Supersalários no TCU: ministros embolsam R$ 4,3 milhões fora do teto em 2025

Somente o STF poderá socorrer o STF para limpar sua imagem desonrada

STF tem pautas trabalhistas e sindicais relevantes | ASMETRO-SI

Charge reproduzida da Asmetro

Josias de Souza
Uol

O Supremo Tribunal Federal chega a 2026 em situação paradoxal. A inédita condenação de um ex-presidente e de militares graduados por crimes contra a democracia fez subir alguma coisa à cabeça dos magistrados.

Certos ministros, imaginando que o feito histórico bastaria para elevá-los à condição de estátua, passaram a se comportar como pardais de si mesmos, sujando com desenvoltura dialética suas testas de bronze.

NO JATINHO… – Apagaram-se as luzes do inquérito sobre o escândalo do Master depois que o relator voou de carona em jatinho particular, ao lado de um advogado de diretor do banco.

E a toga mais poderosa foi constrangida com a apreensão de contrato firmado pelo escritório de advocacia de sua mulher com o banco liquidado.

Tomado pelo valor —R$ 129,6 milhões— o contratante estava mais interessado em comprar influência do que assessoria jurídica.

BLINDAGEM LIMINAR – Num movimento constrangedor, o decano do STF editou uma liminar-blindagem, para bloquear no Senado pedidos de impeachment contra si e seus pares. Negociou no balcão da baixa política um recuo parcial. Mas manteve o bode na antessala do Ano Novo.

Simultaneamente, o Código de Ética sugerido pelo presidente do tribunal é torpedeado internamente por colegas viciados em conchavos palacianos, indicações de cupinchas para tribunais inferiores, paloozas e rega-bofes bancados no exterior pelo déficit público e pelo lobby empresarial.

Nesse ambiente, apenas o Supremo pode socorrer o Supremo. A tarefa, que já era incontornável, tornou-se um desafio urgente.

Atuação de Dias Toffoli no caso do Banco Master é absolutamente suspeita

Toffoli volta atrás em decisão sobre relatórios sigilosos do antigo Coaf |  VEJA

Toffoli mantém o inquérito irregularmente no Supremo

Roberto Nascimento

O Supremo Tribunal Federal está sangrando sob a suspeita de imparcialidade, com o supercontrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes para defender o Banco Master, ganhando R$ 3,6 milhões mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, e com a condução do caso na relatoria avocada em bases frágeis pelo ministro Dias Toffoli, na argumentação de prerrogativa de foro, apenas porque o deputado José Carlos Bacelar (PL-BA), tentou comprar um imóvel de Daniel Vorcaro, o que não foi levado a efeito.

Então, o STF foi tragado para esse furacão de interesses pessoais, com o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, requerendo inspeção no Banco Central, e com a notícia de que o ministro Dias Toffoli viajara no jatinho do advogado do Master para assistir ao jogo Palmeiras X Flamengo em Lima, no Peru.

SAIR FORA – Para estancar o processo de críticas contundentes à Instituição, o ministro-relator Dias Toffoli deveria devolver o processo do Master para a Justiça Federal de Brasília, porque o caso Master não vai sair do noticiário, enquanto a razão dos fatos não for restabelecida.

O ministro Edson Fachin, presidente da Corte Suprema, tem o Poder de intervir, mas o corporativismo dos ministros, em sede colegiada, poderia derrubar a decisão. L

Portanto, os ministros vão ter que suportar o tiroteio contra o STF, que vai perdendo o apoio do trade jurídico e principalmente da opinião pública, circunstância que a Câmara e o Senado mais temem, principalmente em ano de eleições.

NOVA CPI – Significa dizer, que na reabertura do ano Legislativo em 3 de fevereiro, suas excelências do Congresso, pilhadas pelos eleitores de seus Estados, ficarão tentadas a criar a CPI do Banco Master e, pior ainda, até colocar na pauta o impeachment de ministros do STF e do TCU.

Nem Davi Alcolumbre, o presidente do Senado, terá coragem para barrar o tsunami, arquivando os insistentes pedidos de impeachment, sob pena de perder a reeleição na presidência do Senado em 2027.

O fato concreto é que o assalto do Banco Master é extremamente explosivo e os credores estão encontrando dificuldades para reduzir seus prejuízos através de reembolso pelo Fundo Garantidor de Crédito.

SUPERESCÂNDALO – Quem conhece o Brasil, sabe que o escândalo da véspera é sempre superado pelo próximo, mas esse do Banco Master é um monstro de sete cabeças expelindo por todos os lados o fogo da corrupção e da lavagem de dinheiro.

É preciso estancar essa sangria, que vem derrubando a credibilidade do STF. O ministro Dias Toffoli, por exemplo, deveria se considerar suspeito para continuar Relator do Caso Banco Master. Os fatos são notórios, nem falo da viagem no jatinho do advogado do dono do Master, pois o mais grave é um irmão e um primo, pegos em negócios relacionados a um Resort no Paraná.

Para que sigilo em assuntos de interesse público?
E a implicância contra a Polícia Federal e o Banco Central não faz sentido. O STF está sangrando em praça pública, e o colegiado calado e perplexo vendo dois ministros insensatos abalarem a credibilidade do Tribunal.

EXEMPLO DO TCU – De tanto apanhar por causa do ministro relator Jhonatan de Jesus, que recuou do desejo de  suspender a liquidação do Master ou manter os bens do dono do Master, Daniel Vorcaro, o TCU saiu do noticiário negativo.

Mas a bola está quicando no STF. Toffoli decidiu que todas as provas obtidas pela Polícia Federal, na segunda fase de busca e apreensão, fiquem sob custódia dele no STF. Essa decisão é escalafobética, esdrúxula e inconstitucional

Não contente, o ministro criticou a Polícia Federal, por demorar para executar as buscas e apreensões. Há uma leitura de animosidades do relator contra a PF e o Banco Central. Para bom entendedor, no mínimo o ministro deveria se declarar suspeito nesse caso Master. 

Direita vive crise ao se confundir com a extrema direita, diz pesquisador

Algumas dicas muito importantes sobre a saúde, que servem para todas as idades

SOU+SUS: A saúde brasileira em charges - Saúde Pública

Charge do Amâncio (Arquivo Google)

José Guilherme Schossland

Muitas “doenças” não são doenças, mas sim “envelhecimento normal”. O geriatra que dirige um hospital especializado de Pequim divulgou uma série de informações médicas que servem para todas as idades e ajudam a conhecer e cuidar dos mais idosos. Essas recomendações fazem sucesso nas redes sociais e merecem ser divulgadas, embora não se saiba o nome do médico.

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ENVELHECER É UMA ARTE?

Você não está doente, você está envelhecendo. Muitas condições que você considera “doenças” não são doenças, mas sim sinais de que o “corpo está envelhecendo”.

1. “Memória fraca” não é Alzheimer, mas um mecanismo de autoproteção do cérebro idoso. Isso é o cérebro envelhecendo, não uma doença. Se você simplesmente esquece onde colocou as chaves, mas consegue encontrá-las sozinho, NÃO é demência.

2. “Andar devagar” e ter pernas e pés instáveis não é paralisia, mas degeneração muscular. A solução NÃO é tomar remédios, mas sim “se mexer”.

3. “Insônia” não é uma doença, mas o cérebro está ajustando seu ritmo. É uma mudança na estrutura do sono. Não tome remédios para dormir indiscriminadamente. A dependência prolongada de pílulas para dormir e outros medicamentos para adormecer aumenta o risco de quedas, comprometimento cognitivo etc. “A melhor pílula para dormir” dos idosos é “tomar mais sol” durante o dia e manter uma rotina regular.

4. “Dores no corpo” não são reumatismo, mas uma reação normal ao envelhecimento dos nervos.

5. Muitos idosos dizem: Meus braços e pernas doem em todos os lugares. É reumatismo ou hiperplasia óssea? Os ossos ficam frouxos e finos, mas 99% das “dores no corpo” não são uma doença, mas uma condução nervosa lenta, que amplifica a dor. Isso é chamado de “sensibilização central”, uma alteração fisiológica comum em idosos. “Exercícios” são a cura, em vez de tomar remédios.

6. “Colesterol” – Os idosos têm níveis de colesterol ligeiramente mais altos porque viveram mais. O colesterol é a matéria-prima para a síntese de hormônios e membranas celulares. Um nível muito baixo pode facilmente reduzir a imunidade. As Diretrizes para a meta de redução da pressão arterial em idosos são <150/90 mmHg, e não o padrão para jovens <140/90.

7. Não trate o “envelhecimento” como doença. Envelhecer não é uma doença, é um caminho necessário.

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RECOMENDAÇÕES AOS IDOSOS

Algumas palavras devem ser ditas aos idosos e seus filhos: primeiro, lembrem-se: nem todo “desconforto” é uma doença.

Segundo, muitos idosos têm medo de ficar “assustados”. Não se assustem com o laudo do exame físico nem se deixem enganar por propagandas.

Terceiro, o mais importante para as crianças não é levar os pais “apenas” ao hospital, mas acompanhá-los em caminhadas, banhos de sol, refeições, conversas e vínculos.

“O envelhecimento” não é o inimigo. É outra maneira de viver… Mas a “estagnação” é o inimigo! Mantenha-se saudável.

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NÃO PERCA O CONTROLE DA VIDA

1. A meia-idade começa aos 50 e deve terminar aos 70.

2. Os anos dourados começam aos 70 e terminam aos 80.

3. A velhice começa aos 80 e termina aos 90.

4. A longevidade começa aos 90 e termina após a morte.

5. O principal problema de uma pessoa idosa é a solidão. Geralmente, os cônjuges não morrem juntos, alguém morre primeiro. Uma viúva ou viúvo se torna um fardo para a família. Por isso é tão importante não perder o contato com os amigos, reunir-se e se comunicar com frequência, para não ser um fardo para seus filhos e netos, que provavelmente nunca o dirão.

6. Minha recomendação pessoal é não perder o controle da sua vida. Isso significa decidir quando e com quem sair, o que comer, como se vestir, para quem ligar, a que horas dormir, o que ler, com o que se divertir, o que comprar, onde morar etc. Porque se você não puder fazer todas essas coisas livremente e sozinho, você se tornará uma pessoa insuportável que será um fardo para os outros.

7. William Shakespeare disse: “Estou sempre feliz! Sabe por quê? Porque eu não espero nada de ninguém”. Esperar é sempre angustiante. Os problemas não são eternos; eles sempre têm uma solução. Acreditamos que somos os culpados pelos nossos problemas. O único para o qual não há cura é a morte.

Antes de reagir… respire fundo;

Antes de falar… ouça;

Antes de criticar… olhe para si mesmo;

Antes de escrever… pense com cuidado;

Antes de atacar… renda-se;

Antes de morrer… viva a vida mais bela que puder!

O melhor relacionamento não é com a pessoa perfeita, mas com alguém que aprendeu e está aprendendo a viver da forma mais interessante e bela possível. Observe as deficiências dos outros… mas também admire e elogie suas virtudes.

Se você quer ser feliz, precisa fazer outra pessoa feliz. Se você quer algo, precisa primeiro dar algo de si. Você precisa se cercar de pessoas boas, amigáveis e interessantes e ser uma delas.

Lembre-se: em momentos difíceis, mesmo com lágrimas nos olhos, levante-se e diga com um sorriso: “Está tudo bem, porque somos frutos de um processo evolutivo.”

TESTE RÁPIDO: Se você não encaminhar esta mensagem para ninguém, então você é uma pessoa infeliz, solitária e sem amigos. Envie esta mensagem para as pessoas que você valoriza e você nunca se arrependerá.

Apertem os cintos! O megaescândalo do Banco Master está apenas começando

Tribuna da Internet | A enrascada do BRB no Banco Master e o silêncio estrondoso da grande mídia

Charge reproduzida do Arquivo Google

Dora Kramer
Folha

As fraudes de longa data do Banco Master — apontadas pelo mercado financeiro e pelo Ministério Público —, que resultaram na liquidação em novembro pelo Banco Central, marcam mais um na série de escândalos com os quais nos habituamos a conviver.

Esse caso, no entanto, exibe uma peculiaridade: tão ou mais escandalosa que as falcatruas do controlador, Daniel Vorcaro, é a rede de proteção formada para contestar a decisão da autoridade monetária.

PIZZA GIGANTE – As razões ainda são obscuras, mas o objetivo foi traduzido nas palavras do ex-presidente do BC Armínio Fraga: “Tem muita gente querendo assar uma pizza do tamanho do Maracanã”, disse ele em entrevista ao O Estado de S. Paulo.

Suspeita plenamente justificada pelas movimentações dos subterrâneos do poder onde Vorcaro construiu uma teia de relações que, ao juízo dele, lhe permitiriam levar seus negócios com segurança e exibicionismo pelo terreno da lucrativa enganação.

ESTANCAR A SANGRIA – Há sujeitos ocultos trabalhando para de algum modo amenizar a situação, o que não é de se estranhar, e cujos modus operandi o então senador Romero Jucá explicitou na ideia de “estancar a sangria” mediante acordos “com o Supremo, com tudo”.

Jucá falava com conhecimento de causa sobre a possibilidade de se anularem as consequências da operação Lava Jato. Acertou e, pelo visto, difundiu a metodologia agora aperfeiçoada no intuito de não deixar que a sangria se instale.

CAMPO DA SUSPEIÇÃO – A malfadada novidade aqui é ver o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal de Contas da União arrastados ao campo da suspeição por conivência, mediante decisões individuais dos ministros Dias Toffoli, no STF, e Jhonatan de Jesus, no TCU.

Ambos precisaram recuar de providências mais danosas à imagem das instituições, mas a ultrapassagem da linha da compostura institucional está dada e não tem conserto. A menos que os colegiados dessas instâncias abandonem o recato corporativista e se coloquem claramente em oposição a jabutis que, sabemos, só sobem em árvores por ação das mãos de alguém.

Um anoitecer tipicamente parnasiano, na poesia rebuscada de Raimundo Correia

A tempestade vem assombrado por onde... Raimundo Correia - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O magistrado, professor, diplomata e poeta maranhense Raimundo da Mota de Azevedo Correia (1859-1911) descreve o “Anoitecer” seguindo o estilo parnasiano a que se dedicava, e que tem como uma de suas características a descrição de algo que pode ser um objeto, um acontecimento, um fenômeno da natureza, uma paisagem etc.

ANOITECER
Raimundo Correia

Esbraseia o Ocidente na agonia
O sol… Aves em bandos destacados,
Por céus de oiro e de púrpura raiados
Fogem… Fecha-se a pálpebra do dia…

Delineiam-se, além, da serrania
Os vértices de chama aureolados,
E em tudo, em torno, esbatem derramados
Uns tons suaves de melancolia…

Um mundo de vapores no ar flutua…
Como uma informe nódoa, avulta e cresce
A sombra à proporção que a luz recua…

A natureza apática esmaece…
Pouco a pouco, entre as árvores, a lua
Surge trêmula, trêmula… Anoitece.

Brasil amplia presença de mulheres no Congresso, mas despenca no ranking

Sem bússola, sem projeto e dividida: o colapso da direita brasileira em 2026  

Simone Tebet e o desafio paulista: cálculo eleitoral, limites legais e a estratégia de Lula

Palanque em SP poderá levar ministra a deixar MDB

Pedro do Coutto

A possível candidatura de Simone Tebet nas eleições deste ano volta a movimentar o tabuleiro político nacional e revela, mais uma vez, como o governo Lula opera em múltiplas frentes para ampliar sua base de sustentação política.

Ministra do Planejamento, Tebet tornou-se uma das figuras mais relevantes do primeiro escalão, não apenas pelo cargo que ocupa, mas pela trajetória recente: uma liderança que saiu do campo do centro para se integrar, de forma ativa, à coalizão que sustenta o atual governo.

A hipótese de uma candidatura — seja ao governo de São Paulo, seja ao Senado — não surge como um gesto individual, mas como parte de uma engrenagem maior. O Palácio do Planalto busca, com evidente pragmatismo, fortalecer seu palanque no maior colégio eleitoral do país. São mais de 33 milhões de eleitores, um território historicamente hostil ao lulismo, mas decisivo para qualquer projeto de poder nacional.

DIÁLOGO – Nesse contexto, Simone Tebet aparece como um nome capaz de dialogar para além da base tradicional da esquerda, alcançando setores moderados, eleitores de centro e até parcelas do eleitorado conservador menos radicalizado.

Não se trata de improviso. Desde a campanha de 2022, Tebet demonstrou disposição para o enfrentamento político. No primeiro turno, destacou-se pelo discurso firme, pelo domínio dos temas econômicos e pela capacidade de se posicionar com clareza em debates públicos.

No segundo turno, sua adesão à campanha de Lula foi decisiva para ampliar o arco de alianças e conferir ao então candidato petista uma imagem mais plural. Esse capital político não se perdeu. Pelo contrário: foi incorporado ao governo e, agora, pode ser novamente mobilizado no terreno eleitoral.

ESTRATÉGIA – A ideia de lançá-la candidata em São Paulo atende a uma necessidade estratégica do Planalto: contrabalançar a força do atual governador Tarcísio de Freitas, que se consolidou como principal liderança da direita institucional no país. Mesmo que a vitória eleitoral não seja o cenário mais provável, uma candidatura competitiva pode cumprir outro papel fundamental — reduzir a margem de Tarcísio, tensionar sua base e, sobretudo, construir um palanque robusto para Lula em uma eventual campanha de reeleição.

Há, no entanto, limites objetivos. A legislação eleitoral impõe a exigência de domicílio eleitoral de, no mínimo, um ano antes do pleito. Esse ponto não é detalhe técnico: ele condiciona toda a estratégia. A mudança de domicílio para São Paulo, além de politicamente delicada, esbarra no calendário. O tempo corre contra a ministra, o que torna a candidatura ao governo paulista juridicamente improvável, senão inviável.

A alternativa do Senado por São Paulo também enfrenta obstáculos semelhantes. Além da exigência legal, há um fator político incontornável: Simone Tebet não possui, no estado, uma base eleitoral orgânica capaz de “puxar votos” em uma disputa majoritária tão competitiva. Diferentemente de Mato Grosso do Sul, onde construiu sua carreira política, São Paulo exige enraizamento, capilaridade e alianças locais já consolidadas — ativos que não se constroem em poucos meses.

SAÍDA MAIS SEGURA – Esse cenário recoloca, com mais força, a hipótese de uma candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul, seu domicílio eleitoral de origem. Trata-se de uma saída mais segura do ponto de vista jurídico e político. Ao mesmo tempo, permitiria ao governo manter Tebet como figura central na campanha nacional, sem abrir mão de um mandato legislativo estratégico em um Congresso ainda marcado por forte presença conservadora.

Há também uma consequência partidária relevante. Qualquer candidatura implicaria a saída de Simone Tebet do MDB, partido que, em São Paulo, mantém alinhamento com o atual governador. Esse rompimento não é trivial. Ele simboliza, mais uma vez, a dificuldade do MDB em se posicionar de forma coesa no cenário nacional, dividido entre o pragmatismo regional e a participação no governo federal.

COALIZÃO – No fundo, o debate sobre o futuro eleitoral de Simone Tebet revela algo maior do que o destino individual de uma ministra. Ele expõe a lógica do presidencialismo de coalizão em sua versão contemporânea: alianças móveis, cálculos eleitorais refinados e a permanente tentativa de ampliar fronteiras políticas em um país profundamente polarizado. Tebet é, hoje, menos uma candidata em potencial e mais uma peça-chave de um xadrez que Lula conhece bem — e joga com paciência.

Independentemente do desfecho, uma coisa é certa: Simone Tebet deixou de ser apenas uma liderança regional para se tornar um ativo nacional. Seu próximo movimento não será apenas pessoal. Será, sobretudo, um sinal claro de como o governo pretende disputar poder, narrativa e território nos próximos anos.

Condenações avançam, mas há rastro do 8 de Janeiro em centenas de processos

Flávio promete união da direita “no tempo certo” após prisão do pai

Moraes já está impedido de atuar na ação que condenou Bolsonaro

Moraes se reúne com Alcolumbre para tratar de segurança - 04/11/2025 - Brasília Hoje - Folha

Moraes está saindo de cena e o processo terá outro relator

Carlos Newton

Quem acompanha a “Tribuna da Internet” há mais tempo sabe que seu editor-chefe jamais demostrou a menor simpatia por Jair Bolsonaro, seja como militar, parlamentar ou governante.

No entanto, o exercício da função do jornalismo de política impõe que seja defendida qualquer pessoa que estiver sofrendo abuso de poder, não importa quem seja nem os crimes que por desventura tenha praticado.

RIGOR EXCESSIVO – Seguindo essa linha de raciocínio, não se pode afirmar que realmente tenha sido assegurado o direito de defesa a Bolsonaro enquanto a investigação, a acusação e o julgamento estiveram a cargo do ministro Alexandre de Moraes.

O abuso de poder foi justamente o que aconteceu no caso da Ação Penal 2.668, a mais importante da História Republicana, em que Moraes conseguiu a proeza de condenar Jair Bolsonaro por um golpe de estado que não existiu.

A partir de agora, passa a ser difundida no mundo civilizado a expressão “golpe à brasileira”, em que não ocorrem conflitos nas ruas, queda do governo ou fechamento do Congresso e do Supremo, assim como também não há mortos, feridos, presos, tropas nas ruas, nem tanques, blindados, navios, aviões, helicópteros, drones, nada, nada, nada, e com funcionamento rotineiro de escolas, comércio, indústria, serviços, administração pública, transportes, igrejas etc. – enfim, tudo normal, como afirmou sobre o processo a ministra aposentada Eliana Calmon, aquela que há alguns anos já denunciava à Justiça a existência de “bandidos de toga”.

TUDO MUDOU – De repente, com Bolsonaro já cumprindo pena na Papudinha, tudo mudou, porque seus advogados agora poderão arguir a nulidade das últimas duas decisões de Moraes (recusa de embargos infringentes e rejeição de agravo regimental).

Mas os advogados precisam ter paciência, porque Moraes ainda tem uma forte carta na manga. Portanto, se tiver juízo, a defesa de Bolsonaro só deverá se manifestar após o dia 31, quando termina o recesso e Moraes fica definitivamente bloqueado.

Se eles recorrerem agora, apresentando habeas corpus, Moraes encaminhará o recurso para Gilmar Mendes, que ainda é presidente da Segunda Turma até o dia 31, e ele certamente arquivará.

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P.S.
A situação está nesse pé. Moraes foi gravemente atingido, mas segue no comando do Supremo até o dia 31, quando o presidente Edson Fachin retorna de férias. Até lá, Moraes ainda reina. Mas a partir de 1º de fevereiro, volta a ser um ministro como qualquer outro e estará impedido de dar pitaco na ação contra Bolsonaro ou contra qualquer outro condenado que tiver apresentado embargos infringentes, como determina o Regimento do Supremo. Portanto, ainda faltam muitos capítulos para terminar essa novela. Comprem pipocas e leiam a Tribuna da Internet, que funciona sob o signo da liberdade(C.N.)

Crescimento do centrão ameaça reeleição de Hugo Motta à presidência da Câmara

Com Boulos fora de 2026, PSOL entrega protagonismo a Erika Hilton

Secretário de Segurança critica relatório da PEC e chama texto de retrocesso

Com dois terços das cadeiras em jogo, Senado vira alvo central da estratégia bolsonarista

Bolsonarismo busca reagir a derrotas no STF

Caio Spechoto
Folha

Ao menos 33 senadores devem tentar reeleição em outubro de 2026, quando 54 cadeiras do Senado, dois terços do total de 81, estarão em disputa. Entre os demais senadores em fim de mandato, 12 afirmam estar com o futuro indefinido, 6 dizem que não disputarão as próximas eleições, uma tentará ser deputada estadual, um busca ser governador e um, presidente da República —o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A disputa por vagas no Senado, e, consequentemente, pelo controle da Casa, ganhou importância nos últimos anos por causa do plano bolsonarista de aumentar a pressão sobre o STF (Supremo Tribunal Federal). A corte impôs derrotas importantes para esse grupo político nos últimos anos, como a condenação e prisão de Jair Bolsonaro (PL) e de diversos aliados do ex-presidente nos processos sobre a trama golpista.

ALVO – O bolsonarismo, porém, poderá promover processos de impeachment contra ministros do Supremo caso eleja senadores em número suficiente no ano que vem —o Senado é a Casa que tem o poder de destituir integrantes do STF. O principal alvo do grupo na corte é Alexandre de Moraes, responsável pelo processo que levou à condenação de Bolsonaro.

A Casa também tem dez pré-candidatos a governador, e ao menos quatro integrantes que sinalizam estar próximos de se aposentar das disputas eleitorais. Os números são de levantamento feito pela Folha. Além disso, foram detectados movimentos de integrantes do Senado para concorrer a cargos menores. Dos 81 senadores, 22 dizem que não serão candidatos em 2026, 13 dizem que ainda estão indefinidos e Flávio lançou pré-candidatura a presidente da República.

Um dos que não pretende se candidatar na próxima eleição é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele tem mandato como senador até 2031.

GOVERNOS ESTADUAIS – A maioria, 9 dos 10 que pretendem disputar governos estaduais, está no meio de mandato. Os mandatos no Senado têm 8 anos, o que estimula candidaturas mais arriscadas: o senador que perde uma eleição para o Executivo nessa situação tem mais quatro anos na Casa independentemente do resultado. O único desses pré-candidatos a governador que está no fim do mandato como senador é Eduardo Girão (Novo-CE).

Além desses 10 que se assumem pré-candidatos a governos estaduais, outros três afirmaram que poderão ser candidatos a governador, mas que ainda não descartaram a hipótese de concorrer a uma reeleição no Legislativo. Deram essa resposta Izalci Lucas (PL-DF), Jayme Campos (União Brasil-MT) e Marcos Rogério (PL-RO). Dos 16 senadores que disseram que não serão candidatos, 6 estão em final de mandato. Se mantiveram esses planos, ficarão sem cargo a partir de 2027.

A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), por exemplo, decidiu não tentar reeleição para apoiar a provável candidatura de seu filho, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), ao governo da Paraíba. José Lacerda (PSD-MT) exerce mandato no Senado como suplente do ministro Carlos Fávaro. Lacerda não disputará a eleição para apoiar Fávaro, que busca se eleger como senador novamente.

APOSENTADORIA – Os outros quatro em fim de mandato e que dizem não pretender disputar a próxima eleição indicaram que deverão se aposentar das corridas eleitorais. O grupo é composto por: Cid Gomes (PSB-CE), de 62 anos, eleito senador uma vez; Jader Barbalho (MDB-PA), de 81 anos, eleito senador três vezes; Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), de 80 anos, eleito senador uma vez; Paulo Paim (PT-RS), de 75 anos, eleito senador três vezes.

A lista de aposentadorias pode aumentar. Confúcio Moura (MDB-RO) ainda não decidiu seu futuro, e um dos cenários cogitados por ele é se retirar da vida pública. Jorge Kajuru (PSB-GO) avalia voltar a trabalhar em programas de televisão.

CARGOS MENORES – Duas das atuais integrantes do Senado planejam concorrer a cargos menores do que o que ocupam atualmente. Mara Gabrilli (PSD-SP) é pré-candidata a deputada estadual. Augusta Brito (PT-CE), suplente do ministro Camilo Santana, quer disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

O levantamento que deu origem a essa reportagem foi feito pela Folha com base em informações oficiais de cada senador. As fontes são as assessorias de imprensa de cada gabinete, os próprios senadores ou declarações públicas proferidas por eles. Os dados coletados se referem a quem estava no exercício do mandato até 12 de dezembro.

Aliados veem futuro incerto para Ricardo Nunes sem plano claro de sucessão

Reeleição de Tarcísio deixa futuro de Nunes refém de sucessor

Juliana Arreguy
Folha

Aliados de Ricardo Nunes (MDB) projetam um futuro político incerto para o prefeito da capital paulista caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de fato, saia candidato à reeleição no estado. Tudo dependerá, segundo eles, do sucessor escolhido pelo prefeito para disputar a gestão municipal em 2030.

Nunes era visto como possível nome a concorrer ao governo de São Paulo em 2026 caso Tarcísio se lançasse à Presidência, como vinha sendo ventilado por empresários e líderes de partidos de centro e direita. O cenário mudou após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciar a sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto no início de dezembro. Isso fez alguns dos principais defensores de Tarcísio na Presidência, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), recuarem de um eventual apoio ao governador –que nega, publicamente, o ensejo da disputa presidencial.

SEM CARGO – Por ter sido reeleito em 2024, Nunes não poderá concorrer novamente à Prefeitura de São Paulo em 2028, quando termina o seu mandato, e ficará sem cargo eletivo até a eleição geral de 2030. O prefeito já declarou, mais de uma vez, que não deseja deixar o mandato antes do fim, mas que não recusaria um pedido de Tarcísio, seu principal cabo eleitoral na última eleição.

O futuro político do prefeito, segundo auxiliares ouvidos pelo Painel, passa pelo nome que Nunes escolher para sucedê-lo no cargo. Hoje, dizem, não há ninguém em quem ele confie para o posto. O vice de Nunes, coronel Mello Araújo (PL), não é visto como uma opção de herdeiro político. O próprio Araújo, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a chapa, admitiu à Folha não ser alvo de simpatia por muitos integrantes da gestão.

Entre as reclamações internas contra o vice, há queixas de intromissão em algumas secretarias e críticas públicas a Nunes e Tarcísio. Além disso, como faltam quase três anos para o fim do mandato, o entorno do prefeito avalia ser muito cedo para projetar um nome. Um deles disse ao Painel, sob reserva, que apoiar alguém agora seria “matar uma candidatura”.

COTADA – Embora não seja vista como sucessora política, a primeira-dama Regina Nunes é apontada por aliados do prefeito como um ativo, já que ela é cotada como possível candidata a deputada estadual pelo MDB, com a causa animal como mote de campanha, e pode atrair ainda mais projeção ao emedebista.

A favor do prefeito, segundo outro auxiliar, pesa o fato de São Paulo ser uma cidade que atrai a atenção do país todo, tornando Nunes um nome mais fácil de ser lembrado do que o de outros prefeitos na mesma situação que ele.

Isso poderia auxiliá-lo, na visão deles, a ser chamado para exercer o cargo de secretário em alguma gestão. Há também a aposta de que Tarcísio não deixaria de estender a mão ao aliado, que estará em seu palanque em 2026, seja ao governo estadual ou federal.

BOA BASE – “Infelizmente ele não vai sair [ao governo estadual]. A minha vontade particular é que Nunes saia ao governo de São Paulo”, disse o ex-vereador Milton Leite, presidente do União Brasil na cidade de São Paulo.

“Depois de concluído o mandato, ele vai ter uma boa base em 2030, já que ainda é novo e tem projeção nacional”. Apesar de ter elogiado a base de Nunes, Milton Leite não disse à coluna qual cargo o prefeito poderia disputar em 2030.

Toffoli, abafador-geral do Master, respinga lama e emporcalha o STF

Tá esquisito isso, hein, Toffoli? Hein, Xandão?

Charge reproduzida do Arquivo Google

Marcos Augusto Gonçalves
Folha

A atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, no caso Master vai se transformando num desastre consumado. O que começou mal continuou mal e não são remotas as chances de que termine pior ainda.

O magistrado, com movimentos suspeitos e erráticos, colabora enormemente para desgastar a imagem já avariada da corte suprema, que se deteriora a olhos vistos na esteira da arrogância e do personalismo de alguns de seus membros.

MORAES, TAMBÉM – Contribui para isso seu colega Alexandre de Moraes, cuja família tinha um contrato de 129,6 milhões para defender o banco fraudador, e agora avança o sinal. Moraes como se sabe, abriu, de ofício, um anômalo inquérito sobre quebra de sigilos de magistrados.

Quanto a Toffoli, desde as primeiras decisões, o magistrado não deixou dúvida sobre sua intenção de abafar o conteúdo das investigações, e demonstrou que não descartaria medidas heterodoxas para tentar cumprir esse objetivo.

Por mais poderoso que possa ser o abafador-geral, a tarefa não é simples. São vastas as dimensões do escândalo e avolumam-se as pressões da opinião pública e de setores prejudicados pelo banco. Estão no ar, mais ainda com a liquidação da Reag, as fumaças do crime organizado.

RECUOS PATÉTICOS – Toffoli, como se sabe, empilhou deliberações e recuos patéticos. A começar pela transferência do processo para o STF e a decretação de sigilo em grau máximo, com base num pretexto, que é a existência de um deputado numa faceta sem importância da mega fraude.

PÉ NO JATO – O esportivo juiz, antes disso, foi torcer pelo Palmeiras em jato privado com um advogado de diretor do Master. Tentou também, como se sabe, promover uma acareação constrangedora entre Daniel Vorcaro, dono do banco em liquidação, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), possível comprador, e o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos.

Recuou diante das justificadas reações e livrou o funcionário do BC. Mas o TCU, sintomaticamente, entrou na linha auxiliar e queria fazer uma inspeção na sede da autoridade monetária.

Desde então, os problemas se acumulam. Parentes do ministro teriam feito negociações com um fundo envolvido nos desvios. O ilustre abafador também patinou num vai não vai para permitir novas diligências da PF. Depois não sabia onde guardar as provas – chegou a tentar trancafiá-las em escaninhos do STF.

SOB DESCONFIANÇA – Tudo somado, Toffoli, como apontou editorial desta Folha, perde as condições de prosseguir no papel que pretende desempenhar. Sua atuação atabalhoada e duvidosa junta-se a outras iniciativas que colocam o Supremo sob desconfiança – e não se trata apenas de ataques da escumalha golpista.

É, aliás, um risco chancelar um vale-tudo de ministros do STF com o argumento de que críticas podem levar a um retrocesso histórico.

Esse tipo de premissa, surrada, foi usada em outros tempos para impedir críticas ao stalinismo ou a erros flagrantes da esquerda, com a alegação de que seria fazer o jogo dos reacionários. É o que assistimos agora quando esquerdistas endossam a teocracia totalitária e assassina do Irã em nome do “anti-imperialismo”.

FRAUDE RECORDE – A julgar por opiniões de gente que observa o caso mais de perto, como o próprio ministro Fernando Haddad, estamos diante da maior falcatrua financeira da história do Brasil, o que não seria pouco.

Os sinais são de que figurões estão com o pé nessa lama, que já respinga no STF. O Supremo como diziam alguns na época do impeachment de Dilma e da Lava Jato é mesmo “insuspeito”?

Façam suas apostas. Essa roleta ainda tem muito a girar.

“Eu amava como amava um sonhador…”, revela o menestrel Montenegro

Falante, Oswaldo Montenegro percorre trilhas e imagens de 50 anos de  estrada em show feito com os pés no chão | G1

Montenegro, eternamente cantando o amor

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor e compositor carioca Oswaldo Viveiros Montenegro, na letra de ‘Lua e Flor”, utiliza símiles para mostrar as diversas formas pelas quais ele amou. Esta música faz parte da Coleção Pérolas – Oswaldo Montenegro 2000.

LUA E FLOR
Oswaldo Montenegro

Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor

Eu sonhava
Como a feia na vitrine

Como carta
Que se assina em vão

Eu amava
Como amava um sonhador
Sem saber porquê
E amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia, amanhece não

Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar

Eu amava,
Como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar