Estagflação já ameaça os EUA, e a culpa é da política louca de Trump

O tarifaço de Trump e os limites do poder dos Estados Unidos – blog da  kikacastro

Charge do William (Arquivo Google)

Deu no Estadão

O economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel em 2008, disse nesta sexta-feira, 8, que há sinais cada vez mais claro de que os Estados Unidos caminham para uma estagflação – termo usado para designar períodos em que há uma combinação de estagnação econômica com inflação alta.

Em artigo publicado no Substack, o economista diz que o ponto de partida para qualquer discussão sobre esse cenário é o fato de que o presidente Donald Trump está adotando políticas extremas tanto no comércio quanto na imigração.

90 ANOS ATRÁS – “Ele reverteu completamente 90 anos de liberalização comercial gradual, nos trazendo de volta às taxas de tarifas Smoot-Hawley (e as importações como porcentagem do PIB são hoje três vezes o que eram em 1930, então essas tarifas importam muito mais)”, escreveu.

 As Tarifas Smoot-Hawley foram adotadas em 1930 nos EUA, em meio à Grande Depressão, e aumentavam drasticamente as taxas sobre as importações feitas pelos americanos.

Krugman mostra também que, em relação à imigração, o U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE, a agência de imigração e controle de alfândega dos Estados Unidos) iniciou há não muito tempo as detenções e deportações em massa, mas o número de trabalhadores imigrantes nos Estados Unidos já está diminuindo, após anos de rápido crescimento.

AGUARDE A INFLAÇÃO – “Essas reversões repentinas de políticas claramente levarão a uma inflação maior no próximo ano ou depois”, escreve.

“Há quase um consenso completo entre os economistas de que as tarifas são inflacionárias. Até onde eu posso dizer, os únicos dissidentes são economistas que trabalham, diretamente ou de fato, para a administração Trump. Afinal, uma tarifa é basicamente um imposto seletivo sobre vendas imposto a bens produzidos no exterior. Existe algum cenário sob o qual as tarifas não aumentariam os preços ao consumidor?”, questiona.

Para Krugman, a única maneira de as tarifas falharem em ser inflacionárias seria se os exportadores estrangeiros cortassem seus preços, em uma tentativa de manter sua participação no mercado. “Pode haver algumas empresas estrangeiras fazendo isso, mas na maior parte isso simplesmente não está acontecendo”, diz.

CORTAR PREÇOS – “Para manter os preços ao consumidor, diante de um aumento de 15 pontos nas taxas de tarifas médias, que é mais ou menos o que Trump fez, as empresas estrangeiras teriam de cortar seus preços em dólares em mais de 13%.”

A guerra contra os imigrantes também é inflacionária, diz o economista, porque está cortando a produção em indústrias que dependem fortemente de trabalhadores nascidos no estrangeiro. “Começam a proliferar histórias de safras deixadas para apodrecer nos campos porque os agricultores não conseguem encontrar ninguém para colhê-las, projetos de construção prejudicados por batidas do ICE e um clima de medo, e mais.”

“Então, a inflação está acontecendo? Até agora, houve apenas indícios de inflação impulsionada por tarifas nos dados oficiais. O que parece ter acontecido até agora é que empresas dos EUA se apressaram em importar e estocar produtos estrangeiros antes que as tarifas de Trump entrassem totalmente em vigor, e ainda estão, em grande parte, vendendo esses estoques”, escreve Krugman.

SEM REAJUSTE – “Além disso, muitas empresas relutaram em aumentar os preços, afastando clientes, enquanto havia uma chance de Trump fazer acordos que reduzissem significativamente as tarifas novamente.”

Isso, no entanto, não está acontecendo, diz. “É verdade que muitas das tarifas de Trump são claramente ilegais, e os tribunais poderiam forçá-lo a revertê-las. Mas eu não criaria muitas expectativas. E se as tarifas vierem para ficar, podemos esperar que sejam repassadas aos compradores.”

“Veremos evidências claras do impacto inflacionário da Trumponomics no relatório de preços ao consumidor da próxima semana? Trump entrará em outra rodada de diatribes sobre estatísticas manipuladas daqui a alguns dias? Honestamente, eu não sei. Mas podemos ter muita confiança de que, graças às políticas de Trump, a inflação de inverno está chegando”, escreve.

ESTAGFLAÇÃO – “E quanto à estagnação? Contrariamente ao que muitas pessoas acreditam, tarifas não necessariamente levam a um alto desemprego. A América tinha uma alta tarifa média mesmo antes de Smoot-Hawley – 15,8% em 1929 -, mas a taxa de desemprego em 1929 estava abaixo de 3%”, diz.

Segundo ele, a razão pela qual muitos economistas acreditam que as tarifas de Trump aumentarão o desemprego não é tanto o nível delas, mas muito mais a incerteza que criam. “Como você pode esperar que as empresas façam investimentos de longo prazo quando não sabem se enfrentarão tarifas de 10% ou 35% daqui a um ou dois anos?”

Para Krugman, até se pode argumentar que a incerteza tarifária diminuirá depois de Trump ter feito “acordos” com alguns dos principais parceiros comerciais. Mas ele lembra que não são acordos comerciais formais e assinados. “E as afirmações de Trump sobre o que outros países concordaram – como sua insistência de que a Europa prometeu a ele um fundo reserva de US$ 600 bilhões e ‘eu posso fazer o que eu quiser com ele’ – são contraditas pelos próprios países. Então a incerteza tarifária permanece alta. E a incerteza criada por detenções e deportações em massa, igualmente provável de prejudicar os negócios, está apenas começando”, diz.

A grande imprensa vai acabar? Talvez, não. Mas está correndo gravíssimo risco

Saiba como explorar imagens e charges na prova de redação do vestibular | Guia do Estudante

Charge do Laerte (Folha)

Carlos Newton

Há duas décadas, quando disseram que o jornal impresso estava perto de acabar, devido à concorrência da informação via celular, fiz questão de dizer que isso jamais ocorreria, porque há pessoas que transformaram num vício o prazer de ler jornais, saboreando as notícias de manhã cedo, quando estão na privada ou tomando o café da manhã.

Mas isso não existe mais. Os jornais são tão ruins e esquálidos que dá até pena. É triste imaginar que as crianças de hoje jamais saberão o que é de verdade um grande jornal, ou uma revista de primeira qualidade, porque elas são cada vez mais caras e menos rentáveis, tendem a desaparecer.

BIG CLOSE – No desespero tecnológico, os dirigentes dos grandes jornais sonham em transformá-los em emissoras de TV. Agora, no Estadão, além de digitar a matéria, o repórter tem obrigação de aparecer, num big close do celular, lendo o texto que escreveu.

É como se o jornal não acreditasse no texto e obrigasse o repórter a repeti-lo, para ver se há alguma informação disparatada. Fica tudo muito ridículo.

Em tradução simultânea, aos 150 anos, o Estadão sente-se velho e tenta rejuvenescer à força, através desses repórteres híbridos, que fazem jornal e televisão ao mesmo tempo, julgando que estão inventando uma imprensa nova, mas é apenas um simulacro grotesco.

MAIS ELITISTA – Para sobreviver, a imprensa escrita tem de conter o que há de melhor na internet, sendo menos informativa e mais analítica, com destaque à cultura. Ou seja, mais elitista, feita para quem ainda raciocina, como os participantes da Tribuna da Internet.

E como sempre fazemos, vamos divulgar o balanço dos mantenedores da Tribuna da Internet no mês passado. De início, através da Caixa Econômica Federal:

DIA   REGISTRO    OPERAÇÃO          VALOR
08     081157        DEP DIN LOT……..100,00

23     231248        DEP DIN LOT……..230,00
25     251843        DEP DIN LOT……..100,00
30     301235        DEP DIN LOT……..230,00
31     311641        DEP DIN LOT……..100,00

Veja agora as contribuições no Banco Itaú/Unibanco:
01     PIX TRANS JOSÉ FR……………..150,00
02     TED J.ANT.PJ……………………….302,07
14     CXE TRANSF 6142……………….100,00
15     TED 001 4416 M.ACRO………..300,00
31     PIX TRANS. PAULOROB………..100,00
31     TED 033-3591 ROBERSNA……200,00

Agradecendo muitíssimo aos que colaboram na manutenção deste espaço utópico,  vamos em frente, sempre juntos, movidos pelo signo da liberdade. (C.N.)

Sem olhos em Gaza, Israel avança como Sansão no clássico de John Milton

Cadáveres ambulantes': Fome prolongada em Gaza ameaça devastar geração  inteira de palestinos com danos permanentes

Muitas crianças são cadáveres ambulantes em Gaza

Mario Sergio Conti
Folha

Ali nasceu a civilização do Livro, a religião de Moisés, a de Cristo e a de Maomé. A partir dali a civilização de Averróis se propagou até a Península Ibérica, preservou a sabedoria grega quando a longa noite da Idade Média desceu sobre a Europa. Fica ali Gaza.

Hoje se amontoam ali os detritos daquilo que se teima em chamar de civilização. No século 17, Milton escreveu em “Sansão Agonista” que em Gaza a treva apagou o meio-dia, enegreceu o sol, “um eclipse total matou a esperança de luz”.

NÚMEROS SURREAIS – Morreram ali 61 mil palestinos desde 7 de outubro de 2023, o dia em que o Hamas trucidou 1.250 israelenses.

A Unicef estima que 50 mil crianças foram feridas ou mortas. As 320 mil com menos de cinco anos correm risco de desnutrição severa. Em média, morrem de inanição 28 delas por dia. Mais de mil adultos foram assassinados a bala ao redor dos postos de distribuição de comida geridos por Israel.

Em si tenebrosos, esses números não dão conta da bancarrota moral que o mundo acompanha online. A apatia diante da dor de milhares é sintoma de uma crise de valores profunda. Porque a fome foi deliberada e planejada em minúcia, é infligida com método.

FOTOS E VÍDEOS – Muito mais que os números, fotos e vídeos de Gaza dão a verdadeira dimensão da catástrofe em andamento. Nelas, choram madonas com bebês esquálidos no colo. Meninas só pele e osso zanzam agoniadas com panelas vazias. É com a cólera de cães que maltrapilhos disputam punhados de farinha.

França, Inglaterra, Japão e outros 25 países denunciaram Israel por, como escreveram, “prestar ajuda com conta-gotas”, causar “a morte desumana de civis, inclusive crianças”. Nos Estados Unidos, 300 sobreviventes do Holocausto, ou seus descendentes, publicaram um protesto. A Alemanha suspendeu a venda de armas que Israel ali dispara.

Binyamin Netanyahu não se deu por achado. Desmentiu a crise humanitária e anunciou que ocupará Gaza inteira. O jornalista Amit Segal, uma espécie de porta-voz extraoficial do primeiro-ministro, disse que a crise humanitária é “propaganda” do Hamas.

DURO ACREDITAR – Numa coluna publicada na Folha, Thomas Friedman lembrou que Israel há pouco matou dez oficiais e 16 cientistas iranianos em suas casas. Perguntou: se acertou alvos “a 1.900 km de Tel Aviv, como não consegue distribuir caixas de comida a famintos de Gaza, a 64 km?”.

Para ele, não foi acidente, e sim “algo bastante vergonhoso”: “chegamos ao ponto em que um Estado judeu democrático, descendente em parte do Holocausto, está envolvido numa política de provocar fome”.

Como sempre faz, Friedman distinguiu o governo —”uma coalizão de extrema direita”— do Estado, da opinião pública e do povo. Embora sejam de fato instâncias diferentes, isso não significa que falta apoio popular ao uso da fome como arma de guerra, ao morticínio.

OUTRAS VÍTIMAS – Emmanuelle Elbaz-Phelps, jornalista franco-israelense, testemunhou esse apoio num programa de debates no canal 13, um dos mais vistos no país. No início do mês, o tema em discussão eram os reféns do Hamas, os soldados que morreram no conflito, as vítimas israelenses em geral.

Ela lembrou que havia outras vítimas, os palestinos. Um âncora a interrompeu: “Vamos em frente, já ouvimos o bastante”. A jornalista insistiu e outra apresentadora atalhou: “Emmanuelle, te respeito muito, mas não tenho que me preocupar com o que acontece em Gaza. Eles são meus inimigos”.

Ela levou fotos de Gaza a um programa posterior. O âncora nem quis vê-las. Afirmou que se preocupava com as crianças israelenses, e não com as de Gaza. A empatia dela com os palestinos, prosseguiu, mostrava que se esquecera do 7 de outubro. Concluiu: daqui a alguns anos, os garotos esfomeados das fotografias “irão tentar nos matar”.

FERIDA ABERTA – Entrevistada há dias pelo New York Times, Elbaz-Phelps falou que a postura de seus colegas na televisão era representativa do modo de pensar da maioria dos israelenses. Quem vive fora do país não sabe o quanto a lembrança do 7 de outubro ainda dói, avaliou. A ferida não fechou.

A jornalista estivera havia pouco em Nir Oz, o kibutz onde o Hamas mais matou: um a cada quatro dos moradores fora assassinado ou sequestrado. As casas queimadas pelos terroristas continuavam enegrecidas, em escombros.

“Sente-se ainda o odor daquele dia”, disse ela. O trauma não passou e “a maioria dos israelenses não tem espaço no coração para sentir compaixão por Gaza”. Como o Sansão da poesia de John Milton, Israel está “sem olhos em Gaza”, cego para a dor alheia.

A casa encantada e carnavalesca do baiano Walter Queiroz

Áudios da Metrópole - Walter Queiroz - Metro 1

Walter Queiroz, grande cantor baiano

Paulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, publicitário, cantor e compositor baiano Walter Pinheiro de Queiroz Júnior usa várias figuras de linguagem, tornando mais bonito o conteúdo poético da letra de “Pode Entrar”, na qual ele fala da sua casa. Walter Queiroz gravou a música “Pode Entrar” no LP “Filho do Povo”, em 1975, pela Phonogram.

PODE ENTRAR
Walter Queiroz

A casa escancarada a lua ali
Meu cachorro nunca morde
Meu quintal tem sapoti
tem um roseiral crescendo lindo
Quem for louco ou for poeta
Pode entra r seja bem vindo

Aqui passa o bonde da Lapinha
Passa a filha da rainha
Passa um disco voador
As vezes ele gira para e pisca
Como quem quase se arrisca
A parar pra conversar

Mas não me sinto só tenho um vizinho
Que é um bêbado velhinho
que acredita no destino
Ele mora em cima do arvoredo
Ele tem muitos brinquedos
Ele sempre foi menino

Agora se vocês me dão licença
Eu vou ver um passarinho
Que me chama no quintal
Depois vou me deitar para sonhar
E dançar com a cigana
Que eu perdi no carnaval

Sem mudanças, STF estará sujeito a novos  ataques da extrema direita

Tribuna da Internet | Superpoderes do Supremo minam sua legitimidade, e  está difícil controlá-losOscar Vilhena Vieira
Folha

Os ataques da extrema direita ao Supremo Tribunal Federal são uma consequência direta da disposição da corte em defender a democracia. Suas deficiências, no entanto, colocam o tribunal e seus membros em situação de vulnerabilidade face aos inimigos da Constituição.

A presente ofensiva contra o Supremo não constitui um fato isolado. Nos últimos meses, tribunais franceses e israelenses também vêm sendo hostilizados e acusados de promover uma “caça às bruxas”, por conduzirem processos contra Marine Le Pen e Binyamin Netanyahu. Até mesmo o Tribunal Penal Internacional, que investiga o premiê de Israel por crimes contra a humanidade, passou a sofrer retaliações.

FASE RADICAL – Vivemos uma quadra bruta da história, em que consensos civilizatórios básicos, em torno das ideias de democracia constitucional, de primazia dos direitos humanos, de autodeterminação dos povos, de proibição do uso da força nas relações internacionais e da regulação do comercio internacional estão sob forte ataque de forças nacionalistas e autoritárias.

Nesse contexto, tribunais independentes são vistos como obstáculos, que devem ser desacreditados, capturados ou suprimidos, como ocorreu na Rússia, na Venezuela, na Hungria ou na Turquia nas últimas décadas.

É importante não esquecer que dois terços da população mundial vivem hoje sob regimes autoritários. Nesses regimes não há tribunais independentes.

AO LONGO DA HISTÓRIA – A tentativa de subordinação do Supremo não é uma novidade no Brasil. Como destacou o ministro Luis Roberto Barroso em seu recente e contundente discurso na reabertura dos trabalhos do STF, as tentativas de subordinação do tribunal têm sido recorrentes ao longo de nossa história republicana.

Veio de Floriano Peixoto a primeira ameaça ao STF, ainda em 1891, ao perguntar ameaçadoramente quem concederia habeas corpus aos ministros do STF se estes concedessem habeas corpus aos inimigos do presidente? Daí em diante, ministros foram cassados, tanto pelo regime Vargas como pelo regime militar, e os dois regimes alteraram a composição e as prerrogativas do tribunal.

Inúmeras foram as rupturas ou tentativas de ruptura da ordem constitucional nestes 200 anos de acidentada trajetória constitucional.

GRANDE INSTABILIDADE – A associação de militares com setores autoritários tem sido motivo de grande instabilidade nas nossas instituições. Sucessivas leis de anistia asseguraram a impunidade àqueles que se insurgiram contra a Constituição e a soberania popular ou atentaram contra os direitos humanos, servindo como incentivo para os futuros golpes e quarteladas.

O presente julgamento do ex-presidente Bolsonaro e de mais de uma dezena de militares de alta patente, acusados de atentar contra o Estado democrático de Direito, é um fato sem precedentes em nossa história institucional, rompendo esse perverso ciclo de impunidade.

A tentativa de intimidar o Supremo, assim como a de emparedar os presidentes da Câmara e do Senado, para aprovar uma nova lei de anistia em benefício de Bolsonaro é apenas mais uma evidência da falta de compromisso da extrema direita brasileira com as regras do jogo democrático.

DEFICIÊNCIAS DO STF – O desafio imediato é sobreviver às investidas, tanto internas como externas, contra a ordem constitucional. Superada a borrasca, no entanto, o Supremo tem um encontro marcado com suas deficiências, como parece ter clareza o ministro Edson Fachin.

Sem que o tribunal aperte algumas porcas e parafusos, adotando um código de conduta, reduzindo o protagonismo individual de alguns de seus membros e estabilizando colegiadamente sua jurisprudência, continuará vulnerável aos ataques daqueles que querem destruir a ordem constitucional.

EUA metem o pênalti dentro do campo democrático

Lula desiste de tentar o apoio d0s evangélicos e preocupa seus aliados

Por que o Lula ainda não aumentou o salário para R$ 1.320?

Rejeição dos evangélicos a Lula aumenta, ao invés de cair.

Iander Porcella
Estadão

Aliados que conversaram nos últimos dias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disseram que ele desistiu de vez de conquistar o apoio dos evangélicos. A postura do petista preocupa o Palácio do Planalto porque tem aumentado a rejeição ao governo nesse segmento da população, mais identificado com o bolsonarismo. E a tendência é que o voto religioso tenha peso considerável nas eleições de 2026.

Neste terceiro mandato, Lula é descrito com frequência como um líder que cansou de fazer política. Aos 79 anos, o presidente já não tem a mesma disposição que tinha quando governou o País de 2003 a 2010. A única ponte que o Executivo tem hoje com os evangélicos é o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, mas a avaliação é de que ele, sozinho, não conseguirá reverter a visão negativa sobre Lula.

REJEIÇÃO AUMENTA – A avaliação negativa dos evangélicos sobre o presidente cresceu de 50% para 55% entre junho e julho, de acordo com a mais recente pesquisa DataFolha. Esse resultado reforça a percepção de Lula de que é inviável uma aproximação entre Planalto e essas denominações religiosas.

Aliados que acompanham com lupa o governo notaram que o petista parou recentemente de fazer menções religiosas em seus discursos. Esse artifício havia se tornado comum em participações do presidente em eventos pelo País. “Lula cansou”, resumiu um interlocutor.

Lula pode até se dar ao luxo de abrir mão dos evangélicos, mas o PT continuará na cruzada para garantir aproximação com esse público. Como antecipou a Coluna do Estadão, a Fundação Perseu Abramo – centro de formação política do partido – promoveu em maio o curso “Fé e Democracia para Evangélicos e Evangélicas”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– A Coluna do Estadão mostra também que em abril o senador Carlos Viana (Podemos-MG) chegou a se oferecer para organizar um encontro entre Lula e congregações da Igreja Batista. O presidente, contudo, revelou o medo de ser vaiado. Aliás, esse medo de vaia é antigo e já afastou Lula dos campos de futebol, especialmente do Maracanã. Como dizia Nelson Rodrigues, “o Maracanã vaia até um minuto de silêncio”. (C.N.)

Moraes destruiu a relação entre EUA e Brasil, diz o vice-secretário de Trump

Integrante do governo Trump volta a criticar ministro do STF

Landau diz que EUA querem normalizar a relação, mas…

Deu no Estadão

O vice-secretário do Departamento de Estado da gestão Donald Trump, Christopher Landau, afirmou neste sábado, 9, que o ministro Alexandre de Moraes destruiu a relação historicamente próxima do Brasil com os Estados Unidos ao tentar aplicar a lei brasileira em território americano. Landau também reclamou do que chamou de “concentração de poder” nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal. A mensagem foi repostada em português pela embaixada americana no Brasil.

O governo Trump tem pressionado o Brasil, inclusive com sanções contra o País e, em especial, contra os ministros do STF, para tentar interferir no julgamento de Jair Bolsonaro, um aliado do presidente americano, por tentativa de golpe.

REDES SOCIAIS – Além disso, o governo americano reclama, especialmente, das decisões contra empresas americanas de tecnologia que atuam no Brasil e que recebem ordens para retirar postagens e suspender perfis de investigados pelo STF. A regulação das redes sociais por meio do julgamento do Marco Temporal feito na Corte também já foi citada por Trump em mensagens em que o governo americano comunica sanções ao Brasil.

Em resposta, o governo brasileiro enfatizou que manifestou na sexta-feira, 8, à embaixada dos Estados Unidos “seu absoluto rechaço às reiteradas ingerências do governo norte-americano em assuntos internos do Brasil” e acusou Christopher Landau de atacar o País com “falsidades” (veja íntegra abaixo). Já o gabinete de Moraes não comenta o caso.

PODERES EXCESSIVOS – “A separação de Poderes entre os diferentes ramos do governo é a maior garantia de liberdade já concebida pela mente humana. Nenhum ramo ou pessoa pode acumular poder excessivo se for controlado pelos outros. Mas uma separação formal de Poderes não significa nada se um ramo tiver meios para intimidar os outros a renunciar às suas prerrogativas constitucionais. O que está acontecendo agora no Brasil ressalta esse ponto: um único juiz do Supremo Tribunal Federal usurpou o poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros Poderes, ou suas famílias, com prisão, detenção ou outras penalidades”, disse Christopher Landau.

Segundo o número 2 do secretário de Estado Marco Rúbio, “essa pessoa (Moraes) destruiu a relação historicamente próxima do Brasil com os EUA ao, entre outras coisas, tentar aplicar a lei brasileira extraterritorialmente para silenciar indivíduos e empresas em solo americano”.

Landau também afirmou que a situação seria “sem precedentes e anômala precisamente porque essa pessoa (Moraes) veste uma toga judicial”. “Enquanto sempre podemos negociar com líderes dos Poderes Executivo ou Legislativo de um país, não há como negociar com um juiz, que deve manter a pretensão de que todas as suas ações são ditadas pela lei”, disse.

BECO SEM SAÍDA – O vice-secretário também disse que isso leva a uma situação em que há um “beco sem saída, onde o usurpador se esconde atrás do Estado de Direito e os outros poderes insistem que são impotentes para agir”.

“Se alguém puder pensar em um precedente na história da humanidade em que um único juiz não eleito assumiu o controle do destino de sua nação, por favor, nos informe. Queremos retornar à nossa histórica amizade com a grande nação brasileira!”, completou Christopher Landau.

1Disposto a tentar evitar a condenação e prisão de Jair Bolsonaro, o governo Trump já aplicou taxas de 50% a grande parte dos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, determinou o cancelamento do visto de entrada naquele País de Alexandre de Moraes e outros sete ministros do Supremo, e aplicou a Lei Magnitsky contra o relator do caso de Bolsonaro.

BLOQUEIO FINANCEIRO – Esta última, Lei Magnitsky, impede transações financeiras com empresas americanas e pode afetar inclusive a oferta de cartões de crédito e outros serviços bancários por instituições que tenham relação com aquele país.

Em nova nota oficial, o governo brasileiro repudiou as novas críticas do subsecretário Landau:

“O governo brasileiro manifestou ontem à embaixada dos Estados Unidos seu absoluto rechaço às reiteradas ingerências do governo norte-americano em assuntos internos do Brasil, e voltará a fazê-lo sempre que for atacado com falsidades como as da postagem de hoje, disseminadas pelo subsecretário de Estado, Christopher Landau. Essa manifestação caracteriza novo ataque frontal à soberania brasileira e a uma democracia que recentemente derrotou uma tentativa de golpe de Estado e não se curvará a pressões, venham de onde vierem.”

Musk ataca Moraes e elogia o uso de Lei Magnitsky contra o ministro

Elon Musk volta a atacar Moraes após X (Twitter) receber multa de R$ 700 mil - Tudocelular.com

Musk agora se diverte com as agruras de Moraes

Geovani Bucci
Broadcast

Marcada por um histórico de desobediência judicial no Brasil, a rede social X, do bilionário Elon Musk, publicou um artigo atacando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A plataforma – antigo Twitter – também elogiou a aplicação da Lei Magnitsky e a revogação de seu visto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A publicação foi feita pela conta de assuntos globais da empresa na sexta-feira, 8.

“Numa era em que regulamentações governamentais ameaçam o debate global, a X aplaude as ações ousadas do governo Trump para proteger a liberdade de expressão”, afirma a publicação.

DIZ A X – “Eventos recentes no Brasil evidenciam a crise. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, liderou uma campanha de censura e de violação do devido processo legal, incluindo a proibição da X em 2024 por se recusar a cumprir ordens secretas para remover do ar políticos e jornalistas — inclusive americanos — que criticaram Moraes e seus aliados.”

O X afirmou que, mais recentemente, o STF declarou inconstitucional o Artigo 19 do Marco Civil da Internet, que previa proteções limitadas de responsabilidade para intermediários, e avaliou que essa decisão remove uma “salvaguarda essencial” para a liberdade de expressão online, reforçando um padrão mais amplo de preocupação.

A empresa de Musk recorrentemente descumpre determinações judiciais. Em abril do ano passado, o empresário respondeu a uma publicação de Moraes no X com uma provocação: “Por que você está ordenando tanta censura no Brasil?”. Por trás da queixa estava a insatisfação do americano com ordens judiciais do STF para obter dados de usuários investigados por crimes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A briga entre Moraes e Musk se transformou em três importantes questões – uma judiciária, sobre a perseguição que o Supremo brasileiro faz a ativistas de partidos de direita; a segunda, administrativa, com sanções governamentais contra Moraes e ministros do Supremo; e a terceira, política, com investigação em curso no Comitê da Câmara de Deputados. Moraes e o Supremo, tecnicamente, não têm condições de vencer nenhuma das três questões, que nada têm a ver com o tarifaço, que transcorre em outro departamento, digamos assim. (C.N.)

Advertência de Hawking ganha força com objeto se aproximando da Terra

De Rerum Natura: STEPHEN HAWKING: «A» BIOGRAFIA

O alerta de Stephen Hawing continua tendo validade

Beatriz Aguiar

O alerta deixado por Stephen Hawking sobre os perigos de entrar em contato com civilizações extraterrestres volta a ganhar força em meio à aproximação de um objeto misterioso em direção ao sistema solar. A descoberta do corpo celeste 3I/ATLAS por astrônomos em junho reacendeu debates sobre a prudência — ou imprudência — de buscar vida alienígena sem considerar possíveis ameaças.

Com velocidade estimada em 150 mil milhas por hora, o objeto interestelar deve cruzar o sistema solar e passar a cerca de 223 milhões de milhas da Terra no dia 17 de dezembro. Embora muitos especialistas acreditem se tratar de um cometa de grandes proporções, o astrofísico Avi Loeb, professor de Harvard, sugere uma hipótese mais ousada: o 3I/ATLAS pode ter origem artificial.

DESVIOS DE ROTA – Em artigo publicado no repositório científico arXiv, Loeb destaca desvios incomuns na trajetória do objeto, o que, segundo ele, poderia indicar algum tipo de propulsão ou controle externo.

“Talvez medidas defensivas sejam necessárias — mesmo que, no fim, se revelem inúteis”, alertou o cientista, que também defendeu a investigação mais cuidadosa da natureza do objeto.

As palavras de Loeb ecoam o antigo receio de Hawking, que, ainda em 2004, advertia contra a tentativa ativa de contatar civilizações alienígenas. Para o físico britânico, a humanidade corre o risco de atrair espécies tecnologicamente superiores, cujo encontro conosco poderia repetir tragédias históricas como a colonização das Américas. “A história de encontros entre civilizações avançadas e povos menos desenvolvidos nunca foi favorável para os últimos”, afirmou na época.

NOVO ESTUDO – Esse temor ganhou novo embasamento com um estudo publicado no Journal of Biomedical Physics and Engineering, que explora o conceito da “armadilha da inteligência” — quando civilizações avançadas cometem erros fatais por excesso de confiança ou repetição de padrões. Segundo os autores, emitir sinais para o cosmos pode ser um erro estratégico que expõe a humanidade a ameaças desconhecidas.

Antes de morrer, Hawking chegou a apontar planetas com potencial para abrigar vida, como Gliese 832c, mas manteve sua postura cautelosa. Durante o documentário “Os Lugares Favoritos de Stephen Hawking”, o cientista refletiu: “Estou cada vez mais convencido de que não estamos sozinhos. Um dia, poderemos receber um sinal. Mas devemos pensar com muito cuidado antes de responder.”

Enquanto o 3I/ATLAS se aproxima silenciosamente, cientistas dividem-se entre o ceticismo e a curiosidade. No entanto, uma questão permanece inquietante: e se Hawking estivesse certo ao pedir silêncio?

“Ocupação foi legítima”, diz Costa Neto após Hugo Rocha acionar Corregedoria

PF devolve passaporte e bens de Valdemar Costa Neto

Costa Neto alega que o protesto dos deputados foi legítimo

Vitória Queiroz
da CNN

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse neste sábado (9) que confia no processo legal e nas instâncias competentes na condução do encaminhamento de denúncias contra deputados por envolvimento na ocupação do plenário da Câmara e que a legenda mantém seu compromisso com o “exercício pleno das prerrogativas parlamentares”. A maioria dos congressistas citados na representação são integrantes do partido.

“Sobre o encaminhamento de representações contra deputados de nossa bancada à Corregedoria da Câmara, é importante esclarecer que as manifestações realizadas no plenário tiveram caráter pacífico e legítimo, com o objetivo de resgatar a discussão e a votação da pauta da anistia, bem como de reforçar a defesa da autonomia entre os Poderes”, disse Valdemar Costa Neto no X.

NA CORREGEDORIA – O Partido Liberal reafirma seu compromisso com a democracia, com a harmonia entre os Poderes e com o exercício pleno das prerrogativas parlamentares”, disse o presidente Valdemar Costa Neto.

Ele se referia à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, que decidiu na última sexta-feira (8) dar encaminhamento a todas as denúncias contra deputados por envolvimento na ocupação do plenário da Casa. Os fatos foram encaminhados à Corregedoria Parlamentar para a devida análise.

Com o encaminhamento, caberá ao corregedor, Diego Coronel (PSD-BA), indicar as punições cabíveis. Depois da análise, os casos devem ser enviados para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

14 DEPUTADOS – Representações encaminhadas pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) à Corregedoria citam nominalmente deputados do PL (Partido Liberal), PP (Partido Progressistas) e Novo. Até o momento, há 14 deputados citados nos encaminhamentos feitos pela Mesa Diretora.

Veja quem são os 14 deputados citados nos encaminhamentos feitos por Hugo: Allan Garcês (PP-MA), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Carol de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Julia Zanatta (PL-SC), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marco Feliciano (PL-SP), Marcos Polon (PL-MS), Nikolas Ferreira (PL-MG), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Zucco (PL-RS) e Zé Trovão (PL-SC)

PROCESSO LEGAL – “Confiamos no devido processo legal e nas instâncias competentes para que se reconheça a legitimidade de suas ações”, escreveu Valdemar.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também usou o seu perfil no X para comentar o caso. “Milhões de brasileiros podem ter sua voz calada e ver seus representantes impedidos de exercer suas funções, porque o Brasil já não permite a existência de uma oposição séria. Minha solidariedade a todos os parlamentares ameaçados por essa mordaça”, escreveu.

E o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, registrou que “o Partido Liberal reafirma seu compromisso com a democracia, com a harmonia entre os Poderes e com o exercício pleno das prerrogativas parlamentares”.

Itamaraty convoca embaixada dos EUA após  ameaças de punição a ministros

DASH anuncia que Gabriel Escobar assumirá uma nova missão a partir da próxima semana – Insider

Gabriek Escobar entrou mudo na reunião e saiu calado

Bruno Boghossian e Julia Chaib
Folha

Governo brasileiro manifestou indignação a diplomata americano após publicação sobre novas sanções a ministros

O Itamaraty convocou o chefe da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, para dar explicações sobre novas ameaças de punição a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito de uma ofensiva do governo Donald Trump em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em publicação nas redes sociais na quinta-feira (7), a embaixada americana afirmou que o ministro Alexandre de Moraes é “o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro” e sinalizou que os “aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas” também podem ser punidos.

INDIGNAÇÃO – Escobar foi recebido no Ministério das Relações Exteriores na manhã desta sexta-feira (8) pelo embaixador Flavio Goldman, que ocupa interinamente a secretaria de Europa e América do Norte do Itamaraty.

Segundo relatos de integrantes do ministério, o diplomata brasileiro manifestou indignação com o tom e o conteúdo das publicações dos americanos. Goldman teria reforçado a visão de que Trump atua com ingerência em assuntos internos, faz ameaças inaceitáveis e ataca a soberania brasileira em vez de negociar tarifas.

O brasileiro também expressou, de acordo com diplomatas, a expectativa de que a embaixada americana informasse à Casa Branca de maneira mais precisa sobre o processo no qual Bolsonaro é réu, conduzido em conformidade com a lei brasileira e o devido processo legal.

NEGOCIAÇÕES – Goldman teria afirmado ainda que o Brasil está comprometido com a via das negociações para discutir com os EUA questões econômicas e comerciais, apontando serem inegociáveis a soberania nacional e a independência do Poder Judiciário.

Na diplomacia, a convocação do embaixador ao Ministério de Relações Exteriores é uma forma de demonstrar descontentamento com temas da relação bilateral.

Escobar é encarregado de negócios e responde interinamente pela missão diplomática dos EUA. O país está sem embaixador em Brasília desde janeiro de 2025, quando Elizabeth Bagley deixou o posto, com o fim do governo de Joe Biden. O governo Trump ainda não indicou um novo representante.

OUTRAS CONVOCAÇÕES – O diplomata americano já havia sido convocado outras vezes ao Itamaraty para dar explicações sobre decisões e manifestações do governo americano em relação ao governo brasileiro e ao STF.

Nessas reuniões, o encarregado de negócios da embaixada dos EUA foi recebido pela secretária de Europa e América do Norte do Itamaraty, a embaixadora Maria Luiza Escorel. Ele não teve encontros com o chanceler Mauro Vieira.

Uma das primeiras convocações desse tipo ocorreu dias depois que Trump começou a direcionar seus ataques ao Brasil. Na ocasião, a embaixada americana reproduziu afirmações de que Bolsonaro e sua família eram parceiros dos Estados Unidos, falando em perseguição política contra ele.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Essas “convocações” de diplomatas estrangeiros são mera rotina. Eles são chamados para saber que o Brasil está indignado e fingem que vão levar a reclamação a Washington, mas não fazem absolutamente nada. No caso atual, o ministro Moraes está errado, ao desrespeitar a lei brasileira e querer se imiscuir em assuntos internos americanos. E Trump também está errado, ao ameaçar a Justiça e o governo do Brasil. (C.N.)

“Decisão de Hugo Motta foi equilibrada”, afirma líder do PL, que chefiou o motim

Líder do PL na Câmara nega que houve 'chantagem' por desobstrução e se  desculpa com Motta | Jovem Pan

Sóstenes Cavalcante pediu desculpas a Hugo Motta

Deu na CNN

Agradou à oposição a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta, (Republicanos-PB), de encaminhar para a Corregedoria da Casa denúncias contra 14 dos deputados que participaram da obstrução física da Mesa Diretora na quinta-feira.

“Encaminhamento de Hugo foi equilibrado”, diz Sóstenes sobre Corregedoria. O regimento da Câmara permite que Hugo decida por punições que podem ir de advertências verbais e escritas até a suspensão do mandato por até 180 dias. Se isso ocorresse, as medidas poderiam ser revertidas pelo Conselho de Ética, mas seria uma sinalização política.

Agora, o Corregedor da Câmara, Diego Coronel (PSD-BA), tem 48 horas para decidir se aceita as denúncias contra 12 parlamentares do PL, um do Novo e um do Progressistas.

O parecer do corregedor será enviado para o Conselho de Ética com indicação pela punição ou arquivamento.

PEDIU DESCULPAS – Sóstenes pediu perdão a Motta e disse que não agiu corretamente nos bastidores. “Não fui correto no privado, mas faço questão de vir em público e te pedir perdão”, afirmou em discurso na tribuna, ladeado por deputados que horas antes estavam na Mesa Diretora bloqueando as sessões.

Negou acordo com Motta para colocar em pauta a anistia e afirmou que combinou “apenas com líderes”. “O presidente Hugo Motta não foi chantageado por nós. Ele não assumiu compromisso de pauta nenhuma conosco.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O deputado Sóstenes Cavalcante sabe que não vai haver nenhuma punição e até se ofereceu para ser punido sozinho, por ter liderado a esculhambação. Os demais deputados, inclusive petistas, também sabem que Hugo Motta está errado, porque assumiu o compromisso de não impedir a colocação da anistia em pauta, se houvesse acordo de lideranças, mas depois fingiu que nem era com ele. Ninguém vai ser punido e o projeto de lei (ou emenda constitucional) vai tramitar, com grandes chances de ser aprovado, passando a borracha no golpe que não houve, mas foi planejado e não tiveram coragem de dar, devido ao veto do Alto Comando do Exército. (C.N.)

O jogo continua, bruto e desleal, entre Donald Trump e o Brasil

CRÉDITO: STEVE SACK_CAGLE CARTOONS

Charge do Steve Sack (Revista piauí)

Vicente Limongi Netto

O Brasil procura jogar limpo, desde o início da partida. Trump parte para cima, bate de bico na virilha do Brasil. A tônica do script é enfadonha e patética. Lavagem cerebral de Trump é insistente. Mas não cola. Desde o início do arranca-rabo com a ameaça do tarifaço de 50%. o presidente norte-americano mandou às calendas a diplomacia e a economia.

O indecoroso jogo é político. Surrada e risível a postura do presidente norte-americano. De causar rebuliço na alma de eternos humoristas, como Chico Anysio e Jerry Lewis.

SANTOS IMACULADOS – As pantomimas de Trump estão levando parte expressiva do Brasil a achar que a família Bolsonaro é composta de santos imaculados e inatacáveis. Merecedores de bustos em praças públicas. O vilão que precisa ser punido e execrado é o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O capeta é a Suprema Corte brasileira.

Trump costuma falar grosso com a Suprema Corte americana. Aqui, é perda de tempo e de saliva. O busilis é mais embaixo. A soberania brasileira exige respeito. Em vão, jogar pedras no STF de nada adianta. O rosto de Trump vai acabar ficando mais vermelho e suado do que as gravatas vermelhas que usa.

É desaforo sem tamanho um chefe da nação meter o bedelho em decisões jurídicas de outros países. Trump não enxerga nem admite que passou dos limites civilizados e diplomáticos.

SEGUIDORES FIÉIS – O clã Bolsonaro, por sua vez, apoiado pelo Partido Liberal, segue obedecendo cegamente o plano do patrão, Trump. Usam o pai e ex-presidente Bolsonaro para infligir as normas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, apoiadas pela maioria do colegiado.

Jogam o entulho do mal feito no ar. Prontamente, Moraes agrava e impõe novas sanções a Bolsonaro. Desta vez, rigorosa prisão domiciliar. Com o show montado, ingressos vendidos, é a vez dos bolsonaristas entrarem em cena. Como atores e atrizes de quinta categoria. É a vez dos boquirrotos e ferozes algozes de Alexandre de Moraes.

MIGALHAS DO NOTICIÁRIO – Choram pitangas ao mundo. Alegam que a prisão domiciliar é afrontosa e vingativa. Com eleições batendo na porta, os sinistros bolsonaristas sabem que decisões de Moraes ganham boas migalhas do noticiário políticos.

Alexandre de Moraes prossegue inabalável a pressões e ameaças. Atuando serenamente, dentro dos autos. O jogo segue pesado. Sem hora para acabar. As sobras ruins vão para os bolsos dos cidadãos. Alimentos encarecendo mais. Todos eles.

Famílias de mendigos, com crianças chorando, com fome, se acumulam nas portas de restaurantes, bares, lanchonetes e hotéis. Moradias de papelão e pano nos jardins e terrenos baldios. Brasil real e nefasto.

A imortal voz do morro, que abriu o caminho do sucesso para Zé Kéti

Zé Kéti, sambista que foi a voz do morro, tem centenário celebrado com show  e site - 14/09/2021 - Ilustrada - Folha

Zé Kéti personificava a força do samba

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor e compositor carioca Zé Kéti, nome artístico de José Flores de Jesus (1921-1999), sentiu a sua carreira começar a deslanchar em 1955, quando o seu samba “A voz do morro”, gravado por Jorge Goulart, pela Continental, fez enorme sucesso na trilha do filme “Rio 40 graus”, de Nelson Pereira dos Santos.

“A Voz do Morro” mostra em sua letra que o samba é a única voz valorizada no morro, transformada em um condutor de alegria do Rio de Janeiro para o resto do país.

A VOZ DO MORRO
Zé Kéti

Eu sou o samba
A voz do morro sou eu mesmo sim senhor
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei dos terreiros

Eu sou o samba
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões
De corações brasileiros

Mais um samba, queremos samba
Quem está pedindo é a voz do povo do país
Viva o samba, vamos cantando
Essa melodia do Brasil feliz

Motta faz de conta que quer punir os deputados que fizeram motim

Diego Coronel crê em aprovação da Tributária e derrubada do veto de Lula à desoneração: "fui prefeitos, sei das dificuldades, a alíquota baixando de 20% para 8% irá salvar os municípios"

Corregedor Diego Coronel vai investigar motim na Câmara

Carolina Nogueira
do UOL

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Corregedoria Parlamentar as denúncias contra os deputados envolvidos na ocupação do plenário da Casa por cerca de 30 horas.

Cinco parlamentares poderão ter seus mandatos suspensos por até seis meses. A Corregedoria vai analisar as representações dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS), Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Zé Trovão (PL-SC). A deputada Camila Jara (PT-MS) também terá sua conduta analisada após denúncia de ter empurrado Nikolas Ferreira (PL-MG) do plenário.

CONSELHO DE ÉTICA – A Corregedoria Parlamentar é a responsável por avaliar a conduta dos deputados. O corregedor Diego Coronel (PSD-BA) terá um prazo para analisar os casos e emitir um parecer que será votado pela Mesa Diretora.

Mas a decisão ainda precisa ser analisada pelo Conselho de Ética da Câmara. O presidente do colegiado vai definir um relator para cada caso, que poderá reduzir a punição. Caso o afastamento dos parlamentares seja aprovado, terá início imediato. Os deputados terão salário, cota parlamentar e verba de gabinete suspensas também.

O bloqueio de acesso à Mesa Diretora foi a justificativa para punições. Pollon e Van Hattem se recusaram a deixar as cadeiras da Mesa Diretora do plenário. Ambos foram convencidos a desocupar os assentos por líderes da oposição e do centrão. Zé Trovão usou sua perna para bloquear a escada que dá acesso aos assentos e impedir a entrada de Motta.

FORMA FÍSICA – Motta criticou obstrução de “forma física”. O presidente da Câmara disse ontem, ao Jornal Nacional, que “obstrução se faz no voto, se faz no placar, se faz obedecendo o regimento, e não de forma física, impedindo o funcionamento dos nossos trabalhos”.

“Nós jamais negociaríamos a condição de presidir a sessão”, disse. Motta afirmou que sua condição de presidente é “inegociável” e que as pautas discutidas pela Casa precisam antes ter apoio da maioria dos membros do colégio de líderes para serem levadas a debate.

Mas a suspensão de mandato é uma forma de contornar a imagem enfraquecida de Motta. Na avaliação de alguns parlamentares, o presidente da Câmara tem que aplicar algum tipo de corretivo para impor “respeito”.

SUSPENDER MANDATOS – Três partidos de esquerda acionam a Mesa Diretora contra 5 parlamentares da direita. O PT, o PSB e o PSOL ingressaram hoje com pedido de suspensão sumária, por seis meses, dos mandatos de Júlia Zanatta (PL-SC), Marcel van Hattem (PL-RS), Marcos Pollon (PL-MS), Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Zé Trovão (PL-SC).

Todos são citados por quebra de decoro parlamentar. A ação se baseia no regimento interno da Câmara e no Código de Ética e Decoro Parlamentar.

Eles defendem que o uso da força física por parte de membros do Parlamento para usurpar funções da Mesa “é um precedente extremamente perigoso e inaceitável no Estado Democrático de Direito, razão pela qual deve ser rechaçado com o rigor das normas éticas e regimentais”. 

FOI UM MOTIM – A Oposição “ocupou” Mesa Diretora da Câmara e do Senado em protesto por anistia. Movimento dos parlamentares pediu que o projeto da anistia fosse pautado por Motta. Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) criticou a ocupação dos bolsonaristas e disse que não aceitaria “intimidações”. Alcolumbre descartou punições e barrou o pedido de abertura de processo de impeachment contra Moraes.

Motta recuperou a cadeira da presidência, mas demonstrou falta de comando. Deputados e líderes disseram ao UOL que o presidente errou ao não estar na Casa quando Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro.

Motta não conseguiu liderar as negociações com os deputados do PL e precisou escalar novamente seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL). PP e União Brasil costuraram acordo para proteger o deputado republicano de levar o ônus de pautar a anistia. Lideranças afirmaram ao UOL que o presidente não se posicionou sobre o tema e deixou a cargo dos líderes do centrão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Motta ficou muito mal no episódio e tenta limpar a barra pedindo uma punição que não vai acontecer. A participação de Arthur Lira, ex-presidente, serviu para lembrar a Motta que acordos têm de ser cumpridos. Motta fez acordo para ser eleito pelos deputados, dizendo que não evitaria a discussão da anistia, mas de repente tentou voltar atrás e se deu mal. A questão será resolvida pelo colégio de líderes. Enquanto isso, a Câmara fica parada, sem funcionar. (C.N.)

Ameaça diplomática: EUA ultrapassam o limite ao atacar ministro do STF

Embaixada dos EUA usa redes para endossar ameaças ao STF

Pedro do Coutto

Num episódio sem precedentes na história recente das relações Brasil–Estados Unidos, a Embaixada norte-americana em Brasília publicou uma declaração oficial reproduzindo falas do governo Donald Trump contra o ministro Alexandre de Moraes. No texto, Moraes foi chamado de “arquiteto da censura e perseguição” e, em tom de ameaça, o comunicado alertou que aliados do ministro no Supremo Tribunal Federal também poderiam ser alvo de sanções.

A mensagem, feita de forma pública e direta, foi interpretada no Brasil como uma ingerência indevida no Judiciário de um país soberano, rompendo protocolos tradicionais da diplomacia e colocando em xeque a relação histórica entre as duas nações.

ESCLARECIMENTOS – A reação do governo brasileiro foi imediata: o Itamaraty convocou o encarregado de negócios dos EUA para prestar esclarecimentos e classificou a atitude como “inaceitável” e “intromissão grave” em um poder constitucionalmente independente. Esse gesto se soma a uma escalada de tensões iniciada semanas antes, quando Washington impôs sanções a Moraes e a seus familiares com base na Lei Magnitsky, além de suspender vistos e anunciar tarifas de até 50% sobre exportações brasileiras.

A justificativa americana foi de que tais medidas seriam uma resposta a decisões judiciais que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro — um argumento que, na avaliação de juristas e diplomatas brasileiros, representa clara tentativa de pressionar e constranger uma autoridade judicial.

Essas ações não apenas abalaram o diálogo bilateral como também prejudicaram a imagem dos EUA no cenário internacional, alimentando a percepção de que o governo Trump mistura interesses ideológicos com política externa. O tom confrontacional adotado por Washington reforçou no Brasil o discurso de defesa institucional e de preservação da independência dos poderes, ao mesmo tempo em que ampliou o sentimento de resistência a pressões externas.

PREDECENTE – Para muitos analistas, trata-se de um marco preocupante, pois rompe com a tradição de cooperação construtiva entre os dois países e cria um precedente perigoso para o futuro das relações diplomáticas.

O episódio, além de expor os limites da influência americana, serve como alerta para os riscos de se permitir que disputas políticas internas se transformem em ferramentas de intervenção estrangeira. Mais do que um incidente pontual, o caso revela um embate de narrativas sobre democracia, soberania e legitimidade institucional, com potencial de gerar desdobramentos duradouros na política externa brasileira e na postura do país diante de potências globais.

Plano de Israel para tomada de Gaza precisa ser interrompido, diz a ONU

Mães de Gaza buscam desesperadamente leite para seus filhos

É uma imagem de fome, genocídio ou holocausto?

Matthias Williams
Reuters 

O plano do governo israelense para uma tomada militar em grande escala de Gaza causará mais mortes e sofrimento e precisa ser interrompido imediatamente, disse o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, na sexta-feira.

O plano é contrário à decisão do Tribunal Internacional de Justiça de que Israel deve pôr fim à sua ocupação o mais rápido possível, à realização da solução acordada de dois Estados e ao direito dos palestinos à autodeterminação, disse Turk em um comunicado.

OCUPAÇÃO – O gabinete de segurança de Israel aprovou um plano no início da sexta-feira para assumir o controle da Cidade de Gaza, enquanto o país expande suas operações militares, apesar da intensificação das críticas internas e externas sobre a devastadora guerra de quase dois anos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia dito na quinta-feira que Israel pretendia assumir o controle militar de toda a Faixa de Gaza.

“Com base em todas as evidências até o momento, essa nova escalada resultará em mais deslocamentos forçados em massa, mais mortes, mais sofrimento insuportável, destruição sem sentido e crimes de atrocidade”, disse Turk. “Em vez de intensificar essa guerra, o governo israelense deveria colocar todos os seus esforços para salvar as vidas dos civis de Gaza, permitindo o fluxo total e irrestrito de ajuda humanitária. Os reféns devem ser imediata e incondicionalmente libertados pelos grupos armados palestinos.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAs palavras têm peso. O governo de Israel diz que não há genocídio. Pode ser que tenha razão. Ao invés de genocídio, talvez esteja ocorrendo um holocausto. Depende de como você enxerga a situação. (C.N.)

Líderes na Câmara se dividem sobre acordo multipartidário para anistia

Hugo Motta deixa brecha para pautar anistia ao encerrar ocupação bolsonarista com discurso ambíguo na Câmara - Brasil de Fato

Hugo Motta esqueceu que fez um acordo para ser eleito

Amanda Klein

do UOL

Pouco antes de reassumir a presidência, parlamentares relatam que o presidente da Câmara, Hugo Motta, participou de reunião com lideranças do centrão e da oposição e concordou em pautar o debate sobre o fim do foro privilegiado e anistia aos golpistas de 8 de janeiro a partir da semana que vem.

O acordo foi confirmado publicamente pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante, no final da noite. Havia até senadores presentes na reunião.

POSIÇÃO COMUM – Um deles, que participou da conversa final, relatou à coluna que a oposição alcançou seu objetivo:

“Participamos porque o Senado também obstruiu e tinha que ter posição comum entre as duas Casas para liberar os trabalhos. Ouvimos da boca do Motta que ele vai colocar em debate e votação, a partir da próxima semana, o fim do foro privilegiado e depois a anistia”. Segundo este senador, estavam presentes líderes do PP, União Brasil, PSD, MDB, PL e Novo. Todos teriam concordado.

 

Antes disso, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira recebeu diversos líderes e abriu caminho para o acordo que teria sido verbalizado por Motta.

FORO PRIVILEGIADO – Em 2017, o Senado aprovou mudanças nas regras do foro privilegiado, que só valeria para presidentes de Poderes. Os demais seriam julgados pela justiça comum, o que, na visão deles, poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro às vésperas do julgamento no STF por tentativa de golpe de Estado.

Líderes que não participaram da conversa demonstram surpresa. “No que eu tenha participado, não houve qualquer acordo para votação de nada. O que foi dito é que os assuntos seriam todos discutidos no colégio de líderes como sempre foram”, relatou um deles. Outro líder de centro reafirmou: “não dá pra se pensar em acordo. O que prevaleceu foi o bom senso”.

Procurada, a assessoria de Motta nega o acordo. O motim não terminou ontem. A oposição vai prosseguir com o esforço para salvar Bolsonaro, nem que isso custe colocar o Congresso e o país em polvorosa.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO acordo para tramitar a anistia existe desde o início do ano, quando se viabilizou a eleição de Hugo Motta. Ele assumiu esse compromisso e agora os bolsonaristas estão cobrando, com apoio do Centrão. Simples assim. (C.N.)

Baderneiros da Câmara precisam aprender como se faz a boa política

Motta consegue conter baderna promovida por bolsonaristas na Câmara |  Brasil 247

É preciso reconhecer que a política já virou uma piada

Vicente Limongi Netto

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, decidiu encaminhar ao Conselho de Ética a suspensão por seis meses dos mandatos de cinco excrescências fantasiados de parlamentares. Irresponsáveis mentores da bagunça promovida por grupelho de bolsonaristas, tomando conta da Mesa Diretora, impedindo os trabalhos da Câmara. Os cinco trombadinhas baderneiros são Marcel Van Hatten(Novo-RS),  Marcos Pollon(PL-MS), Zé Trovão (PL-SC), Julia Zanatta(PL-SC) e Camila Jara(PT-MS).  

O quinteto de moleques engomados  precisa ser punido exemplarmente. Inclusive com a suspensão dos salários. Chegou a hora do deputado Hugo Motta impor a necessária autoridade do cargo que ocupa. Gancho duro e merecido para os democratas de meia pataca.

BOM EXEMPLO – Na política há aqueles que raciocinam com a própria cabeça. Não perdem tempo em tolos bate bocas.  Também há aqueles que preferem vociferar. Usam na lapela do paletó o broche, “adorador de holofotes”.

Nesta linha, o senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí, é figura expressiva na primeira opção. Não berra pelos poros. Argumenta. Discute com isenção e qualidade. Cultiva amigos em todos os setores da política. É amigo pessoal do ministro do Supremo Tribunal Federal(STF), Alexandre de Moraes.

Não é vassalo de ideias. Defensor do contraditório.  Reiterou, deixou claro, que não participa nem concorda com a pantomima de assinar listas pedindo o impeachment de Alexandre de Moraes.

AMIGO DO JAIR – Ciro foi ministro do governo Bolsonaro. Não se arrepende. Permanece amigo do ex-presidente. Foi o primeiro a visitá-lo, em casa, com autorização de Alexandre de Moraes. O senador não age com o sentimento de vingança.

 Repele insultos de açodados e capachos. Não admite ser usado nem monitorado por grupelhos adeptos do quanto pior, melhor. Cara feia para o advogado, empresário e senador Ciro Nogueira é fome.