João amava Teresa, que amava Raimundo que amava Maria, que não amava ninguém…

A minha vontade é forte, porém minha... Carlos Drummond de Andrade - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

Coligações, campanhas, promessas, pesquisas e debates com acusações, até certo ponto criminosas, trocadas entre os políticod são elementos que, ironicamente, lembram-me muito o poema “Quadrilha”, do bacharel em farmácia, funcionário público, escritor e poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), um dos mestres da poesia brasileira.

Detalhe: décadas depois, Chico Buarque praticamente repetiu o poema de Drummond na música Flor da Idade, sem registrar a parceria.

QUADRILHA
Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim
que amava Lili

que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos,
Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre,
Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se
e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.

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Na letra de “Flor da |Idade”, Chico Buarque termina a canção incluindo os seguintes versos:

Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca que amava Dora que amava
Carlos amava Dora que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha

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