Aposta em Trump expõe Flávio Bolsonaro a desgaste eleitoral inesperado

O poeta Patativa do Assaré já dizia: é preciso votar no candidato certo

PERFIL | Patativa do Assare - 2 de 3Paulo Peres
Poemas & Canções 

Patativa do Assaré, nome artístico de Antônio Gonçalves da Silva (1909-2002), por ser natural da cidade de Assaré, no Ceará, foi um dos mais importantes representantes da cultura popular nordestina. Com uma linguagem simples e poética, destacou-se como compositor, improvisador, cordelista e poeta, conforme afirma ser “O Que Mais Dói”, referindo-se à possibilidade de os eleitores escolherem um presidente ruim.

O QUE MAIS DÓI
Patativa do Assaré

O que mais dói não é sofrer saudade
Do amor querido que se encontra ausente
Nem a lembrança que o coração sente
Dos belos sonhos da primeira idade.

Não é também a dura crueldade
Do falso amigo, quando engana a gente,
Nem os martírios de uma dor latente,
Quando a moléstia o nosso corpo invade.

O que mais dói e o peito nos oprime,
E nos revolta mais que o próprio crime,
Não é perder da posição um grau.
É ver os votos de um país inteiro,
Desde o praciano ao camponês roceiro,
Pra eleger um presidente mau.

PF rastreia festa de R$ 3,7 milhões bancada por Vorcaro para políticos em Nova York

PF aponta que Vorcaro bancou férias de luxo de Ciro Nogueira nos Alpes Franceses

Tarifaço de Trump reacende tensão com o Brasil e oferece a Lula uma nova frente

A silenciosa transformação do poder em Brasília, que é presidencialista, mas nem tanto

Brasil já venceu os EUA e poderia vencer novamente, mas Lula é ignorante demais

Tribuna da Internet | Lula se humilhou diante de Trump e mostrou ser  marionete de Joesley

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Carlos Newton

Essa ridícula e perigosa crise diplomática com os Estados Unidos é de causar revolta em quem conhece a brilhante trajetória de nossa diplomacia, que soube travar e vencer disputas arriscadíssimas, como a anexação do Acre, em 1903, quando a então jovem república brasileira enfrentou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, que era a maior potência mundial, onde o Sol jamais se punha, segundo seu orgulhoso lema imperialista.

Foi nessa época que se fortaleceu a cobiça internacional pela Amazônia, devido à estratégica importância da borracha, usada na fabricação de pneus para carros, caminhões, motos, bicicletas e aviões. Só existia borracha na região boliviana do Rio Acre, onde era extraída por colonos brasileiros e exportada pelo porto de Belém.

O OURO NEGRO – A riqueza produzida pela borracha era tanta que atraia cada vez mais migrantes brasileiros e do exterior. Nessa época, os Estados Unidos, com apoio do Império britânico, então fizeram um acordo com a Bolívia, pagando caro para criar chamado Bolivian Syndicate, destinado a gerir com leis norte-americanas a região, explorar a borracha e expulsar os brasileiros.

A reação foi fulminante. Liderados por Plácido de Castro, ex-major da Brigada Gaúcha, em 6 de agosto de 1902 os seringueiros atacaram a guarnição do Exército boliviano no principal vilarejo do Acre e assumiram o controle da situação.

A Bolívia mandou mais tropas e embarcações de sua Marinha, mas os seringueiros resistiram, apesar das numerosas baixas.

LUTA RENHIDA – Plácido de Castro era um grande estrategista e conduzia os seringueiros sem o menor apoio do Exército ou da Marinha do Brasil, que tentavam fazer com que se entregasse. Mas isso não aconteceu.

Após uma série de batalhas, Castro conseguiu dominar pontos estratégicos como Puerto Alonso (atual Porto Acre), e forçou a Bolívia a retirar suas tropas em 24 de janeiro de 1903.

A partir daí se iniciou a negociação diplomática, com mediação internacional, em que o Brasil foi representado  pelo Barão do Rio Branco, que saiu vitorioso ao conseguir um acordo de indenização à Bolívia, alternativa que teve ferrenha oposição dos governos dos EUA e da Grã-Bretanha, que foram derrotados no importante episódio.

NÃO ALINHAMENTO – O fato concreto é que os imperadores Pedro I e Pedro II souberam escolher grandes importantes para comandar a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros, que depois passou a ser conhecida como Itamaraty, nome do belíssimo palácio-sede no Rio de Janeiro.

Poucos se dão conta disso, mas foram os diplomatas brasileiros que criaram a diplomacia do não-alinhamento, que depois viria a ser adotada por outros países, como Suíça e Uruguai. A estratégia foi consolidada por figuras históricas como José Bonifácio de Andrada e Silva, José Joaquim Carneiro de Campos e José Maria da Silva Paranhos, o visconde de Rio Branco, membro da Academia Brasileira de Letras e principal articulador da Lei do Ventre Livre.

O não-alinhamento floresceu na gestão do filho de Paranhos, que Dom Pedro II transformou no Barão do Rio Branco, reconhecidamente o gigante da diplomacia brasileira, que derrotou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha nas mesas de negociação em que fixou nossas fronteiras ocidentais.

TEMPOS MODERNOS – Essa independência na diplomacia foi preservada pelo regime militar e seguiu em frente, somente sendo desprezada a partir dos governos do PT. A culpa é do então ministro José Dirceu, que mandava em Lula no início do primeiro governo e entregou o Itamaraty aos chamados “barbudinhos”, liderados por Celso Amorim.

Desde então o Brasil abandonou o não-alinhamento e se uniu à Rússia, à China e à Índia no grupo BRICS, além de Cuba, Venezuela, Nicarágua etc.

O resultado é que o governo de Lula comprou uma briga dura com os Estados Unidos, ao invés de estar se beneficiando com uma diplomacia que defenda os interesses do Brasil, ao invés de se guiar por posições falsamente ideológicas.

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P.S.
Com seu despreparo, Lula colocou o Brasil num caminho perigoso e acha que se trata de um problema de soberania, quando a causa é uma política diplomática totalmente equivocada. E ninguém sabe o que esses erros do governo do PT podem provocar. (C.N.)

Cadê os R$ 60 bilhões que Vorcaro disse que devolveria? Perguntar não ofende…

Tribuna da Internet | Líderes políticos e autoridades podem estar  envolvidos com o Banco Master

Charge do J.Caesar (Veja)

Duarte Bertolini

Muitas coisas mudam e, velozmente, no Brasil. Mas outras continuam imutáveis e guiando nossos dias. Por exemplo, o bordão de que “o Brasil não é para amadores”. Sempre que deparo com essa citação, fico tomado pela sensação de minha absoluta ignorância.

Agora, tomo conhecimento de que “a PF está pressionando Vorcaro a devolver 60 bilhões de reais aos fundos…”. Diante disso, sou tomado pelo estilo Eremildo, o eterno idiota do Elio Gaspari, e pergunto: Onde estão estes bilhões?

DÚVIDAS – Surgem, então, muitas dúvidas. Estes bilhões estariam no bolso interno da vestimenta de presidiário do banqueiro Vorcaro? Enterrados em lugar ermo com um mapa preciosíssimo que indicaria onde estão? Deveríamos ressuscitar Indiana Jones para achá-los? Ou estariam em alguma conta secreta, em nome de laranjas no Brasil?

É difícil saber… E há outras questões para que a gente possa entender. Como sabem que são R$ 60 milhões? Se estão no patrimônio pessoal ou de outras empresas ligadas à família Vorcaro, não estariam sob a guarda do Banco Central Se essa fortuna está à disposição do Vorcaro, como a PF ainda não achou?

Se o dinheiro está em paraíso fiscal, contas de laranjas, imóveis em nome de terceiros, bitcoins ou similares, os famosos rastreamentos da PF, TCU, AGU, BC, Coaf, Receita etc. não encontraram nenhum rastro?

E O INTERCEPT? – O sempre útil e necessário site Intercept, oráculo de todos os segredos favoráveis à esquerda, não poderia ajudar neste caso? Como o assunto está em toda mídia há sete meses, com atuação exemplar da PF, será que realmente precisamos negociar com o criminoso para que se digne a devolver essa parte do saque?

E o restante? As pesquisas e apreensões seriam somente para animar o telejornal amigo do dia? Se não concordar em devolver, o que vai acontecer com Vorcaro e com os bilhões?

E aí? Vamos ficar aguardando a libertação próxima e inevitável desse chefe de quadrilha, recompensa obvia por sua caridade e espírito cívico?

SISTEMA FALIDO – Poderíamos fazer muitas outras perguntas, mas fiquemos por aqui. Essa situação não pode ser explicada, porque é a demonstração cabal da falência, do servilismo, da incompetência e da corrupção de todo um sistema, seja de justiça, de polícia, de administração e de concepção moral da sociedade, como um todo?

Devemos esperar o próximo escândalo, para ir encobrindo os anteriores? Afinal, ninguém fala mais no resort luxuoso com um cassino embutido. A usurpação de dinheiro dos aposentados também está sendo esquecida. E por aí vamos.

Triste Brasil, sempre fomos uma nação suis generis, mas como chegamos a isto? Tenho algumas teorias, mas desenvolvê-las pode ser perigoso para nosso amor próprio e para nosso amor a esse país.

Flávio Tariflávio ganha concurso e será escolhido com sabujo preferido de Trump

TRUMP NÃO MANDA NO BRASIL! ⚠️ Nós acionamos a Procuradoria-Geral da  República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro. É inadmissível que  parlamentares brasileiros articulem com o governo dos Estados Unidos  medidas que

Charge reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

Ele atende por Flávio Rachadinha, também por Flávio Achocolatado, ainda por Flávio Golpista e, agora, pelo magistral, adequado e merecido Flávio Tariflávio.  Coberto de lama e esmerado em mentiras, o senador do PL ostenta feliz o título de sabujo favorito de Donald Trump.

Caiu a máscara do pretensioso senador. Novamente pisa na bola. Depois da burrada nada republicana, insiste em alegar que nunca pediu a Trump para novamente taxar produtos brasileiros. 

DNA NÃO FALHA – O presidente do PL, Valdemar Costa Neto está orgulhoso de ter um candidato desse nível no partido. O pai do Tariflávio, condenado e preso, Jair com pão e leite condensado, deixou para o Brasil a imorredoura e nojenta pecha de golpista. Desonrou as Forças Armadas.

Como o DNA não falha nunca, chegou a vez do filho mais velho, Tariflávio, desonrar o Brasil. Mente aos brasileiros, tenta passar perfil de ético e decente aos eleitores, mas a verdade é que está mais sujo do que pau de galinheiro.

Age contra as empresas brasileiras. O Tariflávio do PL ostenta vaidoso o papelão que ganhou de presente do patrão Donald Trump: uma pomposa e vergonhosa lavagem cerebral que deslustra a política brasileira.

Apesar de bandeira da segurança, Flávio não transformou projetos próprios em lei

Juiz federal retém sem julgar a ação que visa suspender apostas nas BETs 

Charges: Entra no ar hoje o maior sistema de pilantragem que uma nação pode  adotar!

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Carlos Newton

O advogado Luiz Nogueira, que representa em juízo o ex-deputado Afanasio Jazadji, enviou ao presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministro Edson Fachin, um pedido de preferência para julgamento da ação apresentada para suspender o funcionamento das empresas Bets de apostas, porque o processo judicial está paralisado nem qualquer justificativa.

“Há 70 dias tramita na 18ª Vara Federal Cível do Distrito Federal ação popular, objetivando a imediata suspensão da jogatina denominada Bets, que está aniquilando a poupança popular, provocando endividamento incontrolável, desagregação familiar, agravamento de doenças mentais e psiquiátricas, com crescente prejuízo ao erário público em decorrência da maior demanda por socorro médico em hospitais públicos, afora a interminável propaganda pelos meios de comunicação incentivando crianças e jovens ao vício do jogo, que é ilegal e imoral, muito embora a Portaria SPA 1231/2024, do Ministério da Fazenda, tenha transformado o governo federal em sócio dessa anomalia”, diz o Dr. Luiz Nogueira.

DADOS OFICIAIS – Segundo o advogado paulista, dados oficiais apontam que essa modalidade de jogo, em sua maioria bancada por sites de apostas ligados a cassinos internacionais, está retirando do País cerca de R$ 20 bilhões mensais.

Projeções indicam que a jogatina desenfreada durante os jogos da Copa do Mundo de Futebol captará, excepcionalmente, só no Brasil, cerca de US$ 3,5 bilhões, e no mundo, mais de US$ 35 bilhões.

A petição assinala que somente a justiça cautelar de urgência poderá pôr um fim a essa incomensurável usurpação de recursos familiares, mas até agora não houve uma resposta do Judiciário. E cita a opinião do Papa Leão XIV, que criticou o crescimento dos jogos de azar e das apostas online, chamando-os de um “flagelo” que está arruinando muitas famílias. 

DISSE O PAPA – Segundo Luiz Nogueira, o Papa destacou o problema como uma crise social e de saúde mental e não apenas um prejuízo financeiro.

“Para o Sumo Pontífice, a dependência em jogos de azar destrói laços familiares e enfraquece a confiança nas relações sociais. Ele classificou o vício como um grave problema educativo, de saúde mental e de confiança social, citando dados sobre a expansão das apostas. Reforçou a necessidade de atenção aos danos causados pelo jogo compulsivo”.

O advogado do ex-deputado Afanasio Javadji, enviou cópia da petição à presidência do TRF1, ao corregedor e ao juiz da 18ª Vara Cível Federal do Distrito Federal, Arthur Pinheiro Chaves, na qual tramita a ação, pedindo providências contra as BETs.

Pré-candidato do PT, Delúbio Soares recebe gesto de apoio de Lula em agenda oficial

Lula proíbe novas iniciativas e manda ministros focarem em entregas até a eleição

Após decisão de Trump, Brasil terá de demonstrar que enfrenta facções, diz analista

Eduardo Bolsonaro vai a julgamento por atuação nos EUA contra ministros do STF

Trump faz acenos ao bolsonarismo, mas seguirá apostando na relação com Lula, avaliam empresários

Apesar do momento de tensão, relação seguirá fluindo

Mônica Bergamo
Folha

A relação entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente Lula está novamente passando por um momento de teste e estresse, mas a aposta de empresários com trânsito na alta administração do governo dos EUA é a de que ela seguirá fluindo, apesar dos momentos de tensão.

Por essa análise, a decisão do governo norte-americano de designar o PCC e o PV como organizações terroristas já estaria tomada há mais de três meses, dentro de um novo contexto das relações dos Estados Unidos com a América Latina. Teria sido justamente a relação construída entre Trump e Lula que evitou que ela fosse anunciada antes da visita do brasileiro à Casa Branca, em maio.

CONCESSÃO – A foto de Flávio Bolsonaro com Trump, divulgada na semana passada, na visão desse mesmo empresário, teria sido uma concessão do presidente norte-americano aos seus falcões, ou seja, ao núcleo duro republicano de seu governo.

O grupo seria representado pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e desejaria influir fortemente nas eleições brasileiras, criando situações que beneficiem a família Bolsonaro. Com a foto e o anúncio vinculado a ela, já estariam atuando no pleito do país. Esse mesmo grupo não estaria conformado, até hoje, com o estabelecimento de relações de Trump com Lula.

Por isso, teriam organizado para que o pré-candidato Flávio Bolsonaro pegasse carona em uma decisão que já estava tomada com antecedência, colocando-o ao lado de Trump para uma foto dois dias antes do anúncio. Por essa visão ainda, o presidente norte-americano estaria fazendo gestos para agradar ao grupo.

AÇÃO UNILATERAL – Um diplomata brasileiro ouvido pela coluna, no entanto, discorda da avaliação e diz que não é possível dourar a pílula, ainda mais diante de uma segunda ação unilateral contra o Brasil que acaba de ser divulgada: a conclusão de uma investigação comercial do governo Trump contra o país.

Nela, há ataques, por exemplo, ao Pix, e é feita a proposta de uma nova taxação, de 25%, contra produtos brasileiros. Apesar, portanto, de todo o diálogo, a situação estaria no mesmo patamar de quando Trump ameaçou impor um tarifaço ao Brasil sob o argumento de que o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria sendo perseguido pela Justiça brasileira.

Delação de Vorcaro não avança sobre Ciro Nogueira e mantém versão de relação pessoal

Vorcaro segue blindando Ciro Nogueira

Bela Megale
O Globo

Vão-se os anéis, ficam os dedos. Até o momento, Daniel Vorcaro não mudou o disco na nova rodada de negociação de sua delação premiada. Pelo menos quando o assunto é Ciro Nogueira.

O dono do Banco Master segue defendendo a tese de que não houve corrupção ou relação de “causa e efeito” nos pagamentos que fez ao senador. Vorcaro já havia sinalizado que pretendia trazer mais informações do que na tratativa inicial, mas ainda apostaria numa versão “light” de acordo, com contenção de danos.

RELAÇÃO DE AMIZADE – Segundo envolvidos nas negociações, Vorcaro insiste que os pagamentos que fez a Nogueira se deram pela relação de amizade. Sobre a emenda apresentada pelo parlamentar para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o dono do Master defende que o senador fez por amizade e que não houve favor em troca.

A Polícia Federal apontou que o texto foi redigido dentro do Banco Master, elaborado pela assessoria da instituição financeira, encaminhado a Daniel Vorcaro, impresso e entregue em um envelope destinado a “Ciro” na casa do parlamentar.

“OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO” – A aquisição da participação societária de uma empresa ligada a Vorcaro pela CNLF, companhia que tem Ciro como sócio e é administrada pelo irmão do senador, também tem sido descrita por Vorcaro como uma “oportunidade de negócio”. Ele nega que o fato de a aquisição ter sido feita por R$ 1 milhão, sendo que valia R$ 13 milhões, seria uma contrapartida por serviços prestados. A defesa de Nogueira afirma que ele não teve participação em atividades ilícitas.

Os advogados de Vorcaro pediram autorização para ter um regime especial de visitas ao cliente, que está preso, até a primeira quinzena deste mês para trabalhar no acordo de delação. A autorização foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, com aval da PF e do Ministério Público. A primeira proposta foi considerada fraca e rejeitada pela PF. Por ora, Vorcaro não deu sinais de que mudou de postura.

Após fracasso inicial, Vorcaro apresenta nova proposta de delação à PF e à PGR

“Quando eu me chamar Saudade”, a despedida de Nélson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Paulo Peres
Poemas & Canções

Nelson Cavaquinho: vida e obra do sambista de estilo único, morto há 40 anos | Stories | Flipar | O Dia

Nélson e Guilherme, dois amigos inseparáveis

O pintor, escultor, cantor e compositor carioca Guilherme de Brito Bollhorst (1922-2006), na letra de “Quando Eu Me Chamar Saudade”, parceria com Nelson Cavaquinho (1911-1986), pede aos amigos que façam tudo quanto quiserem fazer por ele, somente enquanto estiver vivo.

Este samba imortal foi gravado por Nora Ney no LP “Tire seu Sorriso do Caminho, que Eu Quero Passar com a Minha Dor”, título de outra grande parceria dos dois, em 1972, pela Som Livre.

QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE
Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão

Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora

Me dê as flores em vida
O carinho
A mão amiga
Para aliviar meus ais
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais

Mesmo após vitória da 6×1, PT não espera ganho imediato para Lula nas pesquisas