaria da Educação disse que a unidade passou por adequações.

    “As paredes metálicas foram substituídas por alvenaria e foram instalados isolantes térmicos tanto no forro do teto quanto no telhado, onde também foi acrescentada nova camada de telhas”, afirmou.

    https://agora.folha.uol.com.br/saopaulo/2016/08/1801067-obra-parada-mantem-alunos-em-escola-estadual-de-lata.shtml

  5. Covas gasta menos com educação

    O governo Mário Covas investiu em educação menos do que seus antecessores Fleury e Quércia.
    Essa é a conclusão a que se chega após o exame das prestações de contas dos governos paulistas desde 1990, ano em que começaram a valer os efeitos da Constituição estadual de 1989.
    Por força do artigo 255, o governo do Estado é obrigado a aplicar em manutenção e desenvolvimento do ensino no mínimo 30% das receitas provenientes de impostos e transferências.
    Em 1995, primeiro ano da gestão Covas, foram aplicados somente 24,3%, resultando numa diferença de R$ 889 milhões. Mesmo que sejam computadas as despesas com o pessoal inativo, ainda assim o governo Covas ficou abaixo do mínimo constitucional, ou seja, 29,4% e R$ 83 milhões a menos do que deveria ter sido investido.
    Enquanto, em 1994, Fleury destinou 31% das suas verbas para o ensino, em 1992 e 1993 manteve em 38,8%. Nos anos de 1990 e 1991, quando as despesas com inativos não foram contabilizadas como despesas em educação, os percentuais atingiram 31,1% e 28%, respectivamente.
    É provável que, em 1996, as despesas com educação também tenham ficado abaixo da exigência constitucional, já que a Secretaria da Educação fechou escolas, demitiu milhares de professore e não concedeu aumentos significativos de salários. As universidades, da mesma forma, tiveram seus orçamentos limitados.
    Para o ano de 1997, a situação é igualmente grave. Assim é que já estou preparando representação o Ministério Público, sustentando que a lei orçamentária recém-aprovada é inconstitucional porque, mais uma vez, não se pretende aplicar o que a Lei Maior determina, com uma possível sonegação de mais de R$ 1,3 bilhão em recursos educacionais.
    O governo Covas, que vem tratando as questões sociais com regras de contabilidade, pelo menos deveria ser mais cuidadoso quanto ao devido respeito à lei.

    https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1997/1/01/cotidiano/12.html

  6. Covas desmonta aparato social do Estado

    GEORGE ALONSO
    DA REPORTAGEM LOCAL

    O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB) paralisou vários serviços sociais que atendiam justamente a população mais carente do Estado.
    Hoje, cerca de 2,7 milhões de contribuintes, que se beneficiavam de programas do governo, estão sem essa assistência.
    Usuários de escolas, creches, oficinas culturais e escolinhas de esporte se queixam dos cortes promovidos pelo tucano em 60 dias.
    Desde que assumiu, Covas decidiu demitir funcionários para reordenar o formato do aparato estatal, inchado na administração de ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho (PMDB).
    Muitos dos usuários defendem o enxugamento da máquina e o fim do Baneser (subsidiária do Banespa que contratava mão-de-obra para o Estado sem concurso público), mas acham que houve precipitação no ritmo dos cortes na como Educação, Cultura, Esportes, Criança e Meio Ambiente.
    Os secretários dessas pastas estão com as mãos amarradas —estão sem funcionários (só na Secretaria da Cultura houve 1.500 demissões, ou 70% do quadro pessoal), sem verba e, pior, ainda não puseram em prática alternativas. A população se ressente disso.
    “O Covas está cortando e não está colocando nada no lugar. Espero que o governo se conscientize que de que a gente não tem onde deixar os filhos”, disse Dirce Nascimento da Silva, 61, avó de Meire, 12, que frequenta o Clube da Turma, equipamento esportivo de Itaquera (zona leste de São Paulo).
    Dirce, segurando cartaz de protesto, participou na última terça-feira de manifestação contra o fechamento de equipamentos da Secretaria da Criança, Família e Bem-Estar Social.
    O próprio governo reconhece que a corda estourou na “ponta da linha”, ou seja nos serviços que atendiam os mais pobres.
    “O governo está preocupado com isso, e está tentando viabilizar esses serviços de outra forma”, disse Antonio Luiz Calderaro Teixeira, 46, coordenador de planejamento e avaliação da Secretaria do Planejamento.
    Segundo Calderaro, o fim das escolinhas de futebol, por exemplo, preocupa o governo. “É uma forma de tirar as crianças das ruas”. Mas o coordenador ressalvou que “é preciso ser feito um sacrifício nesse momento” e que áreas essenciais da educação e da saúde estão funcionando.
    Dois deputados estaduais tucanos recém-eleitos, procurados pela Folha, admitiram que o Estado parou setores sociais, mas pediram para não serem incluídos na reportagem. “Me tira dessa, vai”, solicitou um dos parlamentares.
    O PT, normalmente crítico aos seus adversários, concorda com Covas em relação ao fim do Baneser. “Ele tinha de acabar com o Baneser, que era um foco de apadrinhamentos políticos”, disse o deputado Luiz Carlos da Silva, 39, vice-líder da bancada petista.
    Mas ele acha que houve exagero na dose e que Covas vai precisar usar do recurso de realizar contratações emergenciais.
    O petista citou as demissões na Secretaria de Meio Ambiente, que atingiram técnicos que monitoram áreas de risco na Serra do Mar e parques ecológicos.
    A Folha apurou que o secretário de Meio Ambiente, Fábio Feldmann, determinou, por exemplo, que funcionários sob “aviso prévio” —e portanto desmotivados— levantem todas as áreas de risco em Cubatão antes que os contratos de trabalho terminem, em março.
    O deputado peemedebista César Calegari é duro com Covas. “Parece que São Paulo elegeu um contador e não um governador. Destruir esses programas é fácil. Difícil será reconstruí-los”, alerta.

    https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/2/26/brasil/40.html

    Urubuservação

    Fleury e Quércia eram do mesmo campo político do Esgotão Coveiro……

    aquele abraço

  7. Com Doria e Covas educação paulistana vive seus piores momentos da história municipal

    Ração humana, fechamento de períodos integrais, redução de merenda e do leve-leite, estão entre os “feitos” dos tucanos na gestão da educação na capital paulista

    o governo Doria e Covas deixou de aplicar R$ 3,4 bilhões na rede municipal de educação em três anos

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