Ameaças de Trump ao Brasil devem ser levadas a sério pelo próximo presidente

Só vamos dar dinheiro a quem for nosso amigo, diz Trump na ONU - 25/09/2018 - Mundo - Folha

Na ONU, Trump ameaçou usar o poder militar na América Latina

Carlos Newton

Como dizia o Barão de Itararé (Apparicio Torelly), “era só o que falta!”. Vivemos hoje uma campanha eleitoral atípica, que não discute os problemas da nação nem examina planos para resolvê-los. O único assunto que interessa às duas principais facções são os crimes cometidos por elas. Portanto, deixaram de ser facções políticas para se exibirem como facções criminosas.

O pior é que esse vexaminoso fenômeno ocorre justamente quando o presidente da maior potência – cujo poderio econômico e militar é verdadeiramente hegemônico – resolve liderar uma guerra mundial contra o narcotráfico, cujo envolvimento na política brasileira já se tornou mais público e notório do que o saber dos ministros da Suprema Corte.

INSANO, MAS… – Qualquer analista internacional minimamente perspicaz consegue constatar que Donald Trump é cada vez mais insano, mas tem vislumbres de completa sanidade, como essa ofensiva iniciada contra as facções criminosas, numa guerra sem fronteiras, em seu modo de ver. Ou seja, ele simplesmente mandará invadir ou bombardear, como fez na Venezuela e no Irã, embora a antiga Pérsia condene à morte os narcotraficantes.

É óbvio que na vida tudo tem limites. Ele gostaria, mas não pode mandar invadir a China, maior produtora da droga fentanil, um opioide sintético 50 vezes mais forte que a heroína e 100 vezes mais potente que a morfina, já sendo responsável por dezenas de milhares de mortes por overdose nos Estados Unidos.

Também não pode invadir a Rússia e outros países europeus que têm arsenais nucleares. Mas o Brasil é alvo fácil, pois não tem praticamente armas de guerra, embora cultive algumas das maiores facções criminosas do mundo, já com ramificações em países desenvolvidos.

PÉS NA ISLÃNDIA – Com muita ousadia, Trump ofereceu-se para comprar a Islândia. Houve protestos no mundo interior, a Dinamarca recusou-se a vender, mas o presidente americano já conseguiu o que queria – instalar mais duas bases militares e ter o direito de garantir a segurança da ilha, sem pagar um centavo ao governo dinamarquês., pois levou sem comprar.

Felizmente, Trump só tem mais dois anos de mandato e não pode se candidatar de novo. Mas nada impede que seja sucedido por algum radical, como Marco Rubio, que pretenda dar seguimento à obra dele. Outro candidato, o vice J.D. Vance, é menos radical, mas tem aprendido muita maldade com Trump.

Em tradução simultânea, Lula tem sido inábil ao enfrentar Trump para ganhar votos aqui. Ele deveria ter dado uma volta nele, aceitando mudar a legislação para tratar facções como organizações terroristas, pois de fato são, e assim teria negociado melhor os tarifaços.

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P.S. –
Agora chegamos a uma encruzilhada que leva a duas armadilhas. Se Lula ganhar a eleição, será ruím, porque as relações com Trump tendem a se esfarelar. E se Flávio Bolsonaro vencer, também será ruim, porque não tem a menor condição de enfrentar Trump, caso o imperador americano tente passar dos limites em relação ao Brasil.  Assim, estamos vivendo uma eleição altamente negativa, tipo perde-perde, sem a sábia opção do menos ruim. Mesmo assim, sou otimista com relação ao Brasil. Acho que o país seguirá crescendo, não importa quem ganhe as eleições, porque o Brasil é um gigante governado por anões.. (C.N.)

9 thoughts on “Ameaças de Trump ao Brasil devem ser levadas a sério pelo próximo presidente”

  1. Eu gostaria de saber o que aconteceu de bom na nossa política nesses quatro anos. Promessas não cumpridas. A picanha o povão não comeu tomando uma gelada. Até agora estamos a colheita do que plantou. Ontem vi uma notícia do The Economist, que dizia que o Brasil virou as costas para o futuro, essa é a nossa realidade

  2. O que não se pode permitir é perdermos a democracia

    Numa democracia, pode acontecer de qualquer um perder uma eleição. O que não se pode permitir é, em uma eleição, perdermos a democracia.

    Sabemos todos que, se a extrema direita ganhar, o Brasil será lançado em um precipício sem fundo. A democracia vai escapar pelo ralo. E de ralo, esgoto e lama, a ultradireita entende bem.

    Nunca poderia imaginar que, com a prisão do líder da milícia, surgiria um pesadelo ainda maior. O crescimento da ultradireita no mundo consolidou a barbárie globalmente.

    Donald Trump resolveu assumir o papel de ditador-imperador do mundo. Rasgou todos os tratados internacionais. Jogou o mundo numa guerra sem limites. E resolveu que os EUA, um país em evidente decadência, são os tutores de outras nações.

    No Brasil, a família Bolsonaro e seus asseclas resolveram entregar o país à tutela norte-americana, desde que ganhem as eleições. É a soberania nacional sendo trocada pela liberdade do líder, hoje preso, e pela não prisão iminente de seus filhos.

    Até o vetusto e conservador jornal Estadão alertou, em editorial, que uma vitória de Flávio Bolsonaro levará a milícia ao Palácio do Planalto.

    A ultradireita faz política de maneira torpe, dizendo que é contra a política. São profundamente cruéis, pois não têm limites éticos e jogam com a mentira como estratégia.

    Se a milícia assumir o governo, perderemos mais do que a democracia.

    Fonte: Poder360, Opinião, 25.set.2026 – 5h57 Por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado criminal

    • “Donald Trump resolveu assumir o papel de ditador-imperador do mundo. Rasgou todos os tratados internacionais. Jogou o mundo numa guerra sem limites. E resolveu que os EUA, um país em evidente decadência, são os tutores de outras nações.

      No Brasil, a família Bolsonaro e seus asseclas resolveram entregar o país à tutela norte-americana, desde que ganhem as eleições. É a soberania nacional sendo trocada pela liberdade do líder, hoje preso, e pela não prisão iminente de seus filhos.”

  3. Barba é o que se sabe que ele é, mas uma coisa é certa: ele é o único com coragem para ir à ONU peitar Trump e, no país, bater de frente com a abominável seita bolsonarista.

    Além disso, se comparecer ao debate da Globo em 1º de outubro, ele pode desmascarar ainda mais o tal do Flávio Rachadinha, o avatar das fake news.

    Isso tudo mesmo o dublê de Zé Pilintra já tendo seus 80 anos.

  4. Senhor Carlos Newton , lembre-se que o ” Fentanil ” entra legalmente nos EUA , sendo que as autoridade locais perderam o controle e rastreabilidade ao receberem o ” Fentanil ” nos EUA , ou seja , a culpa não é dos Chineses mas sim das autoridades norte-americanas :
    Ele gostaria, mas não pode mandar invadir a China, maior produtora da droga fentanil, um opioide sintético 50 vezes mais forte que a heroína e 100 vezes mais potente que a morfina, já sendo responsável por dezenas de milhares de mortes por overdose nos Estados Unidos.

  5. Mente todo dia e quer ser presidente: Flávio já cansa o Brasil

    Do currículo falso às caronas secretas, o clã Bolsonaro mente sem corar no país

    Desmontou-se a teia de mentiras em que Flávio se enredou na tentativa de esconder suas relações com Daniel Vorcaro.

    O enredo ruiu com os dados da Polícia Federal, que comprovam meses de conversas, seis tratativas de encontros presenciais e um bombardeio de telefonemas insistentes de Flávio ao longo de quatro dias seguidos que antecederam a prisão de Vorcaro.

    A alegação de Flávio de que as mensagens tratavam apenas de atrasos no financiamento do filme sobre o “ex-mito” não se sustenta diante da intimidade flagrada pela perícia.

    O episódio escancara o método compulsivo do clã Bolsonaro de mentir ao país e debochar do eleitor — um vício que vai da farsa de negar caronas aéreas de luxo até a vergonhosa correção do falso currículo oficial de “Rachadinha”.

    Fonte: Metrópoles, Opinião, 25/09/2026 09:00 — Por Ricardo Noblat

  6. “A Foto enigmática no velório de Teori antecedeu manobra do STF que colocou Lula de volta ao poder!

    Lado a lado diante do caixão de Teori Zavascki, a foto de Michel Temer e Alexandre de Moraes permanece gravada como o registro mais perturbador da história política recente. A cena do velório marcou o exato instante em que os rumos da República mudaram de mãos: a estranha queda do avião que matou Teori Zavascki paralisou as investigações letais da Lava Jato, que estava prestes a homologar a delação que poderia condenar toda a cúpula do PT, e sua morte abriu a vaga herdada por Moraes, desencadeando uma sequência de coincidências sombrias.

    Anos depois, as engrenagens desse arranjo ficaram expostas sem qualquer pudor. A atuação de Alexandre de Moraes no TSE, pautada por censura a denúncias de corrupção e perseguição à oposição, pavimentou o caminho eleitoral da esquerda. Mas o golpe de misericórdia na narrativa da “vontade popular” veio da própria boca da cúpula do Judiciário.

    Em declaração pública durante um evento internacional, o ministro Gilmar Mendes confessou abertamente e sem rodeios: “Se hoje nós temos a eleição do presidente Lula, isso se deveu a uma decisão do Supremo Tribunal Federal”.

    A admissão escancara o que a população brasileira já presenciava: Lula não chegou ao Planalto pelo voto soberano, mas por uma engenharia jurídica gestada nos gabinetes de Brasília. Da tragédia conveniente que silenciou Teori às canetadas de exceção no tribunal eleitoral, a queda do relator da Lava Jato abriu caminho para a consolidação do escudo que libertou, elegeu e sustenta o petismo no poder.

    E agora, culminamos nos tempos sombrios atuais, onde estourou a crise no STF, que teve suas vísceras expostas para todo o Brasil ver: um grupo de ministros, entre eles Alexandre de Moraes, citado no maior escândalo de corrupção da história do país, enquanto a própria Corte se mobiliza para blindar seu integrante a qualquer custo — porque se ele cair, todos caem. Contudo, já demonstraram que farão de tudo para permanecer no poder, nem que, para isso, custe a ruína da própria democracia.”
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  7. O problema do Brasil nunca foi e nunca será o Trump e sim um analfabeto, alcoólatra, corrupto e ladrão chamado Lula. Dizer que o Trump pode ser um problema é jogar no time das fake news da Secom.

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